Sexo & Amor
4 Uma vida para uma morte!
Notas iniciais
DAMON
Enquanto socorro Meredith, ligo para o hospital para prepararem tudo. Ela ainda sangra demais e isso está me preocupando.
– Ahh – Meredith grita, colocando a mão na barriga – Damon meu bebê!
– Não vai acontecer nada com ele – Eu digo.
Coloco-a no banco de trás do carro, e sigo para o hospital. Quando chegamos, ela já é levada direto para sala de cirurgia.
– O senhor é o pai? – A médica pergunta.
– Não, sou tio, o pai é meu irmão que faleceu – Falo e ela assente.
– Vamos precisar fazer o parto, ela está perdendo muito sangue – A médica diz.
– Pode fazer, só salve a vida dos dois, por favor – Eu digo e ela sai.
Senhor, por favor, não me tire essa criança. Esse bebê é minha única alegria no momento. Não me tire isso, eu não vou aguentar. Lágrimas descem pelos meus olhos.
ELENA
– Então Rose o que quer? – Eu pergunto cruzando os braços.
– Explicar as coisas – Ela diz e suspira. – Elena eu soube que você acha que Damon está comigo, mas ele não está.
– Como assim Rose? – Eu pergunto confusa.
– O Damon só sentiu pena de mim, Elena, ele te ama, mas quando não soube mais de você, e falaram que meu plano não cobria meu tratamento, ele não quis pedir o divórcio – Ela diz então tosse, e faz cara de dor.
– Eu não estou entendendo aonde você quer chegar. – Digo.
– Elena, Damon não estava comigo e com Stefan no acidente! – Ela tosse ainda mais. – Ele tentou te ligar várias vezes nesses meses.
– Mentira – Eu digo já com lagrimas nos olhos. – Eu recebi uma mensagem com ele terminando comigo – Pego meu celular. – Olha.
– Sinto muito, Elena, mas, nessa hora, Damon realmente estava comigo no hospital. E em nenhum momento o vi com o celular – Ela diz e respira fundo.
– Como isso é possível? – Eu questiono com lagrimas nos olhos.
– Eu não sei Elena... – Ela diz com a voz fraca.
– Porque está me falando isso agora? – Pergunto.
– Ele te ama, e está te perdendo. Eu sei o que é perder o homem que ama – Ela diz.
– Eu não posso Rose – Eu digo e ela me olha estranha.
– Elena você o ama! – Ela diz e tosse novamente.
– Mas se eu me aproximar... – Eu começo dizer, mas paro.
– O que está acontecendo? – Ela pergunta.
– Isso – Eu digo mostrando o e-mail.
– Eu não acredito nisso – Ela diz me devolvendo o celular. – Você precisa dizer pra ele – Ela tosse ainda mais.
– Mas e se cumprir? – Eu pergunto preocupada.
– Elena eu não sei se você sabe, mas o carro do Stefan estava sem freio – Ela diz fechando os olhos. – Ele foi assassinado.
– Um já foi... – Eu digo e começo a chorar. – É a mesma pessoa Rose!
Rose não me responde. – Rose? Rose?
Nada, o aparelho começa a apitar, me apavoro, saio correndo atrás de alguém.
– Por favor, alguém, ela está morrendo! – Eu grito e logo uma enfermeira aparece.
– Você precisa sair – A enfermeira diz.
Eu choro cada vez mais! Tudo começa a fazer sentido. Não era ele, por isso todos estavam do seu lado. Também não é Rose. E essa pessoa matou o Stefan...
A enfermeira sai.
– Como ela está? – Eu pergunto preocupada.
– Só teve uma crise – Ela diz e eu suspiro.
– Que susto. Eu volto outro dia. – Digo.
– Você é Elena Gilbert? – ela pergunta e eu faço que sim. – ela pediu para entregar isso.
A mulher me entrega dois envelopes, um com meu nome e um com o nome do Damon. Abro o meu.
Elena,
Sei que é estranho te pedir isso, mas gostaria que entregasse essa carta ao Damon, quando vocês se acertarem. É muito importante pra mim o conteúdo dessa carta. Espero mesmo que vocês se acertem. Obrigada por ter vindo hoje!
Atenciosamente Rose S.
Guardo as cartas na minha bolsa e sigo para o elevador. Quando passo pela a area da maternidade – que é no mesmo andar – vejo Damon chorando e meu coração dispara. O que ele está fazendo aqui?
– Damon? – Eu o chamo, ele me olha e vem me abraçar.
– Ela está perdendo o bebê, eles estão fazendo o parto – Ele diz me apertando nos seus braços. Então eu choro ainda mais. Sei que o sonho do Damon de ser pai, e, de certa forma, o sobrinho dele é esse filho.
– Vai ficar tudo bem Damon... – Eu digo fazendo carinho em seu cabelo.
– Ele não pode morrer – Ele diz soluçando.
– Não vai, ele vai viver, você daqui a pouco vai está com ele em seus braços – Eu digo o fazendo olhar pra mim. – Damon, nada vai acontecer.
– Fica aqui comigo? – Ele pergunta e eu o abraço.
– Não vou embora – Eu digo.
Ficamos abraçados por uns dez minutos até que escuto a voz da Caroline e do Klaus.
– Já teve noticias? – Klaus pergunta.
– Não – Damon diz me soltando.
– O que aconteceu? – Caroline pergunta.
– Eu cheguei em casa e ela estava sangrando muito, então a trouxe pra cá, a medica disse que tem que fazer o parto porque Meredith está perdendo muito sangue. – Damon diz.
– Eu volto já – Eu digo me afastando um pouco.
Pego meu celular e ligo pro Arthur, ele atende no terceiro toque.
– Oi querida – Ele diz.
– Arthur ainda estou no hospital – Eu digo chorando.
– Elena o que foi? – Ele pergunta preocupado.
– Vem pra cá, por favor – Eu digo chorando.
– Estou indo agora – Ele diz e eu soluço – Mas o que houve?
– Meredith está na sala de parto, mas ela pode perder o bebê – Eu digo chorando ainda mais.
– Estou indo, calma – Ele diz e desliga.
– Elena? – Escuto Caroline me chamar.
– Car – Eu digo a abraçando forte.
– O que faz aqui? – Ela pergunta.
– Vim fazer uns exames – Eu minto, secando minhas lágrimas. – Então vi Damon chorando...
– Calma amiga – Ela diz e me abraça. – Estava falando com Arthur?
– Sim, pedi pra ele vir – Eu digo e ela suspira. – Teve noticias?
– Os médicos conseguiram parar a hemorragia, agora estão fazendo o parto – Ela diz.
– Que bom... Damon estava muito nervoso – Falo apreensiva.
– Eu sei, Klaus conseguiu acalmá-lo – Ela diz, acariciando meu rosto.
– O que é isso? – Eu pergunto apontando para o anel em seu dedo.
– Klaus me pediu em casamento, estávamos jantando quando Damon ligou contando da Meredith – Ela diz e eu a abraço sorrindo.
– Parabéns, amiga. – falo e ela sorri também.
NARRAÇÃO ESPECIAL
Eu disse que ela ia pagar, falei para ela não contar a ninguém, mas ela ouviu? Não! Então sofra as consequências. Entro no quarto de Rose e ela está dormindo, fico ali observando por um tempo. Idiota!
– Ei! Acorda! – Eu digo a sacudindo
– Você? O que faz aqui? – Ela pergunta com uma cara nada boa.
– Vim te matar! Você sobreviveu e sabe demais – Eu digo e ela tenta pegar o botão que chama os médicos, mas sou mais rápida. – Você vai morrer hoje, não adianta nada.
– Socorro! – Ela grita e eu puxo os fios que estavam ligados a seu corpo.
Ela começa a se debater. Sorrio e deixo o quarto.
ELENA
– Doutor Gabriel, Doutor Gabriel urgência no quarto 201 – Uma voz de mulher diz no autofalante.
– É o quarto da Rose – Me assusto e saio correndo.
Caroline me segue, e logo vejo Damon e Klaus também na porta.
– O que aconteceu? – Eu pergunto.
– Os aparelhos dela foram desligados – Klaus diz.
Damon está estático. O médico sai de lá de dentro, com uma cara nada boa.
– Sinto muito informar, mas ela não resistiu, o que estava mantendo ela viva eram os aparelhos – O médico diz e eu saio correndo.
Ela morreu por minha culpa, eu contei pra ela e a pessoa cumpriu a promessa. Bato em alguém que me abraça, levanto meu rosto e vejo Arthur.
DAMON
Rose está morta! Ela foi assassinada, o médico disse que alguém puxou os fios em que ela estava ligada, e que isso resultou em sua morte. Eu não acredito! Morta...
– Damon – Klaus me chama.
– Ela está morta Klaus... – Eu digo. – Morta...
– É melhor você sentar Damon – Caroline diz e eu me sento.
– Eu devia está feliz ou algo assim, mas não, eu estou destruído! – Eu digo abaixando a cabeça – Ela foi assassinada!
– Damon, calma... – Caroline diz abaixando na minha frente – Não foi sua culpa!
– É Damon, você não tem culpa – Klaus diz sentando-se ao meu lado.
– Eu... – Começo a chorar.
Rose pode ter cometido todos os erros do mundo, mas não merecia morrer assim. Uma amiga, uma esposa! Eu não acredito nisso.
– Eu preciso ficar sozinho – Me levanto.
– Damon, e a Meredith? – Caroline me lembra.
– Merda! – Eu digo.
Eles me acompanham até a ala da maternidade, que ficava no mesmo andar. Eu não vi Elena desde que anunciaram a morte da Rose, na verdade nem a vi indo embora. Meia hora depois a médica aparece.
– Foi tudo bem, o meninão nasceu saudável, a paciente será levada pro quarto em breve e vocês poderão vê-la. – Ela diz e eu sorrio.
Pelo menos Deus não levou o meu menino.
– Eu posso ver meu sobrinho? – Eu pergunto.
– Ele está na incubadora – Ela diz e eu sorrio – Me acompanhe.
Seguimos a enfermeira, e logo vejo um monte de bebezinhos, lágrimas descem dos meus olhos.
– É aquele ali. – Ela aponta para um bebê, um pouco loiro, que estava um pouco separado dos outros – Não se preocupe, é normal ele estar na incubadora, afinal nasceu antes do tempo.
– Stefan – Eu sussurro sorrindo.
– Ele é lindo – Caroline diz.
– Parabéns titio – Klaus diz e eu sorrio.
Ficamos ali olhando meu sobrinho por um tempo até que a médica voltou.
– Vocês já podem ir ver a senhorita Meredith – Ela avisa. – Ela está no quarto 215.
Fomos até lá, e entramos, Meredith estava de olhos fechados, mas os abre quando percebe o movimento.
– Damon meu bebê – Ela diz.
– Ele vai vir daqui a pouco para você dar de mamar – Informo e ela sorri.
– Ele é lindo Mer – Caroline diz.
A porta é aberta, uma enfermeira trás Stefan para mamar.
– Mamãe eu tô com fome – A enfermeira diz rindo.
Vejo lágrimas nos olhos da Meredith, e é impossível não me emocionar com essa cena.
– Ei filhinho, vem cá – Meredith diz chorando, enquanto pega Stefan.
Ela logo começa a dar de mamar, faz careta nos primeiros momentos, me fazendo rir.
– Ei titio, vem me conhecer de perto – Meredith diz fazendo voz de criança quando termina de dar mamar. – Titio me pega no colo.
Eu pego meu sobrinho e acaricio seu rostinho.
– Esse titio vai mimar muito essa criança – Caroline diz rindo.
– Muito – Eu digo sorrindo todo bobo.
– Damon... – Meredith me chama.
– Que foi Mer? – Eu pergunto me virando pra ela.
– Eu sei que o filho é do Stefan e ele vai crescer sabendo disso, mas você não quer registrar ele comigo, como seu filho? – Meredith pergunta.
Eu olho para o pequeno Stefan, olho para Meredith. Ela quer que eu seja o pai dele. Pai...
– Tem certeza Meredith? – Eu pergunto com mais lagrimas nos olhos.
– Seu sonho é ser pai e o Stef merece um pai – Ela diz com lagrimas nos olhos. – Podemos fazer o registro no nome do Stefan, mas abrir uma liminar, para que ele seja registrado também como seu filho.
– Eu... – Olho para Caroline e Klaus, que sorriem. – Aceito.
Eu digo indo até ela e lhe dando um beijo na testa.
– Você me deu uma alegria – Eu falo e ela sorri.
– Você ia criá-lo com um filho mesmo – Ela diz.
– Isso ia mesmo – Caroline diz rindo.
– Meu filho... – Eu digo olhando pra ele.
ELENA
Arthur me levou para meu apartamento, e ficou cuidando de mim sem fazer pergunta, Caroline me ligou contando que o bebê nasceu bem, e que Meredith está bem. Contou também que Damon vai registrá-lo como filho, e isso me deixou muito feliz, mesmo com a morte de Rose sobre meus ombros. Damon sempre quis ser pai, e sei que ele ia acabar sendo pai dessa criança.
Minha noite foi um inferno, principalmente depois que abri meu e-mail.
ELENA, EU DISSE O QUE IA ACONTECER SE ABRISSE ESSA BOCA! CONVIVA COM A MORTE DE ROSE, PORQUE ELA É CULPA SUA! ROSE MORREU POR SUA CAUSA, PORQUE NÃO SOUBE FICAR CALADA! ENTÃO JÁ SABE NÉ, ABRIU O BICO, EU ENTRO EM AÇÃO!
Tive vários pesadelos, Arthur estava muito preocupado comigo.
Alguns dias se passaram, e eu me concentrei no meu serviço, mal comia, não falava com quase ninguém, sempre arranjando uma desculpa para ficar sozinha. Todos estavam preocupados, e não era pra menos.
– Elena, eu vou te levar ao médico – Arthur diz me pegando no colo.
– Eu não quero ir, Arthur – Eu grito batendo nele.
– Você não come há dias, o que houve naquele hospital pra você ter ficado assim? – Ele pergunta me apertando em seu colo.
– Nada! Me deixa em paz – Eu grito.
– Médico e nem adianta chiar. – Ele diz e saí do apartamento comigo no colo.
– Eu vou, mas me põe no chão – Esperneio e ele me põe no chão – Você vai ver que eu não tenho nada.
Seguimos para o médico, ele disse que só posso ser atendida em meia hora. Aproveito e vou ver Meredith, ela ainda não saiu do hospital.
– Posso entrar? – Eu pergunto e sorrio.
Meredith está dando de mamar ao pequeno Stefan.
– Pode Elena – Ela diz e eu entro. – Teve um tempinho pra mim, finalmente.
– Desculpa, muito trabalho – Eu digo e ela sorri.
– Damon falou – Ela diz e eu cruzo os braços.
– Ele está melhor? – Eu pergunto.
Sei que ele ficou muito abatido com a morte da Rose, eu até entendo isso, afinal ele viveu com ela por mais de dez anos.
– Acho que Stef o ajuda a superar – Ela diz olhando para o filho.
– Ele deve está todo bobo né? – Eu pergunto sentando na beira da cama,
– Está sim! – Ela diz rindo. – Elena você quer se madrinha do Stefan?
Meus olhos lacrimejam.
– Claro Meredith – Eu digo e eu pego Stefan no colo – Ei pequeno, sou sua dinda.
– Será que Arthur aceitaria ser o padrinho? – Ela pergunta e eu sorrio.
– O Damon concorda com isso? – Eu pergunto, não quero causar problemas.
– Ele que sugeriu – Ela diz e sorri – Eu disse que queria você como madrinha, mas que como ele ia registrar a criança como pai, ele ficou sem padrinho, então ele sugeriu que eu chamasse seu noivo.
Sorrio. Mas quero morrer por dentro. Damon está me superando, e isso me deixa arrasada.
– Eu vou perguntar, mas ele deve aceitar – Eu digo brincando com o Stefan. – Ele lembra muito o Stefan.
– É sim, foi o pedaço dele que me restou – Ela diz.
Meu celular apita, Arthur me dizendo que a próxima sou eu.
– Meredith eu preciso ir, tenho uma consulta agora – Conto entregando Stefan a ela.
– Obrigada por ter vindo – Ela diz sorrindo para o filho.
– Obrigada pelo convite – Sorrio mais uma vez e saio.
Encontro meu noivo e pergunto se ele quer ser padrinho do Stefan comigo, ele aceita numa boa, e fica feliz. Entramos no consultório.
– Então Elena, o que anda sentindo? – O médico pergunta.
– Eu não sinto nada doutor, é só paranoia do meu noivo – Eu digo.
– Doutor, ela não come há dias e está pálida desde então, estou preocupado – Arthur diz.
– Eu vou examiná-la – Ele diz.
Fiz alguns exames, ele disse que ficaria pronto em meia hora.
– Em que tanto pensa? – Arthur me pergunta.
– Em nós – Eu digo e ele sorri.
– Então? – Ele pergunta.
– Pensando o quanto você me faz bem – Abraço-o – Desculpa ter te preocupado esses dias.
– Não se preocupe, foram muitas emoções. – Ele diz fazendo carinho em mim.
– Elena Gilbert – A enfermeira chama.
Entramos no consultório e a cara do médico não é muito boa.
– Eu vou ser bem direto Elena, seus exames apontaram que você está propensa a ter uma anemia forte, então vamos reforçar sua alimentação. – Ele diz e eu suspiro. – Você deve está fraca por conta de não comer, então sugiro que coma.
– Eu disse isso a ela doutor – Meu noivo fala.
– Mas porque essa preocupação doutor? – Eu pergunto.
– Estou preocupado com sua taxa de leucócitos, eles estão baixos. – Ele diz e eu respiro fundo – Mas, quanto a isso, nós podemos controlar, quero novos exames, e, dependendo dos resultados, que a meu ver será o que estou pensando, será necessária uma transfusão.
– Leucemia doutor? – Arthur pergunta.
– Não por enquanto, mas se não tratarmos logo, sim ela pode vir a apresentar – Ele diz e eu suspiro. – Sua sorte é que detectamos rápido.
– Quais os exames? – Eu pergunto.
Ele me passa os exames, e assim que saio, eu os faço. Ele também passa uns remédios para eu tomar, quando saímos do hospital, compramos e logo tomei o primeiro comprimido. Arthur me leva para casa e depois vai trabalhar. Meu e-mail apita.
DOENTE ELENINHA? NÃO SE PREOCUPE EU POSSO RESOLVER TODOS OS SEUS PROBLEMAS! SOUBE QUE VAI SER MADRINHA DO PEQUENO STEFAN, QUE FOFO! DISSO EU NÃO VOU TE PRIVAR. SERÁ QUE ARTHUR ESTÁ SEGURO NO SET DE FILMAGEM? ACHO MELHOR LIGAR PRA ELE!
Lágrimas descem dos meus olhos. Mesmo sabendo que responder é uma furada eu respondo.
POR FAVOR, ME DEIXA EM PAZ! DIGA LOGO O QUE VOCÊ QUER! EU JÁ ME AFASTEI DO DAMON NÃO FOI? O QUE MAIS VOCÊ QUER? NÃO MACHUQUE MAIS NINGUÉM, EU IMPLORO, FAÇO O QUE VOCÊ QUISER!
Eu choro muito, eu não mereço isso! Meu e-mail apita novamente.
AGORA VOCÊ ESTÁ FALANDO MINHA LINGUA! EU QUERO QUE DESTRUA DE VEZ O AMOR QUE DAMON SENTE POR VOCÊ! QUERO QUE TRANSE COM ELE, E DEPOIS O ABANDONE, DIGA QUE FOI SÓ SEXO, QUALQUER COISA PARA ELE FICAR PUTO COM VOCÊ NO OUTRO DIA! SE NÃO FIZER, MINHA PROXIMA VITIMA SÉRA UMA DESSAS.
Abro o anexo, tem fotos da Meredith com o Stefan, Mike com a esposa, Gui no salão. Eu choro ainda mais. Eu não posso deixar que se machuquem por minha causa.
EU VOU FAZER! HOJE A NOITE!
Respiro fundo e seco minhas lagrimas.
ESTOU COMEÇANDO A GOSTAR DE VOCÊ!
Tomo um banho, escolho minha lingerie mais provocante e coloco um sobretudo por cima, tento não chorar enquanto me visto. Eu não acredito que vou fazer isso! Me olho no espelho e respiro fundo. Ainda bem que Arthur vai passar a noite fora, trabalhando.
Pego a carta do Damon, como não vou voltar com ele, decido entregar a carta, principalmente agora que Rose morreu, Damon precisa ler o conteúdo dela, confesso que fiquei curiosa e quase abri, porém eu não tenho esse direito. Coloco ele dentro do bolso do meu sobretudo.
Sigo para um bar e começo a beber, se vou fazer isso, preciso fazer direito, ele tem que me odiar no outro dia, mas isso não quer dizer que não vou curtir essa ultima noite nossa. Vou aproveitar cada toque, cada palavra doce que ele me disser. As lagrimas insistem em cair. Bebo mais! Preciso de coragem para fazer isso.
Quando percebo que estou um pouco alterada, e que estou “fedendo” a cachaça, pego um taxi e paro na frente da sua casa, pago o motorista e saio. Cambaleio um pouco e as ultimas lágrimas descem. Desculpa Damon, eu só não quero que ninguém mais se machuque! Toco a campainha umas três vezes, antes da luz da entrada acender, escuto a porta destrancar e se abrir.
– O que faz aqui? – Damon me pergunta com um olhar confuso.
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