Sexo & Amor
13 Dose Dupla!
Notas iniciais
DAMON
Nicole me encarava, segurei sua mão e a conduzi até o sofá. Eu já havia decidido o que fazer, e minha prioridade era Nicole.
– O que aconteceu Damon? – Pergunta.
– Eu vou ser direito como sempre fui, eu quero terminar – Digo e ela me olha.
Ficamos em silencio, eu encarava minhas mãos. Nicole me olhava, eu tentava decifrar o que está se passando em sua mente, eu me preparei para todas as reações, pensei em tudo o que ela podia perguntar, mas o que ela me perguntou me desarmou.
– Você vai voltar com ela? – Pergunta.
– Eu não sei, não estou terminando contigo por ela, só... – Eu tento escolher as palavras certas.
– Não me ama, eu sei, eu sempre soube – Ela diz e eu suspiro – Damon eu nunca me iludi sobre nós, você quis algo a mais, eu nunca tive planos de seguir em frente com você!
Aquilo doeu, porque por um momento eu havia feito planos para um futuro com ela.
– Por que aceitou ser minha namorada? – Perguntei.
– Foi momento, a Elena estava cheia de si, fiquei com raiva – Diz e eu rio.
– Não acredito – Digo rindo de tanto nervoso que senti.
Mais mentiras... Acho que devo ficar sozinho mesmo!
– Bom, eu só vim me explicar, mas acho que não é necessário – Digo me levantando.
– Damon tente entender o meu lado – Ela diz e eu a olho – Você sempre foi perfeito comigo, mas eu sempre deixei claro que só vim fazer o estagio e que tinha planos de voltar para meu país quando isso tudo acabasse.
– Sabe o que é pior, é que eu realmente tinha feito planos para ficar com você! – Eu digo e ela abaixa a cabeça – De uma maneira muito torta e de difícil compreensão tudo o que está acontecendo me mostrou o quanto eu fui idiota.
– Não Damon, não diz isso, você nunca foi idiota – Ela diz e tenta se aproxima. – Só está num momento ruim, eu...
– Não há explicação Nicole, você só aceitou a namorar comigo por ego, Elena me enganou esse tempo todo por causa de um mal entendido, Rose abortou dois filhos meus, Stefan apesar de tudo é o único que eu sempre soube que foi sacana comigo, mas mesmo assim ajudou Rose. – Digo e ela se afasta.
– Você está se culpando Damon e isso não é certo, eles erraram com você e não o contrario. E eu, bom Damon eu fui sincera contigo, disse que ia embora, mas você mesmo se iludia. – Ela diz cruzando os braços.
– Está certa, eu sempre me iludo – Digo rindo e ela fica me encarando – preciso ir, acho que já paguei de idiota por muito tempo.
Antes que ela possa dizer alguma coisa, eu jogo a chave no sofá e saio do apartamento, pelo que a vejo nem tentou vir atrás de mim. O que por um lado é bom e por outro é ruim. Estou me sentindo muito mal, quando chego na rua olho para os lados decidindo o que fazer da minha vida.
Penso em ir ao hospital conversar com Elena, mas ela precisa de repouso e não pode se estressar, então só me resta uma escolha, ir para um bar.
ELENA
Alguns dias se passaram e eu recebi alta, meus hematomas já estavam um pouco melhor, e hoje depois de quase um mês sem trabalhar, eu volto. Chego a minha sala e olho tudo, como senti falta, eu adoro trabalhar, mas em quatro meses foi o que eu menos fiz. Perdi muito tempo no hospital e em casa, ficando de repouso, mas espero recuperar o tempo perdido. Alguém bate na minha porta.
– Entra – eu digo e ela se abre, e Damon aparece.
– Oi – Ele diz e fecha a porta – Queria saber se está apta o suficiente para já está trabalhando, você ainda tem alguns dias.
– Eu não aguento mais ficar em casa – Digo e ele sorri.
– Imaginei, só quero que me diga se sentir alguma coisa ok? – Ele pergunta e vejo preocupação em seus olhos.
Desde o dia que ele soube que eu estava gravida e de toda aquela nossa conversa, não conversamos mais, ele disse que me procuraria para conversarmos melhor quando eu recebesse alta, isso tem uns quinze dias.
– Pode ficar tranquilo Damon, qualquer coisa eu aviso – Eu digo e ele se senta na cadeira da frente da minha mesa – Você quer mais alguma coisa?
Ele me olha e depois baixa o olhar, eu suspiro. Vê-lo assim me mata, sua barba está por fazer, ele parece cansado e pelo que eu soube está bebendo muito.
– Eu não sei se Arthur contou, mas ele me procurou e... – Ele começa a dizer ainda de cabeça baixa. – Sinto muito pelas coisas que te disse.
Sinto uma pontada no meu coração. Claro que Arthur me contou que foi procura-lo, brigamos, mas logo vi que ele fez isso pensando em mim e no meu filho.
– Você tinha todo direito Damon, afinal eu sou noiva dele – Digo, mas ele não me olha.
– Sei que precisamos mais do que isso para resolvermos as coisas entre nós – Ele diz levantando a cabeça e finalmente me olhando – Mas não quero que nada falte para nosso filho.
Lágrimas descem dos meus olhos, e eu sorrio. Nosso, sim nosso filho.
– Eu tenho uma ultra amanhã, você quer ir? – Eu pergunto e vejo seus olhos brilhando.
– Eu posso? – Perguntou e eu ri.
– Claro Damon, sei o quanto isso deve significar pra você – Digo e ele sorri. – Vai ser as nove tudo bem?
– Claro, se eu tiver alguma coisa eu desmarco, mas me espere, quero ver o nosso filho – Diz com lagrimas nos olhos.
– Elena o... – Nicole entra na sala e para. – Desculpe se atrapalho, é que o Arthur está ao telefone.
– Obrigada Nicole, eu já vou atendê-lo, transfere pra mim – Digo.
Nicole sai, Damon ainda está sentado em minha mesa, e pelo que vi o clima entre os dois não está bom. Caroline me contou que ele terminou com ela, mas que ele não estava bem, que no dia ligou pro Klaus e estava muito bêbado. Meu telefone toca.
– Oi Arthur – Digo assim que atendo, e Damon fica me encarando.
– Querida, eu só liguei pra dizer que meu voo atrasou, mas que ainda chego amanhã para sua consulta, ok? – Diz.
– Tudo bem querido, não se preocupe com isso. – Digo e escuto ele suspirar. – Mas só se preocupe em chegar bem aqui.
– Você que não se preocupe comigo, eu vou, pode ficar tranquila. – Diz e eu sorrio.
– Ah, já ia esquecendo – Digo olhando para um Damon pensativo a minha frente. – Eu convidei o Damon para ir amanhã – Digo e ele me olha.
– Claro, ele tem todo direito, vocês já conversaram? – Pergunta e eu suspiro.
– Mais ou menos, mas vamos, e não se preocupe – Digo, sei o motivo dessa pergunta, ele tem medo que eu desista do noivado, mas não vou.
– Não estou preocupado comigo, mas sim com você, qualquer coisa me ligue – Diz e eu sorrio, ele sempre se preocupa comigo.
– Eu preciso desligar, até amanhã – Digo.
– Até amanhã querida – Diz e desliga.
Damon está me encarando e eu suspiro.
– Você quer conversar? – Pergunto, já que ele esta todo caladão.
– Você está feliz? – Ele pergunta e eu fico confusa. – É que... Sei lá, depois de tudo que aconteceu, você parece bem...
– Sim eu estou feliz, parece que tudo está dando certo – Digo e ele desvia o olhar. – E você está feliz?
– Não – Ele responde sem nem ao menos pensar duas vezes. – Ainda estou tentando entender tudo.
– Eu também, mas decidi não deixar tudo isso me abater, você deveria fazer o mesmo – Digo e ele sorri, mas sei que não está bem – Damon, eu sinto muito por tudo, mas...
– Não se preocupe Elena – Ele diz se levantando – Eu vou ficar bem, só se preocupe com você e com nosso filho.
Ele sai sem ao menos me deixar falar alguma coisa. Ele não está feliz, claro, como ele ficaria? E eu? Será que realmente eu estou feliz?
DAMON
Desde que soube que eu ia ser pai, o meu termino com Nicole, e tudo caindo em cima de mim como uma bomba, eu não tenho ficado sóbrio. Mas assim que Elena me chamou para a ultrassonografia decidi que não iria beber, quero curtir esse momento lucido. Arthur vai está com ela, mas eu quero está ao lado dela também.
Na verdade a única coisa que eu quero é ser o pai perfeito, já que o resto eu sei que eu não sou. Mas por esse filho, eu sou capaz de tudo, de perdoar a Elena e ter uma amizade, já que pelo visto ela está cada vez mais próxima do Arthur.
– Ei – Escuto a voz de Meredith. – Só porque vai ter um filho do seu sangue não precisa me esquecer papai – Ela imita uma voz de criança e me faz rir.
– Desculpa o papai filhão – Eu digo pegando Stefan – Papai quer ser um pai perfeito, mas só faz merda, desculpa ok?
– Te desculpo papai, mamãe me conta tudo, só não me abandone – Meredith diz ainda com voz de criança.
– Não vou te abandonar – Digo.
– Damon não estou te cobrando nem nada, só... – Ela olha pra baixo. – Ele sente sua falta.
– Eu sei, me desculpa Mer, é só que está cada dia mais complicado – Digo e ela me abraça. – Elena me chamou para ir com ela na ultra amanhã.
– Então vocês conversaram? – Ela pergunta.
– Não... – digo baixando o olhar e Stefan começa a brincar com meu cabelo – Ela está feliz ao lado dele, as coisas entre nós está bem, porque faze-la relembrar tudo?
– Eu não te entendo Damon... Você estava feliz com a Nicole e terminou com ela quando soube que ia ser pai, você fez tudo isso achando que a Lena ia terminar com o Arthur e voltar pra você? – Pergunta.
Será que quando fiz isso eu realmente pensei isso? Pensei que finalmente eu poderia voltar pra ela?
– Eu não sei Mer, eu não posso fazer mais nada, só não quero que ela me afaste do nosso filho – Digo suspirando. – Ei filhão o que você acha de ir com o papai ver sua dinda e seu irmãozinho?
Olho para Meredith sabendo que ela tem que dar a resposta.
– Não acho uma boa ideia Damon, acho que ele não pode entrar na sala – Diz e eu sorrio. – E outra, pode ser menina.
– Eu sei Mer, é só modo de dizer – Digo e ela ri. – Filhão mamãe não deixou você ir, mas logo você vai conhecer seu irmãozinho.
– Vai logo antes que se atrase – Mer diz pegando Stefan. – Dá tchau pro papai.
– Tchau filho – Eu digo e Mer balança as mãozinhas do Stefan fazendo sinal de tchau. – Até mais tarde Mer...
Vou direto para o hospital, passo na recepção para pedir um favor.
– Bom dia, eu sei que não é comum pedir isso, mas a senhora podia dizer quando chegasse a paciente Elena Gilbert, ela tá fazendo uma ultra, que só pode uma pessoa acompanha-la? – Pergunto com cara de pidão.
Não é que eu não goste do Arthur. Claro eu não gosto, mas não é por isso, é só que eu acho que esse é um momento só meu e da Elena e de mais ninguém.
– Senhor, eu não posso ajudar – A senhora diz.
– Por favor, é meu filho, só que ela está noiva de outro cara e ele está junto, só queria um momento mais família... – Digo.
– Ok, mas que isso não volte acontecer – Diz e eu sorrio.
Ando mais um pouco e vejo Elena e Arthur, suspiro e vou até eles.
– Bom dia – Eu digo e sorrio.
– Bom dia – Eles respondem juntos.
– Eu quis trazer o Stefan, mas Mer não quis deixar – Digo fazendo biquinho e Elena ri.
– Claro que ela não ia deixar Damon, ele é praticamente um recém nascido ainda – Diz rindo e eu faço careta.
– Ela fez a mesma coisa quando eu quis leva-lo lá pra casa – Arthur diz e eu o olho – Ele conseguiu fazer Elena rir.
Vejo Elena desviar o olhar, me lembro do noivado de Caroline, o momento que Elena chegou, seu semblante e quanto ele mudou quando pegou Stefan, será que?
– Elena Gilbert – Uma mulher diz e Elena levanta.
– Aqui – Elena diz e eu e Arthur acompanhamos.
– Hoje só pode entrar uma pessoa – A mulher diz e eu olho para Elena, que olha para o Arthur.
– Pode ir Damon – Ele diz.
Elena se aproxima dele e lhe dá um selinho, eu sinto uma dor no peito ao ver essa cena. Eu sinto essa dor toda vez que a vejo com ele. Acompanhamos a mulher até uma sala.
– Bom dia Elena, como está se sentindo hoje? – A mulher pergunta.
– Estou ótima Cinthia, não sinto enjoos, mas de vez em quando sinto dores de cabeça – Elena diz.
– Bom, esse deve ser o pai dessa criança né? – Pergunta.
– Sim, eu sou Damon, muito prazer em conhece-la – Digo me apresentando.
– O prazer é meu, então Elena, vamos ver como está essa criança? – Pergunta.
– Claro – Elena diz se levantando.
ELENA
Troco minha roupa e logo deito na maca, Damon e a Doutora estavam conversando algo.
– Antes que eu me esqueça Elena, preciso de uns exames mais detalhados, por conta dos precedentes ok? – A doutora pergunta.
– Ok. – Eu digo e ela sorri.
Ela passa um gel gelado em minha barriga e logo aparece uma imagem na tela. Ela observa e faz algumas anotações e sorri.
– Já dá pra ver alguma coisa? – Damon pergunta.
Ele está sentando ao meu lado, eu olho pra ele e vejo lágrimas nos seus olhos, procuro sua mão e entrelaço nossos dedos, ele olha pra nossas mãos unidas e dá um pequeno sorriso, me fazendo sorrir.
– Elena, você havia me dito que era só um, certo? – A doutora pergunta me olhando.
– Essa é a primeira ultra que faço normal, as outras foram quando ia pro hospital por algum motivo – Digo e sinto Damon apertar de leve minha mão.
– Bom, então eu tenho que dizer algo a vocês – A médica fala rindo.
– Fala logo doutora, a senhora está me assustando, é algo grave? – Damon pergunta inquieto e eu acaricio seus dedos, mostrando que não tem o que temer, mas eu também estava aflita.
– Vocês terão gêmeos – Ela diz e eu sinto lágrimas nos meus olhos.
Olho para o Damon e ele está estático, lágrimas descem dos seus olhos, ele fecha e respira fundo, quando abre ele olha pra mim e sorri, seus olhos estão brilhando. E eu me sinto leve, ele pega nossas mãos e leva até seus lábios, dando um beijo nela.
– Você tem certeza? – Eu pergunto olhando para a médica.
– Absoluta, vocês querem escutar o coraçãozinho deles? – Ela pergunta e eu faço que sim com a cabeça.
Ela mexe no aparelho e logo o som dos batimentos cardíaco dos nossos filhos ecoam na sala, me fazendo chorar ainda mais, Damon também está chorando e rindo.
– Eu... – Ele tenta dizer algo, mas nada sai.
– Eles estão saudáveis mamãe e papai, mas tenho que alerta-la Elena, se um filho já era um risco para você, dois é em dobro, então recomendo muito repouso, nada de estresse e qualquer, qualquer coisa mesmo, até mais insignificante que seja pra você, me ligue ou venha para o hospital – A médica diz e eu suspiro.
– Será que dá pra ver o sexo deles? – Damon pergunta.
– Podemos tentar – A medica responde sorrindo.
Ela mexe o aparelho na minha barriga, e mostra alguns detalhes dos nossos bebes, Damon e eu sorrimos atoa, claro sempre com lagrimas nos olhos.
– Acho que eles estão tímidos – Ela diz.
– Que pena – Eu digo e ela sorri.
– Logo saberemos. – Diz e tira o aparelho da minha barriga, e depois tira o excesso de gel. – Bom, eu vou passar alguns exames, algumas vitaminas, alguns cuidados que deve tomar, se seguir a risca, não terá nenhum problema.
– Obrigada – Eu digo e Damon me ajuda a levantar.
– Pode se trocar e me encontre na sala – A médica diz saindo e Damon a acompanha.
Me arrumo e volto para sala, eles estão conversando novamente, os olhos do Damon brilham, ele sorri. Há muito tempo não o vejo assim. A médica me dá todas as instruções e saímos do consultório.
– Elena, bem eu havia comprado algo pro nosso filho, mas acho melhor esperar eu comprar o outro – Damon diz me parando.
– Se quiser entregar, pode ficar tranquilo, afinal só soubemos agora – Eu digo e ele sorri.
– Não, eu prefiro entregar só quando tiver o dos dois. – Ele diz.
– Tudo bem então – Eu digo e vejo Arthur vindo em nossa direção. – Eu tenho que ir, obrigada por ter vindo.
– Eu que fico feliz por você ter me chamado – Diz e eu sorrio – Bom, até mais tarde Elena, tchau Arthur.
– Oi querida, como foi lá? – Arthur pergunta depois de me dá um selinho.
– São gêmeos... – Eu digo e seu sorriso aumenta.
DAMON
Um mês se passou, eu falo com Elena todos os dias, para saber como ela está e como está nossos bebês. Conseguimos saber o sexo deles, é um casal, o que me deixou ainda mais feliz. Na empresa eu mandei que fizessem um quarto, em uma das salas, para caso Elena precise, espero que não, mas não quero correr o risco de perder mais esses filhos.
Eu estou comprando um presente para eles, mas está tão difícil de escolher um só, que meu carrinho já está cheio, vejo um vestido que ficaria lindo na Elena e resolvo comprar, afinal ela vai precisar de roupas de maternidade. Combinamos que os moveis só iremos comprar quando Elena conseguir achar uma casa, claro que eu estou ajudando, mas nenhuma lhe agradou até o momento.
Acabo de comprar algumas coisas na loja que estou e resolvo comer alguma coisa, vejo Nicole ela acena pra mim, mas não vem falar comigo, está acompanhada. Eu não me importo mais, não somos melhores amigos, e temos o trabalho na empresa, só isso. Estou comendo quando meu telefone toca, olho para tela estranhando, é Arthur, o que faz meu coração se acelerar.
– Arthur aconteceu alguma coisa? – Pergunto assim que atendo.
Por favor, não tenha acontecido nada com a Elena e com os gêmeos.
– Calma Damon, não é nada grave, Elena teve um sangramento, mas está bem e medica, está no hospital agora com Vivian. – Ele diz.
Eu contratei Vivian para ficar com Elena, já que Arthur viaja muito, se ela esta com Vivian, ele não está com ela.
– Você está onde? – Pergunto preocupado.
– Por isso liguei, Damon eu estou na França e eu não posso voltar agora, algumas coisas se complicaram aqui nas filmagens, eu tentei renegociar para voltar, mas não deu – Ele diz e eu respiro fundo.
– A Elena não pode ficar sozinha Arthur – Eu digo controlando a raiva.
– Por isso liguei, ela pode ficar na sua casa? – Pergunta e meu coração dispara.
Elena na minha casa...
– Claro que pode, mas você tem previsão para voltar? Ela já sabe? – Pergunto tentando controlar a alegria que se instalou no meu peito.
24 horas com Elena...
– Eu não sei, por isso estou pedindo para ela ficar na sua casa, não a quero lá sozinha, e sim ela sabe, não quis no inicio, mas eu a convenci. – Ele diz e eu sorrio.
– Ela está no hospital ainda? Eu devo busca-la? – Pergunto.
– Sim, não tem problema né? – Pergunta.
– Claro que não – Digo.
– Bom, eu preciso desligar, mas qualquer coisa me liga ok? – Pergunta.
– Claro, não se preocupe, ela vai ser bem cuidada – Digo e ele desliga.
Eu não ainda não cai em mim, Elena vai passar uns dias lá em casa. E isso não vai ser bom...
“Ah vai ser sim, é sua chance de conquista-la novamente...”
“Ela agora é noiva!”
“E você a ama, ela te ama, e ele está atrapalhando, então a conquiste novamente! Ele que se foda!”
“Eu não posso fazer isso, ele é legal...”
“Mas não é quem devia está com ela!”
“Não eu não vou fazer isso com ele, ele não merece”
“Para de ser gay!”
“Eu não sou gay”
“Mas tá parecendo... Você não a ama?”
“Amo...”
“Então a recupere!”
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