Notas iniciais
Mais um capítulo, espero que gostem!

Quando o fim da tarde se aproximava, Brian e eu decidimos procurar por um belo parque de diversões para que eu pudesse finalmente realizar meu desejo número 3. Quando chegamos ao parque, Brian não me acompanhou em todos os brinquedos, ele bem que tentou, porém, seu medo de altura não lhe permitiu brincar na montanha russa, nem na roda gigante, e nem no barco viking. Porém, tivemos a oportunidade de brincar juntos no carrinho bate-bate, no carrossel (e Brian fez birra para não ir, porém acabou indo e ficou tão envergonhado que mal olhava para mim), nas barraquinhas de tiro ao alvo e em uma infinidade de outros brinquedos. Apesar de ter sido algo infantil, mesmo assim foi muito divertido e engraçado. Ver a cara de Brian envergonhado e contrariado era o que mais me deixava de bom humor. Também tiramos diversas fotos, em momentos hilários, alegres e completamente constrangedores.

Foi uma noite muito divertida. Quando caminhávamos em direção ao último brinquedo, Brian parou em frente a uma barraquinha de algodão doce e disse:

-Quero dois algodões doces, por favor! -pediu ele ao vendedor. -Esse é o seu desejo número 1, certo? –perguntou, olhando para mim.

-Sim... Você se lembra...? –falei um pouco surpresa.

Brian entregou-me o algodão doce e eu, ao sentir aquela textura macia e cheiro adocicado, fui capaz de me recordar da única vez em que estive num parque de diversões. Naquela época, eu tinha apenas seis anos de idade, e meus pais me compraram um algodão doce, que eu comi de um modo desajeitado, acabei ficando toda lambuzada e levei um sermão de minha mãe. Aquela foi a melhor época da minha vida. Ao sentir o gosto daquele doce, meus olhos se encheram de lágrimas.

-Kate, você está bem? –perguntou Brian, com um olhar preocupado.

-Estou bem, não se preocupe! –respondi, enxugando rapidamente as lágrimas e voltando a sorrir.

Passeamos pelo parque e observamos as luzes e cores enquanto saboreávamos o algodão doce. Depois de brincarmos no último brinquedo (cama-elástica), Brian me levou até em casa.

-O que vamos fazer amanhã? –perguntou ele, enquanto estávamos em frente ao portão do condomínio de onde eu morava.

-Amanhã começaremos a visitar todos os pontos turísticos da cidade! –respondi, e Brian apenas assentiu com a cabeça.

-Finalmente um desejo que não é estranho nem louco... –falou ele, e suas palavras, como sempre, me deixaram irritada.

-Sabe, acho que já estou me acostumando com essa sua língua afiada! –falei com uma expressão emburrada no rosto, e Brian me encarou com um sorriso matreiro.

-Ah é? Então acho que preciso pensar em outro método de te deixar irritada! –disse ele, sorrindo.

-Hã? Então você faz isso de propósito? Ora! Seu... –resmunguei contrariada.

-Antes que você comece a me bater, eu já vou indo! Tchau! –disse, afastando-se do portão e acenando.

-Espera! Você não pode ir embora agora! –falei.

-Hã? Por quê? –perguntou ele, desconfiado.

-Entra! –falei, apontando na direção do portão do condomínio.

-Hã? Entrar?! No seu apartamento? –indagou ele, e sua expressão parecia muito surpresa e receosa.

-Sim! Preciso que você me ajude a fazer uma coisa!-respondi naturalmente, e Brian me encarou como se ele estivesse falando com alguém sem juízo.

-Erm... Não acho que seja uma boa ideia... Você é uma garota e mora sozinha... E eu... Sou um homem... Não quero me responsabilizar pelo que possa acontecer... –gaguejou ele, e parecia muito envergonhado e constrangido.

Olhei para ele com os olhos semicerrados e imaginei o que ele poderia estar pensando naquele momento, porém ignorei todos esses pensamentos pervertidos e apenas puxei a gola de sua camisa.

-Vem logo! – ordenei, e o arrastei para dentro do condomínio.

Atravessamos a portaria e entramos no elevador. Brian se mantinha estático e o mais distante possível de mim. Quando o elevador parou no quinto andar, Brian não queria sair, e tive que puxá-lo pela gola da camisa novamente.

-Eu sei que estes são seus últimos dias de vida, mas... Não vamos fazer nada de estranho, vamos? -perguntou ele nervoso, e eu apenas o ignorei, fingindo não ter ouvido sua pergunta.

Peguei a chave do apartamento na mochila e abri a porta. Logo avistamos a sala de estar. Era uma sala pequena e simples, com poucos móveis, apenas uma mesa de centro, uma estante e dois sofás. Porém, havia algo completamente incomum no meio da sala. Brian arregalou os olhos de tanta admiração.

Notas finais
O que será que Brian viu? hehe