Servos de Deuses

16 Capítulo 16 - Existem sátiros em NY! Uhu!


Notas iniciais
Desculpem-me! Estava sem imaginação esses dias. Mas aí vai um capítulo novo. Espero que gostem!

Acordei
com a luz do sol entrando pela janela do quarto do hotel. Depois de
todas as doses de vinho que eu tinha tomado, não lembrava muito bem
do que havia acontecido na noite anterior. Flashs do que tinha
acontecido na noite anterior, passavam a todo o momento pela minha
mente. Eu lembrava de ter subido para o quarto com o Ryan e ter
tomado muito, muuuito vinho, depois ele me jogou na cama e daí por
diante, não lembro mais de nada. Virei para o lado, crente que ia
encontrar Ryan ali. Mas o que eu encontrei foi uma rosa e um bilhete
que dizia:

Querida
Rose,

Desculpa
por ter saído assim, sem avisar, mas recebi um chamado no meu

distintivo
e tive que ir. Prometo que estarei aí logo. Não demorarei muito.

Eu
prometo! Qualquer problema, eu estou com o meu celular.


Beijos,


Ryan

Para
quem acaba de acordar e espera ver o seu marido ao seu lado, foi uma
grande decepção. Mas eu entendia ele. Era o seu trabalho. Pelo
menos ele tinha deixado um bilhete e uma rosa vermelha, que por sinal
era muito cheirosa, para compensar.

Tomei
um banho, troquei minha roupa, e desci para tomar o café da manhã.
Comi waffles e bebi um capuccino e depois decidi que iria dar um
passeio pelas arredondezas. Eu não conhecia Nova York, mas e daí?
Eu podia me virar sozinha. Saí sozinha pelas ruas movimentadas de
Nova York. Estava me cansando de andar sem propósito algum quando
ouvi gritos e algo parecido com um balido vindo de um beco sem saída.
Devagarzinho, fui até o lugar de onde via o som e encontrei um cara
de uns 3 ou 4 metros de altura tentando pegar um garoto que devia ter
8 ou 9 anos e um SÁTIRO! Nunca pensei que iria encontrar um sátiro
em Nova York! O garoto chorava aterrorizado, encolhido no canto do
beco e o sátiro tentava parecer heroico, mas estava na cara que
também estava morrendo de medo. Com cautela, eu armei meu arco e
flecha e disparei uma flecha de bronze celestial contra o gigante.
Ele soltou um gemido de derrota e se transformou em uma chuva de pó
dourado. O sátiro me olhava surpreso, com os olhos arregalados e o
garoto ainda chorava assustado.


Calma!
Eu não vou machucá-los! Só quero ajudar! — eu disse quando o
sátiro deu um passo para trás.

Q-quem
é você? O-o que você quer? — ele perguntou hesitante

Meu
nome é Rosellie Johnson. Mas pode me chamar de Rose. Eu só quero
ajudar vocês dois. Não vou machucá-los eu juro pelo Rio Estige.

Você
jura pelo Estige? Só nós e os deuses juramos pelo Estige. Você é
uma mortal comum! Como sabe da existência do Estige?

Quem
lhe disse que eu sou uma mortal comum? Uma mortal comum tem uma
aljava cheia de flechas de bronze celestial? Eu acho que não.

De
onde você tirou essas flechas? E como sabe que são de bronze
celestial?

São
minhas. Eu as ganhei junto com o arco, antes de chegar a Terra. Sei
muito bem o que elas não podem ferir mortais comuns. Só ferem
monstros, deuses, criaturas mitológicas e semideuses. Ou meio
sangues se você prefere assim.

O
que quis dizer com “antes de chegar a Terra”?

Você
não vai acreditar. Vai dizer que sou louca se eu lhe contar. Mas eu
sou uma helena. Vim de um planeta chamado Hélade. Sou serva de
Apolo. Por isso o arco e flecha e não uma espada, uma lança ou uma
adaga.

Se
você vem de Hélade, por que não fala grego? E o que faz aqui na
Terra? Por que não está no seu planeta?

Eu
falo grego e latim. Mas aprendi o inglês antes de vir para cá. Vim
para a Terra porque meu próprio irmão me expulsou do meu planeta.
Se eu voltar para lá ele me mata. Mas eu não quero voltar para lá.
Não agora que eu casei e sou feliz.

Você
precisa vir comigo! Eu preciso apresentá-la a Quíron. Ele vai
pirar! Quantos anos você tem?

20.
E aonde vamos?

Ao
acampamento meio sangue. Fica em Long Island. Não é muito longe
daqui. Só precisamos de um transporte.

Que
tal um táxi? Eu mesma pago. Qual é o nome do menino?

Ah!
O nome dele é Drake. Ele é um meio sangue. Eu tenho que levá-lo
para o acampamento em segurança. Mas com esse monte de monstros
fica difícil. Vamos?

Me
esperem aqui! Acalme o Drake que eu já volto. Vou pegar uma
coisinha no meu quarto e já volto. Ele fica logo ali. Prometo que
não vou demorar.

Corri
para o hotel, mandei uma mensagem de texto para o Ryan e deixei meu
celular em cima da cama. Peguei uma bolsa e enfiei lá dentro, umas 5
mudas de roupa, alguns dracmas e alguns dólares que eu tinha
guardados. Eu senti que podia confiar no sátiro e coloquei na bolsa
a minha tiara e um antigo vestido. Enfiei na mala também, uma escova
e um pente de cabelo. Botei a bolsa em um dos ombros e quando desci,
pedi a recepcionista para ela avisar ao Ryan que eu tinha saído, mas
não ia demorar muito. Corri de volta para onde o sátiro e o garoto
estavam e chamei um táxi para nós. No caminho, conversei com o
garoto e ele me disse que não fazia ideia do que estava acontecendo
e que estava com muito medo de que outro monstro o atacasse
novamente. Eu o tranquilizei e lhe disse que enquanto ele estivesse
conosco, nada de ruim iria lhe acontecer. Ele pareceu um pouco mais
aliviado e me contou que só aceitara vir com o sátiro porque não
queria voltar para casa, pois tinha medo do namorado da sua mãe.

Quando
chegamos ao lugar onde ficava o acampamento, o motorista disse que
era apenas uma fazenda abandonada e me perguntou se eu tinha certeza
de que eu queria ficar ali. Eu disse que sim e paguei-lhe a viagem.

Peguei
a mão de Bruno e atravessamos a rodovia. Depois que atravessamos foi
que eu percebi que havia um imenso portal dourado escrito bem grande:
Acampamento Meio Sangue. O sátiro e Bruno entraram sem problemas,
mas eu não conseguia entrar. Alguma coisa me impedia. O sátiro ao
perceber isso disse:


Eu
dou a permissão para você entrar.

Automaticamente
o campo de força se abriu e me deixou entrar. O sátiro nos conduziu
até o lugar que eles chamavam de “casa grande”. Enquanto eu o
seguia, observava o que acontecia ao redor. O acampamento era enorme!
E tinham muitas crianças nele. Algumas treinavam esgrima, enquanto
outras treinavam arco e flecha ou passeavam em pégasos. Faziam anos
que eu não via uma cena dessas. Era como estar novamente em Hélade.
Nunca senti tanta falta de Hélade quanto naquela hora. E não eram
só as crianças que me faziam sentir falta de lá. Tudo fazia. Desde
o cheiro de natureza até a arquitetura dos edifícios. Percebendo a
minha cara de nostalgia, o sátiro me perguntou:


O
que foi? Saudades de casa? Faz quanto tempo que saiu de lá?

5
anos. Apesar de ser daqui que herdamos nossa cultura, ainda morro de
saudades de lá. Eu queria saber como está o planeta agora. Agora
que meu irmão tomou o poder.

Seu
irmão tomou o poder? Como assim?

Depois
eu te explico! Quíron deve estar esperando por nós! Vamos logo!

Paramos
diante de um casarão de mármore branco e entramos.

Notas finais
Vamos lá! Reviews. Juro pelo Rio Estige que quanto mais reviews eu receber, mas rápido eu posto o próximo capítulo.