Seven Souls

1 Prólogo.


Notas iniciais
Prólogo/prévia da fanfic. Eu acho que não ficou muito bom, mas estou totalmente aberta a sugestões e críticas nos reviews.
E outra coisa: eu vou explicar melhor a história no decorrer dos capítulos, eu sei que algumas ficaram meio estranhas, mas é só um prólogo. De qualquer maneira, boa leitura! *-*

— Então deixa eu te contar um segredo... – ele disse com aquele típico sussurro sedutor, os lábios alinhados em um sorriso malicioso. O corpo dele se inclinou para frente, deixando seu rosto cara a cara com o meu não deixando escapatória a não ser encará-lo, então seus lábios começaram a roçar minha orelha esquerda quando ele me confidenciou: – Eu estou morto.

Estranhamente, meu rosto esquentou, mesmo eu sabendo que isso era extremamente idiota e que eu não deveria ficar corando por isso. Pior, por ele.

Revirei os olhos.

— Isso não é nenhum segredo. – murmurei.

— Eu sei. – respondeu dando de ombros. – Mas às vezes me parece que você esquece que eu não tenho pulso, não tenho batimentos cardíacos, não respiro...

— Não utiliza o cérebro. – completei.

Ele riu.

— Então porque será que pediu minha ajuda, garotinha?

Bufei. Não o respondi, apenas continuei jogando no celular, tentando atuar perfeitamente o estado de sinta-meu-desprezo-por-você-eu-te-odeio-não-me-chame-de-garotinha-seu-camponês e coisas do tipo. E aparentemente, estava dando certo. Certo até demais, pois em apenas dois segundos, ele não estava mais no meu lado.

Parabéns, resmunguei mentalmente, conseguiu estragar a única esperança de encontrar seu irmão pelo seu orgulho idiota.

— Espere! – gritei correndo para alcançá-lo. – Ei, me espere! Eu preciso de sua ajuda!

Ele parou de andar, se virando lentamente logo em seguida, parecendo estar de saco cheio. É, essa era a melhor palavra para descrever ele no momento, "saco cheio".

— Eu não sei se você tem ideia do que está pedindo pra mim, provavelmente não, mas quero que saiba que as chances de encontrá-lo são de zero a um milhão. – ele cruzou os braços, os olhos azuis escuros me analisando duramente. – Eu não sou o cara que você procura pra fazer isso. Aliás, ninguém pode te ajudar.

Mordi o lábio inferior, tentando pensar em algo, mas o único cara que pode me ajudar é ele. Não existe mais nenhuma pessoa no mundo que eu conheça que pode fazer as coisas que ele faça que eu vi.

— Eu sei que as chances de encontrar Tyler são remotas, mas... ele é meu irmão. – soltei o ar pela boca, sentindo a mesma sensação esmagadora que senti quando me contaram que havia perdido meu irmão. “Ele está morto, Lena.” Fechei os olhos com força por um minuto, com medo que desabasse ali mesmo. "Ele cometeu suicídio." – Mesmo que esteja morto. Mesmo que seja um suicida. Ele é meu irmão.

Abri os olhos.

Ele ainda me encarava e não mostrava compaixão, o que foi um alívio para mim, pois eu já estava cansada de pessoas me olhando como se eu fosse uma fraca que precisasse de apoio de todos. Por outro lado, a frieza dele me incomodou. Mas o que eu queria? Ser frio deve ser normal para alguém que já morreu.

— Você estará entrando em um mundo que não gostará de conhecer, Lena.

— Eu não me importo.

Ele deu dois passos a frente, ficando mais próximo de mim me obrigando há levantar um pouco a cabeça para encará-lo nos olhos por ser mais alto que eu.

— Não mesmo? – perguntou em tom divertido.

Franzi um pouco as sobrancelhas.

— Não. – respondi com mais firmeza. – Iria até o inferno por meu irmão.

Foi tão rápido que eu não sei se foi real, mas pude ver um vestígio de sorriso em seus lábios.

— Então se prepare. – ele falou. – Pois aonde iremos é mais ou menos o inferno. Só que pior.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Críticas, sugestões, elogios, tudo nos reviews, seus lindos! E obrigada por lerem. *-*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.