Sexo, Escola e Rock And Roll
16 Que a Força esteja conosco
Notas iniciais
Era como se ela possuísse algum tipo de magia. Mesmo tentando cessar aquilo, apenas ao respirar, sentir seu cheiro...
— Maria... — Ela se afastou de mim. Permaneci com os olhos fechados por alguns instantes, tentando processar o que acabara de acontecer. — O que foi isso?
Eu que me pergunto. O que diabos foi isso?
— Me desculpe. É que de repente eu...
— Não tem problema. Acho que estamos sentindo o mesmo.
Ela também sentia aquilo? Como se alguém puxasse seu coração para fora do corpo, e como se existisse uma barreira entre nós e o mundo?
— Isso está bem para você?
— Eu não sei explicar, mas... é como se o meu coração... quisesse fugir. — Arregalei os olhos.
Nos entreolhamos, e então eu pude ver.
Era aquilo que chamavam de "atração magnética"?
Não sei quanto tempo se passou até que começássemos a nos beijar novamente. Mas em minha mente, foi muito tempo. Tempo demais. Algo tão repentino, tão inesperado, e ao mesmo tempo... tão certo.
— Isso está certo, Maria?
— Hã...? — Eu ainda não me encontrava completamente lúcida.
— Nós duas aqui... eu não entendo.
Não respondi. Eu não sabia o que dizer, nem o que pensar. Apenas enxergava a garota magnífica que estava à minha frente.
— Nunca pensei dessa forma... mas você é realmente bonita.
Eu? Bonita? E por que ela dizia aquelas coisas? Naquele mesmo dia ela terminara com o namorado, ainda que não fosse verdadeiro. Mas por que nós duas tínhamos todo aquele clima?
Mas um pensamento em particular me passou pela cabeça.
Allen.
— Não. Sabrina, não podemos. Isso não foi nada. — Me levantei, ficando de costas para ela. Assim não notaria que eu chorava.
— Então não significou nada para você?
Logo, uma grande culpa me veio à cabeça. Junto, uma grande dúvida.
Magoar o garoto que me ama... ou magoar a garota que poderia me amar, e vice-versa?
Allen possuía aquele sentimento há muito tempo. Mas Sabrina já havia sofrido muito durante a vida. Allen era, acima de tudo, meu melhor amigo. Mas...
— Maria. — Senti as mãos da loira segurarem as minhas. — Acho que estou gostando de você.
...Mas Sabrina era de quem eu realmente gostava.
— Nos conhecemos tem menos de um mês. — Eu dizia aquilo mais para mim mesma do que para qualquer outra pessoa.
— Então você não gosta de mim?
O que eu diria a seguir?
Suspirei fundo. Me virei e beijei-a de novo.
— Por favor... — Eu chorava muito, estava extremamente confusa. — Não conte a ninguém.
— Não contarei. — Seus olhos também estavam molhados.
— Então posso ficar tranquila.
Sem dizer mais nada, voltamos para o estúdio de mãos dadas.
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Fotos
Acima, Sabrina van Gerard
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