Notas iniciais
Uma das sacerdotisas que trabalhavam para o Norte interrompeu a rotina de todos – inclusive as investigações de Cerce – para reportar uma descoberta urgente. A sacerdotisa era uma Kuromiko muito antiga e estava claramente alterada.
— Maldição! É verdade isso!? Você e essa gata são Espíritos Guias!? – a sacerdotisa foi direta e em alto e bom som esbravejou suas palavras contra Rin e Kirara.
— Estúpida! – Nigihayame deu um passo à frente e jogou a sacerdotisa longe com um soco. Ele atraiu a atenção de Kirimaru, Arisa e Gin na mesma hora (eles sabiam que ele era muito controlado e calmo e que aquilo não era normal).
Os monges e sacerdotisas que estavam lá entenderam na hora o que aquilo significava e trataram de começar a falar de tudo sobre os Espíritos Guias para dar explicações aqueles que desconheciam o assunto e estavam escutando tudo. Kagome se enfureceu na mesma hora.
— Atrevidos! Como podem fazer isso? Perderam o juízo de vocês!? – Kagome estava claramente brava com a situação e avançou contra a sacerdotisa e aqueles que haviam se juntado a ela na questão (Inuyasha afastou seus filhos de perto já sabendo o que viria se ela se descontrolasse).
— É obrigação de vocês manter este segredo e simplesmente deixam que suas emoções tomem conta de suas ações e os desviem de seu dever! Como podem se chamar de monges e sacerdotisas? – Miroku estava quase para matar todos eles de uma vez só (Sango teve que se focar em conter seus filhos que não queriam se afastar e estavam prestando atenção em tudo).
Percebendo a dúvida nos olhos daqueles que desconheciam o segredo, Rin e Kirara avançaram para pôr um fim a tudo aquilo de imediato.
— Não faça isto Rin. – Yoru sabia o que ela iria fazer e queria impedi-la (não era a primeira vez que via aquela reação dela e tinha plena consciência de que as coisas poderiam acabar mal se ela contasse).
— Basta! Isto é uma ordem! – Rin gritou para que suas palavras se sobressaíssem a situação. A Kuromiko quase a afrontou se ela não tivesse sido mais rápida – Não se atreva a dirigir uma só palavra a mim! Eu sou a Rainha dos Youkais Cachorros do Oeste e você está na minha casa! Coloque-se no seu lugar! – a firmeza e a autoridade nas palavras de Rin renderam a todos em um piscar de olhos (ela não exercia seu poder na maioria das ocasiões, mas quando o exercia ninguém se atrevia a questioná-la).
Estando todos estáticos pela ação de Rin, uma outra cena começou e chamou a atenção de todos.
{Cena ON}
Kirara estava em meio a chamas que começaram a subir e cobrir todo seu pequeno corpo e a deixa-lo ainda maior do que sua forma original.
Das chamas que se acalmavam surgiu a figura de uma linda mulher. Era uma mulher alta, de longos, volumosos e ondulados cabelos creme desenhados com rajados de preto nas pontas e duas caudas no mesmo estilo, de jovem aparência e com um belo para de olhos vermelhos escarlate.
A mulher estava usando um leve kimono creme enfeitado com listras em preto, um par de sapatilhas pretas e duas fitas cremes em seus tornozelos. As caudas da mulher tinham laços que combinavam com os de seus tornozelos e em seu pescoço era possível enxergar um estufado de pelos cremes e pretos.
{Cena OFF}
A linda mulher ampliou a surpresa de todos e chamou a atenção de Shippo principalmente.
— Kirara?? – Shippo não conseguia entender.
— Esta é Kirara: o Espírito Guia de Batalha que um dia foi a parceira espiritual de Midoriko-sama cuja forma de combate é a de um gato tigre dentes de sabre de duas caudas; e esta é Rin: o Espírito Guia Independente que é a Rainha dos Youkais Cachorros do Oeste. – Kagome apresentou as duas para que todos compreendessem.
Tendo sido feita a introdução de Kagome, Nigihayame tomou a frente para explicar o por que aquilo era um segredo e o que era exatamente um Espírito Guia. A surpresa de todos foi imediata e Sesshomaru tomou a frente de ser direto com o assunto que realmente importava naquela hora.
— Como você descobriu este segredo? – ele se dirigiu a Kuromiko que com a pressão dele, Kitaro e Kirimaru confessou.
— Eu conheci um grupo de monges em uma vila não muito longe daqui que estavam comentando sobre isso e me envolvi na conversa para obter mais informações. Ao que parece, a Ordem quer que ambos os Espíritos Guias sejam entregues a eles em troca deles não forçarem o lapso do Guardião do Norte. Foi isso que pude entender. – a sacerdotisa se confessou.
Dito estas palavras eles sabiam que precisavam se preparar para o pior a qualquer minuto, pois não sabiam o prazo para que a Ordem tomasse uma atitude ou algum grupo tentasse ajuda-los e tomasse uma atitude. Eles então se retiraram para bolar um plano de ataque imediato; mas, em meio a discussão, Kirara se pronunciou.
— Não temos outra escolha. – ela se voltou para Rin – Sabe o que devemos fazer, não é?
— Sim. É o único jeito de isto funcionar. – Rin confirmou as palavras de Kirara, acionando os instintos de Sesshomaru no mesmo momento.
— Não mesmo Rin! – ele chamou a atenção de todos – Você e Kirara não vão ser usadas como isca para este plano de maneira alguma! – ele fez todos entenderem e o apoiarem na mesma hora.
— Não tem outro jeito. – as atenções se voltaram para ela – Eu serei a isca. Se eu os ocupar, Kagome pode ajudar muito com uma manipulação dos poderes da Kirara. – antes que mais dúvidas aparecessem ela explicou – Se eu for a manipulada vai exigir demais da Kagome ou do Miroku e se eu for a isca eles não terão outra escolha a não ser virem atrás de mim por eu ser um espírito mais raro. – ela percebeu a alteração de humor de Sesshomaru mas precisava continuar – Com a ajuda dos poderes de Kirara, Kagome pode abrir caminho e dar um suporte mais do que necessário se eles forçarem o lapso da Serene e para todos e eu posso começar a pega-los por dentro. Se atacarmos em duas frentes eles terão obrigatoriamente que dividir sua atenção e suas forças. – ela finalizou sua justificativa.
Argumentar com Rin havia se tornado algo extremamente complexo e, como ninguém mais ali tinha um plano decente, o silêncio apossou-se de todos.
— E se acontecer algo a você? – Sesshomaru ficou incapaz de ocultar sua preocupação – Isso é suicídio Rin!
Ela sabia que ele estava certo e os riscos que ela correria seriam muito altos, mas não havia nenhuma outra opção restando para o rumo que a situação tinha sido colocada.
— Eu irei na frente e levarei uma das sombras da Cerce comigo. – Rin voltou a falar – Assim que começar o ataque soltarei a sombra da Cerce para que ela permita que meus guardas e Kitaro entrem diretamente dentro da sede deles. – notando que ainda tinha a atenção de todos ela prosseguiu – Os meus guardas são muito bons em batalha e Kitaro pode facilmente recuperar o colar da Serene enquanto nós os distraímos. Desse jeito eles dividirão a atenção deles em três pontos de conflito, facilitando a nossa batalha. – Rin sabia que teria que dar um jeito de levar seus guardas para que Sesshomaru assentisse o plano.
— Isso apenas vai acontecer se você levar a mim e Cerce junto. – Irasue tomou a frente – Com seus guardas e nós duas, poderemos conter as forças que ficarem na sede até a chegada dos exércitos.
Tendo o consentimento de todos para o plano de ataque dentro da sede da Ordem, eles começaram a bolar como os atacariam por fora e como colocariam Rin lá dentro sem levantar muitas suspeitas.
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