Notas iniciais
É apenas o começo, no qual ainda não inseri nenhum personagem, apenas uma ambientalização histórica. É a minha primeira fic, então espero que tenham paciência e se divirtam em meio a leitura.

Infindáveis anos atrás

As estrelas. Brilhantes bolas de fogo que iluminam todo o firmamento do universo. Talvez tenham sido as únicas a testemunharem aquele acontecimento, outras pessoas acreditam que elas foram ás primeiras criações do cosmo. Apenas se sabe que uma explosão tudo mudou. O encontro de energias tão poderosas que ao se colidirem, acabaram sendo divididas em partes únicas e individuais. Esses seres celestiais se intitularam “deuses”, Senhores de todo o universo e de tudo o que seria criado.

Solitários e cansados de usarem seus poderes para lutarem contra seus iguais, em uma contenda milenar de demonstração da força que possuíam, definiram uma competição a qual utilizariam seus poderes para criar planetas, arrumar estrelas em constelações, gerar servos de sublime luz, e enfim acabar enfeitando todo o cosmo com suas criações. Entre elas, um pequeno planeta de coloração azulada fascinou a todos. Aparentemente fruto do que restava das demais criações, se tornou uma obra prima pertencente a todos os deuses.

Desejosos de povoarem aquele planeta com tudo o que criaram de mais belo e gracioso; cada celestial escolheu ao menos três de seus “bonecos com vida” que mais lhes agradavam. Assim Jabna, como ficou conhecido o grande continente do planeta “Terra”, conheceu seus primeiros habitantes, que se difundiram por toda a crosta terrestre, criando novas e mais poderosas espécies.

Todos estavam contentes, assim pelo que dizem os astros, foi como a vida começou a surgir naquele mundo, para o qual as brumas do tempo ainda guardavam muitas intrigas, surpresas e aventuras.

5.000 anos atrás

Jabna, a maior e mais bela construção natural arquitetada pelos deuses, onde suas criaturas mais fascinantes viveriam em fraterna comunhão. Muitos foram os nomes dados pela mesma em meio ás várias dimensões criadas pelo cosmo, nas quais o continente sofreu as mais diversas modificações. Feliz ou infelizmente, nossa história não começa na época da grande paz, das festanças ou dos honrados reis. A aurora de nossa história está em uma Grande Guerra. Após tantas eras de paz e prosperidade, orcs, trolls, ogros, goblins e várias outras espécies foram corrompidas pela maldade e ganância daquela intitulada Ophidian, a Conquistadora.

Os humanos e outros seres como elfos, anões, fadas e criaturas de grande poder mágico, também não deixavam de estarem corrompidas pelos seus próprios idealismos de superioridade. Diziam serem a imagens dos próprios deuses, mas não sabiam que as divindades pouco se importavam com quais criaturas vagariam pelo solo terrestre, apenas não desejavam verem a maior obra de seus poderes sendo destruída por seres que intitulavam como “Bonecos de osso e carne”.

Lançados em uma sangrenta guerra de proporções indefinidamente cruéis, muitas foram ás espécies extintas.

A magia sempre fora como um aspecto sagrado da natureza naquela época, a qual todos os seres viventes podiam usar para engrandecer suas vidas, mas até mesmo essa não mais era a mesma. Sendo modificada para fins cada vez mais medíocres, lugares de grande maravilha mágica ruíram sobre os poderes de seus invasores, pouca era a esperança que sobrava para aquele mundo.

No ápice da ira dos deuses, cinco grandiosos exércitos se encontravam em Threshold, local tido como sagrado, pois acreditavam ter sido o primeiro a ser tocado pelos poderes celestiais. Furiosos com a carnificina em solo sagrado, os deuses preparam sua vingança, elaborando a vida das criaturas mais poderosas que Jabna teria sobre sua superfície.

Unidos por aquele ideal, as divindades forjaram das quentes estrelas, sete seres denominados dragões, sendo eles: Tenebris, o Negro; Ignis, o Vermelho; Aqua, o Azul; Aeris, o Verde; Lux, o Prateado; Aether, o Roxo e Vitalis, o Dourado. Juntas essas maravilhosas criaturas desceram dos céus em direção á Terra, incumbidas de acabarem com aquela grande destruição. Seriam os carrascos daquelas medíocres criaturas que ousavam guerrear entre si. Com o grande poder que emanava dentro de si, cada um dos dragões sobrevoou o cenário de guerra, onde queimavam, destruíam e rasgavam os frágeis orcs, humanos, anões, elfos e demais criaturas, que mesmo unidas não conseguiram deter aqueles seres.

Infelizmente Jabna já não seria mais a mesma, estava condenada pela vaidade dos indivíduos que á habitavam. Em meio aos ataques, o continente se dividiu em quatro grandes ilhas, as quais abrigariam criaturas específicas que seriam banidas, pois a convivência pacífica não era mais possível. As regiões eram: Thorigan, o Reino dos humanos; Rothfen, a Prisão dos bestantes; Sagrand, o Paraíso dos arrependidos; e o Vale dos Dragões, local aonde os sete dragões místicos tomariam como lar.

3.000 anos atrás

O tempo passava como grande agente da reconstrução. Gerações eram criadas e prosperavam por todas as terras; construindo reinos, tribos e comunidades que chegavam próximas a serem tão poderosas quanto os exércitos da Grande Guerra. Ousados e determinados a se vingarem da derrota que os dragões os obrigaram a aceitar, os humanos desejavam destruir cada uma daquelas criaturas, livrando a Terra de seus absurdos poderes.

Os deuses pareciam não se importar, até mesmo por verem Jabna mais uma vez segura, ou pelo menos mais segura do que estava na época da Grande Guerra. Porém, infelizmente o continente não estava livre da corrupção, cada criatura já estava corrompida. Tendo que culpar alguém pela destruição do sagrado território, que agora era apenas conhecido como Terra Selvagem, os celestiais sabiam que dependiam das criaturas para os adorarem como seres de grande poder, esse era o objetivo de suas existências imortais. Ao notarem que Os Sete geravam outros seres, e que juntos poderiam subir aos céus, quem sabe para os desafiarem, um plano para a destruição dos dragões foi criado.

Balthazar, o Mestre das almas, aparentemente era o único dos celestiais que não concordavam com aquele ato. Tendo sido o responsável por elaborar os espíritos draconianos, o deus rogava por aquelas poderosas almas, porém não era escutado por nenhum outro de seus iguais.

Com a decisão tomada, armas sagradas foram dadas á heróis sublimes. Os armamentos eram tão poderosos, que poderiam garantir ao seu portador a possibilidade de lutarem de igual para igual contra os seres draconianos. Aos poucos as vidas das criaturas aladas eram ceifadas, uma guerra entre os humanos e dragões era instaurada. Mesmo com sua insignificância de poderes, os humanos ajudados pelos deuses, conseguiram sair vitoriosos. Nenhum dragão existia mais sobre a superfície da amada criação.

Em sua última súplica, Balthazar berrava em meio aos céus, fazendo com que todos os deuses ouvissem o quão errado estavam, já que aparentemente á corrupção dos seres andantes estava os contagiando. Com a ajuda de Sifh, a Mente divina, o deus conseguiu convencer os demais celestiais que algum dia os dragões novamente teriam que cumprir as tarefas pelas quais foram criados, já que os perigosos oceanos não seriam o suficiente para conter o desejo de vingança existente nos bestantes, que por terem suas almas contaminadas pelo mal, acabaram sofrendo os piores castigos.

Por mais que os deuses concordassem, uma condição ainda assim era imposta. Quando os dragões necessitassem mais uma vez existirem sobre Jabna, não mais poderiam adotar a aparência que tanto amedrontava as demais criaturas, iriam reincorporar em corpos humanos, que entre todas espécies era considerada a naturalmente mais frágil. Também não iriam se lembrar de suas vidas passadas, pois poderiam acabar buscando destruir toda a criação em resposta as atitudes celestiais.

Assim então as almas dos Sete formaram constelações, e até hoje aguardam com as estrelas o dia em que irão mais uma vez, ter de lutar para defenderem todo o mundo da destruição iminente.

Notas finais
Muito obrigado por terem lido até o final, todo esse trabalho é dedicado a vocês. Deixem seus comentários, será um motivador maior para que os capítulos possam ser ainda melhores do que o prólogo.