Notas iniciais
Olha eu aqui em mais uma fanfic. Essa fanfic terá um pouco de mitologia grega, sim, mas não se preocupem que esse não será o foco todo, terá romance, lutas, intrigas, suspenso e o resto, mas admito logo que o romance será meio fraco, me focando mais nas lutas.
Esse capítulo me fugiu um pouco do controle, não esperava que fosse tão grande. Bom, alguns avisos: os nomes dos personagens que estiverem em parenteses são quem faz o “papel” do deus, no caso, abaixo teremos um exemplo logo de cara.
Qualquer dúvida é só me perguntar :).

Poseidon (Tobirama): – O irmão mais velho de Zeus e Hades é Poseidon, o deus do oceano. Morava em seu palácio no fundo do mar, junto a sua esposa Anfitrite. Com um movimento de seu tridente, causa terremotos e tsunamis – por isso os navegantes sempre rezavam para esse deus pedindo águas tranquilas e que lhes protegessem dos “monstros marinhos” (que eram as baleias). Poseidon vive procurando aumentar seus domínios em diferentes áreas da Grécia.



Há muito tempo, os homens cultuavam seus deuses. Os egípcios acreditavam na existência de seus deuses, tendo eles como deus supremo Amon; os vikings acreditavam na existência de seus deuses nórdicos, tendo como líder supremo Odin, pai de todos; alguns acreditavam em entidades, como Iemanjá; Indianos acreditavam em Alá; Japoneses, em Buda; tinham aqueles que acreditavam em um único Deus, este, com letra maiúscula, pois diferente dos outros, os Judeus, ou aqueles que seguiam a esse Deus, acreditavam que ele era onipresente, onisciente e onipotente.

Estavam todos enganados.

Havia ainda um povo. Aqueles que acreditavam na presença de vários deuses vindos da Grécia. Os deuses dos mitos e contos, os deuses gregos. Os tolos humanos não tinha ciência de sua existência, pelo menos, alguns deles. Os mais espertos os cultuavam e temiam, ou costumava ser assim...

Olimpo. O famoso Monte Olimpo. Lar dos deuses e deusas, mas também daqueles que os servem, bom, em parte. Eles não viviam no Monte Olimpo, o mais correto a se dizer é que viviam um andar abaixo, e só visitavam o lugar com a permissão de seu deus, em poucos casos.

Os humanos não os cultuavam mais, o que era perigoso para os deuses, mesmo de Dionísio a Zeus. Por não serem mais cultuados como eram, não receberem mais oferendas como recebiam, os deuses criaram os Servos: servos fiéis a seu deus ou deusa, que lutava por ele ou ela e os servia. Muito mais do que simplesmente servir um deus, o que já era tamanha honra para um Servo, sua outra função era proteger a Terra. Irônico, não? Proteger aqueles que os esqueceram? Porém, a benevolência dos deuses para com os humanos ainda existia, fato esse que era comprovado todos as manhãs, quando Apolo, em sua carruagem dourada e resplandecente, iluminava o mundo pelas manhãs, ou quando Ártemis, que trazia a lua para os céus, quando Apolo descansava de suas horas de trabalho.

Nenhum Servo possuía classe o suficiente para saber sobre a crianção dos Servos. Alguns gostavam de acreditar que eram filhos ou filhas dos próprios deuses, mas isso significaria que eram semideuses, o que não eram. Estavam uma “classe” abaixo dos semideuses, podendo receber ordens até dos mesmos, caso esses fossem filhos de seus deuses, mas pouquíssimos, para não dizer quase nenhum, sabiam sobre a existência dos Servos. Ainda havia outros que acreditavam que foram criados pelos deuses, e os que achavam que eram humanos, escolhidos e levados para o Monte Olimpo para servir aos deuses.

Os Servos, ao atingirem uma determinada classe, após escolher seu destino, podiam descer para a Terra, onde teriam o trabalho de defender uma cidade, podendo chegar até mesmo o país.

E hoje era o dia em que alguns se reuniriam para tal missão. Alcançado a classe A, os Servos já tinham autorização para ir à Terra, e com a permissão e indicação de seu deus, podiam exercer tal missão, a qual era uma grande honra e responsabilidade, pois se seu deus o permitisse ir partir para a Terra, significa que confiava em você, e para um Servo, o segundo maior sentimento que lhe domina é o reconhecimento de seu deus, logo após o dever de servi-lo, mesmo que com sua vida.

No andar inferior ao Olimpo, na área dos Servos de Apolo, um adolescente de dezesseis anos, pele branca, cabelo loiro e olhos azuis, como todo Servo do deus deveria ser: loiro dos olhos claros, uma vez que era assim que o deus era, preparava-se para sair. Passando por seus companheiros, alguns mais velhos, outros mais novos, mas todos homens, recebia os parabéns pelo privilégio de ir à Terra.

Sendo iluminado pelos raios de sol do local, sentia-se revigorante, não só porque desceria à Terra, mas também porque seu deus era o senhor do sol, então para si, se banhar nos raios de sol era a melhor coisa de acordar todas as manhãs, como se seu deus o tivesse dando forças.

Seu rosto era bonito, com três marcas em cada lado da bochecha, ferimentos de batalha, mas que servira para lhe deixar mais bonito ao ver das garotas. Fazia sucesso com elas, mesmo só tendo dito uma só namorada, a qual terminara quando essa foi para a Terra. Os Servos possuíam leis, tais quais não gerar descendência com humanos, assim como terem relações no Olimpo, mas como já dizia o ditado de Servos: “O que os deuses não veem, o que era ridículo, eles viam tudo, os deuses não punem”. Todavia, não gostava de quebrar as regras.

Andara tão distraído que já parara em frente ao lar dos Servos do deus supremo, Zeus. Noventa e nove por cento dos seus Servos eram arrogantes, pois achavam que eram maiores ou melhores do que os outros Servos pelo simples fato de servir a Zeus, o que realmente era uma honra maior ainda. O motivo de estar ali era que seu amigo, um dos um por cento que sobrava, não se achava tanto assim, então o chamaria para irem juntos, e foi o que fez. Colocou as mãos perto da boca com uma palma de frente para outra e gritou:

– SASUKE. – recebeu os olhares reprovadores dos outros Servos ali presentes. Sabia que poderia ir até o quarto dele, contudo, sabia que o amigo viria mais rápido se gritasse, mesmo que para gritar consigo.

E foi o que houve. Um moreno saíra de uma das casas, que por padrão era igual a todos as outras. Seus cabelos eram morenos, – óbvio – pele branca, olhos negros, que se olhados por muito tempo o daria medo. Era muito bonito, assim como Naruto, apesar de não ter o Talento de Apolo, o que o loiro possuía.

Apolo também era o deus da música, poesia, beleza masculina e da arte de atirar com o arco, portanto, seus Servos possuíam o que eles chamavam de Talento, que nada mais era que as características acima. Naruto ainda não despertara todos os seus Talentos, era péssimo com a música, com a poesia nem se falava, e era ruim com o arco, tendo apenas a beleza masculina, o que somada a sua beleza de nascença, era um ímã para as Servas. Já Sasuke, possuía o Talento de mulherengo, assim como seu deus era.

– Não precisava ter gritado, Naruto, eu estava de pé. – disse. Todos os Servos trajavam a mesma roupa: uma túnica, só variando de cor e modelo, mas a de Sasuke era igual à de Naruto, branca com a alça do lado esquerdo. Para lutarem, vestiam vestimentas especiais, e agora que partiriam em missão, suas roupas estavam em suas marcas, como uma espécie de baú.

– Ah, foi mal.

– É um dobe mesmo.

– Eu só estou ansioso, teme. Vai dizer que não está?

– Estou, e dá para ver que você também está, controla sua marca, por favor. – pediu, apontando para a mesma não mão direita do loiro.

– Foi mal. – coçou a cabeça, respirando fundo e fazendo com que o brilho da marca sessasse. A marca era o que identificava um Servo e a que deus ele servia, sendo a de Naruto um sol, Apolo, e de Sasuke um raio, Zeus. Também possuíam outras funções que aprenderam com os seus líderes, homens ou mulheres que alcançaram a maior classe entre os Servos, responsáveis, na maioria das vezes, pelos Servos e seu treinamento.

Caminhando para seu destino, o andar superior, mais especificamente a Câmara dos deuses, onde os mesmos se reuniam, passaram pela área que todo Servo passava para chegar na maioria dos locais: a área das Servas de Afrodite. Como Apolo, suas Servas eram todas mulheres loiras e de olhos claros, os únicos deuses que só possuíam Servos com um sexo. Se Apolo e seu Servos representavam a beleza masculina, Afrodite e suas Servas representavam a feminina, atraindo a atenção e paixão dos outros Servos, exceto pelos de Hera. A deusa esposa de Zeus colocara uma proteção nas marcas de seus Servos e Servas, para que estes não viessem a cair nos encantos dos de Apolo e Afrodite. Os Servos de Ártemis, por outro lado, possuíam uma proteção natural, dado que ela era o contrário dele.

– São lindas, não são? – perguntou Sasuke, parando para admirá-las. – São as Servas mais lindas de todas.

– Deixe Hera ouvir isso. – avisou o loiro.

– Olha para elas, dobe. Mas olha bem. – o loiro fez como o amigo pediu. – Umas com seios grandes, outras com a bunda grande, e outras com uma beleza extraordinária.

– Zeus deveria colocar uma proteção nos seus Servos também. – balançou a cabeça em negativa.

– As vezes eu acho que você é virgem.

– Ei. – falou, corado.

– Aí lembro que você realmente é.

– É contra as regras relações sexuais, lembra? Não estamos na classe. – perguntou, e as garotas perceberam o olhar sobre si.

– Oi, Naruto. Oi, Sasuke. – disseram em um perfeito coral, como se fossem belas deusas e ali fosse os Elísios.

– Oi, garotas.

– Como consegue não se apaixonar por nenhuma delas? – ignorou a pergunta anterior do loiro.

– Nos atraímos igualmente por causa de nosso Talento, então para mim é normal. – deu de ombros, continuando o caminho. Não queriam se atrasar para um dia tão especial.

– Sei, para mim tem algo aí. Na nossa última competição para ver quem beijava mais Servas, com apenas um beijo seu elas se apaixonaram. – disse.

– Eu lembro que venci aquela competição. – provocou.

– Vai sonhando. A última que você beijou já havia passado do tempo, então não valeu. – pararam de frente para o elevador, onde o moreno apertou o botão e ele se abriu.

De onde estavam podiam ver quase todo o lugar. A área dos Servos ficava no centro do andar, estendendo-se até a esquerda deles, no final da área do Servos; um pouco atrás dos elevadores, a floresta onde Ártemis e seus Servos se isolavam, a direita o coliseu, atrás deles, os elevadores, mais a frente na área dos Servos, onde os Servos de Poseidon vivem, um grande lago com um vasto rio para várias partes do local; acima, o Monte Olimpo. Cada área de Servos possuía uma estátua do deus, onde os Servos precisavam fazer uma oração para eles todos os dias, a maneira dos deuses não serem esquecidos.



Adentraram a grande construção que era a Câmara dos deus, de onde, no caminho para lá, era possível ver o andar deles, uma vez que só havia um caminho para a Câmara, e o resto seria como um grande vidro transparente, onde ninguém pisava para passar, até porque o caminho era grande o suficiente para vários Servos juntos.

Alguns Servos já estavam presentes, que assim como eles, iriam para a Terra, mesmo que não para o mesmo destino. Os outros chegaram, totalizando uns vinte e cinco, e dera a hora de começar.

Nem todos os deuses compareciam, até porque não eram todos os Servos que eram mandados para a Terra no mesmo dia. Ali, presentes, Sasuke conseguia identificar alguns Servos de Apolo, fora Naruto, outros de Ares, Hefestos, Hermes, Athena e Zeus, no seu caso.

– Todos os Servos dos seis deuses estão aqui? – perguntou a voz, e todos os presentes se ajoelharam com um joelho no chão. Apolo (Minato) era loiro, seus olhos eram azuis, sua aparência era bem jovem, e Sasuke vivia dizendo que Naruto era parecido com ele, o que o loiro gargalhava, pois todos os Servos pareciam um pouco com Apolo. O deus vestia suas roupas costumeiras: uma camisa azul, com o que seria uma saia masculina na cor branca, sandálias que ficavam entre seu joelho e seu calcanhar. Braçadeiras douradas enfeitavam seus braços.

– Sim. – responderam juntos.

– Escute, Naruto, como meu Servo, espero que se cuide na Terra e cumpre suas missões. – disse.

– Obrigado, senhor, mas peço que não se preocupe comigo. Colocarei em prática tudo que aprendi durante esses anos. – falou.

– Eles já foram? Eles já foram? – perguntou a voz, e os Servos olharam para a dona dela. Uma deusa loira, pele branca, olhos castanhos claros, jovem, seios grandes e com uma beleza tão grande que era considerada a mais bela de todo Olimpo: Afrodite (Tsunade). Vestia um vestido rosa com uma faixa amarela na cintura. Seus pés estavam descalços, e era possível ver uma tornozeleira em sua perna direita.

A mulher achou quem procurava, então foi a passos largos na direção da pessoa, o que o fez deixar uma gota de preocupação escorrer. Porém, sua surpresa foi quando ela pulou em cima de si e quase o desequilibrou, abraçando-o.

– E pensar que já está grandinho o suficiente para ir à Terra. – falou.

– S-senhora A-Afrodite, estou sem ar. – avisou.

– Afrodite, o que faz aqui? Nenhum de seus Servos irá à Terra hoje, não é mesmo?

– Eu? Você não deveria cavalgar pelos céus? – perguntou de volta, ainda com o loiro em seus braços.

– Eu deixei a carruagem no automático, mas não mude de assunto, solte meu Servo. – falou e ela fez um bico, soltando-o.

Naruto não entendia muito bem o motivo da deusa gostar tanto assim dele. Era só um Servo de Apolo, afinal. Talvez fosse pelo fato das Servas dela falarem muito dele, já saíra com pelo menos metade delas.

– Sinceramente, como consegue fazer com que até Afrodite goste de você? – perguntou Sasuke, baixo. – É um daqueles perfumes que os humanos usam?

– Como se as Servas de Afrodite vendessem.

– Começou sem nós de novo, Apolo. – reclamou Ares (Danzou). Era sempre assim quando via Apolo, sempre reclamava de algo. Aparentava ser um homem já entrando na idade, mas os machucados e ferimentos de guerra, que fazia questão de deixar pelo corpo para amedrontar seus inimigos, passavam a ideia de que ele ainda era um pouco mais jovem. Sua pele era branca, olhos negros que com certeza passavam o mal só de olhar e cabelos pretos. Não vestia uma camisa, apenas sua capa, o elmo, que desaparecia enquanto andava, sua saia cinza com a bainha em amarelo, joelheiras do mais forte aço, e sandálias pretas.

– Vocês demoraram. – limitou-se a dizer, enquanto via os outros deuses aparecendo.

– Tenta entregar correspondências para todo o mundo.

– Você é Hermes (Gay), o mais rápido de todo mundo. – falou. Sua pele era branca, olhos pretos, cabelo moreno, um pouco estranho, e sobrancelhas grandes. Em sua cabeça seu elmo dourado com um par de asas, igual suas sandálias. Sua roupa era uma só, na cor verde.

– O que não significa que posso estar em dois lugares ao mesmo tempo. – disse, parando próximo a ele. – E Hefestos?

– Diferente de alguns – os deuses, assim como os Servos, olharam para a entrada do local – eu ainda sou obrigado a andar até aqui.

– Poderia usar seus poderes de deus. – falou Hermes. Esqueça tudo que sabe sobre Hefestos (Sasori). Ouvira dizer uma vez que Hefestos era feio e por isso sua mãe o jogou do Olimpo, mas estavam enganados. Ele era um homem que aparentava ser bem jovem. Sua pele era branca, cabelos ruivos, assim como os olhos. Vestia uma saia cinza, uma camisa verde escura e sandálias que iam até o meio de sua perna.

– Meus poderes são exclusivos para minhas armas. – informou. – Vejamos. – estalou os dedos, fazendo com que as marcas dos Servos presentes brilhassem. – Agora estão prontos. Servos de Atena, como sabem sua deusa fica muito ocupada protegendo a Terra do Santuário, então vocês podem ir na frente. – de fato, Servos de Atena viviam na Terra com a deusa onde eram treinados desde jovens para servi-la. Alguns de seus Servos eram chamados de Cavaleiros, e possuíam uma classe diferente dos demais Servos. – Ela os instruirá! – disse. – Hermes, pode fazer as honras?

– Feito. – com um piscar dos Servos, os Servos de Atena se foram, tamanha a velocidade do deus mensageiro. Era incrível poder estar na presença de tantos deles, mas, ao mesmo tempo, assustador. A onipotência que os deuses passavam chegava a assustá-los.

– Enfim chegou, Hefestos. – falou sua mulher, Afrodite.

– Você quem saiu na frente, gritando: não perderei a saída dos Servos hoje por nada. – disse.

– Já que demorou poderia ter trocado de roupa. – com um movimento de sua mão, a deusa limpou as roupas do marido, que estavam suadas e sujas.

– Obrigado. – sorriu para ela.

– É raro vê-lo por aqui, senhor. – comentou Sasuke.

– Tenho que instrui-los, então precisei vir.

– Podemos? – perguntou Ares, ranzinza como sempre.

– Bom, crianças, eu explicarei para vocês o brilho que acabei de fazer em suas marcas. Como sabem, vocês vão precisar de armas, suas roupas de treinamento e outras coisas. Todas essas coisas estarão em suas marcas, e vocês só precisam invocá-las no nosso idioma, o grego. Elas servirão como tradutores, independente de onde estejam.

– Nossas armas também, senhor? – perguntou uma garota.

– Sim. – a voz chamou a atenção deles, que olharam para a entrada, vendo um loiro de olhos azuis adentrar a Câmara. Seu cabelo caía para seu olho direito, e suas roupas eram as mesmas de todo Servo.

– Deidara. – falou Hefestos. Deidara, Servo de Apolo e o único além de Hefestos e seus Servos, que viviam na Terra junto do deus, que tem autorização para criar armas, mesmo que elas só pudessem ser usadas uma vez. Talvez pelo fato dele ser um Akatsuki, liderado pelo deus.

Os Akatsuki eram o grupo de elite de todo Olimpo. Cada deus possuía um Servo de classe SS, que era membro do grupo responsável por derrotar os monstros mais perigosos, que normalmente precisariam de, pelo menos, quarenta Servos, dependendo de seus poderes e a quem serviam.

– Também vai conosco para a Terra, Deidara? – perguntou Naruto.

– Não, não. Só vim para lhe ver partir. – reverenciou seu deus e os outros, então Hefestos continuou:

– Como sabem, cada um de vocês possuem um poder de origem de seu deus, assim como uma arma. Minhas armas para vocês são especiais, se manifestam da forma que desejam, então muito cuidado. – alertou-os. – Por fim, lá não é como aqui. Vocês não poderão se movimentar livremente, por isso, quando precisarem, além de detectar monstros, suas marcas também servirão para criar uma área grande ao redor de vocês, selando os humanos para que não se firam durante a batalha e permitindo a vocês usarem todo seu potencial, quase como uma pequena parte do Olimpo.

– Quanto tempo se leva para dar explicações? – a voz onipotente fez com que os Servos colocassem o outro joelho no chão imediatamente. Zeus, deus dos deus. Os Servos precisavam colocar um joelho no chão para os outros deuses caso os vissem, mas, para Zeus, tinham que ser os dois. Seus cabelos eram brancos, pele branca e olhos pretos. Vestia uma túnica azul-clara, com uma mais escura em algumas partes, e um pano que usava na cintura, como um cinturão. Seus pés eram calçados por sandálias também azuis, em seus braços, duas braçadeiras douradas.

– Já terminamos. – informou Apolo.

– Não se esqueçam, se forem ter relações é só me fazer uma oração antes que dou uma “ajudinha” a vocês. – piscou, e os garotos não puderam resistir a corar. – E nada de engravidar humanas, é contra as regras.

– Lembrem-se que só precisão pensar no nome do local para onde querem ir. – explicou Hefestos. – Para onde vão? – olhou para Sasuke e Naruto, que se olharam antes de responder.

– Japão.

– Então podem ir. – disse Deidara.

– Vivam o fogo da juventude de vocês, com moderação, nada de esquecer da missão! – brincou Hermes. Isso mesmo, deuses também brincavam ou usavam de ironia.

– Servos –

Após passarem pelo portal, quando se deram por si, já deviam estar na Terra. Bom, no Olimpo não havia um estábulo.

– Chegamos? – perguntou uma garota que foi com eles. Era mediana, pele morena, cabelos castanhos, olhos verdes e dezesseis anos. Sua marca era uma espada, o que significava que seu deus era responsável pelas guerras no mundo, Ares.

– Parece que sim. – disse outro. Era um pouco maior que a garota, sua pele um pouco mais escura, cabelo moreno, olhos castanhos escuros e dezesseis anos. Sua marca eram um par de asas, representando Hermes.

– Por que to me sentindo tão mal? – perguntou Naruto, meio tonto.

– Calma, dobe, acabamos de chegar, ainda vai se acostumar. – falou.

– Espero que seja logo, por que sinto que minha cabeça vai explodir. – abraçou sua mochila e se pôs a andar para fora, seguido dos outros.

Não era dia, como no Olimpo, a noite já estava no céu graças a Ártemis, a deusa oposta ao deus de Naruto.

Olhando para o local, puderam ver que estavam em uma fazenda, como as que estudaram para estar ali. Não viam ninguém em um longo caminho. A única coisa que podiam ver na estrada era uma placa que apontava para Norte, e dizia: Tokyo.

– Mapa. – invocou. – Vamos para norte, Tokyo ou para sul?

– Vamos para sul. – disse a menina, e as marcas dos quatro presentes brilharam e já sabiam o que significava: um monstro, logo de inicio.

– Eu não estou em condições muito boas para lutar. – informou Naruto.

– É só um classe B, dobe, podemos cuidar sem sua ajuda. – como disse, o Sasuke era só um pouco arrogante, mas as vezes sua arrogância subia um pouco.

– Então eu vou abrir a área, pelo menos. – levantou a mão com a marca. – Barreira. – uma área os cercou, e para os quatro, parecia que estavam de volta para sua casa. O ar parecia o mesmo também, e foi como se tudo dentro da área dela estivesse paralisado. – Boa sorte.

Não demorou para acabarem com o monstro. Eram três níveis A contra um B, era a mesma coisa que tirar doce de criança, sendo que essa criança era um dragão mediano e quem retirara o doce dela era um Servo de Zeus, um de Hermes e outra de Ares.

– Fácil. – falou Sasuke. A área se desfez, e Naruto se juntou aos outros.

– Vamos? – perguntou a menina.

– Se encontramos um monstro no caminho, imagina no resto dele? – perguntou Naruto. – Acho melhor seguirmos para o Norte.

– Então nos separamos aqui. – disse o outro garoto. – Vejam se não morrem, Naruto, Sasuke.

– Vocês também, Nii, Akatsubaki. – falou com o garoto e a garota, respectivamente.

– Servos –

– Derrotar um classe B realmente é fácil, mas me pergunto até quando vão achar isso? – perguntou Ares, observando a cena.

– Não fale assim, Ares. – repreendeu Hermes.

– Todos vocês podem se retirar, menos você, Apolo. – disse Zeus. Um a um, os deuses se retiraram, só ficando o deus dos raios e o do sol.

– Pai.

– Seu Servo ir para a Terra foi atendendo a um pedido seu, e foi uma compensação, então sabe que ele deve ficar sobre controle.

– Sim, senhor.

– Espero estar me preocupando atoa, mas ele ter ido para a Terra já o deixou mal, espero que não fique pior!

– Peço que não se preocupe, se ele sair de controle, eu mesmo darei um jeito nele! – falou sério, não deixando margens para que o deus a sua frente não acreditasse.

– Coloquei meu Servo com ele para não chegar a isso. – falou. – Pode ir.

– Com sua licença. – desapareceu.

Notas finais
Bom, é isso. Aqueles que gostaram, convido-os a estarem aqui comigo todos os domingos, desvendado tudo que virá pela frente.
Ah, sei que o foco ficou um pouco muito no Olimpo, mas o próximo será um pouco diferente, então não se preocupem.
Recapitulando: Talento: se o deus também é considera o deus de outras coisas, como Apolo com a beleza masculina, o Servo herda isso, sendo chamado de Talento.
Marca: é o símbolo que identifica um Servo e a que deus ele pertence, fora suas outras funções.
Como disse lá nas NI, qualquer dúvida é só perguntar no comentário, pois ficarei mais do que satisfeito em respondê-las. Se tiver dúvidas sobre o “papel” dos deuses, porque pode ficar um pouco confuso, me perguntem, pois alguns personagens tem motivos para serem quem são, outros estavam sobrando (rs).
É isso, gente.