Notas iniciais
Por enquanto a menina está sem nome, então seria legal se vocês ajudassem com a escolhe dele, que tal? -v-

Vocês já pensaram em um apocalipse zumbi em pleno século XX? Sem tantas tecnologias, sem explicações avançadas como um vírus que revive células mortas; apenas seus entes queridos e amigos mortos, se levantando e comendo a carne de quem, em vida, amavam tanto. Pode parecer clichê, uma protagonista que já haverá passado por algo assim, mas, eu realmente passei, e foi difícil.


Era novembro quando tudo se deu inicio, o dia haverá sido estranhamente calmo, as pessoas estavam levando suas vidas normalmente, e eu, estava extremamente entediada. Nunca havia gostado de calmarias, minha vida era calma e por isso a odiava. Foi nesse mesmo dia que o Senhor Jonhson diretor de minha escola havia falecido, hoje eu até ouso pensar se foi ele que fez todo esse inferno que eu achará tão divertido e atormentador começar. Seu enterro foi a tarde, e por isso não haverá aula para mim nem para meus poucos amigos.
Apesar disto a tarde continuou calma e todos que foram ao seu enterro agora estavam dentro de suas casas, chorando sua morte. Por este motivo a rua estava deserta e agora, de noite, estava tão aterrorizadora, que me atrevi a sair enquanto meus pais achavam que eu estava dormindo — tolos — eu já havia dito, eu não gosto de calmarias.

Passei por um pequeno lugar secreto do qual apenas eu sabia a respeito, com uma cidade totalmente monótona não se havia muito o que fazer, a não ser sair a noite e caminhar pelas ruas gélidas e escuras a procura de algo, digamos que interessante de se ver ... Como de costume todos estavam em suas casas, ninguém ousaria sair com o frio que se mantinha na rua e com a tristeza que pairava sobre a noite calma, apenas eu, claro.
Andei calmamente pela rua tentando não fazer muito barulho, o que era um pouco difícil devido ao silencio devastador do local e minhas botas que batiam sobre o chão, se continuasse assim seria descoberta enquanto vagava pela escuridão, optei por tirar as botas e andar descalça deixando meus pés expostos ao frio que insistia em fazer com que minhas mãos ficassem dormentes; no entanto era isso ou ser pega, o que não seria muito legal, uma garota ser encontrada andando sozinha a noite.

Depois da morte do Senhor Jonhson todos haviam ficado assustados porque o real motivo de sua morte era desconhecido e nem todos acreditavam que haveria sido algum problema no coração devido a certa idade do senhor que até ontem se mantinha alegre e saudável. Continuei caminhando silenciosamente até uma praça que de noite não tinha o mesmo ar de tranquilidade que haverá na tarde, o ar era pesado, e o frio só aumentava; foi no entanto que reparei que estava apenas com minha camisola de seda. Meu pescoço se virou automaticamente quando o rangido de um balanço enferrujado passou a tomar conta do lugar, meu coração deu um pequeno pulo mas logo se tranquilizou quando avistei Anthony, meu suposto namorado, parado um pouco longe e olhando diretamente em minha direção, seu olhar continha um certo mistério, o que me deixou aflita devido as intenções que Thony sempre teve. No entanto, ele não fez nada, nem sequer moveu-se.

— T-Thony? — perguntei ainda aflita, naquela situação eu não poderia pensar no que poderia acontecer.

Ele não me respondeu, continuava olhando para frente, mas desta vez, seu olhar não estava em mim, parecia que ele via algo longe, além.

— H-Hey, Thony, o que foi? por que está aqui a essa hora da noite? — insisti; minha voz continuava tremula, estava assustada, aflita, queria voltar pra casa o mais rápido possivel, estava esperando uma resposta tipica dele, algo como: "Essa deveria ser a minha pergunta, sua vadiazinha". Sim, ele sempre me tratou desta maneira. Não pensem que sou masoquista ou algo assim, pois eu também o tratava da mesma forma, era uma forma não convencional de dizermos que gostávamos um do outro. — Hey Thony! — Levantei um pouco a voz.

— Cale a boca. — falou calmamente, sua voz saiu quase como um sussuro, ainda que sua resposta fosse esta, eu dei um sorriso, pois ele falou! ele havia me respondido, eu estava falando com alguém e isto me deixava calma, tirava a sensação de morte que aquela praça me dava. — Vamos sair daqui. — falou ainda em tom calmo enquanto se aproximava de mim.

— Hein? Por que isso agora seu inútil? Achei que gostaria de correr o risco de alguém nos pegar fazendo sexo em praça pública — falei em tom de brincadeira.

– Apenas venha comigo, poderemos fazer algo deste tipo depois, agora eu só quero que venha comigo. — Thony que agora já estava com os braços sobre mim, sussurrou em meu ouvido.

— Eu não vou! Por que não aproveita a chance que estou dando de fazer o que você sempre quis? — me afastei e virei a cara; ele sabia que eu era bastante teimosa, por isso apenas suspirou.

Seu suspiro e seu rosto com uma expressão cansada, foram as últimas coisas que eu vi antes que minha vista escurecesse e eu apagasse totalmente. Quando recobrei minha consciencia estava em um lugar desconhecido e um silencio profundo se apoderava do lugar, mal tinha claridade e nada se sentia, meu corpo doía horrivelmente e não sabia o porque exatamente disso, eu não sabia onde estava thony, nem o que havia acontecido comigo. Abri meus olhos lentamente e nada vi, levantei do chão tocando nas coisas e tentando me manter firme, meus joelhos estavam fracos e tremiam nervosamente, e isso estava me deixando cada vez mais nervosa, o lugar ... a escuridão ... a dor no corpo ... "Porque raios isso estava acontecendo? O que havia acontecido?" Neste momento avistei uma pequena lamparina e acendi — por sorte já havia um pouco de fogo aceso — , deixando o lugar um pouco mais iluminado pude ver que estava em um quarto, um tanto quanto bagunçado por sinal, coisas reviradas, roupas jogadas no chão, cama com lençóis rasgados e ... sangue. Meu coração começou a acelerar e ao poucos caminhei até a pequena janela que havia no quarto, e para minha surpresa ao invés de um paisagem noturna havia nada mais nada menos que meia dúzia de zumbis.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.