Notas iniciais
Olá amores! Como prometido em outra fic.. hahaha ^^ Aqui está mais um capítulo de SETE VIDAS! Só explicando que o Objetivo da Fic é trabalhar as atuais facetas e características de alguns dos nossos agentes, como uma espécie de "Aquecimento" para a Season 3 de MAOS que volta em duas semanas! YEEEEEEY!! Portanto, não esperem uma fic completamente independente, mas uma compilação de capítulos sobre os atuais anseios e expectativas dos nossos queridos personagens, okay? Claro, que todos eles interligados entre si e um caso ligando todos eles... Enfim... Espero que curtam como eu curti! #BoaLeitura! :D

Antes mesmo que as coisas começassem a desandar de vez, Melinda já estava simplesmente devastada. Entre o Protocolo Teta e Skye jogando Bahrein na sua cara, May tinha percebido que não havia mais partes dela vivas o suficiente para continuar ali. Coulson também havia percebido isso e nunca a forçaria a permanecer na S.H.I.E.L.D. por pura obrigação. Apenas precisava se lembrar do porque havia começado tudo aquilo para começo de história. A S.H.I.E.L.D. Ou o que a S.H.I.E.L.D. era quando ela, esperançosa e inexperiente, ingressara na agência.

Skye foi a que fez mais drama, na verdade. Estava com lágrimas nos olhos quando deixou que a mão da asiática se soltasse da sua, enquanto Andrew a esperava na rampa do avião. Dessa vez um avião comercial. E que ela não iria pilotar. Talvez fosse melhor assim. Pilotar sempre lhe dava a sensação de liberdade, mas ao mesmo tempo, ela sempre sabia a responsabilidade que havia por trás daquilo. Ela resolveria os problemas. Seria a base de Coulson. E Coulson seria a base da S.H.I.E.L.D. Não mais.

– A água está fria demais! – Melinda soltou um gritinho quando sentiu a água da piscina beirando aos dez graus tocando a ponta dos seus dedos do pé – Eu não vou entrar aí!

– Ah, você vai sim!

Andrew retirou a bermuda jeans e pulou na piscina, molhando a asiática com a água que foi esguichada no processo.

– Andrew, seu filho de uma...

– Que boca é essa, menina? – Uma figura experiente e mandona saiu, carregando consigo uma bandeja de petiscos. – Não foi essa a educação que eu te dei.

– Não mamãe – Melinda pegou uma toalha que estava em cima da cadeira e enrolou seu corpo. – Foi exatamente essa a educação que você me deu!

Andrew sorria largamente, assistindo Melinda tremendo de frio com uma cara emburrada. Fazia séculos que ele não a via preocupar-se com coisas bobas como o frio que castigava levemente os pelos de seu braço. Eram essas preocupações bobas que faziam com que ela recordasse que a vida era mais do que viver nas sombras, entre a vida e a morte. Seus músculos relaxaram por um momento. Seu coração, no entanto, ainda lutava contra os olhares incompreensivos de Skye. Ela havia partido e sabia que isso afetaria a todos. Mas tudo bem. Era hora de pensar um pouco em si.

– Ainda bem que você a trouxe de volta. – A senhora Qiaolian falava, direcionando-se com carinho à Andrew. Carinho esse que Melinda, como filha, nunca havia sentido. – Essa daí é dura na queda.

– Ela herdou isso de você. – Andrew respondeu, apoiado na piscina com os dois cotovelos.

– Vocês sabem que eu estou bem aqui, não é mesmo? – Melinda rebateu, levemente incomodada. Ela mesma ainda estava se acostumando àquelas férias inusitadas com Andrew e sua mãe. – E eu não vou entrar aí.

May voltou pelo mesmo caminho que a mãe fizera para levar os petiscos para a borda da piscina. Irrompeu na casa, inquieta, como se algo dentro de si tivesse disparado. “É hora de voltar, Melinda.” piscava em neon, dentro dela. Tremia como se Skye estivesse por perto. E estava. Só que dentro da sua cabeça.

* Dois meses atrás

– Por quê? – Skye se encontrava sentada na bancada, com os olhos cabisbaixos e levemente traídos. – Depois de tudo que passamos...

– Você acabou de responder à minha pergunta.

– Eu fui tão traída quanto você, May! – O tom da garota agora se alterara, juntamente com os olhos que lacrimejavam relutantes. – E foi pela minha própria mãe! Ela tentou sugar minha energia... tentou me matar...

– Não é por você que eu estou saindo – May deu uma pausa e, friamente, encarou Skye pela primeira vez naquela conversa, como se precisasse que ela acreditasse naquilo de primeira. – É por mim. Não sobrou muito de mim para continuar aqui.

– Eu sei. – Skye desceu da bancada e aproximou-se de sua S.O. – Eu machuquei você. Não finja que eu não o fiz, porque eu sei o que aconteceu. Eu fui injusta. Feri você com uma arma que não me dizia respeito. Desrespeitei sua privacidade e... acreditei em quem não devia.

– Skye isso não tem a ver com... – May tentava negar a todo custo. – Você não fez mal em querer acreditar na integridade da sua mãe...

– Eu fiz mal em ter trocado você por ela... e a verdade é que... você é o mais próximo de uma mãe que eu já tive. E isso incluindo todas as mães adotivas e minha mãe verdadeira. Eu sei que não parece sincero me ouvir dizer isso depois do que aconteceu e entendo se você não acreditar em mim, mas... só me prometa que isso não é um adeus definitivo. Por favor, me deixe acreditar que você vai estar aqui por mim quando eu precisar de você...

Melinda sentiu seu coração sendo dobrado ao meio e as lágrimas foram dificilmente reprimidas dentro de seu peito. Ela sabia que realmente se sentia traída. Por mais infantil que pudesse parecer, era como se Skye a tivesse – e deliberadamente – a trocado por Jiaying. E isso, inevitavelmente, doía.

– Você tem seus poderes agora, Skye. Tenho certeza de que não precisará mais de mim para defende-la.

– É claro que eu preciso de você. – Skye pediu como uma criança assustada, já não mais ligando para as lágrimas que começavam a escorrer. – Por favor, não vai...

Outro golpe. A asiática precisava correr antes que aqueles olhinhos irresistíveis a prendessem novamente. Skye era, sem dúvidas, a filha que Melinda nunca tivera e vê-la se desmanchando na sua frente não ajudava em nada a reconstruir a parte do seu coração que se perdera.

– Skye, as malas já estão prontas. – respondeu simplesmente.

– Obrigada por tudo, Melinda. – Skye respondeu, lançando-se ao pescoço da mais velha e abraçando-a. – Eu amo você.

May já estava com os olhos marejados e deu um sorriso enquanto sentia a mão fria – e trêmula – da garota soltando-se da sua. Andrew acenou mais uma vez e o coração de ambas ficou pequeno. Assim como o de Coulson, porém, ele respeitou sua decisão de afastar-se da S.H.I.E.L.D. por um tempo de uma forma mais adulta. Melinda realmente precisava de um tempo. De tudo e de todos.

* Flashback off

O bip irritante do celular acordou Melinda de um transe que estava tentando arrastá-la para sua antiga vida. “Tenho que me lembrar de mudar o toque de chamada” ela pensou, antes de atender o telefone ainda meio distraída. Ela tinha baixado um pouco a guarda desde que iniciara suas “férias” e achava que isso estava lhe fazendo algum bem.

– Qiaolian.

– Nossa. Nunca vi você atender assim. – Skye sorriu do outro lado da linha. – Como estão as férias fabulosas?

O mesmo tom divertido que a irritava no bus. Aquela garota poderia passar por quinze tipos de névoas diferentes e continuar a mesma de sempre.

– Nada de mais – May sorriu empolgada, abrindo a geladeira e retirado uma jarra de suco de laranja. – Está tipo uns 9 graus aqui e eu não quero entrar na piscina.

– Que coisa feia recusar piscina, Melinda! – Skye respondia como se estivesse se divertindo rios com aquela conversa. E estava. – Você está muito mole pro meu gosto. Tem certeza de que quer continuar longe da ação?

– Depende... O que temos? – May suavizou o tom, mas a conversa adquiriu uma seriedade muito bem percebida por ambas.

– Lembra o que eu falei quando nos despedimos? Sobre eu precisar de você?

May engoliu em seco.

– Sim. Lembro.

– Pois é. Eu quis te ligar uma centena de vezes e Coulson não me deixou fazer isso... Ele não queria que eu te preocupasse nem nada. Queria te dar o tempo que você merecia... mas...

– Skye, o que houve? – May voltava a assumir seu usual tom de voz.

Eu preciso de você. – Skye não quis preocupa-la assim pelo telefone. – Aconteceu uma coisa estranha, já tem um tempinho... Você é minha S.O... e fala sério, você não aguenta mais pular na piscina! O seu lugar é aqui. O Coulson tá pirando sem você aqui. Todos nós estamos. É hora de voltar, Melinda.

May olhou pela janela e viu Andrew conversando amigavelmente com a sua mãe. Não parecia justo abandoná-los de novo, mas mais injusto ainda era ser desonesta consigo mesma.

– Anda, prometo que te dou umas aulas de mira quando você voltar enferrujada para o campo.

– Ah é? – May sorriu, clareando as opções viáveis em seu cérebro. – E você já se acha a diretora da S.H.I.E.L.D. agora?

– Não, mas estou quase lá. – a garota sorriu leve com o ritmo da conversa. – Você vem?

– As malas já estão prontas, Skye.

– Ah – Skye sorriu com a resposta da asiática antes de corrigi-la – E é Daisy, agora. Daisy Johnson.

Notas finais
Nossa...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.