Será?

6 Amores e Brigas


Notas iniciais
Gente voltei, por agora to sem minha Beta diva, por isso não estanhem as notas sem graça, os erros de Português ou os nomes toscos dos capítulos. Espero que gostem. Queria agradecer a recomendação linda da Nathy Silva, e dedicar esse cap pra ela que me motivou a escrever esse capítulo ja que muitos dos leitores sumiram mesmo com tantos tiros no anterios, portanto não sumam de novo! Dedico também pra Raquel minha leitora la do Rede que shippa muito Nalan.

Pedro e Karina caminharam em silêncio até a casa da garota. Quando entraram, viram que estavam sozinhos. Os dois sentaram no sofá e Pedro abraçou a namorada.

–Não fica assim, não, K, isso que essa garota disse é mentira. Você precisava ter visto o tapa que a cunhadinha deu nela! O melhor foi ela levantando a Vicky Vigarista pelo pescoço, parecia cena de filme. –Karina sorriu fracamente ao imaginar a cena.

–O problema não é a Bi, é o meu pai.

–K, conversa com o Mestre Sogrão. É o único jeito de você parar de pensar essas besteiras.

–Você tá certo, eu vou conversar com ele, sim.

–Eu te amo tanto, esquentadinha, não gosto de te ver triste desse jeito.

–Eu também te amo, Pê. Obrigada por estar aqui comigo. –disse se aconchegando ao namorado.

–Eu sempre vou estar com você. –disse beijando-a. Foi quando Pedro recebeu uma mensagem.

–O que foi?

–Minha mãe. Meu pai sumiu e ela pediu pra eu ir buscar a de menor na casa de uma amiga...

–Vai lá, Pê, eu vou ficar bem. A Bia já deve estar chegando.

–Tem certeza?

–Tenho. –disse dando um selinho no namorado.

–--*---

–Linda, tá tudo bem?

–Não, Du, tá tudo péssimo. –disse Bianca se sentando ao lado do namorado. Nat também estava lá. –A Jade me contou que o Cobra saiu da Khan, mas, antes disso, o Lobão contou pra ele que pode ser pai da K...

Ao ouvir isso, Duca gelou. Sabia que agora seria impossível deixar a namorada fora desse rolo.

–Bi, por favor, fica fora dessa história, é perigoso!

–Duca, justamente por isso você não pode me pedir pra eu deixar de proteger a minha irmã! O Lobão é o pai dela e ele é um monstro!

–Como assim? –ela explicou toda a história do DNA. Duca ficou chocado.

–Nat, você sabe alguma coisa disso? O Lobão já comentou algo com você?

–Não, ele nunca falou nada sobre isso, mas eu vou ficar atenta. Mas, Bianca, o Lobão é perigoso, não faz nada sem pensar. Se colocar em perigo não vai ajudar em nada a tua irmã. –a campainha tocou, eram Cobra e Jade. Bianca os convidou pra entrar, mesmo com a cara feia do namorado.

–Olha, cara, eu sei que nós temos nossas diferenças, mas eu quero ajudar a derrubar a Khan.

–Então, Duca, se comporte! –fuzilou Bianca.

–A primeira coisa que vocês têm que saber, é que não podem confiar no doutor. Ele me pediu pra tentar descobrir quem era tal da ex-namorada do Alan. Aliás, o que a Nat tá fazendo aqui?

–Eu sou essa tal namorada do Alan. Vamos dizer que você não é o único que o Lobão gosta de bater; eu não tô com ele por opção. –ela explicou tudo sobre o Alan e o pen drive.

–Olha, lutadora, você não vai durar muito se continuar com o Lobão. Devíamos, pelo menos, tentar achar esse pen drive. A gente pode dar a ideia de um acampamento da Ribalta e da Academia na tal trilha e a aproveitamos pra procurar. Você pode aproveitar e encontrar o seu lutador, aí para de ficar de olho no das outras... –fuzilou Jade.

–Você é venenosa, hein, garota? Mas a tua ideia é ótima. –disse Nat.

–Duca, você dá a ideia pro mestre; eu já vou ter que falar com ele sobre o Cobra. Essa história da paternidade da minha irmã não pode sair daqui. Decoraram? –disse Bianca.

–Fica calma, ô sonsa, ninguém aqui vai falar nada. –Jade revirou os olhos.

–--*---

Karina estava com muita raiva, precisava lutar pra extravasar. Ela decidiu ir até o QG. Ao chegar lá, não viu Cobra. Estava pronta pra ir embora, quando viu Lobão.

–Ei, tá nervosinha? –ele impediu sua passagem.

–Me deixa em paz, Lobão.

–Olha, Karina, eu sei que você tá querendo lutar e eu posso resolver isso pra você, é só vir comigo. Você vai ou tem medo do Mestre Papai não gostar?

–Se é pra lutar, eu topo qualquer coisa.

–--*---

–É o Lobão me chamando pra ir pra luta ilegal. Eu vou tentar gravar alguma coisa. –disse Nat.

Nat chegou no local da luta e se surpreendeu ao ver Karina no octogno de cimento.

–Lobão, você ficou doido? Isso pode dar o maior problema.

–Relaxa, meu anjo, só quero ver se a Karina puxou a mim.

–Como assim? –perguntou Nat se fingindo surpresa.

–Vou te contar um segredo, a Karina pode ser minha filha, eu dei uns pegas na safada da mãe dela.

–E você vai desenterrar isso?

–É claro que vou, imagina só a cara do Gael. –riu. –Mas eu quero esperar a hora certa.

–E quando vai ser?

–Não sei ainda, mas não demora.

A luta começou. O adversário de Karina era enorme. Nos primeiros minutos, Karina conseguiu se esquivar bem e até acertou um chute giratório e uma cotovelada no adversário, mas logo ele a pegou no clinch e acertou uma joelhada no seu estômago, a derrubando, e montou meia guarda em cima dela. Começou a dar socos e cotoveladas no seu rosto e tronco. Porém, ele se distraiu e Karina acertou uma cotovelada em seu queixo. Com isso, conseguiu sair um pouco da posição e encaixou um mata leão. Em pouco tempo, o oponente desmaiou. Nat foi ajudar Karina a levantar. A loira estranhou, mas não estava em condições de recusar.

–Meu anjo, leva ela pra casa, que não podem ver meu carro lá. Larga na porta e vaza. Karina, parabéns, toma aqui a sua parte. –disse entregando dinheiro a ela.

Nat levou Karina até sua moto e a ajudou a subir. Ao invés de sua casa, elas estacionaram no hospital.

–Por que você tá me ajudando?

–É uma longa história, a Bianca te explica. Eu vou ligar pra ela.

–Ela não te odeia?

–Vamos dizer eu ajudei ela e o tapado do Duca a se acertarem. –disse ajudando a menina a entrar no hospital. Logo, Karina foi levada pra uma sala e Nat ligou para Bianca.

–O que aconteceu, Nat? –perguntou Bianca, assim que atendeu.

–A Karina estava na luta ilegal! –respondeu Jade.

–Meus Deus! Ela tá bem?

–Ela tá machucada, mas não é nada grave. Eu tô com ela no hospital, por precaução. Fica calma!

–Eu vou matar aquele desgraçado! Me dá o endereço de onde vocês estão, que eu vou para aí.

–Eu te passo por mensagem.

–Obrigada por ajudar a minha irmã.

–Não precisa agradecer.

–--*---

Bianca entrou no quarto onde Karina estava, bufando. Seu sangue ferveu ao ver que o rosto da irmã estava todo machucado e seu braço esquerdo engessado.

–Meu Deus, Karina, onde você estava com a cabeça?! Você tá com dor? –perguntou preocupada.

–Sim, eles não podiam me dar nada sem a sua autorização...

–Doutor, dê logo alguma coisa pra minha irmã! Ela vai ficar bem? Posso levar ela pra casa?

–Pode ficar tranquila, que a ela vai ficar bem. Depois de medicada, ela pode ir pra casa. Tem que ficar uns três dias em repouso.

Assim que recebeu a alta, Duca carregou a cunhada, que estava grogue de remédios, até o seu carro.

–--*---

–A machinho tá bem? –perguntou Jade, sentando no sofá do apartamento.

–Tá. A chata da irmã dela já levou ela pra casa. O Lobão é pior do que eu pensava. Fica fora disso, minha Dama.

–Escuta, Cobra, eu já sei de tudo. E eu dar pra trás não vai fazer a menor diferença. Vocês precisam de alguém que pense! Eu tenho certeza que a sapahetero estava procurando você quando o Lobão encontrou ela e a levou pra essa maldita luta. Ou seja, ele tá atrás de você. Então, eu não vou ficar fora disso. Além do mais, ele mexeu com a machinho, e você sabe que eu me importo com ela.

–Mas, Jade, eu te amo tanto, não quero que você se machuque.

–Eu também te amo, Ricardo, não vou ficar de braços cruzados. Você sabe que não pode me impedir ou me convencer, então, não vamos brigar.

–Você é teimosa demais! Ok, mas não quero você perto de ninguém da Khan.

–Fica calmo, Vagabundo, eu sou só o cérebro dessa operação. –disse beijando o namorado. –A minha mãe viajou com o Ed, eu vou dormir aqui. Faltam só alguns dias pra estarmos livres.

–Eu mal posso esperar, minha dama. Quem diria que um dia eu ia querer isso, uma vida a dois. Mas é tudo que eu quero, dividir tudo com você.

–É o que eu mais quero também, vagabundo. –disse beijando-o.

–--*---

Duca levou Karina até o quarto e a deitou na cama de Bianca, sabendo que a namorada não ia querer desgrudar da irmã.

–Obrigada por tudo, Du.

–Não precisa agradecer, minha linda. –deu-lhe um beijo na testa e saiu. Bianca se sentou ao lado da irmã.

–K, eu só vou levar o Du até a porta e já volto. Fica aí bem quietinha. –disse acariciando os cabelos da irmã e secando as lágrimas de preocupação e raiva que insistiam em cair.

–Bia, me promete que não vai fazer nenhuma besteira? –pediu Duca, quando Bianca cruzou a porta do quarto.

–Eu não posso. Olha o estado que a minha irmãzinha está por causa daquele desgraçado! –Duca a abraçou.

–Bi, eu sei que você tá com raiva, mas a K precisa de você bem, precisa que você cuide dela. Por favor, eu não vou aguentar te ver machucada de novo. –disse com lágrimas nos olhos.

–Amor, não fica assim, tá. Você tá certo, eu tô com raiva, tô com ódio, mas eu não vou fazer nenhuma loucura. Eu juro. –prometeu passando a mão no rosto do namorado.

–Eu te amo tanto, Bi, não esquece nunca disso. –disse abraçando a amada.

–Eu não esqueço. Eu também te amo muito. –disse beijando o namorado. Duca saiu e Bianca voltou para o quarto. Se deitou junto a irmã, que logo descansou a cabeça no seu ombro enquanto recebia o cafuné da mais velha.

–Bi, eu...

–Shhh, amanhã nós conversamos. Agora só descansa e deixa eu cuidar de você.

–Eu achei que você estava brava...

–Eu tô, e muito, mas agora não é hora de te dar a bronca que você merece. Fecha os olhos e tenta dormir um pouco. –a mais nova logo caiu no sono, mas Bianca não conseguiu dormir. Passou a noite velando o sono da irmã e pensando na conversa que teria, não só com a caçula, mais com o pai. Não poderia falar nada sobre Lobão, precisava de Gael longe dessa história.

–--*---

Karina acordou e viu que irmã estava acordada ao seu lado.

–Bom dia, K, dormiu bem?

–Bom dia, Bi, dormi, sim.

–Que bom, porque a nossa conversa vai ser muito longa, e nem pense em me interromper. Estamos entendidas?

–Sim...

–Olha, Karina, eu sempre passei a mão na tua cabeça, mas, agora, você passou de todo e qualquer limite. Essa coisa de querer resolver tudo na porrada já deu! E logo se misturar com o Lobão, você sabe que esse cara é um bandido! Onde você estava com a cabeça, me responde?!

–Eu estava com raiva e...

–E o quê?! Estar agora toda arrebentada resolveu alguma coisa? Você continua com todos os seus problemas e ainda tá toda machucada. Nossa, realmente é um jeito ótimo de lidar com as coisas!

–Eu só queria extravasar! –exclamou.

–Para de tentar se justificar e assume que fez besteira! Eu não vou te entender dessa vez, Karina! Não vou! Chega de compactuar com a tua irresponsabilidade, com a tua falta de limite!

–Tá bom, Bianca, eu errei! Satisfeita?!

–Não, não tô nem um pouco satisfeita!

–Você vai contar pro papai?

–Não, mas não pra te acobertar, mas porque não quero confusão entre ele e o desgraçado do Lobão. Mas eu te digo uma coisa, se isso acontecer de novo, quem te proíbe de lutar, sou eu e duvido você me desobedecer. Agora me dá a porcaria do teu fone o teu celular, você tá de castigo.

–Ah, não, Bia, isso é ridículo. Eu não sou mais criança e você não é minha mãe!

–Escuta aqui, garota, você não está em posição de reclamar. Você quer ser tratada que nem gente grande, então, para de fazer merda por aí. E eu posso não ser a mamãe, mas sou tua irmã mais velha, sempre cuidei de você e o mínimo que você me deve é respeito. Então, me dá essa droga!

–Tá bom, mas como eu vou me comunicar?

–Lembra disso? Então, manda mensagem e recebe ligação. É tudo que você precisa. –disse entregando o celular velho pra caçula, que a obedeceu.

–Eu sei que eu fiz burrada, você tá certa, só não fica brigada comigo, já basta o papai. –ao ver as lágrimas nos olhos azuis da irmã, Bianca se desarmou.

–K, é claro que eu não vou ficar brigada com você, eu só fiz tudo isso pelo seu bem. –disse abraçando a irmã. –Eu não tô com raiva, eu só não quero que você se coloque em perigo. Eu sei que tudo que tá acontecendo tá te magoando, mas deixa eu te ajudar.

–Eu deixo. É que, às vezes, eu acho que você se ocupa demais comigo.

–Para de ser boba. Eu sou sua irmã, é meu dever te ajudar em tudo que você precisa. Eu te amo tanto, K.

–Eu também te amo muito, Bi. Eu sei que muitas vezes eu fui injusta com você, mas você é a pessoa em quem eu mais confio, meu porto seguro, sabe, mesmo que às vezes eu não mereça o que você faz por mim. –disse a mais nova, sincera.

–Ô minha pequena, eu fico muito feliz em conseguir ser isso pra você, mas você merece, sim. Você também me ajuda muito, me faz querer ser uma pessoa melhor, sabe... É verdade que você me magoou algumas vezes, mas eu também já errei muito com você, mas, mesmo com tudo isso, nós sempre vamos ter uma a outra, não importa o que aconteça.

–--*---

Mais tarde, Gael e Dandara chegaram em casa e viram Karina deitada no sofá da sala com a cabeça no colo de Bianca.

–Meu Deus, filha, quem fez isso com você? –perguntou Gael preocupado, se aproximando. Naquele momento, a preocupação era mais forte do que a dor da dúvida da paternidade.

–A K se meteu numa briga, eu já cuidei dela, já dei o castigo devido.

–Mas...

–Pai, acho que você já brigou com a K o suficiente, né?

–Bia, deixa eu conversar com a sua irmã?

–Tudo bem, só espero que ela não entre no quarto chorando. –disse Bianca seca, saindo da sala.

–Filha, me desculpa pela minha atitude aquele dia, eu não queria te magoar. –disse Gael, assim que Bianca deixou a sala.

–Mas magoou, e não é a primeira vez. Você me ignora desde aquela briga.

–Porque eu estava com vergonha.

–Pai, me diz a verdade, você me culpa pela morte da mamãe?

–É claro que não, filha. Nunca mais diz uma coisa dessas. Vem cá. –pediu abraçando a menina. Bianca estranhou a demora e foi verificar. Logo, se juntou a cena.

–Me perdoa também, Bi, eu também fui injusto com você.

–Tá tudo bem, pai. Aproveitando o momento, eu e a K temos uma coisa pra te pedir. –disse Bianca. Gael movimentou a cabeça indicando para ela continuar. –Dá mais uma chance pro Cobra.

–--*---

Vicky não iria deixar a porrada que levou de Bianca barato. Ela foi com sua mãe até a academia.

–Vicky, veio com a mamãe hoje? –disse Bianca irônica.

–Você agride a minha filha e ainda vem com deboche. Cadê os professores dessa escola?

–A Ribalta é lá e cima. Vamos resolver isso logo. –assim que chegaram, encontram Dandara, Nando e Ed na Sala dos Professores.

–Bianca e Vicky, era com as duas que eu precisava falar. –disse Ed.

–Estamos aqui. –disse Bianca seca.

–Que quero saber o que vão fazer com essa delinquente que agrediu a minha filha!

–Auto lá, a Bianca errou, mas você não ouse falar assim dela. Aliás, a tua filha também não é nenhuma santa! –interveio Dandara nervosa.

–Minha filha só fez uma brincadeira com a irmã dessa menina, que já partiu pra cima dela!

–É muito cara de pau, mesmo. Vicky, como você tem coragem de chamar o que você fez com a minha irmã de brincadeira?! Vai, fala pra sua mamãe o que você falou pra ela! Vai, diz...

–Eu só brinquei com o jeito que ela se veste!

–E depois falou que ela não deveria ter mãe, pra ser assim. Falar da mãe de alguém que já morreu não soa como uma brincadeira pra mim! –respondeu Bianca irritada. –E pior, a sua filha só fez isso com raiva porque o meu cunhado não quer nada com ela. Mas, isso não é tudo. Você sabe, Dona...

–Luciana.

–Dona Luciana, a minha mãe morreu no parto da minha irmã, e até hoje ela se sente culpada por isso. Ao menos, quando ela era muito pequena pra entender, ela passou todos os aniversários dela trancada chorando porque se sente culpada. Eu não sei como a tua filha descobriu isso. Ela falou pra minha irmã, não só que ela tinha matado a minha mãe, mas também que eu e o meu pai a culpávamos disso. Eu bati, sim, nessa tua filha, e não me arrependo. Eu sou contra a violência, mas ela mereceu! A senhora deveria dar uns tapas nela também pra ver se ela cria um pouco de limite e de vergonha na cara de sonsa dela.

–Isso é mentira, mãe.

–Não, é verdade. Vários alunos ouviram a Vicky falar isso. –disse Nando.

–Eu, como diretor, poderia até expulsar a Bianca, mas, sinceramente, essa garota pediu. –disse Ed firme.

–Essa escola é uma espelunca, isso é um ultraje!

–Ultraje é a tua filha achar que pode fazer o que quiser com os outros. –respondeu Dandara.

–Vamos embora, mãe, não quero ficar mais nem um segundo nesse lugar. –as duas saíram.

Obrigada por me defender, Dandara.

–Eu não podia deixar aquela mulher falar assim de você, minha linda. –disse abraçando a garota.

–--*---

Os dias se passaram, e o feriado do acampamento se aproximava. Chegara também o aniversario de 18 anos de Jade. Naquele dia, ela arrumou suas malas.

–Onde você está indo?

–Viver a minha vida, mãe. Eu arrumei um emprego, o Cobra também, nós alugamos um apartamento.

–Você não pode ir morar com aquele marginal...

–O Cobra não é nada disso. Ele saiu da Khan. O Gael, não só aceitou ele de volta, como deu um emprego de instrutor pra ele. Não tem mais do que acusar ele. Eu passei a vida inteira fazendo de tudo pra te agradar e nunca adiantou, mas eu cansei. Agora vou fazer o que é melhor pra mim. Eu espero que um dia a senhora possa me amar e me aceitar do jeito que eu realmente sou.

–Jade... –Lucrécia tentou argumentar, mas Jade a ignorou e saiu.

–--*---

Nat subiu em sua moto, pronta para encontrar o amor da sua vida. Ela falara para Lobão que ia para Macaé e ele acreditou. Ela chegou à trilha da Pedra do Índio, escondeu a sua moto e começou a procurar por Alan.

–Leo? –chamou Alan atrás dela.

–Scorpio, eu não acredito que é mesmo você. –respondeu em lágrimas, abraçando o amado. Logo, eles se beijaram; um beijo longo, quente, cheio de saudades, de alívio, com o gosto salgado das lágrimas de ambos. Separaram o beijo quando precisaram de ar.

–Eu senti tanto a sua falta, meu amor. –disse Alan emocionado.

–Eu também. Eu só aguentei todo esse tempo porque eu sabia que você estava vivo. –disse e se beijaram novamente. Dessa vez, com ainda mais intensidade. Alan a guiou até uma barraca. Logo, começaram a despir um ao outro, peça por peça. Se entregaram com urgência ao amor, ao desejo e as saudades. Eles tinham pressa e, ao mesmo tempo, não queriam que aquele momento acabasse. Alan fez questão de tocar todo o corpo da amada. Que fez o mesmo com ele. Fizeram amor, de uma forma como nunca haviam feito antes. Era como se o mundo ao redor deles tivesse desaparecido. Quando já estavam exaustos, Alan puxou Nat para seu peito. Ela se agarrou nele com força, ouvir o coração dele tão de perto era a melhor sensação do mundo. Alan, por sua vez, passava a mão pelos cabelos longos da lutadora e admirava a sua beleza, mas não pode deixar de notar alguns hematomas e marcas em seu corpo. Isso o fez abraça-la mais forte.

–Eu queria ficar aqui com você nos meus braços pra sempre.

–Eu também. –disse ela sorrindo.

–Sabe, antes de te conhecer, eu não acreditava nesse lance de amor, mas você me fez ver que eu estava errado. Quando eu te beijei pela primeira vez, eu senti uma coisa que eu nunca tinha sentido antes. Quando nós tivemos a nossa primeira noite, logo eu que tinha tido tantas mulher, vi que nada daquilo importava, que você era diferente, e toda vez que nos estávamos juntos era como só existíssemos nós dois.

–Eu também não acreditava em nada disso, até que aconteceu comigo. Você mudou tudo, Alan. Você foi a melhor coisa que já me aconteceu. –Alan se esticou e pegou algo em sua jaqueta. Era um anel.

–Alan, você não...

–Calma, deixa eu terminar. Nat, quando eu te vi pela primeira vez treinando, eu te achei a mulher mais bonita do mundo. E quando eu te vi chorando no dia que nós ficamos juntos pela primeira vez, eu, desde aquele momento, quis cuidar de você, te proteger. E depois de tudo que nós passamos, eu vi que quero fazer isso pelo resto da minha vida. Eu achava que se amarrar era besteira, mas agora eu sei que o meu coração e o meu corpo estão presos a você e eu não quero desperdiçar nem um segundo. Eu quero dividir a minha vida com você. Eu te amo mais do que eu consigo explicar. Você aceita se casar comigo?

–Claro que eu aceito, Alan, é isso que eu mais quero: ficar com você, pra sempre. Eu te amo, cada dia mais. –disse beijando-o.

–Nós vamos conseguir achar as provas. Eu não quero você em perigo nem mais um dia.

–Mas e se nós não conseguirmos?

–Não pensa assim, meu amor. Você vai ver, nós vamos acabar com essa gente e nada mais vai separar a gente.

Notas finais
E ai gente gostaram? Pedro todo fofo com a K, Duca todo preocupado com a Bi, Cobrade lindos como sempre e pra quem como eu shippava Nalan e foi tombado alem de reencontro teve até pedido de casamento. Não tem desculpa pr não comentarem! Digam o que querem no próximo cap. XOXO