Sete crianças Sakamakis
10 Capítulo 9
POV Reiji
Após meus irmãos e eu descobrirmos o plano de minha família para sacrificar as crianças e da conspiração que Shin e Carla estavam fazendo para evitar que o ritual fosse realizado, não fomos mais á escola para que elas não sumissem de nossas vistas, estávamos todos reunidos na sala central quando ouvimos um estrondo seguido de passos. Eram Ruki e Azusa Mukami. — Nos ajudem, por favor. — Pediu Azusa entrando na sala. Suas roupas estavam sujas e rasgadas, o que sugeria perfeitamente que eles haviam lutado contra algo. — Azusa? — Chamou Hikari parecendo chocada em vê-lo, o que era estranho considerando que eles não se conheciam. — Hikari! — Ele sorriu enquanto ela corria para abraça-la.— Vocês se conhecem? — Perguntei confuso. — Sim, ele é o irmão da minha amiga assim como também o meu melhor amigo. — Desde quando? — Desde que eu era pequena. — Respondeu sorrindo de orelha a orelha. — Quanto tempo Azus. — Completou o beijando na bochecha. — O que houve com você menino? — Perguntou preocupada. — Um grupo de sete vampiros nos expulsou de casa e tomou o corpo de Yuma,Kou e das meninas. — Ah Azus. — Ela pegou na mão dele parecendo triste com a notícia. — Foram minha família quem fez isso com vocês. — Como assim? — Perguntou Ruki se aproximando de Hikari. — Eles fizeram alguma coisa para possuir os outros para que assim pudessem se infiltrar na nossa vida e então nos sacrificar. — Sacrificar? — Perguntou Ruki. — Eles querem á mim e aos meus primos para fazerem meu avô o mais poderoso de todos os vampiros. — Não vou permitir que a machuquem! — Disse Azusa, beijando os dedos de Hikari. Ayato se remexeu na cadeira, incomodado com o gesto. — Pai, tudo bem para você se ele ficar ao meu lado por um tempo? — Perguntou Hikari, olhando para Ayato com cara de criança abandonada. — Só vou permitir porque assim estará mais segura. — Tive uma ideia! — Exclamou Aya pulando do sofá.Todos nós a encaramos curiosos. — Olha sei que é meio doido mas considero necessário fazerem o que vou dizer: Nós entregamos Shi,Tadashi e eu para eles, assim só restará Hikari e como o sacrifício será amanhã, eles não terão outra alternativa senão vir atrás da Hikari, aí vocês os atacam enquanto Hikari foge para uma casa abandonada aqui perto, então ela fica lá até amanhecer. — Você ficou louca? — Perguntou Ayato surpreso. — Eu nunca seria doente o suficiente para permitir que usem minha filha como isca de vampiros. — Mas é necessário e, apesar de nós sermos humanos a Hikari briga de um jeito que pode derrubar até o senhor tio Laito. — Está me chamando de musculoso? — Perguntou Laito enquanto Hikari rolava de rir com a pergunta. — Não sei não, o que você acha Hikari? — Você que me perdoe tio Laito, mas sendo meu pai quem ele é, para mim não existe pessoa mais forte do que ele. — Bajuladora barata. — Essa é a minha filha. — Disse Ayato orgulhoso enquanto abraçava a filha. — Se o senhor prefere tio Ayato eu fico no lugar dela e eles vem me pegar aqui na mansão. O senhor concorda com isso pai? — Perguntou Aya. — Eu confio em você e sei o que faz, mas não acho bom fazermos isso. — É a única forma de mata-los que eu consegui pensar. — Precisaremos de adagas de prata, mas só tenho uma. — Tenho uma coleção de adagas. — Disse Azusa. — Onde está? — Perguntou Hikari. — Está no meu quarto na mansão. Acho que consigo entrar lá durante a noite e pegar. — Tem certeza de que quer fazer isso Azus? — Sim Hikari, sua vida está em risco e tenho de te proteger. — Respondeu acariciando o rosto de Hikari com o dorso das mãos. — Ótimo, quem vai? — Perguntou Shinishiro. — Vão Laito,Kanato e Subaru. — Respondi. — Enquanto Azusa pega as adagas, os dois ficam dando cobertura. — Tudo bem, então como faremos para entrar na mansão? — Perguntou Kanato. — Há uma série de pasagens secretas. Elas são tão grossas que não se ouve nada, nem mesmo um grito. — Respondeu Ruki. — Existe um alçapão localizado a alguns metros da mansão, esse alçapão é a entrada menos óbvia e duvido que algum deles sequer saibam de sua existência. — Ótimo. Vocês irão de madrugada. — Respondi. — Era exatamente o que eu estava pensando. — Disse Ruki com um sorriso malicioso no rosto. — Pai, quero falar algo com você. — Disse Hikari. — Em particular. POV Hikari Papai e eu fomos para meu quarto, onde nos sentamos em minha cama. — O que foi? — Perguntou parecendo preocupado. — Eu quero saber como você e a mamãe se separaram. — Ele respirou fundo e respondeu: — Quando Kanato,Laito e eu fizemos dezessete, Karl conversou com o seu avô, ele disse que nāo queria que nós as víssemos por que queria que nos relacionássemos com outras vampiras, ele o demitiu e meus irmãos e eu nunca mais as vimos. Nessa época Denise ficou grávida de mim e, enquanto esperávamos você nascer os outros acabaram se relacionando com as suas tias. Mesmo após a separação Laito,Reiji,Shu e Kanato tiveram relações com elas e foi aí que meu pai se irritou quando soube que todas estavam grávidas e quase as matou, só não o fez porque seu avô implorou á ele que não o fizesse. Então Karl o matou e em troca você e os outros não sofreriam ou morreriam. — Levei a mão á boca enquanto meus olhos se enchiam de lágrimas. Eu o abracei.
— Sinto muito por isso papai. — Ele retribuiu o abraço. — Sua mãe também chegou á implorar por piedade ao meu pai, mas o que ele fez com ela foi algo que deixou todos nós irritados. — Ele obrigou sua mãe a ter relações sexuais com ele, caso contrário ele mataria você. E eu não pude fazer nada pois se eu reagisse ele iria chicotea-la. — Quando ele vier atrás de mim, farei questão de mata-lo da pior forma possível. Peça ao tio Reiji para me dar alguns daqueles chicotes que ele tem na sala de tortura, seu pai vai ter uma morte lenta e dolorosa. Tenha certeza disso papai. — Ele lançou um sorriso maldoso. — Tentarei assistir na primeira fila. — Dei risada. — Vocês não teriam uma daquelas espadas de samurai,certo? — Temos algumas, porque? — Pode me dar? Quero decapitá-lo. — Adorei esse seu lado maldoso. — Deve ser por conta da metade vampira.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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