Notas iniciais
Oláááá *-* Tudo bom com vocês? Fiquei com saudades, tipo, muita saudade mesmo! Me mata ficar sem tempo pra escrever :c Peço desculpas pela demora, mas acredito que vocês entendam, Natal, fim de ano, tudo só para atrapalhar! Mas consegui terminar o capítulo antes do ano novo o/ Bom, quero novamente agradecer a todos os comentários, eles me motivam muito e me fazem querer continuar, por isso espero que continuem mandando otimos comentários! >< Agora ao capítulo, eu não sei o que vão achar (Confesso que fiquei chateada e quase que não posto hoje u_u O capitulo estava praticamente pronto e o Word não salvou! T_T Ai tive que escrever tudo de novo e não sei se ficou tão bom quanto o que já tinha escrito) mas espero de coração que gostem! É isso povo! Boa leitura :3

Hinata sentia algo molhado e um tanto gelado na pele de sua mão, sabia que seu braço devia estar pendurado na cama, afinal seu ombro começava a reclamar por isso. Mexeu os dedos lentamente, e ouviu um latido. Sorriu. Levantou o corpo preguiçosamente e olhou para baixo, via seu cãozinho lamber sua mão pendurada, cariciou o pelo de sua orelha, e ele latiu de novo, parecia pedir algo. Seus olhos se arregalaram, como ela poderia ter esquecido? Era domingo, Kurenai não iria, Akamaru pedia por comida.

Enrolou-se no lençol, girando na cama, para levantar. Mas ao virar a Hyuuga se deparou com uma cabeleira loira vindo em direção à porta enrolado na toalha. Sentiu seu corpo arrepiar-se ao lembrar a noite anterior, que passara com o loiro.

Naruto saia do banho, não queria acordar à morena então usou sua toalha para secar-se. Ao sair enrolado na toalha, pois sua roupa ainda estava em algum do quarto viu Hinata o encarando até ouvir novamente o latido do lindo cachorro que ele não sabia o nome. Os olhos de Hinata foram para Akamaru, tinha que colocar comida para seu amiguinho.

– Ele está pedindo comida desde que acordei! – disse o loiro. – Mas não sei onde guarda a ração.

– Terceira gaveta, a grande, do armário perto das vasilhas. – Hinata respondeu depois de engolir a seco, não sabia o que falar com o loiro. Suspirou aliviada ao vê-lo se afastar para a cozinha.

Naruto colocaria comida para o filhote, que o seguiu ao ouvir o som da comida, abriu a gaveta e pegou um punhado com a mão pondo na vasilha, logo depois completando a de água. Com um carinho na cabeça ele se afastou deixando-o comer. Queria falar com a Hyuuga, mas, sinceramente, ele não sabia o que. Naquele momento, ele não queria discutir, não queria brigar, só queria tentar entender o porquê. Por que ela tinha se tornado aquilo? Por que logo ela?

Ao chegar no quarto viu a Hyuuga enrolada no lençol sentada em frente ao armário, ela procurava algo para se vestir. Pigarreou para que ela soubesse que já estava no quarto.

– Sua roupa está na cama. – disse Hinata sem olhá-lo. Ela esperava que ele demorasse um pouco mais, queria poder já estar vestido quando ele entrasse no quarto. Ele apenas assentiu, já tinha notado que ela recolhera a roupa dele.

– Acho que precisamos conversar. – sua voz era tranqüila, mas estava nervoso, não sabia o que falar, nem como falar, tinha medo de quando desse por si já estivesse mais uma vez a acusando de ser uma pessoa baixa e suja por sua profissão, queria e precisava entender o porquê.

– Eu não tenho nada pra conversar com você. – Hinata disse. Ela não tinha nada para conversar com o Uzumaki, só queria que ele ficasse longe de sua vida. – Ontem foi um erro! Então, por favor, vá embora. – O loiro sentiu-se abalado com as palavras dela, para ele aquela noite não foi um erro, pelo contrario, serviu para mostrá-lo algo que a muito esquecera, ele a amava.

– Hinata, eu só quero entender. – sua voz tinha uma tranqüilidade que até ele estranhava, costumava ser uma pessoa tão explosiva. – Como aquela menina doce e gentil que conheci e amei se tornou isso? Por que essa mudança tão radical? Dinheiro era assim tão importante pra você a ponto de se vender? Explique-me.

– E-eu não lhe devo explicações. – sua voz falhara e seu coração também. Ela deveria cuspir em sua cara que tudo aquilo era culpa dele, que a profissão que ele tanto repudiava fora sua única escolha quando ele a abandonou, que dinheiro não era importante, mas comida sim. Não faria, há muito já não fazia questão que ele soubesse o que acontecera a ela, e, também, não importava mais para ela saber o porquê dele ter partido, mas o principal motivo de não contar era que preferia a raiva e a indiferença – que já tivera dele – a pena.

– Me diga Hinata, por quê? Por que mudou? – ele falava calmo.

– Você não sabe nada de mim, como pode dizer que mudei? – ela podia sentir a umidade nos olhos, tentava controlar-se para não chorar.

– Você é uma prostituta! – ele não falou de maneira acusadora, ou, pelo menos, tentou. – E a Hinata que conheci jamais se prestaria a isso. – a Hyuuga sentiu as lagrimas molhando o seu rosto, e pela primeira vez olhou para o loiro levantando-se. Com uma mão segurou o lençol branco que tinha enrolado no corpo dando alguns passos em direção ao Uzumaki.

– Sim! Eu sou uma prostituta! E como me tornei isso não te diz respeito! Você não sabe nada de mim, então não venha dizer que mudei, porque sou exatamente a mesma pessoa de sempre. – ela batia com o dedo no peito do loiro e sua voz saia alterada. – E também não diga que me amou! Você não sabe amar Naruto, nunca soube! – Naruto sentia seu coração apertar e sua expressão endurecer para não mostrar a dor que aquelas palavras lhe causaram.

– Acalma-se Hinata! – ele disse, calmo. – Eu não quero discutir com você, quero conversar.

– Já disse que não tenho nada a falar com você. – ela saiu do quarto caminhando para o banheiro. – Vá embora da minha casa! – disse antes de bater a porta e trancar-se. Respirou fundo, tentando controlar o choro se apoiando na porta. Naruto nunca a amou, quem ama não vai embora, não da forma que ele foi. E quem achava que era para falar que ela mudou?

Naruto respirou fundo, não a entendia. Como ela queria que ele não pensasse que ela estava mudada? Mas será que tinha razão em dizer que ela estava? Uma coisa era certo, ele não sabia nada de como era sua vida, no momento, ele só sabia que ainda a amava e que precisava entender, quem sabe se soubesse tudo pudesse mudar o instinto que dizia para esquecê-la. Quem sabe houvesse uma explicação. Vestiu-se rapidamente, e parou em frente ao banheiro.

– Estou indo. – disse, porém não obteve resposta. Podia ouvir a respiração pesada de alguém que chorava no banheiro. Abaixou-se para falar com o filhote que o deixara encantado, que esperava a dona em frente a porta, e foi embora.

Pouco conseguira descobrir na conversa, confessava ser culpa sua afinal conversa não era seu forte. Um dia fora, não tinha nada que não pudesse conversar com quem quer que fosse, mas agora tudo era diferente. Não importava, usaria todos os meios necessários para descobrir sobre a vida da Hyuuga, sobre o tipo de pessoa que ela se tornara e se fosse necessário iria até Konoha, descobrir que o que acontecera no passado.

Entrou no carro e procurou o celular que estava jogado em algum lugar. Bufou ao encontrá-lo no porta luvas, deveria ter olhado ali primeiro, vira no visor que Shion havia ligado 5 vezes, mas aquilo não era importante.

– Alô? – atendeu o moreno, a voz arrastada como sempre.

– Shikamaru. – disse o loiro ligando o carro, rumando sua casa, hoje não tinha trabalho. – Preciso de um favor seu. – Bom, estava mais pra trabalho.

– Diga.

– Lembra a mulher que pedi o endereço, o nome e a idade? – um som afirmativo fora ouvido. – Preciso saber tudo dela, os lugares que freqüenta, com quem anda, o que faz, tudo.

– Serviço problemático. – o moreno respondeu, teria que viajar a mulher dia e noite. – Estou cheio de serviço.

– Passe para Temari então. – o loiro disse.

– É uma boa. – Temari não tinha nenhum trabalho dela, ultimamente, só o ajudava em alguns. Podia vigiar Hyuuga Hinata para Naruto. Sim, ele lembrava o nome – lembrava o nome de praticamente todos os casos – e, também, lembrava-se de tê-la visto na festa dos Uchiha. – Falarei com Temari, quando é pra começar o serviço?

– Hoje. – Naruto respondeu. – Espero informações. – desligou o telefone, agora era só esperar.

...

Hinata saíra do banheiro já de banho tomado e, parcialmente, recuperada da conversa com o loiro, precisava se distrair, e olhando para seu filhote soube que tinha que passar mais tempo com ele, e com uma companhia tão agradável quanto. Perto de seu prédio tinha uma pracinha para cães, quem sabe seria divertido levá-lo. Olhou para o relógio, sabia que domingo o abrigo de Kiba ficava aberto até 12h00, eram 11h13m ainda podia passar lá para o convidar. Kiba seria uma boa distração, considerava o moreno amigo dela, e, também, um fofo. Colocou uma bermuda jeans, uma camiseta branca com os cabelos soltos e uma rasteirinha. Prendeu Akamaru na coleira e saiu andando devagar, não tinha pressa, aproveitaria a tarde.

Ao ouvir o sino da porta Kiba olhara quem entrara, estava prestes a fechar, mas ao ver a Hyuuga que mexia com seu coração não pode deixar de te sorrir. Ao ver o sorriso do moreno Hinata o acompanhou, era um sorriso sincero e um que não via no rosto de Naruto desde que o vira pela ultima vez em Konoha, nem mesmo, ontem, enquanto o observava com os amigos no jantar vira um sorriso espontâneo em seu rosto. Respirou fundo afastando esses pensamentos.

– Olá Kiba-kun.

– Yo Hina-chan. – ele disse. – Que surpresa você aqui. – ela não aparecia desde o dia em que adotou Akamaru e mesmo com o telefone da morena, ele nunca tivera coragem de ligar, sempre imaginava uma recusa.

– Vim te fazer um convite! – um latido invadiu o local. – Bem, viemos. – ele riu. – Quer ir passear no parque de cachorros comigo e Akamaru?

– Claro! – ele respondeu sorrindo, ele não ligara por medo e ela agora o convidava, obviamente iria. – Eu já estava fechando o abrigo por hoje mesmo. – ela assentiu.

– E como está o abrigo? – ela perguntou.

– Muito bem, graças a você. – se não fosse a ajuda financeira de Hinata já teria fechado as portas há muito tempo. – Essa semana conseguimos tirar das ruas 4 novos cachorros e hoje 6 foram adotados e 5 gatinhos. – dia de adoção era sempre Sábado e Domingo. Ele trabalhava numa clinica veterinária, mas sempre que dava estava ali.

– Sério? – ela sorriu. – Ainda irei trazer minhas amigas aqui para adotarem um também. – ele assentiu. Hinata levaria mesmo as meninas ali qualquer hora.

Viu Kiba entregar a chave a uma moça morena baixinha e muito bonita que sorria gentilmente para ele e abrir a porta para que eles saíssem.

– Tchau K-k-kiba-kun. – a moça disse com o rosto corado, Hinata sorri, ela gostava de Kiba.

– Tchau Aika-chan! Amanhã eu venho aqui. – Hinata saiu e Kiba fora após se despedir. Ela o olhava sorrindo e ele sentiu o rosto corar. – O que foi Hina-chan?

– Ela gosta de você. – disse a morena, vendo Kiba corar ainda mais. Como dizer a ela que Aika acidentalmente falara sobre o sentia, mas que ele não falara nada por querer saber se tinha alguém na vida da Hyuuga. – E parece ser tão fofinha. Devia chamá-la para sair. – discretamente o sorriso de Kiba diminuiu então ele podia investir em outra pessoa?

– Eu pensava em tentar com outra pessoa. – ele a olhou, seu olhar cativante. Hinata sabia que Kiba se atraia por ela, e adorava a companhia dele, não podia negar que pensara em ter algo com ele, mas agora com Naruto de volta a sua vida, não iria usá-lo dessa forma.

– Sou muito complicada Kiba-kun. – ela foi sincera. – Acho, realmente, que deva convidá-la para sair.

– Que tal um sorvete antes de chegarmos ao parque? – ela riu e assentiu, permitiria a troca de assunto, afinal o outro estava tenso. Akamaru latiu como se também confirmasse que queria sorvete. – Eu quero chocolate e você hein garoto? – Akamaru pulou para o colo de Kiba, e Hinata via o cãozinho o lambendo feliz. Agora tinha certeza seria uma tarde agradável.

– Eu fico com morango. – disse a morena.

– Oh, então compraremos muito sorvete de morango pra você Hina-chan, não é? – Akamaru latiu concordando e ela riu. Parecia que os dois, homem e cachorro, estavam conectados.

...

–Cheguei Shika! – Temari abriu a porta do apartamento bagunçado do namorado, ele a tinha ligado, algo sobre um trabalho problemático, mas quando um trabalho para ele não era problemático? Amava o moreno, porém confessava que não tinha ser mais preguiçoso que ele.

Ela não teve uma resposta. Será que ele não estava em casa? Oras, a ligou e saíra? O mataria. Atravessou a cozinha e pouco depois de passar pelo corredor que levava a sala pode ver o cabelo de Shikamaru, ele dormia. Pulou sobre ele no sofá, que abriu os olhos assustado.

– Eu cheguei. – ele bocejou. – Acorde Shika.

– Mulher problemática! – ele disse. – Eu estava dormindo.

– Não me fez sair de casa a toa, não é mesmo? – ela beijou o pescoço do namorado, mordendo sua pele. Logo ele estava animado, e o sono havia sido esquecido, com as mãos nos cabelos de Temari, ele puxara seu prendedor. Gostava dos cabelos dela, soltos, mas parou ao receber uma tapa na mão.

– O que foi? – Viu Temari levantar de seu corpo e estende-lo a mão.

– Vamos! Primeiro fale do trabalho, depois continuamos. – ele sorriu sacana e pegou sua mão. Falaria logo sobre o trabalho, assim poderia a tomar para si.

– Venha. – caminhou para a porta do escritório, uma porta de vidro com madeira atrás do sofá onde estava deitado antes e a abriu. – É um pedido do Naruto. – ela o olhou.

– Os serviços do Naruto são chatos. – ele sabia de suas preferências, gostava de casos polêmicos, casais com prováveis brigas, traição, se sentia em um filme.

– Não é burocracia. – ele disse, e lhe estendeu uma foto com um endereço. – Ele pediu para investigar ela. – Temari sentiu os olhos arregalarem.

– É Hinata!

– A conhece?

– Sim, somos amigas! Ela está no meu curso de fotografia, e também é amiga de Ino e Sakura, enfim, somos amigas! – alguma coisa não se encaixava, no jantar Naruto dissera não conhecer Hinata, mas aquilo era obviamente uma mentira, o clima entre eles era grande demais. E agora ele queria saber tudo sobre a vida dela. – Eu quero o trabalho.

– Você vai falar pro Naruto às coisas que ela gosta de fazer e faz, pra onde vai, com quem. – ele explicou.

– Bom que eu aproveito e descubro o porquê dele querer investigá-la. – Shikamaru sentou na cadeira em frente seu computador.

– Faça só o trabalho, mulher problemática. – ela assentiu, iria fazer o trabalho, mas também, iria querer saber direitinho o que aqueles dois tinham incomum.

Continua...

Notas finais
E ai? O que acharam? Gostaram? Está bom? Está ruim? Deixa a opinião no coment, ok? >< Adoro saber a opinião de vocês! Por enquanto é isso! E agora só devo voltar depois do ano novo :C Infelizmente, não ficarei em casa e mais uma vez serei empedida de escrever! Espero mesmo que tenham gostado haha *-* E avisando aos também leitores de outras fics minhas que assim que terminar essa já tenho mais uma long NaruHina pra postar! :3 E se tudo der certo semana que vem posto uma One! É isso :3 Obrigada por lerem e até o proximo!