Seu erro foi me esquecer.
1 Escuro...
Notas iniciais
Escuro…
Gabriel não entendia o que estava acontecendo. Ele olhou ao redor, mas não via nada. Forçou sua mente pra lembrar o que o havia levado ali, mas nada parecia fazer sentindo. Ele não conseguia se mexer
Escuro…
Gabriel só via o escuro. Tentou mover as pernas e sentiu seu joelho colidir com algo duro. Onde estava ele não sabia, mas ele lembrava de dormir em sua cama. Lembrava vagamente também de mais alguém dormindo ao seu lado.
Escuro…
Gabriel tentou respirar profundamente, mas o ar estava rarefeito. tentou mexer a mão, conseguiu fazer com um pouco de esforço. Acendeu seu relógio… 14:55? Ele dormiu o dia todo? Sua cabeça doía. Lembrava vagamente de um cabelo vermelho. Quem era?
Escuro…
Gabriel lembrava de um sorriso, de luzes fortes de neon, de um corpo sobre o seu e um copo de bebida sobre a mesa, mas isso não respondia onde estava. Continuou a passar a mão envolta e só conseguiu sentir algo parecido com madeira. Achou algo cilíndrico e duro em um canto, mas não soube identificar o que era.
Luz…
Gabriel ficou momentaneamente cego com a luz que acendeu onde ele se encontrava. Respirou fundo quando conseguiu identificar onde estava. Era uma caixa, o cilindro ao seu lado, ele identificou como oxigênio. O pânico começou a se instalar quando ele não encontrou nenhuma saída.
Luz…
Gabriel viu um tablet sobre si e quando esse ascendeu ele respirou fundo. O rosto que lhe olhava era o mesmo da noite passada. O mesmo do corpo, do sorriso… o que lhe deu a bebia. A voz… era doce… ele lembrava e ela começou a falar.
Luz…
Gabriel entrou em desespero enquanto ela lhe explicava como ele tinha ido parar ali. Ele recordava de todas as meninas a qual tinha dado bebida e curtido com elas, como poderia ter esquecido justo dessa. Ela lhe contou como o colocou ali e o porque ele não conseguia se mexer. Agora ele tinha exata uma hora pra tentar sair e se no fim dessa hora não conseguisse seu ar acabaria.
Luz…
Gabriel entrou em pânico quando viu que falavam apenas 5 minutos e ele não conseguirá encontrar uma maneira de sair. O ar começou a ficar mais rarefeito. O pânico se instalava a cada segundo. Gabriel socou a caixa, se bateu, gritou, tentou arranhar e suas unhas começaram a se quebrar, mordeu a caixa em desespero e sentiu o gosto de sangue misturado com a madeira. Gabriel bateu a cabeça na caixa como ultimo ato de desespero, mas nada pare.
Fim.
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