Sex & Love
10 O 1° dia do resto de nossas vidas
Notas iniciais
Clara considerou o silêncio de Marina como anuência e partiu logo ao ataque, mantendo a fotografa presa à parede. A dona de casa pressionava seu corpo ao de Marina fazendo com que seus seios, quadris e sexos se encontrassem, beijavam-se com intensidade e a cada segundo faziam com que seus corpos se esfregassem um no outro, mais e mais.
Por ter uma estrutura física menos avantajada que a da assistente, Marina parecia uma “menininha” em seus braços, era Clara que tinha o total controle da situação sabia disso, queria isso.
Sem se desviar do que estavam fazendo, Clara passou um dos braços pelo quadril de Marina alcançando sua bunda e parando por ali, apertou-a com força, como se quisesse puxar a fotografa ainda mais para si, porém, isso não era possível a não ser que as duas se fundissem uma na outra.
Com o outro braço prendeu Marina pelos cabelos virando seu rosto o suficiente para que tivesse total acesso a seu pescoço. Parou ali por um momento, inalando o cheiro da outra e logo em seguida tratou de mordê-lo com ânsia e muita vontade, fazendo com que a fotografa soltasse um gemido de dor. Nada que atrapalhasse o momento, muito pelo contrário, Marina parecia gosta, parecia gostar muito.
O gemido de Marina para Clara soou como afrodisíaco e só fez com que ela continuasse e aumentasse a intensidade. Intercalava as mordidas com chupões por toda a extensão do pescoço da amada. Nesse momento já tinha envolvido-a totalmente em seus braços e suas mãos passeavam por suas costas, arranhando-a.
Marina retribuía agarrando-lhe a bunda, as pernas com toda a força que ainda conseguia depreender.
Clara agora colocava as mãos sob o vestido da amada, alcançando sua pele macia, quente. Subindo as mãos por seu quadril chegou aos seios da fotografa, agarrando-os com força, Marina estava sem sutiã, seus mamilos estavam rijos manifestando reação aos carinhos da outra.
Clara nunca imaginara que sentiria sensação tão boa ao tocar os seios de uma mulher, a sensação de sentir os mamilos de Marina rijos em suas mãos, então, era indescritivelmente maravilhosa fazendo com que sua cabeça desse voltas e seu sexo pulsasse ainda mais no meio das pernas.
Para a fotografa, assistir as reações da dona de casa era o melhor dos estímulos, ela estava descobrindo o quão era prazeroso oferecer prazer à outra mulher o que deixava Marina com ainda mais tesão.
Clara não queria se demorar, esperara tanto tempo por aquele momento. Queria, precisava fazer Marina gozar, precisava conhecer seu sexo, seu gosto. Levou a mão direto ao membro da fotografa que ainda estava protegido pela calcinha. Ao fazê-lo a outra soltou um suspiro, fazendo com que a assistente enlouquecesse mais um pouco ao visualizar sua cara de prazer e de safada. Marina queria aquilo e dizia isso com o olhar. Clara meteu a mão dentro da calcinha dela, sentindo pela primeira vez o sexo molhado da amada.
Nem em seus melhores sonhos poderia imaginar que sentiria o que sentiu ao tocá-lo, sentia o próprio sexo arder e não se espantaria se gozasse ali mesmo. “Meu Deus, o que está acontecendo comigo”? Disse em voz alta sem perceber. Ofegava ao pé do ouvido da outra quando sentiu o clitóris da amada duro e pulsando em seus dedos, através dele percebia o quanto a fotografa estava excitada e, da mesma forma que fazia com o seu próprio em algumas ocasiões, começou a massageá-lo.
“Com maestria” pensou Marina ao mesmo tempo que para facilitar o trabalho da outra, tratou de tirar a própria calcinha.
_ Bem melhor agora.
Falou safadamente para Clara que assentiu.
A fotografa nesse momento estava totalmente entregue às mãos da dona de casa (figurativamente e literalmente), gemia luxuriosamente reagindo à massagem empreendida por ela. Era incrível as reações que Clara conseguia lhe provocar, já tivera muitas mulheres na vida, mas as sensações que sentia ao estar perto da assistente eram diferentes, como se estivessem conectadas por uma espécie de energia sexual, o mínimo toque ou até mesmo um simples olhar da outra em sua direção era o suficiente para deixar-lhe com as pernas bambas, e agora estava ali, molhando-se cada vez mais, prestem a gozar no ritmo de suas mãos.
_ Assim amor, continua.
Falou a fotografa ofegante.
Clara continuou o que estava fazendo aumentado um pouco a força com que pressionava o órgão da amada. O ato fez com que Marina chegasse de vez as nuvens, gemia alto próximo ao ouvido da assistente quando a onda de prazer atingiu-lhe fazendo-a perder a respiração por alguns segundos, gozou deliciosamente com o movimento dos dedos da amada.
A dona de casa esperou um momento para que Marina recuperasse o folego e a abraçou, sentia a fotografa ainda ofegante após a descarga de adrenalina que o corpo acabara de receber.
Após alguns minutos em silêncio quem primeiro falou foi Marina, com os braços posicionados ao redor do pescoço da dona de casa:
_ E olha que eu vim aqui apenas com a intenção de te chamar para um passeio, mas, você tá de parabéns viu Clarina, me surpreendeu.
Falou gargalhando maliciosamente.
_ Ai para!
Disse a outra sem deixar de olhar para amada com um sorriso apaixonado.
Trocaram um beijo profundo, molhado, cheio de significado. Desvendavam a boca uma da outra, chupavam suas línguas aproveitando ao máximo o gosto uma da outra. Dessa vez não houve lágrimas, as lágrimas haviam ficado no passado, agora elas podiam, enfim, pertencerem-se.
Clara desvencilhou-se do beijo, e saiu puxando Marina pelas mãos, não sem antes direcionar a ela um olhar sapeca.
Chegaram ao quarto, e Marina permaneceu parada por um momento ao entrar naquele cômodo.
Quantas vezes já não se encontrara entristecida ao imaginar Clara ali com Cadu? Quantas vezes não se imaginara ali, no lugar dele?
Clara ao perceber o semblante de Marina, e foi perguntando-a se havia algo errado.
A outra tentou disfarçar o incomodo, porém, Clara insistiu em saber, dizendo-lhe que agora tinha que ser assim, precisavam ser sempre honestas uma com a outra, afinal “não é isso que as namoradas fazem”?
Marina olhou para a outra atordoada, mas já com um pequeno sorriso no canto dos lábios:
_Namoradas?
_ Sim, namoradas. Não é isso que seremos de hoje em diante? Ou você não quer fazer de mim uma moça séria?
Riu-se
Marina fitava a dona de casa sem saber como reagir às suas palavras. “Namorada”
_ Claro que quero, é que... é que pra mim parece um sonho.
_ Como você mesma me disse uma vez: “Sonho que se sonha junto é realidade”. E a nossa realidade a partir de agora é essa.
Marina aproximou o rosto ao de Clara, segurou-o com uma das mãos e sorriu dizendo:
_Namorada.
Dando-lhe um beijo na bochecha.
_Namorada.
Outro beijo.
E seguiu fazendo isso, deixando o incomodo inicial para trás, enquanto Clara ria dos gestos da amada.
A certa altura, Clara segurou-a firme pelos braços:
_Ei mocinha, tá achando que eu já acabei com você?
Direcionando um olhar safado para a outra.
Antes que a mesma tivesse a chance de esboçar qualquer comentário, a dona de casa sentou-se na cama e puxou Marina para cima de si, fazendo-a sentar em seu colo, com as pernas entrelaçadas em seu quadril. Beijaram-se enquanto Clara tirava o vestido da fotografa deixando-a totalmente nua.
Suas mãos agora percorriam livremente o corpo da amada e a cada toque Marina apertava suas pernas à Clara com mais força fazendo com que seu sexo se esfregasse à barriga dela. A fotografa aproveitou também para tirar o blusão que a outra estava usando, deixando-a apenas de calcinha. Suas peles nuas agora se encontravam causando-lhes demasiado tesão.
_ Gostosa!
Sussurrou Marina no ouvido da amada. E o que recebeu em resposta foi:
_ Eu quero te chupar Marina, quero você na minha boca, sentir seu gosto...
A outra sabia que Clara não a deixaria tocá-la antes de ter “terminado” com ela e também não queria que fosse assim, queria que a assistente fosse em frente, desejava ser possuída por aquela mulher que a fazia sentir sensações nunca antes vivenciadas. Então, tratou de tomar a iniciativa.
Empurrou Clara na cama, deitando-a, como resultado desse movimento acabou sentada em seu quadril, porém, não permaneceu nessa posição por muito tempo, foi subindo e sem deixar de dirigir à dona de casa um olhar safado, disse-lhe:
_ Seu desejo é uma ordem.
Levou o próprio sexo, já ensopado, próximo à boca dela.
O corpo de Clara foi tomado por espasmos contínuos no exato momento em que ela entendeu o que Marina pretendia fazer, julgou ter enlouquecido quando finalmente avistou o sexo da outra. Inalou o cheiro que vinha dali se maravilhando com a sensação, era tudo tão novo para ela, mas ao mesmo tempo tão conhecido, desejara e imaginara aquilo por muito, muito tempo. Sabia que não havia mistérios sobre o que fazer, bastava seguir o desejo e esse não lhe faltava.
Começou dando um beijo calmo e delicado no clitóris rosado e pulsante da fotografa, arrancando-lhe suspiros, após, resolveu-se por passar a língua delicadamente sobre os grandes lábios, um de cada vez, como se quisesse torturar um pouco a amada.
Marina impacientemente e louca para sentir o que a boca de Clara seria capaz de fazer, sentou-se completamente nela, não deixando à, agora, namorada, alternativa se não chupá-la.
Ao sentir o gosto do sexo quente de Marina em sua boca, Clara enlouquecera de vez, tudo o que conseguia pensar era que queria ficar ali para sempre, sentindo o gosto de sua mulher, inalando o cheio que exalava dela. Prendeu Marina à sua boca segurando suas pernas, como se tivesse medo de que a fotografa pudesse se levantar a qualquer momento tirando-lhe aquele prazer.
Sugava fortemente o sexo de Marina, queria cada gota do néctar produzido por ela. Passava a língua, eventualmente, pelo clitóris considerando maravilhoso sentir aquele órgão pulsando em sua boca.
Marina, nesse momento, se encontrava tão enlouquecida quanto a outra, a cada segundo perdia uma pouco mais do juízo sentindo a língua quente e molhada da namorada passeando por seu sexo. Somente Clara era capaz de fazê-la sentir o prazer que estava sentindo agora com tanta intensidade.
Após tomar o máximo do liquido da fotografa direto da fonte, a assistente resolveu se deter sob o clitóris dela, pressionando-o e massageando-o com a língua.
Marina estava impressionada positivamente com o quanto Clara estava fazendo aquilo bem, não demoraria a gozar. Quando estava próxima ao orgasmo, delirante de tesão, a fotografa começou a rebolar na boca da outra, ajudando a mesma com o movimento. Em segundos foi tomada por fortes espasmos chegando a um dos orgasmos mais intensos que já tivera.
Sentir os tremores da mulher sobre a sua boca, vê-la rebolando ali em busca de prazer e ouvir seus gemidos luxuriosos fez com que Clara gozasse quase ao mesmo tempo.
Marina ainda permanecera ali sentada na boca dela por algum tempo até conseguir recuperar as forças que perdera durante o forte orgasmo e pôde sentir dali o corpo de Clara arqueando, “ela também havia gozado, maravilha”. Adorava a ideia da dona de casa descobrindo e gostando dos prazeres da relação entre duas mulheres. Levantou-se dali, e se jogou ao lado da amada na cama, ambas ainda letárgicas.
Clara deitou-se sobre ela, beijando-lhe a boca, dividindo com ela seu gosto. Marina aceitou o beijo, vasculhando com a língua cada canto da boca da namorada. Seus corpos voltaram-se a se esquentar e Clara aumentou a intensidade do beijo, já colocando o joelho no meio das pernas da outra, pressionando seu sexo.
Marina desvencilhou-se do beijo dizendo a ela:
_ Sua bandida safada!
_ A culpa é sua que me torturou por tanto tempo com esse seu olhar que pega fogo.
Respondeu Clara direcionando à outra um olhar sedutor.
_ Torturei coisa nenhuma, eu estive aqui o tempo todo para você fazer o que quisesse.Você que demorou...
Falou a fotografa rindo.
Clara aproveitou o comentário de Marina para atacá-la novamente, beijando com força e intensidade dessa vez.
Pegavam-se, apertavam-se, arranhavam-se, rolavam na cama. Agora era Marina que estava em cima de Clara, a mesma parou um pouco o que estava fazendo e levou a mão ao criado-mudo ao lado da cama, tateou a procura de alguma coisa que logo a fotografa veio a perceber ser o celular. Discou um número e levou-o ao ouvido, deixando Marina sem entender o que a outra estava fazendo. Mas não se incomodou muito, tratou de continuar se aproveitando do corpo escultural que estava a sua frente. Beijava-lhe o pescoço quando Clara começou a Falar:
_Cadu.
Falou dando um tapinha em Marina pedindo para que ela parasse.
_ Oi Clara, pode falar. Aconteceu alguma coisa com o Ivan?
A fotografa não obedeceu ao pedido da namorada, continuou beijando-lhe o pescoço, mordendo-a fazendo com que ela ofegasse e por pouco não deu tempo de tapar o microfone do celular.
_Clara?
Chamou-a o ex marido já que ela não havia falado mais nada.
_ Oi Cadu, desculpa. Er.. tá tudo bem com o Ivan, inclusive, foi por causa dele que eu liguei. Será que você poderia buscá-lo na escola hoje?
_ Claro que posso, eu adoro ficar com meu filho, mas por quê?
_ Por nada, é que eu tenho um compromisso e o tempo vai ficar apertado se eu tiver que buscá-lo.
_ Uhm sei.
_ Será que ele pode passar essa noite com você? Assim, se não der tudo bem.
_ É claro que ele pode Clara, sinto falta de dormir com meu filho, vai ser ótimo.
Durante esse diálogo Marina foi descendo a boca pelo pelo corpo da amada, causando-lhe arrepios. A dona de casa não sabia se prestava atenção ao telefone ou no a outra estava fazendo.
_ Ah então tá bom, amanhã eu busco ele na escola. Obrigada. Tchau.
Desligou rapidamente o telefone.
_Cachorra!
Falou à Marina levantando a voz.
Nesse momento a fotografa já se encontrava em meio a suas pernas, havia tirado-lhe a calcinha e estava passando a língua suavemente na parte interna de suas coxas, só se deteve por alguns segundos, suficientes para levar os olhos aos de Clara, rindo maliciosamente e depois prosseguiu com o que estava fazendo. Demorou-se um pouco ali naquela parte sensível do corpo da assistente, levava a língua quase até o sexo dela e descia novamente.
A dona de casa que já estava demasiadamente excitada por todas aquelas sensações que experimentara ao proporcionar prazer a amada, não se aguentava de desejo, queria aquela língua em seu sexo logo. Precisava! Puxou a fotografa pelos cabelos até que sua boca o encontrasse obrigando-a a chupá-lo, ao mesmo tempo que balbuciou:
_ Me chupa Marina, por favor... vai.
Não precisou falar duas vezes, a fotografa tratou logo de sugar vorazmente o sexo dela, sem muita delicadeza, sua vontade era engolir aquela parte específica da namorada.
Clara que não queria mais se controlar de jeito algum, já tinha o feito demais por todos aqueles meses, queria mesmo era colocar para fora tudo o que sentia, todo o seu desejo adormecido. Não se sentiria envergonhada de qualquer ação que lhe provocasse mais prazer diante de Marina, sendo assim, agarrou os próprios seios, apertando-os, passando os dedos em seus mamilos em se encontravam duros feito pedra, fazê-lo ao mesmo tempo em que a outra lhe chupava era sensacional.
Perceber a atitude de Clara fez com que o desejo da fotografa aumentasse (se é que isso era possível) no mesmo momento aproveitou para enfiar dois dedos dentro dela e foi logo dando-lhe estocadas rápidas e fortes enquanto permanecia chupando seu clitóris.
A dona de casa soltou um gritinho de prazer e seguiu dizendo:
_ Isso, assim... tá muito bom...
E foi isso que Marina continuou fazendo até sentir o corpo de Clara se contorcer em seus dedos e boca, arquejando segundos depois soltando um urro bastante audível de prazer.
Desfaleceu jogada na cama e Marina continuou ali, deitada entre suas pernas com a cabeça recostada em sua virilha em estado de graça. Sentia-se profundamente feliz por poder estar com Clara, sem pressa, sem culpas, sem ter que ir ou vê-la ir embora, entendera que a intenção da namorada era essa ao ligar para Cadu e pedir-lhe que buscasse Ivan. A dona de casa, além da letargia provocada pelo intenso orgasmo, também se sentia da mesma forma. Era delicioso que as duas estivessem ali com todo o tempo do mundo para envolverem-se com a própria luxúria.
Após algum tempo em silêncio Clara observava Marina que estava pensativa, até que resolveu lhe perguntar:
_Tá pensando no que?
A fotografa foi saindo da posição em que estava e se aninhou nos braços da amada.
_ Ai Clarinha, tô pensando no quanto essa vida é louca. Olha eu aqui deitada com você na sua cama, na sua casa.
_É louco mesmo, né? Eu dividi essas paredes com o Cadu por tanto tempo. Foi pra aqui que a gente trouxe o nosso filho quando ele nasceu, foi aqui que vimos ele dando os primeiros passos. E agora eu tô aqui, dividindo a cama com você. Mas sabe o que é mais curioso?
_ Não, o que?
_ É que já faz tempo que é você quem eu imagino nesse lugar.
Marina sorriu contente e deu um beijinho em Clara.
_ Me lembro a primeira vez que eu entrei nesse apartamento. Vim falar sobre a sociedade com o Cadu, lembra?
_ Claro que eu lembro, tinha tido uma briga horrorosa com ele no dia anterior por causa da festa que você fez pra mim.
_ Pois é sua bandida, eu venho até aqui pra tratar de negócios e você me recebe de roupão.
Clara soltou uma gargalhada com a observação de Marina.
_Isso não é coisa de rir não dona Clara e como se já não bastasse ainda me resolve abri-lo para me mostrar o que estava por baixo, covardia!
Clara ria mais ainda de Marina agora.
_ Eu adorei a sua cara.
_ Foi de propósito né? Pode falar, tenho certeza de que foi de propósito.
_ É Marina, vou ter que te confessar que foi sim. Eu sempre gostei da maneira que você me olhava. Fazia eu me sentir desejada.
_ E você era, muito desejada.
Falou Marina suspirando e dando ênfase ao “muito”.
_Posso te contar uma coisa?
Perguntou Clara à fotografa.
_ Claro, tudo o que você quiser.
_Eu não pude deixar de evitar pensar em você assim que o Cadu me deu aquela lingerie e em como você me olharia caso me visse com ela. Se vestida você já me olhava como se eu estivesse nua...
_ Então, eu também posso te contar uma coisa?
_ Claro, fala.
Respondeu fitando a fotografa.
_Desde o momento em que eu escolhi aquela lingerie não pensei em outra coisa a não ser te ver dentro dela.
Clara olhou para Marina sem entender o que ela acabara de dizer.
_ Escolheu Lingerie? Como? Como assim escolheu Lingerie?
Agora foi a vez de Marina soltar uma gargalhada.
_Anda Marina, fala. Como assim escolheu?
Marina resolveu não fazer suspense e foi dizendo-lhe:
_Estava no shopping fazendo compras com a Vanessa e acabei dando de cara com o Cadu, ele disse que estava lá para comprar um presente pra você e me pediu ajuda. Escolhi a lingerie, já pensando em você vestida com ela, confesso que pensei em você vestindo ela pra mim mas, nem tudo na vida é perfeito.
_ Tô bege.
_Pois é, e ainda tive que suportar a ideia de você se vestindo assim pra outra pessoa.
_ Ah, para! Ciúme agora? Nunca pensei que você fosse ciumenta.
_ E eu não sou, complicado era saber que outra pessoa podia ter você e eu não.
_ Digo o mesmo em relação a você.
Marina olhou confusa para Clara e perguntou:
_ Ahm, como assim?
_ Ah Marina, você não acha que eu penso que você é santa acha? Eu sei muito bem da Vanessa e das aluninhas lá do Galpão.
O queixo de Marina caiu.
_Sabe? Mas, sabe como?
Perguntou ela.
_ Bom, eu desconfiava e agora você acabou de me dar certeza.
Dirigiu-lhe um sorriso sarcástico.
_Bandida! Olha Clarinha...
Começou dizendo, mas logo foi interrompida por Clara.
_Marina, calma. Você não tem que me dar satisfação. Aqui quem tá falando é a mulher casada que traiu o marido doente com uma mulher, tá lembrada?
A fotografa riu ao ouvir como Clara se autointitulava e acabou dizendo:
_ É verdade, você tá certa. Mas...
_ Mas, nada, eu entendo que você tenha tido suas necessidades, que você tenha tentado viver outras coisas. Eu nunca esperei que você fosse só minha, até porque eu não podia ser só sua.
_ Tudo bem, fico feliz que você entenda, só quero que você saiba que ninguém, nunca ocupou e nem vai ocupar um lugar maior do que o seu no meu coração, você consegue entender isso?
Falou segurando o rosto da amada e olhando-a no fundo dos seus olhos.
Clara que a olhava com veneração, respondeu:
_ Consigo.
As duas trocaram sorrisos apaixonados antes de se entregarem a mais um beijo, dessa vez cheio de carinho, sem segundas intenções. Só queriam transmitir uma a outra todo o amor que se abrigara em seus corações. Ao desvencilharem-se permaneceram olhando nos olhos uma da outra se fazendo carinho por um tempo que nenhuma das duas saberia dizer quanto foi, até que Clara disse:
_Ei mocinha, todo esse exercício não te deu fome não? Porque eu estou morrendo.
_ Um pouco. E vai ser bom a gente comer alguma coisa. Recuperar as energias...
Marina riu e aproveitou para olhá-la maliciosamente.
_ Meu Deus Marina, você é insaciável.
Disse Clara já sentindo um arrepio percorrer-lhe o corpo.
_Sim e é melhor você ir se acostumando. Se é minha namorada agora, vai ter que cumprir com seus deveres.
Responder a fotografa em um tom de brincadeira maliciosa, já em cima da dona de casa pressionando-lhe o sexo com a perna que se encontrava entre as dela.
_Sim senhora.
Fogo percorreu todo o corpo de Clara e ela teve que recorrer a todas as duas forças para afastar Marina de cima de si e dizer a ela que elas precisam sair da cama um pouco, tomar um banho e comer alguma coisa. Aproveitou para ir levantando.
_ Mas é isso que eu quero Clarina, comer você! Volta aqui, volta.
Disse às gargalhadas.
Clara também gargalhou respondendo:
_ Depois. Agora vem tomar banho comigo.
Foi se encaminhando para o banheiro do quarto e nem precisou chamar de novo, Marina tratou de ir correndo atrás dela.
Tomaram banho juntas, entre beijos e carinhos, tocaram-se mutuamente embaixo do chuveiro e gozaram praticamente ao mesmo tempo. Após saírem do chuveiro, Clara emprestou a Marina um dos blusões que usava para dormir e vestiu um parecido.
_Obrigada meu amor, mas, vou precisar que você me empreste uma calcinha também, você me pegou um pouco desprevenida hoje.
Falou Marina com uma carinha de menina tímida.
Ouvir Marina chamando-a de amor daquele jeito fez com que Clara se desmanchasse toda, dirigindo-lhe um olhar bobamente apaixonado ao responder:
_Eu não me esqueci da calcinha, a intenção é que você ficasse assim mesmo.
Falou e foi saindo do quarto em direção à cozinha.
Marina surpreendeu-se com as palavras de Clara esboçando um “Ó” de feliz incredulidade e saiu mais uma vez atrás dela.
A dona de casa já se encontrava na cozinha mexendo aqui e ali, à priori a outra até tentou se controlar, mas vê-la com aquele blusão, sabendo que estava sem calcinha e sentindo seu cheiro de banho recém-tomado, fazia com que não conseguisse deixar de chegar abraçando-lhe pelas costas já com as mãos por baixo da roupa e beijando seu pescoço.
_ Para, Marina.
Disse Clara rindo e tentando se desvencilhar da namorada.
_ Tô morrendo de fome, preciso ver alguma coisa pra gente comer.
Continuou falando com a outra que não queria soltá-la.
Marina o fez a contragosto dizendo-lhe:
_ Tá bom, mas é covardia você assim na minha frente.
E foi se afastando fazendo bico. Acabou sentando-se junto ao balcão assistindo a namorada indo até a geladeira e voltando com algumas coisas.
Clara optou por preparar um lanche rápido e leve: Sanduíche de queijo com alface e tomate, e algumas frutas.
_Eu não tenho champanhe nem os vinhos finos que você está acostumada a tomar, mas, tenho suco e água de coco o que você prefere?
Disse à Marina sorrindo um pouco sem graça e esperando a aprovação da fotografa.
_ Eu amo água de coco!
Respondeu Marina com sinceridade.
Clara então buscou duas taças e serviu água de coco para ambas. Brincaram e trataram de comer ali no balcão da cozinha mesmo, conversando alegremente.
Ao terminarem a dona de casa chamou atenção para um detalhe:
_Nossa primeira refeição como namoradas.
_Foi um banquete!
Disse Marina divertindo-se.
Clara levantou de seu lugar passando por trás de Marina abraçando-a e dizendo:
_Melhor a senhora ir se acostumando com a minha vida sem glamour.
Marina puxou-a fazendo com que ela se sentasse de lado em seu colo.
_ Por você eu me acostumaria a viver embaixo da ponte.
Respondeu já se aproximando da boca da outra.
_Bom, acho que esse ainda não é o caso.
Disse a outra também se aproximando da boca da amada mas sem deixar que seus lábios se encostassem.
_Que bom. Isso é muito bom.
Falou a fotografa, mas já não se referia ao assunto anterior, na verdade distraia-se com a proximidade entre elas e com o peso das pernas de Clara em cima das suas.
Beijaram-se, então, com uma fúria selvagem, Marina agarrava, apertava e arranhava as coxas grossas e bem torneadas da namorada. Clara era “extremamente gostosa” pensava Marina naquele instante.
Em determinado momento Clara saiu daquela posição, levantou-se e fez com que a outra fizesse o mesmo, virou-a bruscamente, com a força que lhe era peculiar, de costas para si, passou os braços entre o corpo dela e foi com as mãos direto aos seios da namorada ao mesmo tempo em que colava seu corpo no dela. Apertava fortemente os seios de Marina enquanto mordia-lhe a nuca também de forma salvagem e ia lhe empurrando em direção ao quarto.
Marina ofegava com os movimentos realizados pela amada e sentia certa dor, porém, era uma dor boa, que excitava. Sempre imaginara que Clara tinha “pegada” e agora estava descobrindo estar certa. “Maravilha! Continua Clarina”. Pensou ela tomada por ondas de eletricidade diretamente ligadas ao seu sexo, sentiu seu próprio líquido escorrer por suas pernas.
Como se tivesse ouvido os pensamentos da outra, ao chegarem no quarto ainda mantendo-se atrás de Marina, clara tirou-lhe o blusão rapidamente e jogou violentamente, daquele jeito, a fotografa na cama. Tirou também a própria roupa e se jogou em cima dela esfregando seu corpo nas costas da amada.
Queria devorar Marina, toda e completamente. Estava mais uma vez enlouquecida, descobrira que proporcionar prazer à amada era como um vício e que lhe trazia mais prazer até do que ser tocada. Continuava a morde-lhe a nuca e foi descendo as mordidas por toda a extremidade das costas da namorada, deixando-lhe marcas de seus dentes. Em dado momento virou a cabeça da fotografa de modo que pudesse lhe beijar a boca.
Sentir o domínio e a violência de Clara fazia com que Marina também se encontrasse enlouquecida. Estava acostumada a dominar e não a ser dominada daquela forma, mas estava adorando aquilo, principalmente porque quem o estava fazendo era a mulher de sua vida. Queria que Clara o fizesse, aliás, queria que Clara fizesse o que quisesse dela, pra sempre.
Ao saírem do beijo, Marina disse à amada:
_Me come logo, Clara. Se não eu vou gozar assim mesmo.
Ouvir essas palavras vindo da boca da fotografa fez com que o sexo de Clara ardesse entre as pernas. A dona de casa tratou de obedecer ao que a namorada dissera, pois, queria que Marina gozasse sim, mas com ela dentro dela.
Debruçou-se de lado na cama, de modo que seu braço e sua mão alcançasse o membro de Marina, e penetrou-a, primeiro com dois dedos, depois resolveu colocar mais um.
Marina soltou um grito, fazendo com que a outra parasse, preocupada.
_ Não para não amor. Vai, me come.
Falou a fotografa quase gritando e levantando um pouco o quadril com a intenção de facilitar o trabalho da assistente.
Clara deliciou-se ao ouvir essas palavras e a perceber o movimento realizado pela fotografa, então prosseguiu em um forte e violento vai e vem.
Marina gemia alto e rebolava nos dedos de Clara, delirante, até que tomada por fortes espasmos gozou soltando um grito/gemido que poderia ser facilmente confundido com um choro.
Para a dona de casa foi maravilhoso sentir os espasmos internos do corpo da namorada, sentir as contrações apertando-lhes os dedos. Ao tirá-los de dentro da outra, levou-os à boca, esse era mais um vício recém-descoberto: O gosto do líquido produzido pelo sexo da namorada.
Marina virou-se de barriga para cima e a assistente deitou sobre ela fitando-a. A fotografa levantou um pouco a perna que estava entre as de Clara pressionando-lhe o sexo. No mesmo momento ela ofegou fechando os olhos, com cara de prazer. Marina continuou o movimento sentindo o líquido dela escorrer em sua perna lambrecando-a.
Agora Clara ajudava a namorada no movimento esfregando seu membro na coxa da amada.
Em meios aos próprios gemidos e suspiro de prazer, a assistente olhou fixamente nos olhos da fotografa e disse-lhe:
_Eu amo você!
Marina recebeu essas palavras se lembrando de algo que ouvira certa vez: “eu também não é eu te amo”. Por isso, repetiu para a outra exatamente as mesmas palavras que ela havia lhe dito: “Eu amo você”!
Clara sentiu as palavras da namorada invadir-lhe a alma, tomando conta de todos os cantos de seu ser.
Continuaram o que estavam fazendo e não levou muito tempo para que a dona de casa gozasse deliciosamente, caindo na cama ao lado da mulher que amava.
Marina virou-se de lado na cama, exausta. Ambas estavam exaustas. Nem sabiam que horas eram e também isso não importava. Clara abraçou-a, estavam de conchinha agora. Sentiam-se como se fossem apenas uma, imensamente felizes, invadidas de paz profunda. E pela primeira vez adormeceram, finalmente, juntas (…).
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