Notas iniciais
Já vou avisando que a história é tensa, fala de um assunto muito sério.
Boa leitura.

Pingos de chuva caiam em sua cabeça, no começo era calmo com pingos finos, e em segundos começou a ficar mais forte, e logo sua roupa estava toda molhada. Aquela noite estava fria, seu casaco era fino e ficou encharcado pela chuva. Não ligava para a chuva ou o frio que sentia tudo o que importava era se livrar da dor e da culpa que a corroía, colocou a mão na barriga, em nove meses uma criança nasceria, o seu bebe, mas a sua decisão não o permitiria nascer, estava pronta para se jogar do penhasco.

Um som baixo de asas batendo vinha do seu lado. O olhou surpresa, era um homem, de cabelos ruivos, seus olhos verdes davam uma paz inexplicável para a jovem Grace, seu peito estava nu, vestia só uma calça, seus olhos arregalaram vendo um par de asas sair das costas do homem.

— Eu entendo o que você sente o medo inexplicável de desapontar o pai, o desgosto de sua face seria muito doloroso para suportar- disse o homem, sua voz era calma, suas palavras mostravam sua compreensão.

— Ele me odiaria e me expulsaria de casa, eu não aguentaria – tentou justificar – Não teria apoio de ninguém, nem do pai da criança!

— Então você acha que deve acabar com tudo? Sem dor, sem sofrimento, acabará rápido. – perguntou o homem.

— Sim! – respondeu Grace, seus olhos mostravam seu desespero e desejo de aceitação.

— Você sentirá dor e sofrerá, e depois daqui irá para um lugar muito pior. – os olhos do homem alado encaravam a vista do penhasco.

— Porque esta dizendo isso? – perguntou assustada.

— É a verdade, infelizmente – respondeu o homem.

Grace ficou quieta por uns segundos. A chuva tinha diminuído, mas o frio continuava, Grace tremia.

— Estou lhe dando a chance de não cometer um erro. As pessoas se decepcionam o tempo todo, se não for pela gravidez – apontou para a barriga de Grace – Será por outra coisa, a humanidade esta fadada a cair, mas o mais incrível em vocês é como se levantam. Não desista, Grace, eu estarei cuidando de você.

— Quem é você? – perguntou com a voz embargada com o inicio do choro.

— Seu anjo da guarda.

Acordou com os olhos úmidos, seu peito doía, sem mais aguentar desatou a chorar. A conversa com o anjo tinha sido um sonho, mas ele tinha razão precisava superar seu medo.

Notas finais
Espero que tenham gostado, vejo vocês nos comentários. Sei como é ser um leitor fantasma, mas também entendo a frustração do autor, então não precisa escrever um comentário glamoroso, pode dizer só um "gostei" ou "não gostei", saber que leram já é o suficiente para mim.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!