Notas iniciais
E então caros leitores, mais uma vez aqui estamos. Espero que se divirtam ao lerem nosso primeiro capítulo, no qual poderão conhecer um pouco mais desse inusitado universo, de um vilarejo do reino, e embarcarem no real começo de nossa aventura. Boa leitura!

Dias atuais — Moosegrey

Nem quente, nem frio. Os pedaços menos nobres e apetitosos dos peixes boiavam juntamente com alguns legumes. O jovem garoto que remexia a colher dentro de sua cumbuca, apenas podia torcer para que aquela estranha berinjela podre não estivesse em sua sopa, caso contrário passaria a noite em meio ao mato. Sentado perante a única mesa daquela cabana, velha e feita de madeira, Uragan Saol lutava contra sua fome, pois a refeição nem mesmo para si aparentava ser algo comível.

Certamente o rapaz de apenas dezessete anos não duvidava das habilidades culinárias da mulher que o criou, como culpa-la por não poderem ter ingredientes melhores para uma simples sopa rala? Aproveitando a ausência de seus pais adotivos, o rapaz de cabelos castanhos e olhos esverdeados, despejava um pouco do alimento para fora da janela, aonde certamente algum animal esfomeado iria se alimentar com as sobras das sobras.

Nunca tendo conhecido seus pais de sangue, o mais jovem Saol pouco questionava a sorte de sua existência, havia aprendido com os sábios daquele vilarejo, que reclamar apenas o torna fraco e chato.

Sem ter nascido em uma família nobre e coberta de “pomposidades”, o adolescente, ainda em seus primeiros anos de vida, aprendeu com os aldeões daquele lugar a cultivar a terra e colher frutos os quais poderiam ser trocados no mercado por pedaços de peixes; vez ou outra quem sabe até alguns pés de porco e de galinhas. A verdade é que o destino nunca parecia favorável.

Aos doze anos, aprendeu a arte de manejar lâminas com seu tio, um fiel soldado da guarda real, que infelizmente hoje não se encontra mais entre os vivos. Pela falta de títulos, o homem nunca tinha tido a chance de se tornar um cavaleiro, e após sua morte, ninguém se lembrou da pequena família que ele tinha em Moosegrey. Uragan nunca teve qualquer oportunidade para seguir os passos daquele que tanto o inspirava.

Ainda assim ele nunca desistiu de seus sonhos. Desejando dar uma vida melhor para aqueles que tanto dedicaram amor por um bebê que nem mesmo haviam gerado, o rapaz aprendeu a contornar algumas situações, e a deixar o destino mais favorável a si. Em outras palavras, se tornou um larápio. Nunca roubou nada de quem pouco tinha. Alguns até mesmo acreditavam que ele poderia ser um benfeitor aos pobres. Certo ou errado? Ninguém nunca o capturou para que alguma sentença fosse proferida.

Quando o jovem retirou de seus bolsos sujos um pedaço de pão, sua mãe logo apareceu atrás. – Eu já falei para não roubar! Se te pegam... – A mulher olhava do risonho filho para a cumbuca vazia. – Minha sopa é tão ruim assim? – Ambos acabaram sorrindo, enquanto ele partia o pequeno pedaço em dois. – Ruim? É claro que não mamãe. Sabe... eu até poderia ter comido a panela cheia. – Mordiscando seus lábios, o esperto coçava sua barba que estava nascendo. Apenas dando um tapa na bunda seca de seu filho, Rose Saol aceitava o alimento, comia e caminhava até a cozinha, levando consigo os utensílios sujos a serem lavados. O ladrãozinho por sua vez ia deitar para descansar um pouco.

A noite parecia não desejar escurecer. Incontáveis eram as estrelas que o moreno conseguia ver da janela de seu quarto, cada uma mais bela e brilhante do que a outra. Naquele solitário momento, os olhos de Uragan também brilhavam, e silenciosamente uma oração pelo bem estar de seus parentes era proferida em sua mente.

∾ ༒ ∾

Acordar com o barulho de burros sendo chicoteados; carroças amassando o solo barrento, e crianças gritando, um dia normal para quem vivia em Moosegrey, a vila que aparentava ter sido esquecida até mesmo pelos deuses. O sol nem ao menos acenava no horizonte, mas o ladino já estava de pé. Com suas mãos completamente sujas de terra, ajudava seu pai á cuidar dos pequenos pés de tomate que já não demorariam a serem colhidos. O outono começou abraçando aquele pequeno lugar do reino, um pouco mais cedo aquele ano. Qualquer descuido e toda uma safra poderia se perder.

As horas pareciam anos para o hiperativo Saol. Os raios solares começavam a fazer sua pele bronzeada suar, ele não podia ansiar por algo diferente do que se ver livre daquela tarefa.

A oportunidade parecia não demorar muito á aparecer. Theobaldo, o ajudante da taberna local, aparecia com suas costumeiras roupas feitas de algodão cru. – Bom dia Senhor Saol, vim buscar a encomenda. – Expressando grata alegria, o pai do corajoso aventureiro ladrão buscava algumas caixas. – Ainda estão fresquinhas, espero que gostem. – As caixas de madeira não eram muitas. – Uragan, ajude Theobaldo e o acompanhe até a taverna. – Ajudando a carregar os legumes que á poucos dias tinham sido colhidos de uma horta secundária, o moreno mordia seus lábios para conter um grito de excitação ao ouvir o pedido de seu patriarca. Iria acompanhar Theo até a taberna, a muito tempo não visitava aquele local. – Claro meu senhor. – O jovem fazia uma pequena reverência e acompanhava o assistente.

∾ ༒ ∾

Nem mesmo meia hora foi gasta, quando os jovens, que assemelhavam ter a mesma idade, vislumbraram a silhueta da única taberna daquele vilarejo. Não precisavam se aproximar muito para conseguirem ouvir as conversas altas dos “porcos” bêbados que já estavam embriagados antes do meio dia. Procurando não chamar atenção, os rapazes se esgueiravam entre os homens mais velhos, afastando alguns ratos com seus pés. – Continua tão agradável quanto lembrava. – Sorria o agricultor para seu amigo. – Diz isso por nunca ter nos visitado durante a noite, meu caro. – Em meio ás gargalhadas que eram abafadas pelas demais vozes, aos poucos todas as caixas eram levadas até a cozinha.

Antes que o jovem Saol pudesse ir embora, Giuliano o reconhecia em meio a todos. – Ora, ora, quem temos aqui. – O dono daquela estalagem jogava um sujo pano sobre seus ombros, contornando o balcão. – Me diga Uragan, como estão seus pais? – Não vendo outra alternativa além de continuar aquela conversa, o ladino deixava todo o peso de seu corpo ser sustentado pela perna esquerda. – Muito bem, acreditamos que os tomates irão render um bom dinheiro. – O velho já não tinha mais do que a metade de seus dentes, soltava um sonoro riso vazio e puxava o garoto pelos braços. – Isso sem dúvida alguma é uma boa notícia meu rapaz! Deve estar cansado, aceite um pouco de vinho. – Sem antes ter uma confirmação, o homem despejava meio copo do líquido tinto.

Enquanto bebericava a substância alcoólica, os atentos ouvidos de Uragan captavam uma específica conversa. – Você ouviu o que disseram? – Um homem de aparência medonha e corpo magricelo respondia seu gordo companheiro. – Seja mais específico Brock, não foram apenas três canecas de cerveja que ingeri. – Aquelas retardadas criaturas aparentavam achar graça daquela frase, e apenas após quase engasgarem de tanto rir, continuaram a conversar. – Sobre as estradas da floresta. – O mais magro dava de ombros. – O que tem? Não é novidade que poucos estão a usando, graças á quantidade de ladrões e caminhos paralelos que foram criados. – O mais robusto deixava um pouco de bebida cair em sua roupa, enquanto tombava para frente e abaixava a tonalidade de sua voz. O jovem Saol precisou curvar seu corpo para frente ou não conseguiria mais ouvi-los. – Dizem que um nobre foi avistado por aquelas bandas, deve estar em alguma viagem em direção á capital. – Aparentemente perplexo, o espantalho ambulante colocava uma de suas mãos sobre o ombro esquerdo de seu amigo. – Pobres riquinhos, esse ai não deve conhecer muito bem a fama de nossa região. – Balançando suas cabeças, por breves segundos os bêbados pareciam lamentar por aquele viajante desavisado; porém mais que depressa voltavam a beber e gargalhar.

Quão verídicas seriam as palavras daqueles bêbados? Talvez apenas falas embriagadas. Para o rapaz que os ouviu, a simples possibilidade remota de ser uma notícia real, já era o suficiente para criar um pouco de esperança. Mais do que de pressa, Uragan saia correndo em disparada.

∾ ༒ ∾

As trombadas e reclamações não faziam o foco do “maratonista” mudar. Não demorou muito até que seus pés, cobertos por um velho par de botas marrons feitas de couro duro, amassassem algumas folhas já secas devido á estação climática. Os pulmões do jovem Saol aparentemente não cansavam, sempre estavam repletos de ar, o que ajudava e muito seu avanço pela floresta. Os pássaros cantavam, a terra levemente úmida demarcava suas pegadas, e os ventos penteavam seus rebeldes fios de cabelo. Aparentemente não existia algo que pudesse significativamente ser considerado um rastro dos viajantes, entretanto o ladino jamais se deixaria ser vencido por uma dificuldade como aquela.

Andando por uma distância maior em meio á velha estrada, Uragan começou a ouvir barulhos. Diferente dos sons ambientais; notava algo que se assemelhava ao falar humano, e um preguiçoso bater de cascos sobre alguns gravetos e pedregulhos. Escondendo o magricelo corpo por entre a vegetação, o ladrão sacava suas duas facas que eram lascadas na ponta, para terem a aparência de uma seta. Uma carruagem não muito nobre alcançou o ângulo de sua visão. Era puxada por um cansado cavalo e guiada pelo brandir do chicote de um senhor.

O homem que aparentava ter algo entre cinquenta a sessenta anos, era magro para os padrões dos nobres, se é mesmo que ele fosse um. Seus cabelos que um dia já foram da cor de ouro, começavam a adquirir tonalidade semelhante ao mais fresco dos leites. Marcas do avançar de sua existência, obviamente. Sem barba, mas com um cavanhaque por fazer, seu semblante aparentava não estar feliz, talvez cansado e preocupado demais para sorrir. Uma mulher e um homem acompanhavam de certa distância o trajeto do veículo; talvez mercenários de alguma vila distante e remota, já que pelas armaduras que usavam, não eram servos do rei e nem mesmo simples sujeitos comuns.

Nada daquilo importava verdadeiramente. Os olhos do jovem escondido apenas focavam em duas bolsas de couro que chacoalhavam no lombo do cavalo. Quem em sã consciência amarra parte de seus pertences nos lados de um animal sobre aquelas circunstâncias? A sorte parecia estar ao lado dos mais pobres.

Não importando se o conteúdo seria ouro, comida ou roupas, em um movimento rápido de mãos, as duas facas logo perfuravam o couro. Segurando para não soltar um gemido de satisfação, Uragan segurava com firmeza os fios de lã que prendera nas extremidades de cada arma; ele realmente pensava em cada detalhe ao modificar seus itens de “trabalho”. Com um firme puxão, as duas sacolas desprenderam do animal, caindo em meio ao solo. Tudo aconteceu tão rápido, que o nobre esboçou uma única reação, ficar boquiaberto.

Quando os protetores daquele senhor se deram conta do ocorrido, o rapaz de cabelos castanhos já tinha em suas mãos os frutos de seu roubo. Mais uma vez Uragan voltava a correr. Notando estar sendo perseguido, Saol pulava troncos podres, derrapava em camadas de musgo, espremia seu corpo entre passagens estreitas e rumava o mais para dentro possível da floresta. Montados em seus cavalos, os soldados não conseguiam acompanhar o assaltante, principalmente pelo conhecimento daquela área ser igual á zero para eles. O coração do aldeão ameaçava romper a carne de seu peitoral, suor descia pelo seu rosto, mas enfim após quase meia hora de perseguição, aparentemente conseguiu escapar.

Ajoelhando sobre o chão, acabou sujando sua calça em meio a uma parte lamacenta. Ao menos conseguiu aquilo que tanto desejava. Com um sorriso cansado, encarava os dois sacos de couro que pelo peso, estavam repletos de moedas e outros utensílios. Pelo menos era o que fazia até ouvir barulhos que vinham de algum lugar não muito distante. A princípio acreditava ser um dos guardas contratados por aquele rico senhor, mas ao acalmar um pouco, seus sentidos aguçados traduziam o que antes aparentava apenas serem sons sem nenhum sentido. – Socorro! Socorro! – A voz era baixa e gemida, mas o significado daqueles gritos era de certeiro significado; alguém estava com problemas.

A cada passo apressado que dava em direção á suplica, o barrulho se intensificava. Derrapando sobre uma pedra, Uragan acabou caindo e rasgando a calça na altura de seu joelho esquerdo, broncas estavam por vir, mesmo o rapaz já não sendo mais nenhuma criancinha. O ralar da pele com o solo causou grande ardor, mais tarde precisarei cuidar daquele ferimento.

De pé e determinado á ajudar quem clamava por socorro, o agricultor continuava sua caminhada, até encontrar um velho de cabelos cinzentos caído ao chão. Três conhecidos meliantes riam do desespero do velho, como se aquilo os desse prazer. – Poupe seu fôlego velho nojento, ninguém irá escuta-lo de onde estamos. – Um dos bandidos era um frequentador assíduo da taverna local; Black, o Repugnante. Estaria o bandido confundido aquele homem com o nobre? O senhor trajava roupas leves, feitas em sua maior parte por fios de algodão e uma fita negra de seda. Apesar das vestes serem superiores a da maioria dos aldeões que moravam naquela vila, não aparentava serem vestes de alguém que poderia se banhar em seu próprio ouro.

Os demais assaltantes aparentavam serem muito mais jovens que o bandido embriagado, provavelmente não tinham mais do que quinze anos de idade. Desprendendo a linha de lã das facas que carregava consigo, Uragan esperava pelo momento mais apropriado. O mais velho dos ladrões avançava sua mão em direção ao idoso, um arremesso era feito, e imediatamente a manga de sua blusa estava presa junto ao tronco de uma árvore.

Pego de surpresa, o sujo homem olhava em direção ao aventureiro, aparentemente não entendendo toda aquela situação. Seus acompanhantes nada faziam, já que assim como seu chefe, aparentavam estarem confusos. Os poucos segundos de vantagem foram o suficiente para o mais jovem da família Saol, que socava o rosto de um dos desavisados adolescentes. Enraivecido, aquele cuja alcunha era Black, arrancou a faca que prendia seu braço, á atirando contra o chão. – Moleque vagabundo! Irá se arrepender por ter entrado sem ser convidado para essa festa! – Em passos firmes, o sujeito bêbado tentava golpear o rapaz invasor, porém seus movimentos estavam entorpecidos graças ao álcool. Uragan estava em plena forma apesar do ferimento em seu joelho.

Esquivando sorrateiramente como um gatuno, o rapaz de olhos verdes chutou as costelas do bandido mais velho, pouco antes de seus cabelos serem puxados para trás, e de seu corpo colidir com o solo. – Puto! – Preparando um golpe com seu punho para quebrar o nariz daquele que tentava ser o salvador do frágil andarilho, o homem não contava com algo um tanto quanto sagaz. Mais precisamente, não contava com um golpe baixo. De baixo para cima, o pé direito do herói acertava em cheio os testículos de Black. – O que estava dizendo sua cadela prenha? – Gemendo de dor e contorcendo o seu corpo, o ladrão caia de joelhos, com lágrimas em seus olhos que escorriam por sua face.

Um cuspe sobre o corpo do embriagado e Uragan abria um grande sorriso. – Gosta de ovos mexidos vovô? – Antes que o velho pudesse responder algo, Black levantava com dificuldades e cambaleava para longe. Estarrecidos, os garotos que o acompanhavam também tomavam seu caminho, pouca era a coragem que possuíam para ficarem ali. Um deles ainda ousava tomar os sacos de couro, que em meio á luta acabaram ficando jogados pelo chão, contudo forças faltavam para Saol continuar aquela luta, principalmente estando em desvantagem numérica.

Cansado e com algumas feridas sobre seu corpo atlético, o aventureiro respirava pesadamente, sentindo um nó em sua garganta. – Está... bem? – Não acreditando que acabara de ser salvo, o senhor levantava e olhava para seu herói. – Se estou bem? – Ele pegava do chão seus pertences. – Caro jovem! Graças a você aqueles vermes insolentes não levaram meus preciosos pergaminhos. – Era aquilo o que ele carregava? Tanto trabalho para salvar alguns pedaços de papél? – Não foi nada... Pensei que eles... Bem, que talvez pudessem estar querendo ferir o senhor. – Ajudando o jovem Saol a levantar do chão, o idoso apoiava o corpo do rapaz sobre o seu. – Não fale muito. Tenho certeza que aquele tombo deve ter causado alguns ferimentos doloridos em. – Não ousando desobedecer aquilo que parecia ser um conselho tão sábio, o moreno engolia em seco. – Aliás, qual o nome de meu salvador? – Ao olhar nos olhos de Uragan, o viajante notava um brilho diferente, algo talvez corajoso e forte. – Meu nome? – O agricultor tossia. – É claro rapaz, devo merecer a honra de saber quem foi o corajoso homem que salvou minha vida. – Sem muito pensar, o moreno abria sua boa. – Meu nome... Uragan... Uragan Saol. E qual seria o seu, senhor? – A tosse piorava um pouco mais, aparentemente um de seus pulmões sentiu com grande intensidade á queda. – Justo, nome por nome. Sou um ancião dos dragões jovem rapaz, e meu nome é Senzo Klog. -

Esperando até que seu salvador descansasse um pouco, o velho pegava a faca do garoto e guardava na cintura do mesmo. – Mora por aqui? – Um pouco fraco, o moreno apontava em uma direção. – Na vila. – As folhas das árvores dançavam sobre os galhos, o céu começava a ter uma tonalidade alaranjada. – Irei ajuda-lo a chegar ao seu lar, é o mínimo que posso fazer. – Pensando em Black e seus comparsas, o aldeão arregalava seus olhos verdes. – Mas os ladrões podem acabar o abordando. – O senhor ria. – Fique tranquilo meu caro, duvido que após a ameaça dos ovos, eles não irão querer tão cedo estarem perante sua presença. – Sem mais discutir, o rapaz aceitava á ajuda, e juntos caminhavam em direção ao vilarejo.

Notas finais
Gostaram desse capítulo? Dúvidas? Se interessaram pelos primeiros personagens que aqui conhecemos? Não deixem de comentar, espero ter conseguido criar algo grandioso o suficiente quanto esperavam que fosse. Muito obrigado por terem lido e estarem acompanhando essa emocionante história que ainda está apenas iniciando. Um abraço para todos vocês queridos leitores!!!