Notas iniciais
Fiz a caquinha, mas em compensação, coloquei logo esse capítulo tchul (H) gente, eu nem sei se tá tudo certim, eu tô "atolada" aqui, e jésus, socorro @_@'

xxx Aoi\'s POV xxx

Cheguei no meu apartamento as exatas 8:10 da noite, fechando a porta com força. Estava com raiva. Raiva de mim mesmo por ter falhado ao tentar fisgar aquela isca, aparentemente, tão fácil. Ah, Kouyou... se você soubesse o que causa em mim.

Fui até meu quarto e tranquei a porta. Mayumi as vezes me deixava sem privacidade, mas deixei um aviso na cozinha de que ela poderia ir embora mais cedo, espero que ela tenha o feito. Me despi por completo e fiquei apenas com a boxer... por incrível que pareça, estava com preguiça de tomar banho! Quando estava jogado na cama, quase dormindo o despertador tocou, fazendo um barulho estridente e me assustando, é lógico.

- Despertador da porra! — peguei aquela coisa e taquei no chão. Eu havia mesmo dormido. Logo me ajoelhei aos pedacinhos quebrados e molinhas batendo no chão fazendo \"tóin, tóin\", e meus olhos marejaram. Aquele despertador -em formato de banana- havia sido o primeiro presente que eu havia ganho da banda; sim, aquela primeira versão, com o Yune e tudo mais. Eu mato aquele loiro infeliz.

Eram 3:47 da manhã. Fiquei olhando a lua, já que havia perdido o sono, ali mesmo no chão. Fiquei imaginando como seria bom ter Uruha ali naquela cama, ao meu lado, dizendo aquelas idiotices e infantilidades que ele costuma dizer, mas que eu amo. Levantei-me daquele oceano de molas, parafusos, pedacinhos amarelos e derivados de despertador e fui até o banheiro. Tirei a boxer e a joguei em um canto qualquer. Liguei o chuveiro, que ficava em frente ao espelho acima da pia, e enquanto a água quente corria por entre meus cabelos fiquei pensando na atitude tomada pelo loiro nessa tarde. Assim que saí, me deparei com algo que nunca imaginei.

- Mas que merda é essa? — disse, enquanto olhava meu baixo ventre. Eu mato aquele loiro, definitivamente — Divindades, tirem a maldade deste corpo!! Tem tanto cachorrinho por aí querendo fazer família, por...

Fui interrompido por umas batidas na porta. As quase quatro da manhã aquela empregada não havia ido embora?? Vesti meu roupão e destranquei a porta, vendo-a adentrar meu quarto, sem permissão, até...

- Senhor Yuu... — ela disse com um sorriso sarcástico, quase me intimidando.
- Mayumi-san, são... — olhei para o relógio de pulso que envolvia a maçaneta como de costume — quatro horas e seis minutos da madrugada. O que você ainda está fazendo aqui? Eu poderia estar dormindo, pelado ainda por cima... poderia estar até mesmo transando...
- Com o Kouyou? — disse ela com aquele sorriso ainda dançando na face já envelhecida. Eu dava tão a perceber assim?
- Como ousa falar assim comigo?? — eu disse apontando o dedo indicador a ela, que ria e ria. Só não demiti aquela velha porque ela faz o melhor sushi que já comi na vida.
- Oras... a quem você quer enganar? — antes que eu pudesse contradizer aquilo tudo, ela me interrompeu — Eu queria dizer que 1: eu ainda não fui porque queria conversar com você, e como só percebi que você havia chegado agora...
- O que você quer falar??
- Sente-se. — ela disse apontando a cama.

Eu fiquei com medo, eu confesso. Mayumi era muito madura e sensata. Já cansou de me dar broncas, nestes loongos seis anos trabalhando pra mim, por chegar em casa bêbado, por levar mulheres e até mesmo homens pro meu quarto, pelas inúmeras vezes que implorei por ela quando ficava de porre... ela era como uma segunda mãe pra mim, mesmo que eu não goste muito dela. Ela ficou de frente a mim e desamarrou o avental e jogou em cima. ESSA LOUCA VAI ME MOLESTAR ATÉ EU PEDIR PENICO!!!!!!!!!!!!!!!!

- Tá vendo esse avental?? — ela disse apontando o avental sobre meu colo.
- Tô... que eu saiba enxergo pelas duas vistas. Hm, tá bem sujinho né, Mayumi?! Você podia lavá-lo e...
- Eu nunca lavei esse avental. Neste seis anos eu nunca — e deu ênfase até demais no \"nunca\" — lavei, e nunca pretendo lavar. Sabe por que?
- Por que, Mayumi-san? — já estava começando a me cansar.
- Porque eu valorizo isto aí, e principalmente a mim mesma.
- Aonde você quer chegar?
- Imagine que você sou eu... — arregalei meus olhos e a velha começou a rir, logo parando — e que este avental é o Kouyou...
- Excelente comparação! E daí? — suspirei cansadamente.
- O que você faria com um avental desses?
- Oras, Mayumi-san!! Faça-me um favor! — falei, aumentando o tom de voz, cambaleando a cabeça para os lados.
- Responda! Não sairei daqui até que você o faça.
- Eu usaria com todo o amor e carinho e deixaria tudo imaculadamente limpo.
- Você trata o Uruha como um pano qualquer?? Ele é um avental e não uma toalha de prato...
- Mayumi-san, saia daqui!

Ela começou a rir e aquilo começou a me dar nos nervos. Aquela velha falou, falou e não disse nada. Por Kami-sama, eu mesmo faço ela O visitar.

- Yuu.. você o ama.
- Dã?! — eu disse fazendo uma careta de demência. [?]
- Fale com ele!
- Ele é uma criança de 27 anos...

Quando eu vi, ela já tinha batido a porta na minha cara. Que velha doida. Outro dia eu me vingo, agora estou muito cansado...

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- AOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOIIIIIIIII!!!!!!!!!!!!!! — quase dei um pulo da cama com os berros de Ruki, Reita e Kai. Como eles vieram parar aqui?

Acordei... estava um bagaço. Cocei os olhos, que ainda estavam embaçados, e vi um Ruki saltitante pulando em cima de mim.

- A Mayumi-san nos contou, Aoiê!!
- Hain?! — eu disse cerrando os olhos, por causa da claridade.

De repente Ruki foi puxado, e eu sem entender perguntei o que havia acontecido. Kai apontou para a minha cintura e quando eu vi... eu estava sem roupa e o roupão havia aberto. Aaah, foi o suficiente pro Reita começar a rir descontroladamente de mim e incentivar o baterista e o vocalista a fazer o mesmo. Corei, corei e corei mais ainda. Apenas mostrei meu lindíssimo dedo médio e amarrei meu roupão.

Me levantei da cama e eles continuavam a rir. Reita, como sempre, zombou de mim.

- Tchutchuca, a srta. Fifi fugiu, é??? — e os outros panacas começaram a rir. Eu não havia entendido... peraí. Srta. Fifi era o nome da passarinha (isso existe?) que a minha prima havia dado pra mim mês passado. E, coincidentemente, ela fugiu anteontem, graças a Mayumi-Salvadora-De-PiuPius.

Eu fechei o punho, estava com raiva daqueles moleques.

- Saiam daqui, suas lhamas! — Tá... me matem. Eu os chamei de LHAMAS.

Parecia que eu estava num sitcom. Eu era o ator e Reita, Ruki e Kai, a platéia. Eles começaram a rir que nem desesperados. Oh, céus, enviaram-me um help. Havia uma vassoura atrás da porta do banheiro, e eu fui lá enquanto as hienas se urinavam de rir. Logo tratei de dar umas vassouradas no chão pra chamar a atenção. Eles olharam pra mim com aqueles olhos rubros, prendendo o riso, e logo entenderam o recado. Mas os tratantes não saíram. Eles \'tavam pedindo.

Dei umas vassouradas nas pernas de Kai que começou a rir e reclamar de dor ao mesmo tempo. Até que me toquei em uma coisa...

- Cadê o Uruha??
- Ele tá... pffff.. tá na cozinha.... — respondeu Reita, já parando de rir.

Fui até a cozinha, de roupão mesmo.

- Uruha?? O que tá fazendo aí?
- Tô conversando com a Mayumi!! Ela disse que vai fazer um bolão de chocolate desse tamanho — e abriu os braços pra mostrar o suposto tamanho do bolo — só pra mim!! Né, Mayumi-san??

Os olhinhos dele brilhavam quase que infantilmente. Aquilo me deu um aperto no peito.

- Yuu? — vai começar... — Por que estás de roupão?? Vá vestir alguma coisa, menino! Antes que pegue um resfriado nas partes baixas.

Uruha riu e eu lógico, queria me enterrar... como a velha podia falar algo assim na frente dele?? Me virei pra trás e vi três seres saltitantes indo até o outro quarto o qual eu denominava \"escritório\"; lá eu estudava, lia meus livros, usava o computador, e etc. Com certeza, iam fazer algo que não presta no meu computadorzinho lindo.

Fui até meu quarto, escovei os dentes rapidamente, lavei a cara, penteei os cabelos, vesti a primeira calça jeans que vi pela frente e uma regata preta. E lógico, não poderia faltar meu lápis de olho. Minha vida, meu chuchu, meu amor!! Depois do Kou, é lógico...

Voltei até a cozinha e Uruha estava apoiado na pia, vendo Mayumi cozinhar. Estavam conversando animadamente. Ele gesticulava e ela ria. O loiro consegue conquistar qualquer um apenas com o sorriso. Como acha que eu me apaixonei? Ele veio até mim, dando alguns pulinhos, até que se apoiou nos meus ombros.

- Tô a fim de passear, me leva? — e sorriu, cutucando minha bochecha.

Assenti com a cabeça e roubei um selinho estalado dele. Ele ficou corado, que coisa mais fofa!!! Peguei minha jaqueta e a vesti, afinal lá fora, ao contrário do inferno que é meu apartamento, estava ventando, e meus inseparáveis óculos escuros. Saímos, e no estacionamento do prédio, assim que nos aproximamos do carro, impedi que ele passasse para dentro e ele me olhou como se estivesse perguntando por que eu havia feito aquilo.

- Promete que nunca vai me deixar? — falei, olhando para a janela do carro, segurando o ombro dele atravessado.
- Eu prometo, sim, Aoi! Eu vou sempre estar do seu lado! — o loiro tirou minha mão de seu ombro e me deu um beijo na bochecha. Eu estava conseguindo, yeah!

Entramos no carro e eu me dirigi a uma praça qualquer. Ele estava bem animado, se não fosse mais um acidente de criança dele.

Notas finais
Quero dedicar esse capítulo ao meu amiguinho Tsu-Tsu, e as minhas amiguinhas Mizu e MayMay *---*' eu amo vocês, cara (Y) *bate no peito* reviews ;; ?