Sexo & Amor
21 Eu não posso perdê-los
Notas iniciais
DAMON
Infelizmente nossa lua de mel acabou e voltamos para a realidade, o que para nós no momento quer dizer lidar com a imprensa. Até que eles nos deixaram em paz por um tempo, mas agora com meu livro fazendo sucesso, eles têm sido bastante chatos. Mas não é com isso que estou preocupado hoje, Elena vem reclamando de dor há alguns dias, a médica pediu para ela ficar de repouso, mas minha esposa escuta? Não, claro que não, ela é Elena Teimosa Salvatore. E está nesse momento repousando no quarto que fiz para ela na empresa.
Por conta da nossa lua de mel, Elena e eu resolvemos trabalhar até quando pudermos antes da virada do ano, afinal acabei dando férias antecipadas a Klaus e Caroline que resolveram estender um pouco a estadia na Espanha. O que mais me surpreendeu quando voltei para casa é não escutar o choro do meu filho, Stefan, Meredith está viajando com Arthur, ainda. A principio eles foram para Espanha numa filmagem que ele estava fazendo por lá, Elena e eu até damos um passada para ver “nosso” filho. Mas logo eles seguiram para o Brasil, onde Arthur vai ao lançamento do seu filme. Acho que finalmente Meredith está deixando seu coração amar de novo, e fico feliz com a escolha dela, afinal Arthur é um homem maravilhoso – ok, isso foi gay.
O trabalho não está movimentado, afinal hoje é véspera da virada do ano, mas eu tenho muito o que fazer, Elena trabalha como pode, mas deu uma parada por mau estar. Eu preferia que ela ficasse em casa, mas ela alegou que se passasse mal, preferia está perto de mim, o que foi suficiente para me convencer a deixa-la vir.
Falando na minha adorável esposa, vou ir vê-la como está, me levanto da mesa e saio da minha sala em direção a sala que fiz seu quarto – que a proposito é ao lado da minha sala.
– Elena... – eu digo abrindo a porta, mas ela não responde.
Eu fico pálido com a cena que eu vejo, eu não consigo me mover.
– Não! Não! – Eu grito indo a sua direção.
Ela está deitada no chão, sangrando, está inconsciente. Com a minha gritaria, o pessoal que estava trabalhando vem até o lugar que estou.
– Por favor, uma ambulância urgente! Principio de aborto – Escuto uma voz feminina falando.
Mas eu não dou bola, eu tento acorda-la. Isso não pode está acontecendo.
– Por favor, Deus, não faça isso comigo, por favor – Imploro chorando.
– Damon é melhor não mexer nela – Alguém fala tentando me afastar – Já liguei para ambulância, eles estão vindo.
– Eu não posso perde-los – Digo e a pessoa me abraça.
É quando eu noto que é Gabriela, nossa secretária, que escolheu ficar para me ajudar a cuidar da Elena e da empresa.
– Não vai – Ela me abraça mais.
– Eu não vou suportar – Não aguento, já estou soluçando.
Minha esposa inconsciente, perdendo nossos filhos e eu não posso fazer nada. Absolutamente nada, a não ser esperar.
– É minha culpa, ela não devia está aqui – Digo chorando mais.
– Não Damon, já pensou se ela tá em casa? Sozinha? – Pergunta e eu respiro fundo.
Eu já perdi todos que eu amava, será que é algum tipo de maldição? Com certeza se eu perder algum deles, eu não vou suportar. Não depois de tudo que já aconteceu. Não posso pensar assim! Tenho que pensar positivo, eles vão sobreviver e vamos ser muito felizes.
– A ambulância chegou Damon – Gabriela diz e eu olho.
Eles estavam colocando Elena numa maca. A médica da Elena estava junto.
– Eu mandei que a chamassem – Gabriela diz. – Achei que seria melhor, agora é melhor irmos pro hospital junto com eles, você consegue ficar em pé?
Com algum esforço eu me levanto.
– Doutora é grave? – Pergunto quando a medica se aproxima.
– Ela perdeu muito sangue Damon, e no caso dela, sim é muito grave, eu temo pelo pior, mas vou fazer de tudo para tira-los com vida ok, provavelmente vamos ter que fazer o parto, ela não vai aguentar por muito tempo se continuar assim – Diz e eu desabo no chão, trazendo comigo Gabriela, que ainda me segurava.
Gabriela pega nossas coisas para seguirmos pro hospital, como eu não estou em condição de dirigir, entrego a chave do carro para ela. Assim que chegamos, ninguém me dá noticias do estado clinico da Elena. E isso me desespera ainda mais.
– Por favor, eu preciso saber como estão minha esposa e meus filhos – Digo para a recepcionista.
– Eu já pedi para falarem com a médica, mas ela está na cirurgia ainda senhor, é tudo o que eu sei.
Eu estou sem chão! O que eu faço?
– Damon você quer que eu ligue para alguém vir ficar com você? Eu não posso ficar mais, meu marido já está me ligando. – Gabriela diz ajoelhando na minha frente, eu faço que sim. – Quem?
Todos que eu conheço estão viajando, e demoraria muito tempo para chegarem, mas eu preciso de alguém, preciso de alguém ao meu lado nesse momento.
– Todos, Car, Klaus, Arthur, com quem você conseguir falar – Digo tentando respirar – Diga o que aconteceu e que quero eles aqui comigo.
Ela assente e sai do meu lado para fazer as ligações. Então vejo a médica vindo em minha direção.
– Então doutora? – Pergunto com esperança.
Ela se ajoelha na minha frente e abaixa a cabeça e respira fundo e com isso meu coração aperta no meu peito. Por favor, não!
– O caso é grave Damon, estamos tentando controlar a hemorragia primeiro para conseguir fazer o parto. Eu quero deixar bem claro que o parto pode ser feito depois, mas não é a melhor opção, sei que ela ainda não está com sete meses, mas é um risco tanto para ela quanto para as crianças. Preciso da sua autorização para continuar – Diz.
– Só salve a vida deles, por favor... – Peço e volto a chorar.
– Ok, há uma outra coisa que também tenho que perguntar – Diz e me faz encara-la – Se eu tiver que escolher quem deixar vivo, quem eu devo salvar primeiro?
Não! Não me faça escolher! Eu não consigo, eu choro ainda mais com essa pergunta. Quem devo escolher? Isso é impossível, eu não devia ter que escolher.
– Salve a Elena doutora – Eu digo.
Apesar de me doer muito, ela é minha escolha, ela é minha vida, sem ela eu não conseguiria viver. Eu não quero escolher outra mulher para viver comigo, imagina criar os nossos filhos sem ela? Nunca.
– Ok. Se for preciso, salvar a Elena – Diz e se levanta – Vai dar tudo certo Damon.
Ela sai e me deixa mais uma vez sozinho. Vai dar tudo certo... Como ela pode me dizer isso depois de ter pedido para eu escolher quem ela deve salvar se precisar?
– Klaus disse que está voltando com Caroline, mas que devem chegar pela madrugada, Arthur também está vindo com Meredith e Stefan, Jeremy disse que em meia hora chega com Bonnie e Matt também está vindo com Rebekah – Ela diz e sorri – Vai ficar tudo bem, você quer que eu fique aqui com você enquanto ninguém chega? – Faço que sim com a cabeça. – Quer conversar?
– Por favor – Digo e seco as lágrimas dos meus olhos. – Como vai seu filho?
– Ele tá enorme Damon, já tá andando e fala algumas coisas – Diz e sorri.
– Acho que vou enlouquecer quando eles tiverem nessa fase – Digo e ela ri.
– Com certeza que vai, gêmeos devem dar um trabalho enorme, se um já dá – Diz e eu rio.
– Eu sempre desejei isso, mas agora tô com medo, será que vou ser um bom pai? – Pergunto incerto.
– Damon você será um pai maravilhoso – Ela diz e eu sorrio.
– Obrigado – Digo.
– Você vai ver, logo logo você vai estar enlouquecido com seus filhos, principalmente com a menina, porque do jeito que você é ciumento – Diz rindo e me fazendo rir.
– Ela só vai casar com mais de trinta anos – Digo rindo.
– Elena não vai deixar isso acontecer – Diz.
– Damon... – Escuto a voz de Bonnie e me levanto. – Como ela está?
– Ainda na cirurgia, estão tentando controlar a hemorragia. – Digo e ela me abraça – Obrigado por terem vindo.
– Não deixaríamos sozinho nesse momento – Jeremy fala.
– Bom, agora que vocês chegaram eu preciso realmente ir, Damon qualquer coisa me ligue, não importa a hora ok? – Gabriela diz e eu faço que sim.
Fico conversando banalidades com Bonnie e Jeremy até que Matt e Rebekah cheguem e se juntem a nós. Rebekah sugere que é melhor irmos a capela rezar por Elena e eu acho uma boa ideia.
– Senhor eu sei que eu tenho sido negligente perante minha fé. Mas o senhor sabe de todos os meus pecados e de todos os meus acertos, e sei que um não anula o outro e que eu tenho que pagar por todos os meus atos. Elena também não é nenhuma santa, mas eu a amo e eu sei que posso está sendo egoísta, mas não a leve para junto de ti, não agora no momento que mais preciso dela ao meu lado. – Lagrimas descem dos meus olhos, eu me sentei afastado de todos e eles entenderam e sussurro minhas preces ajoelhado com as mãos na cabeça. – Também peço que não me tire meus filhos, eu sei que pedi para salvar a Elena, mas eles também são importantes para mim e eu gostaria de cria-los. Eu pediria para trocar de lugar com eles, eu imploraria, mas eu não sei se consigo. – Fecho meus olhos e sinto uma dor no coração. – Eu só quero um tempo com eles, um tempo com a minha familia, isso é pedir demais senhor?
– Damon! – Escuto a voz chorosa de Caroline e logo ela está ao meu lado com os olhos vermelhos.
– Ah Caroline – Eu soluço em seus braços.
– Calma Damon, vai ficar tudo bem – Escuto a voz do Klaus.
– Obrigado por terem vindo tão depressa – Digo.
Ficamos mais um tempo na capela e depois voltamos para sala, são seis da manhã quando a medica finalmente vem dar alguma noticia e pela sua cara acho que é boa, mas não quero me alegrar antes do momento.
– E então doutora? – Pergunto esperançoso.
– Conseguimos conter a hemorragia e agora ela precisa de algumas horas de descanso antes de começarmos a induzir o parto. – Diz cautelosa.
– Mas ela está bem? – Pergunto deixando mais lagrimas caírem pelo meu rosto.
– No momento ela está a salvo, mas está sendo monitorada para caso a hemorragia volte Damon – Diz e suspira. – Você quer vê-la?
– Eu posso? – Depois de horas de terror, eu finalmente consigo sorri, mesmo que não seja uma felicidade completa, eu sorrio.
– Claro, me acompanhe, mas não poderá demorar muito – Diz e eu me levanto rapidamente secando minhas lagrimas.
Seguimos para uma sala isolada, e eu preciso fazer os procedimentos padrões e me esterilizar. Vestido com luvas, touca, mascara, estou apto para ver minha esposa. Ela está ligada a vários aparelhos e eu tento não chorar com a cena.
– Você parece tão frágil assim – Digo me aproximando – Quando você acordar, você vai rir da minha cara e dizer o quanto eu fui bobo por chorar e achar que iria te perder. Vai me dizer que não foi nada e que tudo só passou de um pesadelo – Eu rio, mas as lagrimas descem e eu as limpo, não quero chorar na sua frente, mesmo que ela não possa ver. – Sabe eu fiquei pensando enquanto estava aqui e acho que já sei onde podemos morar, tenho duas escolhas o nosso antigo apartamento, ele é grande suficiente, mas não sei se é o lugar ideal para se chamar de lar para uma família, mas fomos tão felizes lá e outro é uma casa que eu vi essa semana depois que sai de uma reunião, você vai amar, ela não é tão grande, mas pelo que eu pesquisei é ideal para nossa família – Acaricio seu rosto. – Os gêmeos teriam cada um seu quarto, Stefan também teria o dele, e claro tem mais um quarto, que eu pensei que daqui a um tempo quando nossos filhos tiverem mais idade adotarmos um o que acha da ideia? – Apesar da medica ter falado para não fazer, eu não aguento, me ajeito no cantinho da cama ao lado dela, e passo meu braço por cima do seu colo, me abraçando ao corpo dela. – Damon essa ideia é um pouco absurda! E se não dermos conta dos gêmeos? – Imito sua voz e rio. – Nós vamos ser os melhores pais do mundo. – respondo rindo – Você é um convencido – Imito novamente sua voz. – Um convencido que te ama...
Eu fico mais um tempo ali, e acho que acabo cochilando, porque sou acordado pela médica.
– Damon, precisamos leva-la – Diz e eu suspiro.
– Que horas são? – Pergunto.
– Dez da manhã, você dormiu ai, eu pedi para não incomodarem, mas fiquei vindo olhar se tava tudo bem – Diz e sorri.
– Obrigada – Digo.
Eu saio do quarto e volto para sala de espera. Acho que agora estou mais calmo e mais confiante de que tudo vai dar certo e eu consigo até sorrir. Meus amigos ficam mais relaxados quando me veem assim. O passar do dia foi complicado, eu estava cada vez mais ansioso, a doutora veio me explicar os procedimentos e disse que o parto só seria realizado a noite ou pela madrugada e claro perguntou se quando chegasse a hora se eu queria acompanhar e obvio que eu aceitei. E acho que por isso estou ansioso.
Arthur chegou com Meredith e Stefan depois do almoço e ficar com meu filho me distraiu um pouco.
– Bom, eu sei que o momento não é propicio para comemorações, mas daqui à uma hora é ano novo e acho que Elena gostaria que comemorássemos isso – Arthur diz assim que entra na sala, ele havia saído, ele está cheio de sacolas. Ele vai falar mais alguma coisa quando a medica entra.
– Damon, vamos começar o parto – Ela diz e eu me levanto apressadamente.
– Quando der meia noite comemorem, Arthur tem razão, Elena gostaria que fizessem isso – Digo e vou até a Meredith que está segurando Stefan. – Ei filhão feliz ano novo, queria passar ao seu lado, mas seus irmãos e Elena estão precisando de mim no momento. Eu te amo! – Eu o pego no colo e o abraço forte e lhe dou um beijo no topo da cabeça depois que devolvo para Meredith. – Obrigado por terem vindo e como não sei que horas vou voltar, desejo um feliz ano novo a vocês!
Abraço todos, e eles desejam sorte. Eu sigo para sala da maternidade, e faço todos os procedimentos para acompanhar o parto da minha esposa. Como ela está desacordada e não está na hora, seu parto será cesariana. Mas a medica me deixou acompanhar, e agora que estou aqui estou ainda mais aflito.
O tempo vai passando e eu pensei que ficaria nervoso ao vê-los abrindo minha espoa, mas eu estou mais aflito para que tudo ocorra bem, eu olho no relógio e vejo que falta menos de dois minutos para meia noite quando escuto o primeiro choro e instantaneamente lagrimas descem pelos meus olhos.
Sorrio quando a medica vira para mim e me mostra que é a Anne, ela logo corta o cordão umbilical e entrega para uma enfermeira e logo escuto um choro mais grave e sei que é Alex, olho o relógio e já são passou da meia noite. E logo a medica me mostra e depois corta o cordão umbilical e o entrega a outra enfermeira.
Eu sigo com os olhos para onde estão levando meus filhos, sorrindo e chorando ao mesmo tempo. Quando eles saem do meu campo de visão eu volto a prestar atenção na minha esposa, e suspiro aliviado por está dando tudo certo.
– Foi um sucesso Damon – A medica diz quando tudo termina. – Apesar de tudo as crianças e Elena estão bem e você já pode comemorar.
Eu choro ainda mais, e rio, abraço-a forte e ela ri.
– Obrigado doutora – Digo rindo e chorando ainda.
– Por serem prematuros eles terão que ficar na incubadora por um tempo, mas eles vão sobreviver. – Diz.
Assim que saio da sala corro para contar a noticia a todos, que ficam eufóricos e me desejam parabéns. Arthur me oferece uma taça e brindamos ao fato de que apesar do grande susto, deu tudo certo. Logo somos avisados que podemos ver os gêmeos, mesmo que muito de longe, por eles estarem na incubadora.
– Eles são tão pequenos... – Caroline fala abraçada a mim, ela não me largou desde que dei a noticia.
– Tão frágeis – Digo.
– São lindos... – Rebekah diz.
– Anne tem seus cabelos, negros... – Bonnie diz e ri – Será que tem seus olhos?
– Espero que sejam os da Elena – Digo e todos riem. – Espero que puxem a ela, para eu poder ficar babando por eles ainda mais se é possível.
Ficamos ali olhando meus filhos – um sorriso bobo surge toda vez que penso e pronuncio filhos, ou os nomes dele – até que somos informados que em breve poderemos ver a Elena, que já está descansando em seu quarto. Eu dispenso todos, mas Caroline e Klaus resolvem ficar comigo.
Na primeira visita a Elena ela ainda estava sedada, a médica disse que ela ficaria assim por três dias, e me recomendou ir para casa para que eu descansasse e disse que o pior já passou. Se eu consegui ir para casa? A contragosto, mas fui. Klaus me deixou em casa.
– Como está se sentindo? – Meredith pergunta para mim.
Arthur está sentado ao seu lado segurando Stefan, é um tanto estranho a cena, mas fico feliz por eles.
– Aliviado – Digo sentando no outro sofá. – Queria ter ficado lá com eles, mas não me deixaram. – Faço bico.
– Você precisa descansar, tá só o pó – Arthur diz e rimos.
– Obrigado por terem vindo – Digo.
– Não seria diferente Damon, Elena é importante para nós também – Arthur diz.
– Eu sei, por isso mandei avisa-los. – Digo e suspiro. – Então vocês estão...?
– Queria dizer namorando, mas ela não aceitou – Diz e olha para Meredith que dá de ombros.
– Porque não? – Pergunto olhando para ela.
– Acho cedo demais – Diz.
Ficamos conversando sobre algumas coisas, e logo eu me recolho para tentar descansar como foi me sugerido.
Três dias...
Três dias já se passaram, e eu praticamente não sai do hospital, eu revezava entre ficar com Elena e ficar com nossos filhos. Hoje Elena provavelmente vai acordar, sua medicação foi cortada pela noite e isso me deixa eufórico.
Escuto um gemido sôfrego e olho para a cama de Elena e a vejo se mexer, levanto da minha poltrona e vou até ela, e assim que chego ela abre os olhos e os fecha.
– Onde estou? – Pergunta com um pouco de dificuldade e baixo.
– No hospital – respondo.
– O que aconteceu? – ela abre os olhos.
– Você teve uma hemorragia – Digo cautelosamente, a medica me disse como contar tudo que aconteceu.
– Damon os nossos bebês – Elena começa a ficar agitada na cama.
– Eles estão bem Elena – Digo sorrindo – São lindos...
– O que? – Pergunta confusa e põe a mão na barriga – Damon cadê nossos filhos?
– Eles estão bem Elena, estão na incubadora por terem nascido prematuros, mas estão bem – Digo e sinto que vou chorar – Estão todos bem!
Ela me abraça e chora.
– Eu tive tanto medo de perder vocês quando eu te vi desmaiada e sangrando naquela sala – Não aguento e choro.
– Está tudo bem, já passou não foi? – Diz e eu rio. – Quando será que vou poder vê-los?
– Em breve – Escuto a voz da doutora – Que bom que acordou Elena, precisamos fazer alguns exames e depois eu a levo a seus filhos.
Elena faz todos os exames e fico feliz que tudo esteja bem, e logo à doutora nos acompanha até o berçário.
– Eles são tão pequenos – Elena diz com a voz chorosa. – São lindos...
– Que nem você – Digo e acaricio seu ombro, já que ela está na cadeira de rodas e eu em pé.
– A Anne tem seu cabelo e o Alex o meu – Diz rindo.
– É... – Digo e me abaixo para poder plantar um beijo no topo de sua cabeça – Eu te amo.
– Eu também te amo!
E ficamos assim, os dois bobos olhando para nossos filhos.
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