Seu Pior Pesadelo
1 Pesadelo. ♦
Notas iniciais
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Cap.1
Apertei os olhos com força tentando fazer com que aquilo tudo que estava acontecendo em minha volta fosse um sonho, apenas um leve sonho irónico que eu costumava ter, abri os olhos e dei de cara com minha mãe me observando.
– Você ta bem? — Ela fez uma cara risonha enquanto me olhava.
– O que você acha? — Bufei.
– Qual e o problema dessa vez ? — Ela revirou os olhos e se encostou melhor na poltrona do avião.
– Não tinha um aviãozinho melhor? Tipo esse avião está cheio de pobres! — Afirmei meia histérica olhando para os lados.
– Você é pobre agora, estão acostume-se. — Minha mãe disse rindo.
– Não me lembre disso ok? — Peguei em uma revista do avião e fiquei folhando rápido. — Que droga nem tem revistas de moda nesse avião!
– O avião não é tão ruim assim... — Minha mãe disse sem jeito. — Você vai adorar huntington beach, tem muitas pessoas bonitas lá.
– Por que algo me diz que são todos feios? — Disse rindo. — Quando você acha alguém bonito, ele é feio. — Continuei folhando a revista.
– Eu te acho bonita meu amor. — Ela passou a mão no meu cabelo enquanto ria.
– Uma vez na vida você tem que ter bom gosto né ? — Ela riu e pegou uma revista também.
A viagem foi calma até a califórnia, só notei uma coisa, pessoas pobres por todo lado na correria do dia a dia, minha mãe sorria para aquilo tudo, eu me sentia tão estranha no meio daquilo tudo, e era difícil admitir que minha mãe estava feliz, fazia tempo que não via ela empolgada com alguma coisa, tentei me manter calma quando uma mulher estranha apareceu do nada e nos abraçou feito um urso, junto a ela estava uma menina de cabelo roxo, fiquei paralisada olhando para aquilo tudo, sem conseguir me mover.
– Meu deus você não mudou nada Sofie.- Aquela mulher estranha olhava sorrindo para minha mãe e ela retribuía.
– Olha para você, não da pra acreditar! — Minha mãe abraçou a mulher outra vez e eu só pensei, não da pra acreditar o que? Naquelas rugas horríveis? Também não estava acreditando.
– Que filha linda você tem! — Ela pegou nas minhas duas mãos e ficou me observando.
– O que tem de linda tem de rebelde! — Minha mãe disse enquanto notava minha carinha de nojo. — Ela vai aprender bastante morando aqui. — Me olhou de lado nesse momento.
– Essa e minha filha McKenna — Disse aquela mulher e minha mãe foi até ela e abraçou ela.
– Que linda, nossa você é igualzinha ao Brian quando ele era pequeno! — Minha mãe disse sorrindo.
– Todo mundo diz isso... — Ela falou sem graça mas me observava.
– Bem vamos? — Aquela mulher estranha nos levou até um carro, vamos dizer que o carro até era bom.
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