Sete Dias Para Percy
8 Capítulo 8- terceiro dia/ Atitudes
Notas iniciais
ps: o próximo eu posto mais rápido.
Ela manuseou o vestido branco de seda com cuidado. Parecia ser um daqueles bem refinados e sensíveis. Demorou um bom tempo para vesti-lo, era mais difícil por um vestido de noiva do que ela imaginara. Caminhou até ao espelho devagar, ficou com medo de que o resultado fosse ruim. Respirou, contou até cinco e abriu os olhos, estava bom, melhor do que ela tinha pensado.
– Posso entrar? – perguntou Silena com três toques sutis em sua porta
– Pode...
– Ok – ela abriu a porta bem devagar como se quisesse ser surpreendida ao olhar para ela, e foi – Uaaaaau, está lindo! Serviu bem em você, sabia que serviria.
– Ah é, obrigado por ele... Mas não precisava comprar algo tão caro assim.
– Ah, que se dane, dinheiro é só um detalhe, você vai ser casar não vai, Annabeth? Isso é o que importa,que o casamento seja perfeito.
– É... talvez seja isso. Que tal mostrar para o Percy?
– Que isso tá maluca? – disse Silena, reagindo como se Annabeth tivesse planejado um atentado terrorista – não sabe que da azar o noivo ver a noiva vestida assim antes do casamento?
– Azar eu já vou ter né, porque meu noivo vai morrer.
– Ah... isso. Sabia que você ia se preocupar com isso. Mas aproveite o agora. Você se dispôs a se casar com ele, não foi? E ele aceitou, não foi? Pronto, isso que importa.
Ela ficou parada um instante, pensativa e instigante, como se estivesse ali de corpo e não de alma, Silena já sabia que ela planejava alguma coisa e que provavelmente não era boa.
– Eu vou resolver isso.
– Como assim?
– Ele não pode morrer, não pode. Depois de tudo que fez pelo Olimpo deve existir alguma maneira dos deuses o ajudarem, talvez Apolo, não sei. Mas eu vou ter que dar um jeito nisso, estou determinada a esse ponto, não vou deixar que meu noivo morra.
– Quando ele morrer já vai ser seu marido – Annabeth a fitou com cara de desgosto – quero dizer, talvez não tenha uma maneira, talvez eles não consigam impedir que ele morra, e ai?
– Mas talvez consigam.
– Talvez nem queiram ajudar.
– Não importa, vou tentar de qualquer jeito.
– Então por onde vai começar? Indo até o Olimpo implorando para os deuses que ajudam seu marido a não falecer?
– Não... vou começar pelo hospital de semideuses, mas primeiro tenho que tratar de outro assunto.
– E qual seria?
– A mãe de Percy.
Foi um pouco complicado para mandar uma mensagem de Iris. Primeiro pegou com Percy o endereço, sobre o pretexto de avisar sua mãe sobre o casamento, mas não era isso, não apenas isso era mais complicado.
Quando sua imagem apareceu na tela Annabeth se segurou para não chorar, ela estava tão... Feliz. Como dar uma noticia tão trágica, tão triste? Esperou até que ela a nota-se. “Como vou dar uma noticia dessas?”
– Annabeth! – disse ela com um sorriso no rosto – quanto tempo!
– É... é mesmo – disse ela com o melhor sorriso falso que conseguiu.
– Tem algo de errado com você? – disse ela analisando bem seu rosto.
“Ah não, ela percebeu” pensou ela. Mas ela também não tinha muito tempo, infelizmente a mensagem tinha que ser a mais rápida possível.
– É... tem e é por isso que te mandei essa mensagem.
– O que foi? – disse ela com uma cara preocupada.
– Eu... não queria ter que dizer isso, eu não queria que fosse assim. Eu tentei, eu tentei – disse ela dando uma pausa e respirando para contar – o Percy, está com uma doença Sra. Jackson. Uma doença grave e provavelmente só tem menos de sete dias de vida.
Ela quis fechar os olhos para não ver a reação que viria a seguir. Mas aguentou firme e viu lagrimas escorrendo pelo seu rosto, ela deitou a cabeça na mesa em que estava sentada e chorou alto. Annabeth observou a cena paralisada de medo, se sentindo um monstro e foi quando começou a chorar também, esfregando os olhos vermelhos. O tempo ia acabar, devia ter ido contar isso pessoalmente.
– Eu.. eu vou tentar... eu vou tentar, talvez os deuses ajudem ele, talvez... talvez nem tudo esteja acabado.
A mãe de Percy tirou o braço do rosto e mostrou seus olhos inchados e as lagrimas que ainda escorriam pelo rosto, o sorriso tinha ido embora, mas talvez a esperança crescesse... Talvez nem tudo estivesse acabado.
– Mas... Sra. Jackson,tem outra coisa – disse ela chorando – mais duas coisas – precisou ser forte para segurar tudo que desse de seu choro – eu.. Não contei pro Percy o que aconteceu... ele não sabe que vai morrer.
– Você é maluca? – disse ela com um tom de raiva e tristeza em seu rosto – como você pode? Ele pelo menos deveria saber o que está acontecendo... Meu Percy – completou ela chorando e quase se engasgando em suas próprias lagrimas.
– Eu só... queria deixar ele feliz, sem contar e faze-lo... – Annabeth disse e mais lagrimas escorriam pelo seu rosto, mas agora seu sentimento era culpa. Talvez fosse hora de contar para ele. – feliz. Mas tem mais uma coisa... nós vamos nos casar.
Ela a encarou.
– Você ta maluca? Garota isso é irreal, você está se iludindo e iludindo a ele mesmo, você se casando com ele só vai aumentar a dor, é isso que você quer? Sentir a dor oito vezes mais? Ficar com uma aliança no dedo sabendo que nunca vai fazer jus ao que usa no dedo... – ela começou a soluçar, mas estava sendo muito forte para dizer aquilo.
A mensagem começou a desaparecer aos poucos, era a imagem da mãe de seu noivo chorando desesperada que ficava para trás, aquilo seria o fim?
– Annabeth... me...me... deixe ver meu filho pelo menos algum... algum dia antes que ele morra eu te suplico, por favor... eu quero ver o rosto do meu Percy eu...
– Eu te prometo – disse ela chorando com medo de que não pudesse cumprir a promessa – eu te prometo.
A mensagem te extinguiu e lá ficou ela, jogada no chão aos prantos, encolhida e triste. Mas aquele não podia ser o fim... Não podia, se levantou e foi a uma incerta procura de ajuda. Com a esperança que lhe tinha restado.
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