Notas iniciais
Droga, eu não lembro se eu já postei esse capítulo OTL Pra Dani unnie ♥

KyuHyun demorou alguns segundos para processar o que havia sido dito, e mesmo assim precisou de alguma ajuda.

— Peraí... Falindo? Como assim falindo?

— Eu me deixei levar, Kyu... Eu devia ter prestado mais atenção... Com a trapaça do DongHae eu tive que comprar a exclusividade e o silêncio de cada um dos fornecedores, e isso não foi nada barato. Você me fez demitir e recontratar uma equipe inteira de cozinheiros. E as extravagâncias do Zhou Mi... Estão levando quase todo o nosso lucro. Além de que eu precisei de muito dinheiro pra roubar ele do DongHae... Acho que eu devia ter te escutado, Kyu, talvez eu não devesse ter contratado ele... — KyuHyun ouvia tudo atentamente enquanto tiquetaqueava algo na cabeça.

— Bem, dependendo quanto é o nosso débito, talvez eu possa ajudar em algo...

— 2 milhões de dólares.

— QUÊ?! SIWON, COMO VOCÊ DEIXOU ISSO ACONTECER?

— Eu não sei, Kyu, eu não sei... Mas olha, não vai adiantar nada brigar comigo, eu preciso arranjar uma solução. E rápido. Ou não teremos dinheiro nem pra comprar ingredientes daqui a um mês.

— Que tal aumentar o valor dos pratos? — sugeriu.

— É a mesma coisa que escrever “Precisamos de dinheiro” ao invés de “Menu” na capa do cardápio.

— Então... E se a gente cortar algumas coisas do cardápio?

— Não vai adiantar nada, Kyu. Se a gente vender esses pratos, ganhamos mais dinheiro do que o que é preciso pra comprar os ingredientes deles, se a gente tirar, perdemos qualquer chance de lucro... — KyuHyun pensou mais um pouco, mas não conseguiu chegar a nenhuma solução efetiva. Suspirou, olhou para o relógio e de volta para Siwon.

— Eu preciso ir agora, mas eu vou pensar em algo. Vai dar tudo certo, Siwonnie, você vai ver. Nós levantamos esse restaurante sozinhos, não foi? Isso não é nada. A gente vai conseguir. — estendeu o punho fechado, no qual Siwon bateu com o seu próprio.

— Ah, e Kyu... — Siwon chamou, antes que KyuHyun saísse. O chef se virou para escutá-lo. — Não comente com ninguém, tudo bem? Nem com Zhou Mi. Do jeito que as coisas estão, se DongHae souber dessa situação estamos acabados.

— Pode deixar, Wonie. — assegurou, antes de sair.

De volta à cozinha, todos continuavam concentrados em dar os toques finais em seus pratos. Encostou-se à bancada de HeeChul, que decorava seu prato com algumas gotas de creme de leite fresco e um arranjo de ervas no centro. O chef levantou a cabeça lentamente, receoso, e disse precavidamente:

— Eu não fiz nada. — KyuHyun soltou uma risada única, e disse:

— Não, você não fez. Exatamente isso. Não tenho mais visto você tentando assassinar o Ryeowook, o que aconteceu? — HeeChul engoliu em seco e corou, gaguejando para encontrar as palavras.

— A-ah, é que... é que... Nós fizemos... uma aposta! Isso, uma aposta! De quem conseguia ficar mais tempo sem encher o saco do outro, foi isso. — e sorriu tentativamente convincente.

— Claro. — KyuHyun respondeu, com um sorriso de canto e um olhar semicerrado. Ficou curioso para saber o que acontecera entre aqueles dois, descobriria, mais cedo ou mais tarde. Deu uma volta pela cozinha e viu que a os pratos, em sua maioria, já estavam prontos. Foi até a frente da cozinha e pediu:

— Os que já terminaram seus pratos, venham até esta bancada. — Um a um, os cuisiniers foram até a comprida bancada que delimitava a cozinha e colocaram suas sopas lá. KyuHyun provou cada uma delas, fazendo observações, críticas e elogios. SungMin parecia cada vez mais nervoso à medida que sua vez chegava. Quando KyuHyun finalmente foi até ele, olhou a sopa de aparência rústica e camponesa com estranheza. Não levava nenhuma guarnição, ou decoração, era apenas um caldo delicado com legumes cortados em pedaços pequenos.

— SungMin, o que é isso? — o garoto não respondeu, apenas baixou a cabeça e mordeu o lábio inferior, esperando alguma repreensão. — Eu não entendi o seu prato. Pedi uma sugestão de sopa para ser usada em um festival e você me faz uma sopa de dona de casa da roça, sem estética ou sofisticação nenhuma! — Suspirou, esperando um esclarecimento que não veio. De qualquer jeito, encheu uma colher do caldo e levou à boca, com alguns pedaços dos legumes.

Surpreendeu-se. Do jeito de quem come de olhos fechados, provou algo completamente diferente do que imaginara. A sopa rala, pobre em aparência, tinha um sabor extraordinário. Sentia o frescor de ervas finas e a pungência de temperos bem escolhidos. Era forte e delicado, apimentado e suave, tudo ao mesmo tempo. Os legumes davam um toque acolhedor, atenuante, neutro no meio daquela miscelânea de sabores.

O par de pequenos olhos negros o fitava com ansiedade, esperando alguma coisa, qualquer coisa. Mas KyuHyun apenas lhe deu um sorriso, e passou para o próximo prato.

=^^=

No fim daquela manhã, KyuHyun foi ao escritório de Siwon antes de ir para casa.

— E então, já conseguiu pensar em algo? — o chef perguntou. Siwon lhe deu um olhar pesaroso.

— Bem, Kyu... Eu pensei em todas as maneiras, e achei só uma solução que fosse menos arriscada. Mas... talvez você não goste muito.

— O que? — perguntou com preocupação e curiosidade.

— Eu acho que nós teremos que desistir do festival. — KyuHyun pensou por um momento.

— Entendo... O que você pretende dizer à imprensa? — ele perguntou, entristecido.

— Ainda não sei. Eu vou conversar com a responsável pelo festival, que felizmente é uma grande amiga minha, para retirar a nossa participação. E então eu vejo o que vou fazer. — KyuHyun assentiu, começando a se conformar.

— Eu vou pra casa. Se precisar de alguma coisa, tô no celular.

Passou pela cozinha para sair pela porta dos fundos e avistou SungMin em sua bancada. Parecia frustrado com algo, segurando algo em sua mão esquerda e uma faca em sua mão direita. Não viu KyuHyun se aproximar, e tremeu de susto ao ouvir a voz dele atrás de si.

— O que o aborrece tanto, SungMin-ssi? — não precisou de resposta alguma depois de ver a tentativa falha de uma rosa feita de tomate sendo esmigalhada em sua mão. KyuHyun riu soprado, e ele virou o rosto, emburrado.

— Não fique chateado, são poucos os que conseguem de primeira. — consolou. Mesmo assim SungMin suspirou, derrotado. — Por que parece tão preocupado com isso? — perguntou.

— Porque você detestou a minha sopa só pelo fato dela não ter nenhum enfeite. — admitiu, parecendo corajoso, mas estava receoso pela reação do chef.

— Eu disse que detestei? — desafiou, inclinando a cabeça.

— Não, mas... Você não disse nada, então eu achei que... Ficou tão ruim assim? Por favor, me diz alguma coisa... — pediu, com grandes olhos de cachorrinho. KyuHyun riu.

— Não vou dizer nada, você pode acabar ficando convencido se eu disser. — aquilo era um elogio subliminar? Devia ser, porque foi o suficiente para deixar SungMin feliz. — Por que você não faz o seguinte: na terça-feira, depois do turno, você fica mais um pouco e eu te ensino todas as guarnições que existem nesse mundo.

SungMin abriu um sorriso enorme; seria ensinado pelo próprio chef executivo e isso o deixou imensamente feliz.

— Combinado?

— Combinado! — disparou. Faltava só a cauda abanando, KyuHyun pensou. Despediram-se brevemente e KyuHyun saiu.

No caminho para casa, parou em uma pizzaria e comprou uma Marguerita grande apenas para si mesmo, e levou consigo ao invés de comer no lugar. Tudo bem, talvez ele tenha comido uma ou duas fatias no restante do caminho.

Chegou no apartamento jogando suas coisas por qualquer superfície pela qual passava. Colocou a pizza em cima da mesinha da sala e foi para o quarto vestir uma roupa confortável. Terminava de amarrar o cordão da calça de moletom quando a campainha soou. Estranhou, mas puxou uma camisa qualquer do cabide e foi atender a porta. Abriu-a enquanto puxava a peça pela cabeça, por isso não pode ver de primeira quem era, mas um instante depois se deparou com o olhar de lobo mau de Zhou Mi, que prestava atenção minuciosa no vislumbre que teve do torso nu de KyuHyun.

— Zhou Mi? — perguntou mais para si mesmo; fazendo uma expressão de quem se perguntava se havia se esquecido de algo. Mas isso arrefeceu Zhou Mi instantaneamente.

— Nossa, que alegria em me ver. Só não vou voltar porque já vi que tem pizza.

— Ah, não, não é isso! É só que... eu não lembrava que você vinha. Mas vem, entra! — abriu a porta e lhe concedeu passagem. — O que trouxe aí? — perguntou, vendo a sacola preta de material resistente em sua mão.

— Hmmm... Surpresa... Você vai descobrir assim que vier aqui e me der um beijo. — disse, e puxou KyuHyun para perto pelo pulso. Entreolharam-se com expectativa por um tempo que se tornou ligeiramente constrangedor para KyuHyun. Zhou Mi, por sua vez, se divertia.

— Então... acho que agora é a parte em que você vem aqui e me beija. — disse, sarcástico.

— A-ah... t-tá bom. — disse o outro canhestramente. Ergueu as mãos hesitante e as colocou no rosto de Zhou Mi, pensando ser a coisa certa a fazer. Mas parecia estar aplicando um pouco de força demais, pois a boca do chinês havia formado um bico engraçado. Suavizou a pressão até que a expressão dele parecesse normal de volta e beijou-o rapidamente, apenas um tocar ligeiro de lábios.

— Ah, Kyu, você só pode tá de brincadeira. Você nunca namorou na sua vida, não? — perguntou, incrédulo.

— É claro que já! — respondeu imediatamente, e corou. Realmente, havia namorado brevemente algumas meninas em sua época de escola. E Jung MinAh, é claro. Mas Zhou Mi era diferente. Era homem, e mais experiente, e fazia KyuHyun se sentir despreparado, inseguro, sem saber o que fazer. Pigarreou, tentando esconder o embaraço, ato que o outro achou extremamente fofo.

— Então devia saber que é assim que se faz. — enterrou os dedos nos cabelos de KyuHyun e trouxe-o para si, atacando sua boca com voracidade. Colocou a outra mão na base de suas costas, pressionando-o ainda mais contra seu corpo. Sugou e mordeu seus lábios repetidas vezes, até deixa-los rubros, e então passou à pele alva do pescoço, com a mesma intenção. Só parou quando percebeu que KyuHyun estava meio aturdido. Voltou à boca e beijou-lhe doce e lentamente, dando a ele a chance de se recompor pouco a pouco.

Quando recuou para olhá-lo, KyuHyun ainda estava um pouco ofegante e desorientado. Afagou o cabelo dele e disse baixinho:

— Aprendeu? — KyuHyun riu fracamente e bateu em seu ombro.

Na sacola, Zhou Mi trouxera, para o deleite de KyuHyun, uma garrafa de um bom vinho italiano, que cairia perfeitamente com a pizza, algumas frutas variadas, uma barra grande de chocolate belga e alguns filmes.

— Fondue? — KyuHyun perguntou ao ver as frutas. Zhou Mi apenas sorriu com uma malícia gritante e logo ele se lembrou da noite em que o chinês o levara para sua casa, e sobre os morangos com chocolate que dividiram. Imediatamente, KyuHyun assumiu uma expressão carrancuda.

— Sem graça. — disse, e Zhou Mi riu.

— Ora Kyuuu, não fique aborrecido... Vai dizer que detestou dormir comigo? Até ganhou um café da manhã delicioso... — provocou.

— Deixa de ser idiota, Zhou Mi. — disse, mal-humorado.

— Tudo bem, tudo bem. — riu mais um pouco — Mas só porque não quero que a pizza fique fria demais. Vamos comer, traga os pratos enquanto eu abro o vinho.

Comeram quietamente, com Zhou Mi vez ou outra mexendo nos pés de KyuHyun com os seus próprios por baixo da mesa. Recebia sempre como resposta um revirar de olhos ou um chute. Comeram algumas frutas de sobremesa e decidiram deixar o fondue para mais tarde.

Acomodaram-se no sofá para assistir aos filmes. Depois da folga de Zhou Mi de se deitar no sofá macio e ainda pedir um cobertor, KyuHyun se sentou em uma das poltronas. O chinês levantou a cabeça e olhou pra ele:

— Não, KyuHyun. Sério? — questionou. KyuHyun não entendeu a reação dele, e perguntou ingenuamente:

— O quê?

— Eu não trouxe filmes pra assistir com você pra você ficar sentado nessa poltrona e eu aqui. — protestou. — Vem, deita aqui comigo logo. — mandou, com falsa braveza. KyuHyun riu da manha e foi até ele, aconchegando-se a ele no sofá que era grande o suficiente para os dois.

Zhou Mi passou o braço pela cintura dele e inseriu os dedos por baixo da camisa dele, fazendo carinho em seu abdôme. KyuHyun, no entanto, recebeu a carícia com um espasmo, e deu um tapa na mão do outro, cobrindo aquela parte de seu corpo com as mãos.

Aquilo foi o suficiente para Zhou Mi deixar o filme de lado para algo que seria bem mais divertido. Afastou as mãos de KyuHyun e substituiu pelas próprias, com dedos ligeiros que o fizeram se retorcer ao primeiro toque e gargalhar alto, tentando afastar o toque. KyuHyun se debateu tão vigorosamente que as mãos de Zhou Mi não conseguiram segurá-lo quando ele rolou para fora do sofá e aterrisou no tapete com um baque surdo. O chinês soltou uma gargalhada, mas ao mesmo tempo parecia preocupado.

— Você tá bem? — perguntou ao chef que ofegava no chão. KyuHyun lançou-lhe um olhar maligno que fez um arrepio subir por sua coluna e sentir uma pontinha de arrependimento por ter começado aquilo. Começou a ficar nervoso depois do quinto segundo em que KyuHyun o olhava fixamente, e quase se assustou quando, de repente, ele se levantou do chão e pulou em cima dele no sofá, prendendo-o com uma perna em cada lado de seu quadril, revidando as cócegas, sem nenhuma intenção de parar, mesmo quando Zhou Mi começou a gritar como uma garota, o que o fez gargalhar também.

A única coisa que o deteve foi o barulho de chaves caindo no chão atrás de si.

Ergueu-se um pouco e olhou para trás, para ver quem era.

Ahra não sabia bem para onde olhar. Não parecia aterrorizada, ou enojada, ou até mesmo surpresa. Estava sobretudo impassível, e um pouco constrangida, claro, afinal, era ali o seu irmão fazendo cócegas em outro homem adulto, sentado em seus quadris. E KyuHyun estava completamente ciente disso.

— Ah... n-noona. — gaguejou pela insegurança. Zhou Mi era quem se sentia mais desconfortável. Sentou-se e tirou KyuHyun de seu colo com delicadeza, sentando-se decentemente no sofá, sem olhar para Ahra.

— Eu só... — ela começou, vacilante. — vim pegar seu saco de confeitar emprestado, SunKyu quer me ajudar a decorar o bolo... — ela grudou os olhos no chão permanentemente desde que começara a falar.

— Ah... claro, tá... na gaveta do meio da primeira bancada. — Ele também evitava olhar para ela.

Depois de vários segundos, Ahra voltou e encontrou Zhou Mi sentado no sofá e KyuHyun na poltrona ao lado, olhando fixamente para a frente, parecia nervoso. Ahra sabia que devia dizer alguma coisa. Ela suspirou e começou.

— Olha... eu não estou brava com você ou qualquer coisa do tipo, tá? Não é como se eu não desconfiasse. — admitiu.

— O quê? Você... — KyuHyun piscou repetidamente, tentando entender.

— Vou deixar vocês conversarem. — Zhou Mi disse, sem graça. Levantou e foi para a cozinha, recebendo um sorriso reconfortante e agradecido de Ahra no caminho.

Ahra suspirou e sentou no braço da poltrona onde o irmão mais novo estava, com um olhar apreensivo. Ela pensou um pouco antes de começar a falar, procurando um jeito daquilo não ser mais desconfortável ainda para os dois.

— O que… o que você quis dizer com aquilo? — ele perguntou, confuso.

— Bem, Kyu… Sei lá, eu sempre tive essa sensação, principalmente porque você nunca saía com meninas, e a única pessoa com quem você realmente saía era o Siwon, e… você sabe... eu sei que ele dormiu algumas vezes aqui…

— O quê?! Você achou que eu tava com o Siwon?! Que nojo! — esfregou o pescoço com uma mão e virou o rosto, escondendo o rubor em sua face ao pensar na ideia, mesmo sem querer. Ahra riu e bagunçou o cabelo dele.

— Bem… de qualquer jeito, você é o meu irmãozinho e eu amo você. Mamãe e papai já sabem?

KyuHyun gemeu lamuriosamente, só de pensar.

— Não, mas não conta pra eles até eles voltarem da Rússia, tá bom? — ela assentiu, compreensiva.

— Tudo bem, vou deixar você contar. — Deu um beijo em sua testa e foi caminhando até a porta, dizendo: — SunKyu vai adorar a novidade de ter mais um tio!

KyuHyun tentou impedí-la, mas não conseguiu nem terminar o "mas" que saía de sua boca antes que ela saísse pela porta da frente. Assim que ouviu a porta se fechar, Zhou Mi voltou até a sala e se abaixou na frente da poltrona onde KyuHyun estava.

— Tá tudo bem? — perguntou cuidadosamente.

— Tá sim, eu... — interrompeu-se por um momento e esfregou o rosto — só tô tentando processar tudo o que aconteceu.

— Pensa que poderia ter sido pior. Você teve sorte dela ter aceitado tão tranquilamente assim. — segurou a mão dele para confortá-lo. — Tá tudo se encaixando agora, vai ficar tudo bem. — KyuHyun assentiu, concordando. Zhou Mi puxou-o para um abraço demorado e KyuHyun só então se sentiu seguro. Aproveitava os braços que o envolviam até Zhou Mi murmurar em seu ouvido, maldoso:

— Então quer dizer que o Siwon dormiu aqui com você? — KyuHyun revirou os olhos e se separou dele com um leve empurrão impaciente.

— Não começa, Zhou Mi.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.