Seu Amor É Uma Mentira!
6 Capítulo 5
Notas iniciais
– O que faz aqui? – Foi só o que Hinata conseguiu dizer de olhos arregalados.
– Estava tentando me fazer de bobo, Hinata? – ele a olhava furioso. – Pensou mesmo que iria me enganar? E que eu não a reconheceria? Ou vai dizer que não se lembra de mim?
– Eu nunca esqueci você. – ela sussurrou e, sinceramente, esperava que ele não tivesse ouvido. – Na verdade, pensei que me conheceria assim que entrou naquele quarto, como eu o reconheci!
– Eu não poderia saber que você se tornaria uma pessoa tão baixa. – ele praticamente cuspia as palavras sobre ela.
– Você não sabe nada sobre mim! – ela disse para que ele ouvisse. – Nada! Agora saia de minha casa!
– Eu não vou embora, não ainda! – ele disse sentando-se no sofá e encarando a morena desafiador, ela não podia tirá-lo dali. – Você me deve uma explicação. – Para a morena estava alucinando só podia, ele sumira a largara de uma hora outra para outra e ela devia explicações? O rosto do loiro era amargo, seus traços eram raivosos e antipáticos. Não reconhecia nada do homem que amou na infância, no homem que estava agora em sua frente.
– Não lhe devo explicações nenhuma! Você não tem nada haver comigo, nem com minha vida. – ela disse. – Vá embora e esqueça que se encontrou comigo, você é meu passado Naruto, não te quero na minha vida.
– Fico me perguntando que tipo de pensamentos uma mulher tem para ter essa profissão... – ele falava seus pensamentos ignorando complemente o que a Hyuuga acabara de falar. – Toda aquela sua timidez era tudo uma fachada, não? Aposto como no fundo sempre sonhou em ser puta! – A morena se encontrava a beira das lagrimas, realmente, aquele não era o homem que ela um dia amara, seu Naruto-kun não falaria coisas como aquelas. – Gostava mesmo de mim naquela época ou só queria que fosse eu a iniciar sua vida sexual? – ele continuava com as palavras duras e mentirosas, Naruto não olhava para a Hyuuga, na verdade, pensava alto até então. – Mas devia eu me sentir honrado? – ele passou encará-la friamente. – Afinal, tive a honra de transar com a melhor prostituta de Tókio sem pagar um tostão. – Ela já não conseguia impedir as lagrimas transbordaram de seus olhos e desviou o olhar, ela o tinha amado a vida inteira para agora ouvir isso? Parecia uma brincadeira sádica do destino.
Naruto não sabia o porquê de estar lhe falando aquelas palavras, não sabia o porquê de ter ido até ali, mas sabia que sentia algo o incomodar ao cogitar que Hinata fosse uma mulher assim, seus pensamentos os traíam, onde estaria a Hinata que um dia fora sua?
– Naruto... – ela chorava e a voz saia cortada. – Você não sabe do que está falando! Não sabe a merda que está falando! Não queria isso para mim, não queria essa vida, mas não tive muitas escolhas. – ele não a deixara muitas escolhas.
– Você sempre teve uma vida boa, como eu, não precisaria chegar a tanto a não ser que quisesse. – a voz do loiro já não era tão agressiva, ele agora, realmente, estava tentando entender. Sim, finalmente, algo do Naruto que ela conhecia, sorriu. Não queria aquele confronto odiava ouvir aquelas coisas dele, e sentia uma vontade de se jogar em seus braços e chorar, chorar mais o indagando por que a deixara daquele jeito anos antes. – O que a fez chegar a isso? – sua voz era mandona e raivosa de novo.
– A vida e o amor não foram bons comigo... – ela disse com tristeza no olhar, lembrando-se do momento em que descobrira que ele tinha partido a deixando lá. Ele se levantou estava raivoso, não devia ter ido ali, Hinata que fizesse o que quisesse de sua vida, ele não tinha nada a ver com isso, ele não se importava, não é mesmo?
– Bom, eu não deveria ter vindo! A vida é sua faça o que quiser com ela! – ele fora até a porta, ela respirou fundo. – Seria mais simples se tivesse falado quem era ontem, eu pagaria com prazer. – ele disse indiferente. Ela não sabia o que era pior, receber a raiva dele ou a indiferença, a raiva pelo menos significava que ele de alguma forma se importava não era? E a indiferença? O que significava? Que ele nunca sentira mesmo algo por ela? Pensar assim a machucava. – Até logo! – ele batera a porta saindo de sua casa. Por que ‘até logo’?
...
Ela sentia as pernas bambas e se deixou escorrer até o chão, lagrimas desciam na sua face que não conseguia controlar. Por quê? Por que Naruto tinha que reaparecer para infernizá-la com esse sentimento? Ela não podia mudar que o amava. Sempre o amara. E hoje tinha mais do que a certeza de que ele não a amava, o Naruto com que ela namorara não existia mais. Ele estava diferente, zangado, gélido e indiferente... A indiferença é a pior reação para se receber de alguém por quem sente algo. E ela sentia! Passara 10 longos anos dizendo e repetindo para si que amor não existia que não passava de uma ilusão, mas amava aquele homem. Ou ao menos amava a lembrança que tinha daquele homem.
Todos os momentos que eles passaram juntos, todas as descobertas, todos os sorrisos. — Ele tinha o sorriso mais perfeito que já vira — um sorriso jovial que não imaginava ver no rosto do homem que saíra de seu apartamento. As reações de seu corpo quando estava com ele. Arrepiou-se ao lembrar os toques dele pelo seu corpo na noite anterior, mesmo ela estando tão acostumada, mesmo sendo uma profissional, ele a fizera sentir uma adolescente inexperiente gemendo por seu nome sem conseguir deter-se.
Passou um tempo, sentada sobre o tapete da sala, mas percebeu que seu coração já não doía tanto, ele não estava mais lá e levaria o ‘até logo’ como um ‘adeus’. Respirou fundo e se levantou, passou pelo banheiro limpando as linhas das lagrimas que passaram por ali. Acreditava que ele não procuraria mais seus serviços, e que aquilo tudo ficaria no passado, de novo. Ela o esqueceria mesmo que levassem mais 10 anos. Não precisaria mais sair de casa hoje, sabia que o segundo cliente que iria encontrar era ele, e ele gastara seu tempo lhe dizendo palavras amargas.
Já no quarto colocara um pijama qualquer, vermelho com bolinhas brancas e ligando o ar do quarto – já que a noite estava quente – deitara sobre os lençóis. Ela fechou os olhos e sabia que logo dormiria, sentia a cabeça pesar por chorar. Queria e iria esquecer que ele esteve em sua casa, sua vida continuarei, como continuou a anos atrás quando ele a deixou.
Sucumbiu ao sono, que lhe trazia lembranças de um casal apaixonado que não se separavam para nada e caminhavam pela cidade em que moravam esbanjando felicidade e deixando inveja naqueles que não tinham um amor, pena – para ela – que o amor dele não passava de uma mentira, afinal se a amasse de verdade nunca a teria deixado. Esse era o sonho da Hyuuga, que se agitava na cama.
...
Hinata acordara no dia seguinte renovada, Naruto não iria mais abalá-la daquele modo. Respirou fundo e olhou no relógio, fora dormir cedo então ainda não chegava as 11h00m, ouvira barulho de panelas vindo da cozinha, com certeza, Kurenai lavando a louça. Sonhara com Naruto a noite toda, mas acordara decidida a agir como se nunca tivesse o reencontrado. Como todos os dias, fora ao banheiro e já com os dentes escovados tomou um banho e colocou um short jeans com uma regata, fazia calor e iria aproveitar o dia. Estava se sentindo sozinha, depois que o horário de Kurenai passava a casa ficava tão silenciosa que pensava em adotar um bichinho para fazer-lhe companhia e sabia que queria o cãozinho em quem dera banho no abrigo de animais.
– Bom dia Kurenai-chan! – ela sorria. – Vou dar uma saída agora pela manhã, volto para o almoço. – disse beijando a face da mais velha e saiu do apartamento. Respirou o ar fresco e lhe fez bem, não pegaria um taxi, iria andando, o clima estava bem agradável naquela manhã.
Saíra pelas ruas olhando as lojas e cafeterias, não havia comido nada ainda e não resistiu parar em uma cafeteria no caminho para comer um pedaço de sua torta preferida, amor perfeito. E com calma completou o caminho até o Abrigo.
– Bom dia Hina! – disse Kiba sorridente, ele sempre gostara de receber a visita da moça. – Primeira vez que a veja tão cedo por aqui. – Não era habito da Hyuuga sair durante a manhã, já que acordava bem tarde normalmente.
– Cai da cama hoje. – ela riu e ele o acompanhou.
– E o que veio fazer aqui hoje? – ele perguntou simpático. – Me ajudar a tratar dos novos pacientes?
– Na verdade... Eu queria, bem, um favor, — ele a olhava sem entender, que favor poderia fazer para ela? – Será que teria como eu adotar o Akamaru? Claro, se ele ainda não foi adotado.
– Claro que pode adotá-lo. – Kiba ficaria muito feliz, em saber que alguém de sua confiança adotaria o cachorrinho no qual ele tinha se apegado tanto. Mas já tinha, em sua casa, 8 cachorros, era difícil pegar mais um. – Vamos lá traz, buscá-lo. — Caminharam até onde ficavam os animais, e lá estava ele, deitado com a barriga no chão, mas quando os viu levantou sacudindo o rabo, animado por ver os humanos já conhecidos. – Vai ganhar uma casa nova hoje Akamaru. – Kiba sorria e entregou o cãozinho a Hinata, que o pegou no colo.
– Tem algo que eu precise comprar Kiba-kun? – ela não entendia muito bem, apesar de adorar os animais, seu pai nunca deixara ter um em sua infância. – Que ele precise?
– Hai Hina... – voltando a recepção para ele me mostrar o que tinha que comprar. – Primeiro uma coleira, temos uma aqui que serve para ele. – Ele mostrou a Hyuuga uma coleira vermelha com um pingente na frente. – Podemos gravar o nome e o telefone atrás, para caso ele se perca. – a Hyuuga ouvia e assentia. Então ele lhe deu a ela um remédio contra vermes que Akamaru tinha que tomar o ultimo, e uma casinha de cachorros que serviria para ele dormir enquanto ainda fosse filhote. Kiba entregara a coleira para um funcionário que gravou o nome “Akamaru” na frente e o celular de Hinata atrás.
Hinata colocara no pescoço do pequeno cachorro e agora sabia que a casa nunca ficaria silenciosa demais, e quase como resposta a esse pensamento da morena, o cachorrinho latiu feliz.
– Ele é mesmo uma fofura. – disse a Hyuuga encantada. E viu que Kiba falaria algo, mas seu celular tocou, olhou a tela e era Tsunade. – Licença Kiba. – Se afastara um pouco dele para atender. – Oi, Tsunade.
– Oi minha menina! – disse a loira. – Dessa vez eu não te acordei né? – a voz não estava preguiçosa e arrastada como das ultimas vezes que ela ligara.
– Não, estou na rua! – falara para que Tsunade soubesse que suas respostas seriam discretas.
– Ah sim... – a loira entendeu o recado. – Bem, não irei atrapalhar, cliente hoje as 23h00m, no Fairmont Mayakoba.
– Ok, não me atrasarei. – a loira desligara o telefone e a Hyuuga voltou para próximo de Kiba, pegando nos braços seu filhote.
– Namorado? – perguntou Kiba. Ele prestava atenção na conversa da Hyuuga, a tempos queria saber se ela tinha alguém para chamá-la para sair.
– Não. – ela sorriu. – Minha chefe. – Kiba ficara feliz ao saber isso, qualquer dia teria coragem de chamá-la para sair e Akamaru podia ser a desculpa perfeita.
–Não fique muito tempo sem aparecer e traga Akamaru pra me visitar. — Kiba disse. – Ou se você não se importar eu posso ligar para fazermos algo, assim eu veria os dois. – Hinata sabia que isso não passava de uma desculpa para chamá-la para sair, então sorriu.
– Sim Kiba-kun, ligue-me ai marcamos algo. – ela dera um beijo na bochecha do homem a sua frente e suas bochechas ganharam um tom rosado. – até mais.– ela saíra do abrigo com seu filhote no colo, abanando o rabo e latindo pedindo para ir para o chão, mas como não queria cansar seu cachorrinho, o carregou até em casa.
– Um cachorro Senhorita Hinata? – perguntou o porteiro.
– Sim. – ela respondeu sorrindo. – Estava me sentindo sozinha, mas fique tranqüilo ele é bem quietinho. – o Senhor sorriu e fez um pequeno carinho na cabeça do cachorro, o achara uma graça, devia admitir.
– Ele é muito bonito! – sorriu. Hinata agradeceu e foi para o elevador, botaria a caminha dele que comprara ao lado da sua.
–Kurenai-chan! – chamou a Hyuuga abrindo a porta e soltando um cachorro mais parecido com uma almofada branca no chão, que correu por toda casa latindo contente. – Temos um novo morador. – A Hyuuga não sabia mais Kurenai tinha medo de cachorros e ficara olhando assustada sempre que ele se aproximava de seu pé. Ela sabia que o pequeno gostaria o coração da empregada.
Chegara no quarto e o cãozinho pulava animado em cima da cama, pediria Kurenai a partir de amanhã que o levasse para caminhar lá embaixo de manhã. Respirou fundo, nada teria para fazer antes das 23h00m. Almoçou junto com Tsunade, botara para Akamaru um pouco da ração que Kiba lhe dissera para comprar e deitou para assistir a um filme de ação que passava na TV, quando Kurenai fora embora. Aquele era o momento que a incomodava, que a casa ficava no completo silencio, e como se soubesse do desagrado da Hyuuga, Akamaru deitou-se sobre suas pernas. Hinata estava feliz de realizar o sonho de ter um animal, mas se perguntara se ele não ligaria de passar as noites ali, sozinho, isso a preocupava.
Passara a tarde ali vendo TV com seu novo companheiro e de casa, recebera uma ligação importante de Tenten, amanhã a tarde iria sair com Tenten e seu primo, obviamente, seu primo sabia que iria uma amiga da Mitsashi, mas não que era sua prima. Seria uma surpresa, ia ser bom revê-lo. Diferente do que fora encontrar Naruto, encontrar Neji-nissan seria muito bom. Sentia falta dele. Amanhã às duas horas no um restaurante de comida mexicana perto dali, não podia esquecer.
Levantara do sofá, eram quase 22h00m estava na hora de ir se arrumar para encontrar com o cliente da noite. Não havia pensado em uma roupa para usar, então no fim opinou por um pretinho básico que sabia que não tinha como errar, também com um sapato preto completou o visual. Maquiagem leve nos olhos e batom vermelho. Encheu a vasilha de Akamaru tanto com razão como com água e trancou o apartamento, pegando seu carro. Estava na hora de trabalhar.
Chegou ao hotel, pegou a primeira chave do quarto, seu cliente ainda não havia chego. Subiu para o 319 e o esperou sentada sobre a cama. Viu a porta se abrir e ia levantar.
– Não precisa levantar Lua. – disse Nagato ao passar pela porta. – Desculpe o atraso. – Ela sorriu, Nagato tinha a aparência seria e para os que não o conhecem diriam que ele era uma má pessoa. Mas era seu cliente a muitos anos e ela gostava de sua companhia.
– Olá Nagato! – ela disse sorrindo. Ele sorriu de volta, fechando a porta e lentamente caminhando até Hinata na cama. – Como vai?
– Estou bem, mas cansado, hoje trabalhei demais, e andava precisando relaxar. – ele disse, Hinata sabia que Nagato sempre relaxava com as meninas de Tsunade, era cliente freqüente. – e você Lua?
– Melhor impossível. – era sempre essa sua resposta. Nagato pegara os longos cabelos da morena a sua frente levantando-os, deixando exposta a nuca e os ombros onde ele passou os lábios lentamente, sentindo os pelos de Lua arrepiar-se. Beijava sua nuca lhe puxando levemente os cabelos enquanto ela abria agilmente o cinto tirando-o a calça. Ela o viu esticar o corpo e deixar que terminasse de tirar sua roupa, a via aproximar a boca de sua excitação e sabia o que ela faria, e queria que ela o fizesse.
...
Chegara em casa no dia seguinte antes das 5, Nagato tinha um compromisso, e aproveitou que ele iria embora para ir pra casa também. Como sempre, não havia dormido nada e estava exausta. Colocara a banheira para encher com Akamaru em seus calcanhares, ele parecia estar esperando por ela para dormir, e fora para o quarto se livrar os sapatos, acessórios e do próprio vestido, deixou tudo no chão do quarto e voltou, estava pronta para mergulhar na banheira e deixar com os jatos a relaxassem para dormir, mas tomou um susto e caiu na gargalhar, ao ver duas orelhinhas nas espumas banheira, Akamaru havia pulado lá dentro, e agora parecia uma nuvem cheia de sabão brincando na água. O tirou de lá e com uma sacudida ele tirou toda espuma, tornando o banheiro uma bagunça, coitada de Kurenai quando fosse arrumar ali hoje. Esvaziou a banheira e optou por uma ducha mesmo, ainda rindo colocou Akamaru para fora e fechou a porta indo para o chuveiro.
Deitara na cama e sentia um estranho peso sobre seus pés, olhara e ela o filhote deitado aos seus pés na cama, a cama era mesmo grande demais só para ela, o olhando ela pegou no sono.
...
Com a inauguração da droga da praça Naruto estava completamente atolado de entrevistas com a mídias para falar sobre o que iria trazer de bom para a cidade, ele não aprovara a praça, iria ter muitas crianças em uma área onde tem acidentes de trânsitos constantes, mas aqueles velhotes que decidiram isso, no fundo, Naruto acreditava que eles queriam ver as crianças envolvidas nos acidentes, só podia ser isso.
Estava cansado atolado de trabalho, e o Hatake estava em sua sala, falando sem para o que ele devia ou não devia falar nas entrevistas. Obviamente, ele não falaria que os velhotes queriam as crianças mortas nos acidentes – como ele achava – diria isso, mais uma vez, na cara dos velhos nas próximas reuniões. Só Bee concordara com ele, na verdade, Bee era o único que nunca lhe dava dor de cabeça.
Sasuke o havia ligado e em mais ou menos duas semanas teria um jantar da empresa Uchiha e eu deveria comparecer acompanhado, bem, chamaria Shion para me acompanhar, ela adorava pagar de minha namorada nesses eventos, mas não se importava contanto que sempre acabasse na cama – como sempre acabava. Sorriu maliciosamente, e pegou o celular, sabia que queria se distrair e agora – graças a Jiraya – sabia bem onde procurar distração.
– Alô? – respondera uma mulher e não era a mesma voz da loira que o atendera as outras vezes.
– Poderia falar com Tsunade? – perguntou com educação.
– Vou passar a ligação para ela, Senhor. – disse a mulher. Pelo jeito era secretária de Tsunade, e parecia ser bem mais educada do que a loira em si. – Alô?
– Olá Tsunade, Sr Uzumaki falando. – ele disse. – Gostaria de marcar um encontro com Lua, hoje a noite.
– No de sempre?
– Sim – ele respondera ouvindo um confirmado em resposta e desligou o telefone. Naruto precisava dos serviços de Hinata.
...
Acordou exasperada olhando para o relógio que marcavam 10 para 14h00m, estava incrivelmente atrasada para ir encontrar o primo e sua amiga. Levantou rápido e sem jeito que quase caíra no chão, pegou a primeira calça que viu ao abrir o armário e uma blusa azul justa que caiu quando ela puxou o jeans, serviria.
Enfiou o jeans, a camisa, uma sapatilha e correu pela casa apenas gritando um ‘Até logo’ para Kurenai. Fora para a garagem buscar o carro, odiava dirigir e sempre acabara usando seu carro só para trabalhar, mas não tinha tempo para esperar um taxi, faltavam 3m para as 14h, estragaria a surpresa se se atrasasse.
...
– Bem, parece que sua amiga que você queria me apresentar nos deu o bolo. – disse Neji olhando o cardápio para fazer o pedido. A Mitsashi não podia acreditar que Hinata não viria rever o primo, após tantos anos. E Neji, não estava disposto de esperá-la, pois para ele não passava de uma amiga qualquer dela.
Tenten puxou o cardápio da mão dele.
– Espere só mais 5 minutos, eu sei que ela virá. – disse com firmeza, vendo o Hyuuga assentiu frustrado, estava cheio de fome. E, sinceramente, não fazia questão de conhecer uma amiga de Tenten, só estava ali para agradá-la. Por ele, pediriam almoço no hotel em que passaram a noite.
Faltavam apenas um minuto dos 5 que ela pedira para Neji esperar, estava quase contando que era sua prima que viria encontrá-los e que os havia dado bolo, quando viu do lado de fora do restaurante, Hinata. Ela sorriu, e Neji bufou impaciente.
– Já passou os 5 minutos que pediu... – começara a dizer, até que viu uma mulher de cabelos azulados e os perolados como os dele se aproximar na mesa sorrindo para sua companheira. Era ela? – Hinata-sama?
– Neji-nissan... – ela disse abrindo os braços e ele se levantou, raptando-a em um abraço saudoso e familiar.
Continua...
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