Sete Dias Para Percy
4 Capítulo 4- primeiro dia/ No parque!
Notas iniciais
Annabeth andava por um campo florido, cheio de flores amarelas, vermelhas, laranjas... Até que viu Percy do outro lado do campo, os dois começam a correr um na direção do outro, Annabeth sorriu, estava cada vez mais próxima dele. Quando ela vai ao encontro de seus braços ele cai no chão. Morto.
Ela acordou suada, foi só um pesadelo, um pesadelo muito ruim e que vai virar realidade.
Ela se lembra do que prometeu para a enfermeira, não estava mentindo, porém era uma tarefa muito difícil animar alguém que ela sabe que em algum instante vai perder, alguém que importa muito para ela.
Ela saiu de seu chalé, e foi direto para o de Percy, anima-lo é sua missão.
– Acorda que vamos nos divertir muito hoje! – Grita Annabeth ainda pensando no que fazer para deixar ele feliz.
Era o primeiro dia dos sete que Percy ainda tinha e todos sabiam disso muito bem, por mais tristes que parecessem, prometeram para Annabeth que iriam animar ele muito bem. Estava dando certo. Todos iam conversar com ele, contar piadas, o fazer sorrir. Mas o que Annabeth tinha preparada era muito melhor. Podia ser perigoso, mas era infalível.
Ela ficou em pé e gritou:
– Campistas, hoje para comemorar a volta do Percy vamos para um parque aquático mortal!
Todos começaram a murmurar, era realmente perigoso que um monstro aparecesse e com uma quantidade grande de campistas podia dar em morte na certa. O barulho aumentou e mais campistas começaram a reclamar da ideia, ela queria que ele morresse mais cedo?
– Eu acho que apenas alguns campistas deviam ir. – disse Quíron introspectivo.
Annabeth pensou em quais seriam eles. Ela seria uma com certeza, Grover também.
– Eu posso ir? – perguntou Clarisse no meio de uma multidão de desesperados para sair com o cara de dias contados.
Annabeth tinha visto outro lado de Clarisse na outra noite, então aprovou a ideia, até porque ela era proteção a mais para Pecy, que Annabeth ainda não tinha certeza se tinha condições de lutar.
Em alguns minutos Quíron decidiu que iriam Percy, Annabeth, Grover, Clarisse e Will Solace, do chalé de Apolo.
– Eu posso ir voando no BlackJack? – disse Percy ansioso para se encontrar com o seu amigo pégaso.
– Pode. Nós vamos voando em outros pégasos — disse Annabeth.
Providenciaram mais quatro pégasos com Butch e foram guiados por Annabeth, com um incrível senso de direção, cortando o céu azul da manhã. Todos tentavam ficar no melhor humor possível, até chegar ao parque aquático.
– Blue... Sky – leu Percy a grande placa colorida, resultante pela sua dislexia.
– É isso... vamos entrar, mas preciso lembrar para ficarmos juntos porque há grande risco de aparecer um monstro aqui, e será mais perigoso ainda se alguém se perder – disse Annabeth se lembrando das cautelosas instruções de Quíron. Se esse alguém que se perdesse fosse Percy ai ele teria sérios problemas.
– Olha o tamanho daquele toboágua... – disse Clarisse distraída apontado para ele – deve ter mais de 30 metros.
– Com certeza vamos nele – disse Will Sollace.
Entraram todos no parque e foram direto se arrumar para se encontrarem em um brinquedo com boias escolhido por Percy.
Já prontos se definiram em duplas para escorregar, Annabeth e Percy, Clarisse e Will. Grover decidiu ficar fora já que não tinha dupla, mas era apenas um pretexto porque estava com medo.
O brinquedo era realmente grande e a dupla ia deitada na boia. Primeiramente Clarisse desceu com Will dando um grito, algo como: “radical”. Depois chegou a vez de Percy e Annabeth, eles se apertaram na boia e desceram o brinquedo, enquanto os dois desciam Percy ria inocente, então ele olhou para Annabeth, e riu um pouco mais. Como em câmera lenta ela gravou aquela imagem, daquele rosto feliz, queria que fosse a eterna realidade, mas não era. Sentiu uma lagrima escorrer pelo seu olho, limpou o mais rápido possível, e deixou a água do brinquedo disfarçar.
A boia atingiu a água da piscina e os dois caíram, saíram rapidamente para não serem atingidos por alguém voando da boia.
– Podemos ir logo naquele? — perguntou Clarisse fitando o brinquedo como uma dádiva de seu pai.
– Acho que já esta um pouco tarde para isso – disse Annabeth – primeiro vamos almoçar.
E foram. Pediram um lanche nada saudável, com hambúrgueres, batatas fritas e Milk shakes. A conversa fluía descontraidamente, o que era bom para alegrar Percy e para alegrarem a si mesmos, por meia hora Annabeth conseguiu esquecer tudo que mais atormentava sua cabeça e apenas relaxou.
– Podemos ir agora? – perguntou Clarisse impaciente.
– Agora? Acabamos de comer... – disse Will Sollace.
– Eu topo em ir – disse Percy.
– Eu vou também – disse Grover como se tivesse alguma coragem para ir naquele brinquedo, o mais alto do parque. Era apenas para proteger Percy caso acontecesse algum imprevisto.
– Então nós dois esperamos aqui e vocês vão, encontramos vocês lá daqui alguns minutos.
E os três foram, deixando Annabeth e Will Sollace conversando sozinhos. Depois de quinze minutos mais ou menos eles foram para o brinquedo, chamado Curlinator, demorando um pouco para andar no meio da multidão de pessoas que frequentava o parque aquático. Mas alguma coisa estava estranha, já que Clarisse estava emburrada parada na frente do brinquedo.
– Você não foi? – perguntou Annabeth
– Ta maluca? Aquele negócio tem mais fila que qualquer coisa, não vale nem a pena.
– E você deixou o Percy sozinho? – disse Annabeth elevando o tom de sua voz.
– Relaxa, ele ta com o Grover.
Os três ficaram parados encarando a altura do brinquedo e sua majestosa fila que se estendia pela escada, isso durou alguns minutos, até que Grover chegou.
– Você o deixou sozinho? – perguntou Clarisse irritada.
– Eu... estava no banheiro... – disse Grover com um tom de preocupação.
– CALMA... você não... então ele... – o semblante de Annabeth mudou, deixando ela com aparência selvagem, como já era de costume quando estava nervosa ou irritada – então quer dizer que deixou ele sozinho?!
– Eu jurava que eles tinham ido juntos – disse Clarisse em um tom de culpa.
– Eu vou agora – disse Will, partindo para o toboágua subindo cada lance de escada rapidamente.
Os três ficaram observando o brinquedo cheio, sem nenhuma outra opção. “Vai ficara tudo bem” pensou Annabeth. Aliás o que podia dar errado? Era só Percy subindo em um brinquedo grande desacompanhado. Na verdade muita coisa podia dar errado.
Eles observaram uma figura caindo do alto do brinquedo, demorou a enxergarem. Era Percy. E ele não estava caindo em direção à piscina. Inconsciente ele caia em direção ao chão.
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