Notas iniciais
Qual foi, nekos do S2? É hora de ver e saber onde nossas amigas estão.

Hórus: — Filho de Osíris e Ísis, tem a cabeça de falcão e é protetor dos faraós e das famílias. Quando perdeu o pai, lutou contra Set pelo trono de principal deus do Egito. Após a intervenção de Osíris, direto do “além”, os demais deuses aclamaram Hórus como líder supremo.



Andando pelas ruas da cidade, não podia deixar de imaginar o quão grande e bonita era, mesmo para sua atual situação. Já havia imaginado antes que poderia não estar no presente, visto que só havia visto templos e areia com os amigos, e sabia, pelo menos um pouco, que muitos, para não dizer a maioria, dos templos egípcios foram destruídos há anos.

Olhando para os lados, ainda admirando a vista, reparou melhor em sua situação. Assim que chegara na cidade, fora cercada junto das amigas, e por mais que soubessem que seria fácil se livrarem dos guardas que a pararam assim que saíram de uma vila para entrar na cidade, Temari achou melhor não fazer nada por hora.

Sem Shikamaru, e o resto dos garotos, e no passado, poderiam fazer alguma besteira e mudar o futuro, e era a pior coisa que poderiam fazer. Por isso, deixar os guardas do local as conduzirem para sabe-se lá onde parecia a escolha mais razoável. Também até encontrassem os garotos, e caso demorassem demais, sairiam dali.

Enfim pararam e puderam ver um grande muro em sua frente. Sua decoração era linda e ia de plantas e esculturas a hierógrafos ao longo do mesmo. Assim que guardas na entrada abriram o portão e foram conduzidas para dentro, ficaram pasmas com a beleza do local. O castelo brilhava forte com a luz do sol que refletia, fazendo com que precisassem semicerrar os olhos.

— Quanto foi gasto par construir esse lugar? – perguntou Hinata.

— Bastante dinheiro e escravos.

— Que barbaridade. – o guarda a olhou. – Pessoas não deveriam ser tratadas assim há anos.

— Ei, Hinata. – Sakura a puxou mais para junto de si e da loira. – Cuidado para não dizer coisas sobre o futuro.

— Eu sei, só disse que não deveria haver escravidão.

— Mas se existem mesmo escravos e você os apoiar, isso pode ser visto como uma tentativa de um levante. – esclareceu Temari.

— Eu sei onde estamos. – contou. – Se estão falando sobre escravidão essa só pode ser uma das cidades do Egito.

— O que significa que chegamos em nosso destino. – concluiu Sakura.

— Se as senhoras já acabaram, o rei ainda as espera. – as garotas olharam para o soldado de trinta e dois anos, moreno, alto, cabelo cortado e olhos castanhos claros, e se entreolharam, voltando a segui-lo.

Nos corredores do grande castelo, passaram por diversos outros guardas, os quais faziam reverência para ele, mostrando que não era qualquer um ali.

— E aí, tio, qual o seu nome? – a rosada perguntou, ganhando uma leve cotovelada da loira, mas deu de ombros em resposta. O silêncio estava chato. Estavam fazendo um tour por um castelo egípcio e nem para ouvirem uma história legal sobre quantos anos aqueles corredores possuíam.

— É general para vocês, visitantes. – falou ríspido. Andaram mais um pouco, dessa vez em silêncio, até chegarem a uma grande porta dourada. – Vocês entrarão na presença do rei de Pitom agora, então mostrem respeito, visitantes. – as portas foram abertas pelos guardas ali, por onde o general foi na frente, seguido delas. – Vossa majestade. – o homem fez um gesto de cabeça em sinal de respeito.

— Medjai. – respondeu o rei. A atenção das garotas logo foi tomada para ele, o homem de vinte e cinco anos, pele branca, alto, cabelo cortado e olhos castanhos escuros, sentado em um trono de ouro a, pelo menos, um metro do chão, enquanto era abanado por serviçais. – Essas são as visitantes as quais o soldado me informou? – o olhar dele parou nas três, estudando-as.

— Sim, senhor. – acontece que, assim que foram capturadas, um homem fora na frente, avisar ao rei, ao que parecia.

— E o que três jovens fazem pela minha cidade? – perguntou, dirigindo-se diretamente a elas. Sem resposta, falou mais alto: – Estou falando com vocês, ou será que não sabem falar? – perguntou. – Mercadoras não são, não carregam carroças ou qualquer outra coisa senão esses sacos estranhos. – referia-se a mochila delas. – O que são então?

Se entreolhando, Temari aceitou a opção indireta de que deveria falar.

— Somos humildes servas de nossos senhores, os quais possuem interesse comum. Viemos para cá, o Egito, a fim de procurar o que os satisfaça. – informou.

— E de onde vêm?

— Atravessamos o mar, confiando nos deuses, – não dissera quais – chegando até aqui.

— Interessante. – afastou as costas do trono, reclinando-se para observá-las melhor. – Fizeram tal jornada sozinhas?

— Sim. – Sakura respondeu antes de Temari, preferindo deixar os colegas em oculto.

— Medjai, leve todas para o harém por enquanto, e a da minha ponta direita para a Nefertiti.

— Como o senhor deseja. – fez outra reverência, indicando as garotas que deveriam sair, e foi logo atrás delas.

Novamente nos corredores, ele as guiava até o local ordenado pelo rei. Hinata esbarrara em um garoto que deveria ser um pouco mais velho que si, vestindo roupas brancas como aqueles que vira no primeiro templo que visitara. Desculpando-se, seguiu seu caminho, deixando-o seguir o dele.

Quando chegaram, se viram em uma sala onde praticamente só havia mulheres e crianças.

— Com harém, ele quis dizer, literalmente um harém? – perguntou Sakura, baixo. – Sabe, aquele lugar onde as mulheres ficam esperando para serem usadas e abusadas?

— Não necessariamente. – disse Hinata. – Eu vi em uma novela que mulheres e crianças dormiam aqui. – observando o lugar, viram algumas plantas espalhadas, mesas com maquiagens antigas e crianças.

— Continuem. – ordenou o general e elas andaram, seguindo-o. Ele parou atrás de uma mulher, chamando: – Nefertiti. – quando ela se virou, puderam ver uma mulher de trinta e poucos anos, morena, mediana, usando uma peruca curta com alguns adornos, e olhos castanhos claros.

— Medjai. – as garotas tiveram a leve impressão que a viram corar. – Algum problema?

— O rei quer hospedar essas duas aqui e quer que prepare essa. – apontou para Hinata, a qual não entendia o que se passava ali e o porquê de ter que ser preparada.

— Tudo bem.

— Bom, então até logo. – o trio reparou em como ele pareceu tímido, saindo em seguida.

— Eu sou Nefertiti, e vocês?

— Sakura, Hinata e Temari. – a rosada as apresentou.

— As duas podem passear pelo harém, fiquem à vontade. Você pode me acompanhar? – perguntou à Hinata.

A perolada olhou para as amigas, preocupada em ser separada delas.

— Estamos logo ali, qualquer coisa é só gritar. – instruiu Temari, apenas para ela ouvir. Aproveitariam para descobrir se existia alguma outra saída, caso não houvesse, construiriam uma.

Separando-se das amigas, seguiu até uma das mesas, onde se sentou na cadeira logo em frente, ouvindo Nefertiti instruir outras mulheres a pegar roupas e acessórios. Parando atrás de Hinata, avisou que começaria a arrumar ela a partir do cabelo, e foi o que fez.

— Você é uma garota de sorte. – falou.

— Por quê? O que o rei deseja comigo, afinal?

— Não consigo pensar em outra conclusão senão lhe tornar sua rainha. Você chegou em boa hora, pois ele ainda está escolhendo. – disse.

— Mas... Mas eu já tenho namorado. – falou desesperada, imaginando onde ele teria se metido também, ainda querendo acreditar que estava vivo, pois ficara para lutar sozinho contra Toth.

— Se acalme, por favor. – pediu e ela o fez. – Por acaso está noiva?

— Não, eu sou muito nova para isso. – respondeu.

— Então lamento em informar que não há nada que impeça o rei. Ele não pode tomar para si mulheres casadas como concubinas, mas como não está, ele está livre para o fazer. – avisou e a garota viu seu semblante cair. – Não se desespere, se o rei se encantou por você na primeira vez que a viu é sinal de que é muito bonita, pois ele já recusou outras cinquenta pretendentes a rainha.

— Isso não me deixa feliz. – com o cabelo já arrumado, ela ganhou uma muda de roupa, a qual teria achado linda, caso não soubesse que teria que usá-la para se encontrar com uma pessoa que queria lhe casar a força.

Foi para trás de uma proteção, onde mudou de roupa. Com vergonha, pois nunca usara nada tão curto, saiu da proteção, mostrando-se. Usava um vestido branco o qual não cobria suas pernas direito, era apenas um pano na frente e atrás. Sua cintura para cima também estava bastante exposta, pois o vestido era um X naquela parte, deixando sua cintura e parte da barriga amostra.

— Ficou ótimo em você.

— Obrigada. – agradeceu mais por educação do que por felicidade propriamente dita.

— Venha, vamos deixá-la mais bonita ainda.



Consigo pronta, foi acompanhada por Nefertiti até a sala do rei, onde, no caminho, se perguntou quando seu namorado e os outros apareceriam para fazer o salvamento heroico, pois não tinha intenção de ficar presa no Egito do passado.

— Meu rei, peço para que reconsidere. – falou a voz.

— Isso está fora de cogitação.

— Mas ela...

O barulho das portas sendo abertas ecoou pelo local, chamando a atenção dos dois. Ambos viram Hinata entrar acompanhada de Nefertiti, e estava linda.

— Ela chegou. – sorriu o rei, satisfeito com mais um perfeito trabalho da mulher que comandava seu harém.

— Por favor, meu senhor, ainda dá...

— Retire-se, Jadir. – ordenou e, diante de tal ato, o sacerdote saiu sem nada dizer.

— Está magnífica. Ótimo trabalho, Nefertiti.

— Obrigada, meu senhor.

— Pode ir.

— Com sua licença. – reverenciou-se e saiu, desejando boa sorte a Hinata antes.

— Já vi muitas mulheres lindas, mas nenhuma comparada a você. – desceu de seu trono, descendo os degraus até ficar de frente para Hinata. Pegou a mão dela, dando um beijo na mesma. – Gostaria de fazer um passeio? O palácio é lindo, e possuímos uma saída que dá para o Nilo. – a garota nada respondeu, tensa. – Não precisa se preocupar, é apenas um passeio. – balançou a cabeça em concordância, fazendo surgir um sorriso no rosto do rei. – Então começarei com o jardim. Não... – o barulho de gritos vindos do lado de fora o chamou a atenção, e logo depois viu um dos guardas que guardava a porta ser jogado por ela. – Mas o que está havendo aqui?

— Tire as mãos da minha namorada! – ordenou Naruto, na frente, com os amigos logo atrás, com exceção de Shikamaru, o qual fora atrás das garotas.

— Guardas. Guardas, peguem-nos! – os mesmos correram com armas em mãos, mas Naruto pulou por eles, ignorando-os. Parando atrás deles, socou um guarda que se pôs entre si e seu objetivo, andando a passos apressados até Hinata e o rei.

O rei colocou a garota atrás de si, avançando para cima do loiro. O Servo admitia que ele sabia lutar, e se não fosse pelo simples fator de ser mais forte que um humano, poderia existir a chance de perder para ele, o que não era o caso ali.

Um soco o jogou no chão e Naruto correu até a namorada, pondo as mãos no rosto dela. Não demorou em selar seus lábios com os dela, em um beijo de saudades.

— Você está bem? Ele te machucou ou fez alguma coisa? – perguntou.

— Não, estou bem.

— E essa roupa? – gargalhou.

— Minha roupa de noivado, gostou? – ele parou de rir na hora, imaginando que chegara na hora certa. – Mas e você? O que aconteceu com Toth?

— Eu e meu pai o vencemos.

— Seu pai? – perguntou, confusa.

— Apolo. É uma longa história.

— A qual não temos tempo de contar agora. – avisou Shikamaru, aparecendo junto das outras. – Vamos antes que tenhamos que enfrentar um palácio inteiro.

— Parados! – ordenou a voz e, consequentemente, nenhum dos Servos conseguiu se mover. – Como ousam ferir o rei a quem eu encarno? – pondo-se de pé, o rei chamou a atenção para si e puderam ver a imagem de um deus acima dele.

— Quem é você? – Naruto se manteve na frente de Hinata, protegendo-a.

— Eu sou Hórus, deus do Egito.

— Temos que sair daqui. – falou Shikamaru, nervoso.

— Não vão a lugar nenhum! – o rei possuído andou até seu trono, sentando-se no mesmo, permitindo que eles se movessem novamente. – Vocês invadiram meu castelo, então agora serão meus prisioneiros.

— É o que veremos! – Naruto tentou usar seu poder de deus, já desobedecendo a ordem do pai, mas nada conseguiu. Viu que o rei segurava dos cajados pequenos, entrecortados como um X.

— Consigo sentir sua divindade a metros, mas não sinto sangue egípcio vindo de você. – falou, sério. Ninguém ameaçava dar um passo sequer, não eram loucos. – Soube que enfrentou Djehuty, mas deixe-me lhe alertar que, assim como ele fica mais poderoso a noite, fico mais poderoso em minha cidade, e absurdamente em meu castelo! – afirmou. – Querem sair, pois bem. Se me vencerem em um jogo poderão sair.

— E que tipo de jogo será? – perguntou Hinata.

— Eles serão nossos peões, as peças do jogo. – estalou o dedo, transformando a todos, exceto Hinata, em peças que apareceram em cima de tabuleiro.

— Naruto!

— Não se preocupe, estão bem. – falou. – Eles são fundamentais para nosso jogo, e serão as peças que moveremos.

— Hinata, você é boa com jogos? – perguntou Sakura.

— Não.

— Estamos perdidos! – falou Lee.

— Eu confio na Hinata. – Naruto falou, mostrando sua solidariedade.

— Confiar e ela saber jogar são coisas distintas. – o Nara chamou a atenção dos outros para si. – Se fosse eu ainda podia tentar entender isso, mas, sem ofensa Hinata, acho difícil que ganhe um jogo tão antigo.

— Tudo bem, é a verdade.

— Bom, ela pode perder, casar com o Rei e pedir por nossa liberdade. – propôs Sasuke.

— Nem morto!

— Foi só uma ideia, não precisa morder.

— Como o jogo funciona? – a garota perguntou, receosa. – Onde estão nossos dados?

— Nosso “dado” como chama, são em forma de tábuas. Há quatro lados brancos e quatro pretos, sendo que, a quantidade de casas que você anda é equivalente ao número de cores que obtiver, exceto as pretas, que você precisa de quatro para se mover.

— Ou seja, a chance de eu me mover com as brancas é maior.

— Vejo que dará uma ótima esposa.

— Só por cima do meu cadáver. – gritou o loiro.

— Peças não falam! – moveu as mãos, silenciando-o. – Bom, eu começo.

— Um minuto. Como decidimos isso de quem começa?

— Ora, eu sou o Rei, eu começo.

— Isso não é justo!

— Tudo bem, então. Serei justo com minha futura esposa. – disse. – Jogue os dados. Se cair quatro ou seis você começa.

Hinata conseguiu o número desejado, significando que começaria.

— Bom, as peças pretas ficam na casa um e, pulando uma casa, são organizadas até o número 10. Como você começa, automaticamente fica com a preta. Deve começar movendo a peça da casa de número 10.



Com o número desejado, a última peça se moveu para o fim do tabuleiro, Sakura, e os outros voltaram ao normal ao tempo que o tabuleiro sumira.

— Eu... Eu... perdi? – o deus perguntou, incrédulo. – Eu perdi?

— Vocês estão bem, pessoal?

— Sinto como se houvessem feito minha cabeça de batedeira. – confessou Sai.

— Vai sobreviver. – disse Sasuke.

— Eu não posso ter perdido. Eu sou Hórus, governador do Egito, eu não perco! – bradou e puderam ver a imagem do deus se formar acima dele.

— É melhor sairmos. – Sasuke foi na frente, abrindo caminho ao liberar eletricidade por sua marca. Na fila, Naruto ficou por último, parando e se virando para o rei. Virou a marca para ele, fazendo com que o brilho da mesma o cegasse, dando tempo para eles.

— Onde fica a saída mesmo? – Lee perguntou. Para si todos os corredores eram normais.

— Sigam-me. – disse Temari, indo na frente para guiá-los.

Notas finais
Bom, por Senet ser um jogo complicado e antigo, e eu nem sei jogar xadrez, quem dirá um jogo de + de 2mil anos, pulei a parte porque seria complicado. Mas, se alguém quiser jogar damas, manda um pm kkkk Link do vestido: http://g02.a.alicdn.com/kf/HTB1lP2.IFXXXXcMXFXXq6xXFXXXx/-font-b-Girl-b-font-Greek-Goddess-Cosplay-font-b-Costume-b-font-White-font.jpg