Sexo & Amor
14 Natal Bônus
Notas iniciais
DAMON
Estou indo buscar Elena no hospital e fico pensando em tudo que está acontecendo conosco, penso no que sinto por ela, no que eu quero. Tento ignorar totalmente meu consciente, porque ele voltou a falar comigo desde a ligação do Arthur, posso parecer até louco, mas a ultima vez que me lembro de eu conversando comigo mesmo foi depois que Elena apareceu, ele sempre questionava os meus sentimentos pela Elena.
“E eu sempre estava certo!”
Viu, ele agora está assim, fica interrompendo toda vez que começo a pensar em algo, ai fica difícil me concentrar e tomar alguma decisão, porque quando estou quase conseguindo ele me tira os pensamentos.
“Você sabe o que deve fazer...”
Não eu não sei, se não, eu não estaria pensando no que fazer e sim colocando em pratica!
“É idiota mesmo! Vai desistir dela e dos seus filhos?”
E com esse ultimo pensamento minha mente vaga para um futuro, um futuro com Elena e nossos filhos...
*** PENSAMENTO DO DAMON ON ***
Eu estava chegando em casa, havia muita neve, e pode parecer incrível, mas um retardo havia marcada um almoço comigo na véspera de natal. Sacudo meu corpo para retirar um pouco da neve antes de entrar em casa, sei que Elena quer a casa impecável para o natal, ela convidou todos os nossos amigos, que finalmente depois de alguns anos, conseguimos reunir. Klaus e Caroline vinham com sua pequena filha que nascerá esse ano. Bonnie e Jeremy, Matt e Rebekah, Jenna e Rick. Meredith e nosso pequeno – nem tanto – Stefan. Todos juntos para celebrar o natal.
– Papai – Minha filha vem correndo e me abraça forte.
Ela tem os meus olhos e meus cabelos negros, Elena diz que ela é uma copia minha feminina, e isso sempre me faz sorri.
– Eu disse que chegava a tempo – Digo e ela sorri.
– Anda, tome logo banho, todos já estão aqui – Ela fala rápido.
– Pai – Meu filho vem me abraçar.
Bom, se minha filha é a minha copia feminina, meu filho é a copia masculina da Elena.
– Filhão – Eu o abraço forte.
– Crianças... – Elena surge e o sorriso que brota em seu rosto é magnifico.
Ela não tinha certeza se eu conseguiria voltar a tempo para o natal, mas eu fiz um esforcinho, claro, peguei o jatinho da empresa.
– Meu amor – Eu digo indo até ela e a beijando, escuto um eca dos nossos filhos e ela sorri em meus lábios. – Senti sua falta.
– Mas foram só três dias – Escuto sua voz e isso me faz estremecer.
Eu odeio ficar longe dela e de nossos filhos, Elena ainda me causa as mesmas sensações de quando entrou na minha sala há 16 anos.
– Eu sei, mais isso é muito pra mim... – Eu digo e ela ri.
– Eu disse que ele vinha – Klaus apareceu na sala rindo.
– Fica difícil acreditar com essa nevasca – Elena diz e eu lhe dou mais um selinho.
– Mas estou aqui e trouxe presentes – Digo e escuto meus filhos gritarem.
– Põe na arvore amor, junto com os outros e vá tomar um banho – Elena diz sorrindo.
– Eu já disse isso a ele mãe, mas ele não me escuta mais – Minha filha diz emburrada – Depois reclama quando falo de algum garoto.
Eu a fuzilo com os olhos, e ela cai na risada. Sempre que quer me desafiar, ela fala de garotos, meu filho começa a rir, e quando vejo já estão todos na sala rindo de minha cara. A fecho ainda mais e subo para meu quarto. Quando desço Elena já arrumou todos os presentes que eu trouxe junto aos outros. Colocamos os papos em dia com nossos amigos.
A ceia é maravilhosa, e então chega o momento de abrir os presentes, todos adoram o que ganham, e Elena vem com uma caixa pequena nas mãos.
– Esse daqui é para meu amado marido e para meus maravilhosos filhos... – Ela diz estendendo a caixa pra mim – Abra meu amor, faça as honras...
E quando eu abro, fico em choque, mas muito alegre, na caixinha há um sapatinho branco de crochê, olho para Elena que está com lagrimas nos olhos e repousa a mão em sua barriga, me confirmando o que pensei.
– Eu vou ser pai... – Digo alto com os olhos marejados.
*** PENSAMENTO DO DAMON OFF ***
Quando dou por mim, já estou na frente do hospital, olho no retrovisor e vejo meus olhos vermelhos, claro que esse pensamento me machucou. Eu e Elena juntos, num futuro com nossos filhos e nossos amigos, e ela me dando mais uma alegria.
“Acho que você já sabe o que fazer né?”
Claro que eu sei o que fazer, mas acho que estamos esquecendo que não depende só de mim esse futuro acontecer, depende principalmente dela, dela me aceitar de novo em sua vida, dela terminar seu relacionamento com o Arthur.
E por um momento eu paro para pensar no Arthur, o que estou prestes a fazer é errado com ele, ele está confiando que vou cuidar da Elena, e sim eu vou fazer isso, mas ao mesmo tento vou lutar por ela, reconquista-la, fazê-la ser minha novamente.
“Até que fim mano!”
ELENA
Eu ainda estava em choque com a ligação do Arthur me dizendo que eu ia passar alguns dias na casa do Damon, quando o próprio chegou ao meu quarto.
– Oi – Ele disse entrando.
– Oi – Respondi.
Não! Eu não queria ir! Eu relutei! Como vou ficar na casa dele? Arthur só podia está me jogando na cela dos leões, onde já se viu me entregar assim nas mãos do Damon? O que estou pensando?
– Meredith está arrumando o quarto pra você – Ele diz pegando minha mala.
Eu ainda estou imóvel na cama, eu não consigo mexer um musculo sequer. Realmente eu não quero ir para a casa do Damon.
– Eu posso ir para a casa da... – Começo a dizer.
– Elena ela está com os preparativos finais do casamento, não terá tempo para cuidar de você – Ele diz sério e eu respiro fundo.
– Jenna? Bonnie? – Eu digo desesperada, e vejo por um instante um sorriso surgir em seus lábios. – Desculpa, só não quero dar trabalho.
– São meus filhos também Elena – Ele diz com paciência, e isso me tira o chão.
Claro que eu sei que são os filhos dele também, mas toda vez que eu o escuto falar isso, sinto como nada mais importasse, que eu sempre estaria bem, sempre estaria amparada.
– E alias, seu noivo me ligou, porque não me ligou? – Pergunta, e sinto uma certa raiva no tom de sua voz – Elena eu devia ser um dos primeiros a ser avisado, não o ultimo – Briga comigo.
E me faz sentir a pessoa mais idiota do mundo. Preocupada apenas de que vou está na casa dele, com ele por alguns dias, e não preocupada com minha saúde e com a saúde dos nossos filhos.
– Eu... – Tento achar uma desculpa, mas sei que é em vão. – Quer saber, eu não preciso mentir, você é a ultima pessoa que eu queria ver!
Seu olhar desvia do meu, mas não antes deu ver a dor em seus olhos, ele sai do quarto sem dizer nada. Mas eu não menti... Eu não o queria aqui, eu queria o Arthur! Damon já me fez sofrer muito, e sei que se algo acontecesse aos nossos filhos, eu sofreria ainda mais, mas ver a dor nos olhos dele, me faria pior. E merda, mais um vez estou pensando em mim e não nele. Saio atrás dele, ele está falando com um medico e eu espero.
– Podemos ir – Sua voz é neutra.
Seguimos para seu carro em silencio, e sinto que devia falar algo.
“Claro que deve, ele é o cara que você ama, e você o machucou!”
Pronto! Era só o que me faltava, eu ter dor na consciência! Respiro fundo, não preciso da louca do meu sub, me dizendo o que fazer, o que falar e como.
– Damon... – O chamo e ele olha de relance pra mim. – Desculpa...
– Pelo que Elena? Pelas palavras ou pelo gesto? – Pergunta e sinto magoa na sua voz.
– Por tudo, eu estou sendo egoísta com você, eles também são seus filhos e você merece isso mais do que eu – Digo abaixando a cabeça.
Sinto o carro para e ele pega a meu queixo me fazendo o olhar. Seus olhos estão vermelhos, então sei que em algum momento do nosso silencio ele chorou.
– Eu só não consigo lidar com isso tudo – Digo olhando dentro dos seus olhos – Eu só...
– Não desconte em mim Elena, eu também sofri esse tempo todo – Ele diz eu tento abaixar meu rosto, para desviar nosso olhar, mas ele sustenta – Eu não me preocupo só com o bem estar deles Elena, eu me preocupo com o seu, você quer ir para a casa da Bonnie ou da Jenna eu te levo, eu só quero que você fique feliz e bem, mas não é dever delas cuidar de você assim nesse estado... – Começo a chorar – É o meu dever, me deixa cuidar de você e dos nossos filhos.
Ele tenta secar as lagrimas que descem pelos meus olhos. O que eu posso dizer?
“Que sim né sua burra!”
Não estou dizendo isso, é obvio que vou deixa-lo cuidar de nós, mas o que quero dizer é o que eu posso dizer sobre o “inferno” – se é que você me entende – vai ser essa estadia na casa dele.
“Ah, entendi, da vontade que você vai sentir de agarra-lo”
– Sim, Damon... Eu – Tento dizer algo, mas seus dedos descem das minhas bochechas para meus lábios.
– Não precisa dizer nada agora, o médico disse nada de estresse – Ele diz e se afasta.
Ele volta a dirigir e eu fico pensando em tudo que aconteceu entre nós.
“É melhor você pensar em tudo que vai acontecer entre vocês...”
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