Seu Amor É Uma Mentira!
7 Capítulo 6
Notas iniciais
– Já passou os 5 minutos que pediu... – começara a dizer, até que viu uma mulher de cabelos azulados e os perolados como os dele se aproximar na mesa sorrindo para sua companheira. Era ela? – Hinata-sama?
– Neji-nissan... – ela disse abrindo os braços e ele se levantou, raptando-a em um abraço saudoso e familiar. – Como é bom vê-lo.
– Hinata-sama! – A voz do moreno fraquejava, por mais que fosse duro na queda, estava muito abalado de ter encontrado sua prima assim. A procurara durante tanto tempo tentando refazer a burrice que o tio fez. Se não fosse tão orgulhoso, com certeza, ele estaria chorando. Para a morena não existia esse orgulho, chorara tantas vezes por quem não merecia nem ao menos uma gota de suas lágrimas, que não tinha orgulho e vergonha que a impedisse agora de chorar como um bebê perdido que, finalmente, encontrara seus pais. – Não chore. Se acalme, não está mais sozinha. – Neji sentia as lagrimas da prima molhar sua camisa, sentia seu coração apertado. Não imaginava o que ela tivesse passado todo esse tempo que ficara sozinha.
A Hyuuga respirara fundo e tentara controlar as lagrimas que agora saiam de seus olhos, descontrolados. Mas ela não conseguia impedir, não chorara de tristeza, mas sim de felicidade, não acreditava que era mesmo o primo em sua frente, no fundo, sentia que pudesse acordar e que estar com ele não passasse de um sonho.
– Neji-nissan! – sua voz não passara de um sussurro, ela sorria ainda sem soltar-se do abraço do mais velho. – Senti tanto sua falta. — Neji não pudera controlar, deixando escapar uma lagrima.
– Gente, não quero atrapalhar, mas é melhor sentarem! – disse Tenten ganhando a atenção de ambos, que quando olharam os garçons pareciam um tanto perdidos, por eles ocuparem a passagem, e os outros clientes, olhavam diretamente para a mesa dos três.
Com pesar eles quebraram o abraço e sentaram-se, Hinata escolhera uma cadeira ao lado do primo.
– Como? – Neji estava confuso, não conseguia entender como sua prima estava ali, diante dos seus olhos. A última vez que a vira era uma adolescente confusa e apaixonada, e agora era uma mulher feita, independente. – Como me encontrou, Hinata-sama?
– Por favor, Neji-nissan, não me chame assim. – a Hyuuga pediu. O primo sempre a tratara com essa formalidade, o pai dela o dizia que ela – apesar de não merecer aos olhos de Hiashi – era a herdeira e merecia respeito. – Eu sou só a Hinata, sua prima. Bem, não sei explicar como te encontrei, ainda não acredito que esse encontro é real, quando Tenten me dissera o nome do homem com quem estava saindo não pude acreditar. Neji olhara para Tenten, e ela sorria. Devia muito a morena, ela havia lhe dado sua prima e melhor amiga de volta. – Eu pedi para ela marcar algo, para que eu pudesse vê-lo, eu precisava vê-lo, saber que era você mesmo. – Hinata se encontrava a beira das lagrimas, novamente.
– Não chore mais Hina! Sou eu sim, e eu nunca mais vou deixá-la sozinha. – ele dizia com ternura na voz, estava tão emocionado quanto à prima. – Te procurei por anos e nunca encontrei nenhum sinal seu, julguei ser impossível achar uma pessoa entre todas, não imaginava pra onde poderia ter ido.
– Eu estive aqui, em Tókio, todo esse tempo.
– Por que não nos procurou? – ele sempre imaginara o dia em que ela bateria a porta.
– Eu não podia me rebaixar assim, Neji-nissan. Otou-san me expulsou, e eu não voltaria por os pés naquela casa. – ele assentiu. Sim, Neji a entendia, sabia o que o tio havia feito. – Eu senti tantas saudades, suas, de Hanabi, saudades das coisas que deixei pra trás da Okaa-san, as ultimas lembranças que tinha dela.
– Eu nunca imaginei que fosse te rever, não sabia por onde começar a procurar, novamente. – ele sorria abertamente. – Pensar que você estava tão embaixo do meu nariz todo esse tempo. – ele estava feliz, na verdade, seria impossível ser mais feliz do que ele nesse momento. – Como viveu todo esse tempo? Do que viveu? – Tenten e Hinata sabiam que ele tocaria nesse ponto, e a Hyuuga sabia que não queria mentiras com o primo, mas aquela não era a melhor hora para falar sobre sua profissão.
– Depois lhe conto sobre isso, Nii-san. – ela disse. – É uma longa história, e esse não é o melhor lugar. O que importa é que estou e estive bem esses anos. – ele ficara curioso, estranhava a prima não lhe contar, mas se ela preferia deixar para outra hora que assim fosse.
– Você? – ele olhou para Tenten, os olhos eram zangados, mas nos lábios havia um sorriso. – Me disse que conheceríamos uma amiga sua, sabia que era minha prima e não me contou!
– Hinata-chan pediu surpresa! – ela disse simplesmente. – Achei quase tão improvável quanto vocês quando soube, mas o sobrenome, os olhos, fazia sentido. – ela ria.
– Então, ela topou me ajudar! Fiquei tão feliz de saber que te teria de volta na minha vida, e, também, de saber que desencalhou Tenten. – a Hyuuga riu e viu os dois em sua mesa ficarem extremamente corados.
– Vocês se conhecem há muito tempo?
– Sim, praticamente desde que Hinata chegou à cidade. – A Hyuuga via o primo concentrado nas palavras da Mitsashi que contava a história de quando a conheceu na escola — por sorte Tsunade a matriculara para concluir os estudos como a mesma desejava em um lugar de ótimas pessoas, como Tenten, Sakura e Ino — sorria, sabia que o assunto agora ficaria descontraído e que nunca mais se afastaria do primo.
...
Naruto já havia, como era de costume, mandado o dinheiro para a conta bancaria, ou seja, ele havia confirmado seu encontro com Hinata aquela noite, pensava em qual seria a reação da Hyuuga ao vê-lo, não que ele se importasse, não queria nada dela além de seus serviços de profissional, tinha colocado em sua cabeça aquela noite de que nada do que a Hyuuga fazia era de sua conta – apesar de ainda sentir um incomodo ao pensar na profissão dela, e se perguntar o que a levara para aquela vida. – não o dizia respeito, e que queria sim, seus serviços como profissional, afinal era trabalhava muito bem. Ele sorriu malicioso ao pensar nisso.
Para Naruto, tudo já estava claro, não queria saber de nada sobre a vida da Hyuuga, ela que fizesse o que bem entendesse, e que o atendesse muito bem, ele estava pagando caro para tê-la.
...
Hinata trocara telefone com seu primo, e lhe dera seu endereço, marcando um dia para que ele fosse visitá-la. Ela saia do restaurante as 16h00m, como estava de carro conseguiria chegar em seu primeiro dia de aula de fotografia a tempo. A aula ia das 16h30m até as 17h45m, estava empolgada, não tinha feito muitas coisas desde que terminara o colégio. Entrara em seu carro, iria direto para o curso, com o cinto no lugar e tentando lembrar-se o caminho mais próximo, ouviu o estranho ruído que seu celular fazia quando vibrara e o pegou atendendo, só podia ser Tsunade.
– Fale Tsunade! – dizia com a voz feliz, afinal, nada hoje poderia estragar seu dia.
– Onde estava que não me atendeu menina? – A loira ligara três vezes para o celular da Hyuuga e não obtivera resultado, o que era estranho, Hinata nunca deixava de lhe atender.
– Coisas de família, outra hora lhe conto, mas agora não posso me atrasar. – A loira conseguia notar que a Hyuuga estava feliz, e para ela estar feliz com algo envolvendo sua família devia ser muito bom, gostava e torcia pela felicidade da pequena, então sorriu.
– Hai Hai! – a mais velha disse sorrindo. – Tem trabalho hoje.
– Hai! – ela imaginava que não ficaria a noite sem clientes. – Onde e que horas? – A morena odiava dirigir e odiava ainda mais falar ao telefone dirigindo, era desatenta o suficiente para causar um acidente sem nenhuma distração.
– No ‘The Presidential’, ás 21h00m. – disse a loira e como de costume desligou o telefone. Hinata sentiu o corpo tremer, aquele fora o hotel em que se encontrara com Naruto. Ela afastou os pensamentos, tivera um dia ótimo não deixaria pensamentos sobre Naruto estragar, e tinha coisas mais importantes para pensar, como contaria para Neji sobre sua profissão? Pensara em ficar quieta, que ele nunca descobriria, mas não podia esconder isso, não de seu primo.
Sentiu o celular, agora largado sobre seu colo, tocar. Quem era?
– Alô?
– Hina?
– Sakura-chan? – ela reconhecia a voz da amiga, mas podia estar enganada, então quando disse o nome, fora quase como uma pergunta.
– Hai. – a rosada quase nunca ligava para Hinata, sabia que ela era ocupada, mas precisava de uma amiga e Ino estava fora da cidade, e Tenten, bem, Tenten vivia com seu ficante, que ela ainda não conhecera. – Preciso de ajuda!
A morena preocupou-se, Sakura não era de ligar para ela, sabia que ela trabalhava a noite, e concluiu que a noite devia ocupar-se do trabalho que não fazia durante o dia, o que não era verídico, mas a Hyuuga acostumara-se. E agora ela ligara e ainda dizia precisar de ajuda, só podia ter algo errado.
– O que houve Sakura? Onde você está? Me diga, irei até ai.
– Não é esse tipo de ajuda! – a rosada explicou. – Daqui a duas semanas, terá um jantar, baile, sei lá, das empresas Uchiha – A Hyuuga conhecia bem esse sobrenome. – E Sasuke, finalmente, me chamou para ir com ele, e não sei o que vestir, sabe que é do Sasuke que sempre falo, né? – Bem, até então ela não sabia, sabia que a amiga tinha uma paixonite, Ino adorava falar disso para deixar a rosada constrangida, mas não imaginava que fosse um cliente seu, riu. – Então amiga, eu não sei o que vestir, por favor, precisa me ajudar.
– Mas não é só pra daqui a duas semanas?
– Sim, mas... ahh, amiga, você não entende? – sinceramente, a Hyuuga não conseguia entender. – Quero que seja tudo perfeito e, bom, quero ter certeza de que irei também com a roupa perfeita, e até a festa Ino ainda não estava de volta a cidade. – Sim, ela lembrava-se de que a Yamanaka iria viajar com a família. – E você é a melhor que conheço para escolher essas roupas chiques.
– Prometo que amanhã sou toda sua! – A Hyuuga não conseguia dizer não para as amigas, até por que se tentasse Sakura ligaria todos os dias, toda hora, até que ela concordasse. – Vamos ao shopping e ficamos a tarde inteira lá, até acharmos a roupa perfeita para você.
– Obrigada Hinatinha linda! – Hinata riu e despediu-se, já estava atrasada, e logo no primeiro dia de aula.
Mais 5 minutos e já estava na aula, com a câmera na mão olhando para o slide que passava na tela, sobre efeitos, posições e tudo mais. Pelo que o rapaz que sentara ao seu lado dissera, era uma introdução do curso. Gostava de tirar fotos, e antes sonhara com isso e estava extremamente cansada de ficar em casa, era perfeito. Lia com atenção tudo que passava no slide, até que o mesmo acabara e o professor entrara na sala.
...
– Vai querer ou não ser minha companhia? – perguntava o Uzumaki para a loira sentada em sua frente.
– Alguma vez neguei ir com você para algum lugar? – Shion respondera com a voz arrastada e, um tanto, dengosa. – Pelo contrario, queria que me chamasse mais vezes.
– Se a chamasse mais vezes, tenho certeza que você começaria cobrar as coisas, e não tenho paciência para relacionamentos, Shion. – ela fechou a cara e desviou os olhos para a mesa do lado, eles estavam em um chique restaurante que ela escolhera.
– Eu não cobraria nada de você, Naruto-kun. – ela disse. – E ainda te daria muito prazer.
– Pra mim, está ótimo como está! E o que está fazendo já é uma cobrança. – O loiro deixara dinheiro sobre a mesa para pagar a conta e se levantara. – Nós vemos daqui a duas semanas então, eu te busco para ás 19h para o bendito jantar. – ele saiu do estabelecimento, deixando uma loira irritada para trás. Ele era seu sonho de consumo e ela sempre conseguia o que queria, mas aquele loiro era impossível, ninguém conseguiria amolecer aquela pedra que ele chamava de coração.
Chamou o garçom para que lhe trouxesse a conta, e lhe entregou o dinheiro que Naruto deixara sobre a mesa. Mesmo que saísse assim, no meio da refeição, ele sempre era cavalheiro e pagava a conta. Levantou-se, iria imediatamente ao shopping para escolher sua roupa, estaria impecavelmente linda ao lado dele, quem sabe assim, ele visse o quanto os dois ficavam lindos juntos. Revirou os olhos, deveria achar mesmo um marido logo e esquecer aquele pecado, ele nunca havia sido de ninguém e nunca seria afinal.
Naruto voltara para o trabalho, queria terminar tudo cedo, sairia as 20h30m para encontrar-se com Lua, riu ao lembrar-se do codinome, que combinava perfeitamente com os olhos perolados da Hyuuga. Por que estava pensando nela? Pegara-se pensando nela o dia todo e tentando convencer-se de que ela não era aquela adolescente caridosa e tímida que ele conhecera anos antes. Será mesmo que não era? Era o que pensava, afinal, não sabia nada sobre ela, atualmente, nem sobre sua vida. Mas tentava inútil pensar que alguém com aquela profissão, não poderia ter um bom caráter. O loiro concentrou-se no trabalho, arrancando a Hyuuga de seus pensamentos.
...
Saia do curso as 18h estava conversando com os amigos que fizera, tinham umas pessoas bem bacanas na aula, e adoraria fazer parte dos grupos, como o de corrida de manhã para bater fotos, quando não tivesse trabalho, com certeza, participaria. Agora tinha que ir para casa, e depilar-se para o cliente da noite.
Não demorara muito e chegara. De carro, naquela cidade, era tudo muito rápido. Guardara o carro e subiu. Sabia que Kurenai não estaria mais em seu apartamento, mas agora teria Akamaru para recepcioná-la. Abriu a porta e aquela bolinha pelos correra em sua direção, pulando sobre suas pernas, tentando lambe-la. Pegou Akamaru no colo, acariciando suas orelhas. Verificou suas vasilhas e colocou um pouco mais de ração em uma delas, o largou no chão e entrou no banheiro trancando a porta dessa vez para que seu filhote não acabasse tomando banho em seu lugar, de novo.
Enquanto a banheira enchia, lentamente livrou-se das roupas, escovou os dentes, ainda não os havia escovado após o almoço e passou um massageador esfoliante pelo rosto. Adentrou a água , já podendo sentir os jatos relaxando o corpo e pegara a pequena maquina que usava para fazer sua depilação.
Quando, finalmente, saiu do banheiro, já marcavam 19h05m no relógio, pegou o computador pessoal e acessando sua conta, transferiu algum dinheiro para o orfanato, precisava ir lá. Queria ir lá, adorava visitar aquelas crianças, e quem sabe, daqui a uns anos adotaria uma delas. Acabada a transferência guardou o computador e relaxou no sofá, aproveitando com Akamaru o pouco tempo que tinha antes de arrumar-se para o trabalho, acariciava a cabeça do cãozinho, que deitara ao seu lado no sofá, ele fechara os olhos com o carinho e os abria sempre que ela ameaçava parar, como se pedisse por mais, poderia o olhar e o acariciar durante horas, ele era mesmo uma ótima companhia. Levantara quando Akamaru entrara em sono profundo e fizera uma pipoca, estava com vontade de comer enquanto assistia algo.
Passando pelos canais acho um romance, chamado ‘Casa comigo?’, ela já tinha visto e o adorava, acabaria dali a uma hora, exatamente o tempo que tinha antes de começar a se aprontar.
Com pipoca nos braços, um cachorro adormecido ao seu lado, chorou ao ver mais uma vez o final bobo do filme. Desligou a TV e largou sobre a pia o pote de pipoca em que comera. Já havia pensado no que usaria. Um vestido branco, um pouco acima dos joelhos com apenas um braço, e um detalhe preto no ombro que tinha, um sapato preto de saltos medianos e bico redondo para acompanhar, batom leve, róseo, quase do tom da pele de seus lábios, os olhos bem marcados com delineador e lápis escuro chamando atenção para o incomum tom perolado e os cabelos num coque perfeitamente arrumado.
Pegou o carro no estacionamento e rumou para o ‘The Presidential’ as 20h43m, estava um tanto atrasada, mas nada que lhe desse problema. Parou na recepção ganhando a atenção de todos os homens ali presentes, um Senhor, desconhecido, levantara o corpo em sua direção chamando-a para tomar um drink com ele. Com um gesto gentil da cabeça ela recusou, pegou a chave do quarto e subiu para o terceiro andar, sabia que seu cliente já estava ali.
Gentilmente bateu a porta e ouviu um ‘Entre’ em resposta! Sentiu o corpo arrepiar, e um tremor lhe atravessar a espinha. Sabia de quem era aquela voz, e não conseguia acreditar que seria ele. Abriu a porta com brusquidão e lá estava o loiro parado em sua frente com um copo de Whisky na mão.
– Olá Hinata, ou aqui devo chamá-la de Lua? – Naruto perguntou após recuperar-se do baque pela beleza da mulher em sua frente.
– O que faz aqui? – ela não acreditava que ele havia tido cara de pau para procurar seus serviços após as coisas que falara. – Só pode estar brincando comigo.
– Não estou brincando, e, também, estou pagando muito caro para perder tempo conversando. – Ele andara até ela, que o olhava incrédula e raivosa, como ele podia ser tão cara de pau assim? Ele a pegara pela cintura com firmeza, colocando os corpos, e com a mão que anteriormente estava com sua bebida ele soltava o coque do cabelo da mulher. Naruto depositou um beijo no pescoço da mesma, que inclinou para que ele tivesse mais liberdade. – Não vai resistir? Ou insistir no porquê de eu estar aqui? – ele perguntou, ela se sentiu desafiada. Ele queria provocá-la, irritá-la e constrangê-la, ele não conseguiria, pois ela faria o jogo dele.
– Não! – disse firme, o empurrando pelo peito e puxando sua camisa, abrindo de uma só vez a camisa social cinza em seu corpo. – Eu sou uma profissional, não sou? E você é só mais um cliente. – Sim, ela também sabia jogar o jogo da indiferença, mas sabia que aquilo não passava de palavras, sentia vontade de chorar por estar no mesmo quarto do que ele de novo, vontade de chorar por saber que nunca superaria aquele amor.
Naruto sentira um incomodo que não soube explicar ao ouvir aquelas palavras, então ele era só mais um cliente?!
Continua...
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