Notas iniciais
Yooh,miina!
Bem,é claro que eu não deixaria passar em branco a data mais importante da história dos nossos amados heróis,eu precisava escrever alguma coisa sobre!Mas como os sentimentos deles estão mais do que explorados,que tal tentarmos entender o coração daqueles que os criaram?
Confesso que estava em pânico,eu planejo esta história há mais de um mês mas essa semana meu pc ficou indisponível (reviews e capítulos atrasados,me perdoem!),eu achei que não ia conseguir postar na data,mas consegui!Obrigada,lan house!Saiu caro,mas valeu à pena...
Falei demais hoje,espero que gostem!

Aquele lugar era quente e apertado.Muito quente.Muito apertado.Causava uma poderosa e agoniante sensação de sufocamento.Sempre fora assim, afinal era uma alcova localizada no coração de um vulcão,o lugar mais aconchegante para os répteis de seu elemento.E normalmente era assim mesmo.

Mas não naquele dia.

Igneel suspirou e girou em círculos como um cachorro, em busca de uma posição confortável para um cochilo, mesmo sabendo que não teria ânimo nenhum pra isso.

-Sete de julho...quantos anos faz mesmo?

Era retórico, claro, e nada além de uma desculpa para preencher com algum som aquele lugar monónoto.Ele estava começando a ficar irritado, as lembranças daquele moleque humano e barulhento formigando.Onde estavam com a cabeça quando resolveram relacionar humanos e dragões?

-Igneel?Está aí, meu caro?

-É uma trasmissão telepática, é claro que eu estou aqui, onde queria que eu estivesse? — Ele bufou.Ela era tão irritante às vezes!

-É uma cordialidade, nada mais! — Ela riu um pouco.

-Qual parte do "deixe o Igneel hibernar em paz" é difícil demais pra que você entenda?

-A parte do "eu não obedeço ordens suas".Além disso você não está hibernando.

-O que quer, Grandine?

-Conversar.Não queria ficar sozinha hoje...

Ele se acalmou um pouco; também queria um pouco de companhia, apesar de que nunca iria admiti-lo a ela.Aquele dia era sempre doloroso para eles.

-Quando será que isso vai acabar? — Ela suspirou melancólica.Sentia uma falta mais que absurda de sua pequena protegida.

-Tenha paciência, não podemos fazer mais nada além de esperar.São ordens.

-Ordens estúpidas...

Igneel riu.Sempre achava graça dos protestos mansos da dragonesa a respeito do que ela considerava errado ou equivocado.

-Igneel...eu os tenho visto.

Ele congelou, o que parecia um tanto irônico para um dragãode fogo.

-Não vou te perguntar se você enlouqueceu, eu sempre tive a certeza disso.Vou formular uma frase melhor:como assim?

-Magia.De vez em quando eu dou uma pequena espiada neles, sabe...só pra ver como estão.

Igneel rosnou um pouco;se o dragão-rei soubesse daquilo, certamente não gostaria nada.Mas ele ficou curioso, não podia negar.

-E...como eles estão?

-Bem.Crescendo fortes e cada vez mais poderosos.A Wendy está tão linda...e o Natsu me surpreendeu um bocado, ele é mais forte do que eu imaginava!

-É claro que é, afinal fui eu quem o treinou! — Ele se gabou, o peito estufado de orgulho.

Os dois ficaram em silêncio por alguns segundos, deixando que o passado os conduzisse por um caminho de nostalgia.Não era fácil; os sentimentos eram fortes demais para serem ignorados ou mesmo sufocados.Eles haviam firmado laços eternos com aquelas crianças, e eles logo logovoltariam para reivindicar algumas respostas.

Igneel mal podia esperar.

-Preciso ir, amigo, sabe como isso me cansa...

-Ah, tudo bem... — Ele parecia levemente chateado.

-A culpa é toda sua por não permitir que eu vá ao seu encontro; poderíamos ter uma conversa civilizada mais uma vez!

Ele negou com a cabeça.A presença dela tornaria mais difícil mentir sobre certas coisas, e ele temia ser contaminado por seu espírito justiceiro e sentimental e acabar estragando tudo.

-Você mesma não me disse que tivesse paciência?

-Mea culpa. — Ela admitiu. — Até uma próxima, e tente não se machucar muito por aí!

Ela encerrou o contado, deixando-o sozinho com seus pensamentos.A solidão voltara, o silêncio o atacou novamente.O que ele faria agora?

Olhou para os lados, como se esperasse ser surpreendido por sua amiga travessa fazendo algo que ninguém esperava.Removeu uma das pedras menores em uma rachadura específica, e tirou lá de dentro uma minúscula estatueta de argila fundida.Provavelmente o objetivo das mãos infantis que o moldaram era representar o próprio Igneel, mas a inabilidade levara a algoque se parecia mais um um gordo lagarto existente em uma ilha a oeste.Mas isso não diminuia o seu valor, e nem o tamanho do sorriso que ele abria sempre que o admirava.Ele lembrava-se muito bem, no dia em que Natsu o presenteara com o objeto e ele agradecera com um soco na cabeça, gritando que ele se concentrasse nos treinamentos.

Mas ainda assim, guardara o presente.E ele se tornara o seuelo com a sanidade, recorrendo a ele sempre que necessário.

Quanto tempo mais demoraria até que se reencontrassem?Quantos sete de julho ainda seriam necessários?

-Moleque...é bom que não esqueça de mim,e que esteja mesmo forte quando eu te encontrar de novo!

XOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXO

-Já terminou?Não queria atrapalhar.

-Não se preocupe com isso.Mas fico feliz que ao menos você se dine à minha presença, não aguento tanta telepatia de uma vez a distâncias tão exorbitantes!

-Mas aguentaria menos ainda ficar sozinha...

-Pois é!

Grandine estava sentada à beixa de um precipício, na ponta de um rochedo no cume de uma das mais altas montanhas do mundo.Ali o ar era bastante rarefeito, mas o que poderia incomodar criaturas normais fazia-lhe um bem inimaginável.

Mas o mesmo não podia ser dito de seu peculiar companheiro, que ofegava como se houvesse tentado dar a volta no globo em 80 horas.

-Uma vez ao ano não é um sacrifício tão grande!

-Diz isso ao Igneel!Aquele cabeça-dura!

-Se quiser eu posso ir falar com ele agora mesmo.

-Não, não precisa...algumas culturas humanas acreditam que o nosso mundo terá fim no ano de 2012, porque apressar as coisas?

Metalicana teve que rir dessa; realmente encontros entre ele e o dragão de fogo nunca terminavam sem uma boa briga.

-Grandine...

Ela o olhou nos olhos, mas ele havia desviado a cabeça e fitava o horizonte, meio desconfortável.

-Sim, meu amigo?

-Como é que ele está?

Ela sabia muito bem o que ele queria dizer.

-Quer dar uma olhada?

Ele assentiu, e ela formou uma esfera de energia mágica, se concentrando devagar de olhos fechados.Ele prestou atenção nas imagens que se formavam aos poucos; a magia dela sempre o impressionava.

Dentro da esfera ele podia ver claramente seu velho aprendiz caindo acidentalmente em uma armadilha criada por Natsu.Poucos segundos depois, os dois se atracavam e rolavam hostilmente pelo chão da guilda,sob os risos dos colegas.

-Está diferente dos anos anteriores, ou é impressão minha?

-Nem tanto... — Ela suspirou.Mesmo com a agitação, era possível ver a sua Wendy deprimida emuma mesa próxima.Os próprios Natsu e Gajeel não estavam com toda a energia, e pararam a disputa mais cedo do que o normal, as réstias de tristeza evidente em seus olhos.

Metalicana desviou o olhar, e Grandine desfez a magia.Os dois sorriram tristemente.

-Não é a mesma coisa.Eu a queria aqui...mesmo sabendo que não posso...

Ele roçou o rosto contra o dela.

-Eu também, minha amiga, eu também...

Os dois fitavam a paisagem à frente, dominados pela já conhecida nostalgia e sentimentos de tristeza.Mas não se abateriam tão facilmente; ainda veriam os seus filhotes um dia, por mais que doesse, por mais que demorasse.Eles seriam fortes, e esperariam ansiosamente.

Só mais um pouco...só mais um sete de julho...

Notas finais
E então,o que acharam?Confesso que saiu beeem diferente do que eu esperava,é essa coisa meio Eiji Niizuma,os personagens se mexem sozinhos!
Mas espero que tenham gostado!Reviews?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!