Servos e Humanos
14 Prólogo: Servos e deuses
Notas iniciais


“Do pó nascem os inimigos do Olimpo. Do pó nascem os vindos do Egito. Do pó nascem os deuses inimigos.”
27/06/2015, mais tarde.
— Quem é você, afinal? – perguntou, arfando. Mesmo sendo quem era, não podia se curar, e seus machucados só a impossibilitava mais de lutar.
— Uma pessoa que morrerá não precisa saber. – disse. Uma pedra atingiu seu rosto, e como se aquilo não fosse nada, pois de fato não era, olhou para quem a tacou, vendo um garoto ruivo parado no chão.
— Saía de perto da minha namorada, cara de ave. – gritou, pegando outra pedra no chão e atirando para o inimigo que voava.
— O que está fazendo aqui, idiota? Vá para um lugar seguro! – exclamou.
— Eu disse para sair de perto dela. – pegou outra pedra no chão, mas quando se levantou, viu o inimigo em sua frente.
— Quanta insolência. – disse, encarando-o. – Morra... – o inimigo materializou uma lança.
— Saía daí, Gaara! – tomou impulso no ar, voando rapidamente na direção dele. O garoto não conseguia se mover. Estava paralisado de medo.
— Humano. – colocou a arma para frente, atravessando sua barriga. Arregalou os olhos, e seu corpo caiu para trás, levando ambos ao chão. O inimigo desapareceu, tendo a certeza de que seu trabalho estava feito, matara quem fora ali para matar.
— I-no. – chamou.
[...]
— Servos e deuses –
Todos estavam no chão inconscientes, exceto si, que ainda mantinha um pouco da consciência, como se fosse obrigado a assistir os últimos momentos de Naruto, Shikamaru, Hinata e si próprio.
Não esperava que um pressentimento tão ruim pudesse levá-los para ali, senão não teria os reunidos, principalmente Hinata, que ainda nem fora consagrada uma Serva novamente, mas ela estava com Naruto e não queria ficar, e se ele estava se sentindo culpado por ela estar ali, imagine quem a levara.
— Vocês ousaram me desafiar como se meros Servos imundos pudessem contra mim, quem dirá com minha vantagem? A lua está a meu lado, e agora ela será testemunha do que acontece com os servos desses que se dizem deuses! – em sua mão se materializara uma pena, como as que eram usadas pelos antigos escritores antes da invenção da caneta. – Começarei por você, Serva da que se diz deusa da noite. – apontou para a Hyuuga.
— Hinata. – gritou Sasuke.
[...]
— Já chega! – bradou a voz, poderosa e familiar para os Servos. Aqueles que tinham forças para abrir os olhos se surpreenderam com o brilho dourado que viram cair entre o inimigo e Hinata. Seus olhos eram loiros e cabelos azuis. Não era possível ver nenhuma roupa, pois o mesmo era coberto por um brilho dourado. – Já se divertiu bastante, deus inferior? – perguntou com ironia.
— Outra dividade? – se perguntou.
[…]
Não acreditava no que ouvia. Era impossível, não? Era impossível, irreal até, que tal criatura vinda do oeste existisse. Nunca ouvira falar sobre isso.
— Servos e humanos –
27/06/2015, agora.
Acordou. Assustado e arfando, mas acordou.
Olhou no relógio do quarto e vira que já passara de meia-noite, então era dia vinte e sete.
Olhou para os lados, vendo que seu colega de quarto ainda dormia. Não estava entendendo nada, tivera um sonho, mas fora tão real. Quase como uma premonição. Não conseguia se lembrar de tudo, só que lutava contra alguém estranho, alguém que não parecia humano, mas com certeza não seria um Servo.
Só lembrava que alguém os salvava de serem mortos, mas aí... aí Hinata... morria!
Fale com o autor