Service À La Française
6 Plateau de fromages: Kiri
Notas iniciais
Primeiramente, AGORA SIM O HIATUS TÁ VALENDO. Agora, só depois do dia 9.
Antes que eu esqueça de novo, eu preciso pedir desculpas por ter esquecido de/e agradecer à Teg por ter me ajudado com o capítulo anterior. Te amo, bebê.
Esse capítulo é especialmente dedicado à Teg e a SunKyu.
Mas não deixa de ser dedicado à todos os leitores lindos que eu tenho. Sei os nomes de todos vocês, viu? Só que eu tô com preguiça de listar.
ENFIM.
Explicando o título: Kiri é um tipo de queijo, tipo Polenguinho, que eu achei e amei quando fui pra Suiça. Ele é tipo, feito pra crianças, o que tem a ver.... esquece.
BEM, BOA LEITURA =D
Estar inatingível não significava ter paciência para aguentar intromissões em seu trabalho. Assim que colocara os pés na cozinha, TaeMin viera em seu encalço, com o cabelo preso num rabo de cavalo desfiado e desarrumado, usando uma veste semelhante ao seu próprio uniforme numa versão azul bebê com um broche de cupcake na gola. Perguntou isso e aquilo, pra quê servia, como se fazia, que gosto tinha. KyuHyun deu graças quando o garoto decidiu ficar entretido com os doces e sobremesas de RyeoWook.
— HeeChul, pegue as noisettes para mim, por favor. — pediu, acomodando-se no espaço reservado especialmente ao chef.
— Sim, chef. — chegou um pouco mais perto e murmurou, receoso. — Por quanto tempo ele vai ficar aqui? — olhou discretamente para TaeMin, que passava ao lado dos dois em direção à cozinha oriental.
— Ele vai passar o dia aqui. Então trate de dar o melhor de si e causar uma boa impressão. — sibilou. — E por que minhas noisettes ainda não estão aqui?
— Sim, chef, é pra já. — disse, fez uma reverência e se retirou, indo fazer imediatamente o que lhe foi mandado.
Enquanto esperava o boucher voltar, começou a afiar uma faca. Lembrou-se com má vontade de TaeMin, que havia atravessado a cozinha momentos antes. Procurou-o, querendo saber o quanto ele estava importunando Zhou Mi também. Encontrou os dois frente a frente, atrás da bancada do chef chinês, sorrindo um pro outro. O mais alto procurou algo em volta, pegou uma colher de pau num dos suportes, olhou para o pequeno à sua frente que lhe fitava com curiosidade, e com o que tinhas em mãos, e dizendo algumas palavras levou-lhe a um ombro, depois a outro, deu a colher a TaeMin e por fim, tirou o próprio chapéu da cabeça para colocar sobre os cabelos ruivos. Disse mais algumas palavras e sorriu, deixando o ruivo eufórico, dando pulinhos e batendo palmas. O mais novo apontou com a colher para a bancada e Zhou Mi assentiu veemente, gesticulando. TaeMin aproximou-se e pegou a faca, olhando para a tábua de cortar. O chinês veio por trás dele e propositalmente direcionou seu olhar a KyuHyun, com um sorrisinho que foi respondido com um olhar semicerrado.
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— Chef-Zhou-Mi! — TaeMin chegou, com um sorriso enorme. Zhou Mi deixou o que estava fazendo para lhe dar atenção.
— Ah, olá TaeMin-ssi! Está gostando da sua visita à nossa cozinha? — perguntou cordialmente.
— Sim, parece tudo tão divertido! — Zhou Mi riu da resposta entusiástica.
— Gostaria de tentar? — o menor sacudiu a cabeça positivamente. — Então... — olhou em volta, pegando uma colher de pau que estava próxima. — Pelo poder concedido a mim por... Choi Siwon, que me contratou, eu o nomeio... — pousou a colher em um ombro do garoto — meu sous-chef temporário — e no outro. Entregou-a a ele e tirou seu próprio chapéu, colocando-o na cabeça do mais novo. — O que você quer tentar fazer?
TaeMin apontou para a tábua de cortar, onde tinha um maço de cebolinhas picado pela metade. Pegou a faca, mas não sabia muito bem o que fazer. Zhou Mi, com uma ideia repentina, pegou nas mãos dele, por trás, consequentemente colando as costas do menor ao seu tórax, e olhou para KyuHyun, lembrando-se da reação dele mais cedo. Sorriu maliciosamente, aproximando o rosto dos cabelos ruivos à sua frente, vendo o chef da outra cozinha semicerrar os olhos.
— Segure a faca assim... — cobriu-lhe as mãos com as suas, mostrando como deveria ser feito. — E deslize a faca suavemente, sem deixar a ponta desencostar da tábua. Use apenas o pulso. Assim... — ofegou no ouvido dele, ao que sentiu o garoto estremecer. TaeMin virou o rosto, ficando perigosamente perto do de Zhou Mi. O chinês sabia que aquilo era errado, o garoto, apesar de ser não muitos anos mais novo, parecia ser, o que tornava tudo aparentemente mais sujo. Ele mesmo desaprovava isso, mas era divertido. E KyuHyun era o que mais desaprovava, ele percebeu, visto que o viu com um olhar colérico e logo depois sair andando a passos pesados em direção a... Zhou Mi abriu um sorriso travesso, não tinha como ficar melhor.
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Depravados. Praticamente se agarrando. Isso é a cozinha de um restaurante três estrelas, não um bordel, pelo amor de Deus. KyuHyun pensava, furioso, enquanto escolhia alguns legumes para o mirepoix. Estava tão exaltado que nem percebeu onde estava.
— Não pensei que viesse tão rápido... — Oh, droga. Zhou Mi estava com um sorriso pretensioso encostado na porta fechada da câmara refrigerada. Andou languidamente até o chef da cozinha ocidental, vendo-o suspirar, revirar os olhos e depositar o recipiente com os legumes em uma superfície qualquer, tudo ao mesmo tempo.
— Ontem à noite...
— Que droga, Zhou Mi! — explodiu, fora dos limites de sua paciência — Diz logo o que diabos aconteceu noite passada, se você quer tanto falar disso! Conta, diz o que você quiser, mas para de ficar com essas insinuações e essas brincadeirinhas!
Zhou Mi ficou um pouco assustado com a reação dele, mas logo abriu um sorriso.
— Quer mesmo saber o que aconteceu?
KyuHyun hesitou por um momento. Se tivesse acontecido? Seria melhor saber ou não saber? Zhou Mi poderia de qualquer jeito, manipulá-lo, mas isso e ficar curioso era ainda pior.
— Tá, conta logo! — exclamou, antes que mudasse de ideia de novo.
O sorriso de Zhou Mi parecia estar prestes a atravessar os limites de seu rosto contendo ímpetos de bater palminhas de empolgação.
— Quer mesmo saber? Ah, Kui Xian, por onde eu devo começar? Vou fazer um resumo, já que você está tão curioso. Você estava impossível, ontem. Bêbado. Tsc, você não deveria beber. Comemos morangos juntos. E você fez uma bagunça com o chocolate... Todo lambuzado. Eu tive que te limpar todinho... — sibilou, chegando ainda mais perto, fazendo KyuHyun recuar, até encostar na prateleira dos legumes. — Depois... Eu te levei pra casa. Você queria ali mesmo, no sofá, mas eu não podia deixar. Você estava bêbado, eu tinha que cuidar de você. Eu tinha boas intenções, sinceramente. Poderia ter te deixado no quarto de hóspedes, mas no estado em que você estava, poderia precisar de algo durante a noite, então eu arrumei um lugarzinho bem confortável ao lado da minha cama. No começo, você se acomodou lá, mas antes que eu pudesse impedir, você tirou as roupas, isso me deixou ligeiramente chocado, — KyuHyun corou, amaldiçoando sua mania de dormir seminu. — então você engatinhou para a minha cama e... — Zhou Mi criou um suspense ao que o menor prendeu a respiração. Finalmente ele saberia o que acontecera na maldita noite passada. — Dormiu.
KyuHyun soltou o ar, atordoado. Estava aliviado. Sabia o que acontecera e que nada acontecera. Mas havia algo mais.
— O que? — Zhou Mi recomeçou. — Você parece meio desapontado, Kui Xian... — completou os pensamentos que KyuHyun não queria ter. — Bem, não aconteceu nada... — baixou o tom de voz e chegou mais perto, deixando seu rosto a centímetros do do outro, que o olhava surpreso. — Mas se você quiser que aconteça... — inclinou a cabeça para o lado, sentindo a respiração quente dos lábios entreabertos nos seus próprios. Era pra ser apenas uma última provocação, Zhou Mi gostava de vê-lo irritado e desconcertado ao mesmo tempo, era divertido. Mas algo nele não o deixava se afastar. Talvez os olhos escuros, que o fitavam com expectativa e receio, ou os lábios entreabertos por onde escorregava a respiração levemente ofegante. Parecia... tão submisso. Teria inconscientemente levado uma mão até a cintura dele, mas acabou esbarrando no recipiente que KyuHyun havia deixado ali próximo, fazendo-o se espatifar no chão. Zhou Mi se afastou num rompante, olhando pra qualquer ponto que não fosse o rosto de KyuHyun, e permaneceu assim até escutar os passos pesados até a porta, que fora aparentemente aberta por outra pessoa, já que foi ouvido uma ordem bradada para que limpassem os cacos de vidro.
KyuHyun evadiu pela porta da câmara um tanto alterado, e no caminho de volta à sua bancada particular, gritou com dois ou três cuisiniers desavisados que cruzaram seu caminho. Depois dele saiu um Zhou Mi um tanto frustrado. O mau-humor deles provavelmente não fora provocado pelos tomates, observava TaeMin, mordiscando um nougatine que surrupiara da bandeja de RyeoWook.
— Eles... não parecem se dar tão bem... — comentou, com o boulanger, que titubeou ao responder, afinal, um relacionamento de atritos entre os chefs principais não traria uma boa imagem ao restaurante.
— É... Bem... Não, isso é impressão sua! Eles se dão bem sim, muito bem! — exclamou, tentando soar convincente. O garoto semicerrou os olhos, olhando de um para o outro. Os dois pareciam estar concentrados demais em seu próprio trabalho. Colocou o resto do doce na boca, pegou a colher de pau que até então não largara, ajeitou o chapéu de Zhou Mi na cabeça e pôs-se a andar, a mente tiquetaqueando.
— Chef KyuHyun! Olha, sou um... um... su...sub...
— Sous-chef. — KyuHyun disse, e suspirou, parando o que estava fazendo para dar atenção ao garoto.
— Isso! O que quer que um sous-chef faça... — concluiu, em voz baixa.
KyuHyun riu internamente. Com um sous-chef daqueles, a cozinha oriental estava fadada ao fracasso.
— Então, senhor sous-chef da cozinha oriental do Maison Seoul, conte-me o que aprendeu. — pediu, sarcástico.
— Eu aprendi a... — encostou a colher nos lábios para pensar. — Ah! Aprendi a cortar cebolinha ao modo oriental! — contou, envaidecido.
— Cortar cebolinhas? Nossa, que criativo. — debochou. — Vem, vou te ensinar a fazer algo bem mais divertido. E gostoso. — pegou-o pela mão e puxou-o consigo. No meio do caminho, parou, olhou para o menor, arrancou sem cerimônia o chapéu da cabeça dele, jogando em uma bancada qualquer, substituindo pelo chapéu de um cuisinier que passava.
— Agora sim. — disse, e continuou puxando-o. Olhou para Zhou Mi que casualmente olhou-os. Abriu um sorriso maléfico, e pôde ver o olhar meio chocado meio suspeitoso do chinês antes de entrar na tal câmara refrigerada com TaeMin.
— Que tipo de chocolate você gosta, TaeMin-ssi?
— Hmm... Meio amargo!
— Meio amargo... Aqui. — puxou uma grande barra de chocolate meio amargo de uma prateleira que encheu os olhos do ruivo. Chocolates, de todos os tipos, dispostos em pilhas na prateleira.
De volta à cozinha, KyuHyun começou a derreter alguns tabletes do chocolate em banho-maria, sendo desnecessariamente auxiliado pelo principezinho, que mexia como lhe era instruído até que estivesse completamente derretido. Despejaram uma camada fina da calda sobre uma assadeira fria. TaeMin perguntou o que iam fazer, e o chef lhe disse para ser paciente. Assim que o chocolate esfriou e endureceu, KyuHyun tirou a colher de pau da mão dele e, com um sorriso de suspense, entregou-lhe uma espátula.
Pediu que ele firmasse a assadeira e, depois de colocar a mão esquerda na cintura dele, e segurar-lhe a mão direita, ensinou-o a, deslizando a espátula com cuidado, fazer cigarros de chocolate.
— Waaa, que legal! — admirou o menor. — Posso tentar fazer sozinho? — pediu, animado. KyuHyun recuou um passo, e ficou observando o garoto reproduzir com perfeição o que ele acabara de ensinar. Ao ver seu resultado, TaeMin deu bateu palminhas eufórico, comemorando.
— Muito bem, TaeMin-ssi! Isso não é muito mais legal que cortar cebolinhas? — perguntou.
— Muito mais legal! — pegou o prato onde haviam colocado os cigarros recém-feitos e olhou-os com um sorriso enorme. — Chef Zhou Mi! — chamou, correndo até a outra cozinha.
KyuHyun abriu um meio sorriso, observando qual seria a reação do chef chinês.
— Chef Zhou Mi! Chef Zhou Mi! — o garoto chamava, vindo em sua direção com um prato de sobremesa nas mãos.
— Eita, calma! O que você tem aí, TaeMin-ssi? — perguntou, com curiosidade.
— Olha o que o Kyu-ssi me ensinou a fazer! — estendeu a peça de porcelana, que o chef chinês analisou com atenção.
— Parecem deliciosos. Posso provar um? — perguntou, ao que o pequeno assentiu vigorosamente. Pegou um, mas ao invés de levar à própria boca, levou à boca do mais novo, induzindo-o silenciosamente a prendê-lo entre os dentes. Ergueu seu rosto pelo queixo e o virou para si, mantendo contato visual ao morder a outra extremidade do chocolate. Ergueu-se novamente, deixando o doce derreter lentamente em sua boca. Olhou furtivamente para KyuHyun, que o olhava com profundo desprezo, enervado por sua atitude.
— TaeMin-ah... Você não quis mais ser meu sous-chef? — Zhou Mi perguntou um tanto aborrecido, apontando para o chapéu.
— Ah, é que... KyuHyun-ssi me deu esse e... — TaeMin disse, em tom de desculpas.
— Ah, tudo bem. — Zhou Mi descontraiu. — Mas então, me deixe te ensinar uma coisa também!
TaeMin assentiu, entusiasmado. Estava adorando tudo aquilo. Zhou Mi pegou ingredientes para fazer pasteizinhos chineses, uma receita fácil e rápida. Colocou tudo na bancada e instruiu.
— Eu vou fazer a massa. Corte as cebolinhas do jeito que eu te ensinei, pique o gengibre e os camarões. Coloque tudo ali naquela vasilha de vidro, sim?
Começaram a cozinhar juntos e TaeMin até que levava jeito para a coisa, conseguiu fazer pasteis firmes e bonitos, e olhava os cozinhar com expectativa. Logo que ficaram prontos, os dois não perderam tempo e provaram um, cada.
— Waaa, TaeMin-ssi! Ficou muito bom! Você é realmente bom nisso! Deveria investir na carreira, quem sabe um dia você vira meu sous-chef de verdade. — Zhou Mi comentou, comendo outro pastel. TaeMin colocou alguns em um prato e levou para KyuHyun.
— Chef Zhou Mi me ensinou a fazer pasteizinhos chineses, não é o máximo!? — o garoto estava eufórico com as coisas que tinha aprendido. O chef da cozinha ocidental olhou para o da oriental, que ostentava um sorriso orgulhoso, presunçoso e ao mesmo tempo sarcástico. Mas KyuHyun não se deixou abalar.
— É, o máximo. Mas sabe o que é melhor? — abaixou-se e pegou um maçarico no armário, fazendo o menor ficar eufórico ao ver a chama. Era claramente um duelo, quem ensinava coisas mais interessantes ao principezinho, que só se divertia e não parecia nem de longe aquele garoto mimado e malicioso que os dois chefs haviam conhecido.
KyuHyun ensinou a fazer crème brulée.
Zhou Mi instruiu a fazer dim sun.
KyuHyun ajudou-o a fazer cantalupo surpresa.
Zhou Mi rebateu com bibimbap.
KyuHyun finalizou com bruschetta e crostini.
— Chega. — TaeMin implorou, se jogando em cima de uma bancada. — Eu não quero mais ver comida na minha frente por um mês, pelo menos. Como vocês conseguem?
KyuHyun riu.
— É só que nós não comemos tudo o que preparamos, né? Vamos parar por aqui ou você vai acabar explodindo de tanto comer. — disse, espanando a farinha de trigo das roupas e do cabelo ruivo do menino.
Siwon saiu de sua sala acompanhado de Lee Jun Cheol, pai de TaeMin e crítico de gastronomia do jornal mais popular da Coreia do Sul
— Parece que se divertiu hoje. — disse ao filho, observando o chapéu que usava.
— Papai, foi tão legal! Eu aprendi a fazer tantas coisas! — contou, entusiasmado.
— Ah, sim? Muito bem, TaeMinnie, estou orgulhoso. Olá, Chef KyuHyun, há quanto tempo... — cumprimentou, ao que o outro apenas sorriu polidamente e fez uma mesura. — Onde está o chef oriental? Ainda não o conheço pessoalmente. — perguntou, e Siwon prontamente guiou-o até a outra cozinha, sendo seguidos por TaeMin, finalmente livrando KyuHyun dos sorrisos falsos e simpatia forçada.
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Depois de terminada toda a rasgação de seda com os Lee, a cozinha foi arrumada e limpa e os funcionários saíram a conta-gotas, até que Zhou Mi se viu sozinho na cozinha. Tampou a embalagem de isopor enfeitada com as iniciais do estabelecimento em letras floreadas. Dirigiu-se à sala do staff, mas quem ele procurava não estava lá. Perambulou pelo restaurante, procurando, até que se lembrou de algo.
Andou até o bar e contornou o balcão, abrindo um sorriso ao encontra-lo no mesmo lugar, sentado no chão, com um copo de Coca-Cola com uma rodela de limão em uma mão e uma lata de Pringles entre as pernas. Suspirou pesadamente assim que viu o chinês.
— Dá pra você esquecer que o meu esconderijo é aqui?
— Poxa, Kui Xian, não seja assim... — Zhou Mi disse, sentando-se ao lado dele. — Eu cuidei tão bem de você ontem à noite... — Viu-o pigarrear e corar levemente, enquanto roubava a batata que ele aproximava à boca. — Parece que seguiu o meu conselho de não beber mais, não é? — KyuHyun apenas revirou os olhos, tomando um gole do refrigerante.
Ficaram vários segundos ali, sentados lado a lado, com Zhou Mi por várias vezes roubando as batatas, até que o mesmo quebrou o silêncio, comentando casualmente:
— O crème brulée foi golpe baixo. — KyuHyun riu.
— Assim disse o que ensinou a fazer bibimbap. — debochou, virando a lata para alcançar as batatas do fundo.
— Ok, admito a minha derrota. — Zhou Mi declarou, colocando o recipiente de isopor no colo do coreano, que o sustentou o olhar questionador até o chinês se levantar e sair, dizendo um “Boa noite, Kui Xian” no caminho.
Dirigiu até seu prédio com o recipiente ainda intacto no banco ao lado. Estranhou muito o fato de Zhou Mi ter cozinhado para si, pensando nos motivos que ele teria para fazê-lo. Talvez ele quisesse apenas ser simpático e ganhar sua afeição, mas talvez tivesse segundas intenções. Em todo caso, deixou para ver o que era só quando chegou a seu apartamento.
Tteoppokki. O sorriso de expectativa de KyuHyun se desmanchou assim que viu o conteúdo do vasilhame. A mais típica das receitas da culinária nacional. Ou aquilo fora feito de um jeito impensado, ou era uma piada irônica e esnobe, ele não sabia dizer. De qualquer modo, apenas recolocou a tampa e guardou na geladeira, por mais que estivesse com um pouco de fome. Escovou os dentes, tomou um banho e se deitou em sua cama, aliviado por estar de volta a ela.
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A alguns quarteirões dali, Zhou Mi fitava o lado vazio de sua cama. Lembrava-se do quanto fora difícil dormir na noite passada, com KyuHyun adormecido tranquilamente ao seu lado. Na primeira hora e meia, teve que conter os ímpetos de tocar aquela pele alva e macia, mas então ele se virou de lado, ficando de frente para si. A bochecha pressionada contra o travesseiro moldava os lábios rosados num leve biquinho. Parecia tão sereno... Nem parecia o chef enérgico que irrompera pela porta do escritório com as faces coradas e o cabelo bagunçado, e que ele mais tarde conhecera como um homem compromissado com o trabalho que se escondia atrás de uma máscara de frieza e rigidez, mas que no fundo devia ser uma pessoa adorável. E algo fazia Zhou Mi querer fazê-lo expor essa faceta de sua personalidade.
Lembrou-se do que ocorrera na câmara refrigerada. Era pra ser apenas uma brincadeira, e ele tinha consciência disso, mas porque sentia como se algo estivesse puxando-o em direção ao outro? Aquele não era um sentimento novo pra ele, mas sempre havia aquela confusão igual à da primeira vez, ele tremia só de lembrar. E por que por ele? Logo ele, que além de provavelmente hétero, era antissocial. Zhou Mi se sentiu incomodado por aqueles pensamentos, e se virou na cama, disposto a dormir, e assim que o fez, sentiu uma dor pungente na cintura. KyuHyun havia se mexido muito naquela noite, acabando por acertar uma cotovelada naquela região. Suspirou. Esperava que não fosse outra longa noite.
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A ponta da faca deslizava suavemente pelo tomate apoiado em sua mão, formando uma linda rosa que ele colocou no meio da salada verde para enfeitar. Recuou como de costume para analisar sua obra de arte.
— Como estava o tteoppokki? — KyuHyun virou lentamente a cabeça para fuzila-lo com os olhos, por ter interrompido seu momento de contemplação.
— Não sei. Pergunte à Ahra, ela já deve ter comido a essa hora.
— Quem é Ahra? — a voz dele subiu um tom, o que não passou despercebido por KyuHyun.
— Minha irmã. Ela sempre invade meu apartamento e assalta a minha geladeira.
— Hum. Você... não estava com fome? — perguntou, melancólico. KyuHyun ergueu uma sobrancelha.
— Você parou pra pensar se eu gosto de tteoppokki? — aquela frase foi solta intencionalmente para atingi-lo, mas a expressão triste e decepcionada que Zhou Mi o fez sentir um ligeiro remorso. Cabisbaixo, soltou um suspiro pesado e sem dizer mais nada, voltou para sua cozinha. Uma sensação estranha acometeu KyuHyun. Não era boa, mas ele tentou ignorá-la.
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O resto da semana correu tranquilo e bom demais para ser verdade. Zhou Mi não dirigiu a KyuHyun uma palavra sequer, e apesar do número de pedidos terem sido consideravelmente desigual, com a cozinha oriental preparando a maioria, o coreano recebeu vários elogios. No jornal, uma página inteira dedicada baseada na experiência de TaeMin, também cheia de elogios.
No sábado à tarde, KyuHyun decidiu sair para comprar algo para o lanche. Foi até a confeitaria a um quarteirão de seu prédio e comprou tortas, croissants, éclairs e petit fours que enchiam os olhos e davam pena de comer.
Voltou para o apartamento com as mãos cheias de sacolas e pacotes, e ao sair do elevador, enfiou com dificuldade a mão no bolso do sobretudo para pegar as chaves, mas viu que a porta estava entreaberta. Semicerrou os olhos e caminhou até lá. Entrou, não vendo nada de anormal, a não ser...
O sofá empatava a visão, mas ainda era possível ver um par de pezinhos entre ele e a mesinha de centro. E um balbuciar infantil. E uma risadinha. KyuHyun se aproximou e olhou por cima do encosto. Uma garotinha de mais ou menos 3 anos, cabelos curtinhos com uma franjinha meiga estava deitada no tapete felpudo, enfiando na boca o último dos Oreos do recipiente de cristal do meio da mesinha que antes estava cheio.
— Aish, não acredito... — suspirou. Deixou as sacolas na mesa da copa e voltou, pegando a garotinha com a boca suja de chocolate no colo.
— Yah, cadê a sua mamãe?
— Moááh!* — KyuHyun entendeu como um “não sei” e suspirou impaciente. No mesmo instante, a porta de abriu novamente, e uma mulher mais baixa com traços semelhantes aos de KyuHyun entrou, arrumada e com uma bolsa grande e rosa-bebê na mão.
— Ah, noona. Pra onde você vai? — perguntou à irmã mais velha, que morava no andar de baixo e tinha a chave do apartamento dele.
— Kyuuu... — começou, cheia de aegyo, o que ele entendeu na hora.
— Ah, não, não, não!
— Por favor, por favor, por favor! Eu tenho que ir a uma conferência e o Kevin tá de plantão hoje! Eu volto pela manhã! Ela não vai dar trabalho, eu prometo! — Ahra implorou, juntando as mãos. — Eu nunca te pedi nada, maninho! É só dessa vez, por favor!
Ele suspirou e olhou para a criança em seus braços, que tinha a mão cheia de farelos e biscoito repousada no ombro de seu sobretudo. Baixou a cabeça, derrotado.
— Tá bom. Sorte a sua que eu não tenho que ir trabalhar hoje.
— Obrigada, Kyunnie! Eu amo você! Olha, nessa bolsa tem tudo o que ela vai precisar. Fraldas, brinquedos, uma muda de roupas... Ela dorme por volta das oito, dá um banho nela antes, coloca a fralda. Ela costuma comer lá pelas cinco e depois não come mais nada. Não esquece de escovar os dentes dela. — Ahra falava rápido demais para KyuHyun entender. Ele não pediu pra ela repetir, só perguntou o que lhe interessava.
— O que ela come?
— Ah, ela gosta de kimbap, bibimbap, manduguk, kalbi kui... e ela ama yakissoba. Agora eu tenho que ir, ou eu vou chegar atrasada. Amo você, maninho! — deu um beijo na testa dele — E fica quietinha aí, viu? Se comporta e obedece o tio Kyu. Mamãe ama você, volto amanhã cedinho. — disse apressada e saiu, deixando a bolsa rosa em cima do sofá.
KyuHyun olhou para a criança, que lhe fitava com os olhos brilhantes.
— É, agora somos só eu e você, SunKyunnie. Bem, você já comeu todos os meus biscoitos, não deve estar com fome. Que tal assistir a um desenho? — perguntou, e a pequena assentiu. — Mas eu não vou te deixar chegar perto do meu tapete assim.
Lavou as mãos e a boca de SunKyu e a deixou sentada no sofá, assistindo ao Pororo. Colocou na geladeira tudo o que havia comprado para o lanche e foi até seu quarto. Despiu o sobretudo, os tênis, calçou suas pantufas, e pegou uns papeis do restaurante que tinha pra ler e assinar. Foi para a sala, afinal não podia deixar a sobrinha sozinha. Sentou-se em uma poltrona e começou a ler.
Não conseguia se concentrar com aquela musiquinha infantil irritante ao fundo, por mais que tentasse. Ainda estava na primeira página quando finalmente a musiquinha cessou, sendo substituída pela vinheta de um telejornal. KyuHyun deu graças, agora sim conseguiria se conc...
— Quelo memer! — a pequena gritou. Ele ergueu a cabeça, e logo depois para o relógio. Nossa, o tempo havia passado rápido! Olhou pela janela, o céu já estava escurecendo. Suspirou.
— O que você quer comer, Sunkyu?
— Ki-shô-paaaa! — ela disse, alegre. KyuHyun demorou vários segundos relembrando o que Ahra dissera pra só então descobrir que ela tentava dizer yakissoba. Yakissoba não, tudo menos yakissoba, por favor. Pegou SunKyu no colo e levou-a até a cozinha. Sentou-a na bancada ao lado da geladeira e procurou algo para ela comer. Procurou o tteoppokki do dia anterior, mas suas teses estavam certas, Ahra provavelmente havia comido. Não podia, de jeito nenhum, fazer yakissoba instantânea, não ia deixar a menina comer aquilo cheio de conservantes e sal. Pegou um dos bolinhos que havia comprado e tentou dar, a ela, que negou veemente e repetiu:
— Nhããão, kishôpa! — KyuHyun suspirou, frustrado. Não tinha como fazer yakissoba, ele nem sabia como! Pensou em pedir por telefone, mas ele não sabia o que eles colocavam na comida, como a preparavam, quando havia sido preparada. Continuou tentando. Ofereceu cremes, suflês, bolos, tudo o que havia em sua geladeira, mas ela tudo recusou e foi ficando gradativamente irritada até que soltou um grito agudo e começou a chorar quando KyuHyun tentava convencê-la a comer.
Pegou-a no colo e tentou acalmá-la, sem sucesso. Teve uma ideia, que não era muito boa, mas era seu último recurso. Pegou seu celular e discou o número de Siwon, e o choro da menina parecia mais alto a cada toque, até que ele finalmente atendeu.
— Oi, Kyu.
— Siwon, me passa o número do Zhou Mi? É urgente.
— Hmmm... Já? Você é rápido, hein Kyu... — comentou, malicioso, mas KyuHyun não estava com humor pra brincadeirinhas.
— Ah, e me passa o número do DongHae também, você tem? — perguntou, irônico, dando ênfase no nome do dono e chef principal do Le Han.
— Ai Kyunnie, essa magoou. Toma, anota aí. — KyuHyun anotou o número e desligou, não perdendo tempo pra ligar para o chinês.
— Alô? — atendeu ao segundo toque.
— Zhou Mi-ssi, sou eu, KyuHyun. Você está ocupado?
— Ahm... Não. Por quê?
— Você... poderia vir até o meu apartamento? Preciso de um favor seu... — revelou, hesitante, e expirou entredentes ao ouvir a gargalhada dele do outro lado da linha.
— Cho KyuHyun precisa de um favor meu? Ora, ora, quem diria, não? Mas eu não estou fazendo nada, mesmo... Tudo bem, me dê seu endereço, logo estarei aí.
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SunKyu só parou de chorar quando o tio prometeu que ia fazer a tal yakissoba. Ficou com ela no colo até Zhou Mi chegar, 20 minutos depois. Abriu a porta e pediu que ele entrasse.
— Veja só, mas que coisinha mais mordível! — exclamou, ao ver a SunKyu aborrecida no colo de KyuHyun — É sua? Qual é o nome dela?
— SunKyu. É minha sobrinha. Minha irmã saiu e deixou ela comigo.
— Pobre SunKyu, foi deixada com o chato do tio Kui Xian! Vem cá, coisa fofa. — KyuHyun agradeceu mentalmente quando SunKyu foi tirada de seus braços. — Mas então, o que eu tenho que fazer? Pra quê você me chamou?
— É que... ela quer comer yakissoba, e eu não gosto de cozinhar esse tipo de coisa, então...
— Você. Me chamou só pra fazer yakissoba? — Zhou Mi piscou, incrédulo.
— Kishôpa! — a pequena repetiu, o que fez o chinês aperta-la contra si.
— Que fofinha! Você quer yakissoba, bebê? — SunKyu assentiu. — Vamos, eu faço pra você. Preciso de espaguete fino, cebola, óleo, brócolis, couve-flor, molho pra yakissoba, molho de soja, carne ou frango, champignons, cenoura, maisena e acelga. — disse, dando as costas e entrando da cozinha com a menina nos braços.
Por sorte, havia todos os ingredientes na despensa, e KyuHyun fez uma nota mental para agradecer a Ahra por ter feito as compras. Zhou Mi começava a preparar tudo quando um trovão ribombou no céu, fazendo a pequena SunKyu se agarrar ao tio, com medo. KyuHyun suspirou pesadamente, e apesar de relutante, carregou a pequena que começava a choramingar.
— Vamos ver o que tem aqui pra você, SunKyu. — disse, aproximando-se de Zhou Mi para que a pequena pudesse ver o que ele estava fazendo e aproveitou para ver também.
— SunKyunnie, eu vou preparar a melhor yakissoba que você comerá em toda a sua vida. — piscou para a menina, que se acalmava, mas não afrouxava o aperto dos bracinhos ao redor do pescoço do tio.
— Não! — KyuHyun exclamou, ao ver Zhou Mi prestes a despejar o molho de soja na carne. Sem perder tempo pegou um pouquinho de cada panela e levou à boca, dando de ombros ao olhar indignado de Zhou Mi, que colocou as mãos na cintura.
— Você. Me surpreende cada vez mais. Todo anti-comida oriental, recusou meu tteoppokki e agora come yakissoba sem molho, minha yakissoba, e com garfo. Eu não entendo você!
KyuHyun olhou com desdém e apontou para a panela.
— Vai queimar. — disse, e deu as costas, levando a garota consigo pra sala.
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— Está pronto! — Zhou Mi gritou da cozinha. Saiu de lá com uma tigela fumegante, que fez um sorriso despontar no rosto de SunKyu. KyuHyun riu com a animação dela e aproximaram-se do chinês.
— É isso o que você gosta, SunKyunnie? — o tio perguntou, a menina assentiu. — O que é?
— Kiiiishôôôôpaaaaa! — gritou, animada, fazendo os dois rirem.
— Então diz: Chef Mimi. — Zhou Mi pediu, encantado pela fofura da pequena.
— Ssef Mimi! — disse, e abriu a boca quando ele pegou um pouco para dar na boca dela.
Já que ela estava no colo do tio, Zhou Mi se encarregava de alimentá-la. Em dado momento, os dois se entreolharam. Não, se prenderam no olhar do outro. Quem olhasse a cena de longe, seria cômico se usasse um pouco de imaginação. Eram ali, mamãe e papai, dando comida para a filhinha. Ficaram se olhando por um bom tempo, sem dizer nada.
— Aaaaah! — SunKyu abriu a boca, querendo mais. Os dois desviaram o olhar, Zhou Mi voltando a atenção para a menina e KyuHyun olhou para o chão, escondendo o rubor nas bochechas.
SunKyu terminou de comer em silêncio, e depois Zhou Mi fez questão de ficar reparando ela na sala, ao ver KyuHyun visivelmente cansado de carrega-la. A chuva já havia passado, e os dois brincavam com os brinquedos que Ahra trouxera na bolsa rosa.
Na cozinha, o coreano preparava café e arrumava a mesa, com o que havia comprado mais cedo na confeitaria. Era o mínimo que podia fazer, ele reconhecia, por Zhou Mi ter feito o esforço de ir até seu apartamento e cozinhar. Arrumou a mesa da copa e voltou até a sala.
— Zhou Mi-ssi, o café está pronto.
— Café? — Ele pareceu se surpreender. — Hm, veio numa boa hora. — Se levantou. — Você não envenenou, né? — perguntou, acomodando SunKyu no sofá pra assistir televisão. KyuHyun apenas revirou os olhos.
Sentaram-se à mesa e se serviram, o anfitrião escolheu torta de limão enquanto a do convidado era de morango com chantilly. Começaram a comer tranquilamente.
— Nossa, está uma delícia! Você mesmo fez?
— Não, eu não cozinho pra mim mesmo, na maioria das vezes. Comprei numa confeitaria próxima. A de limão também é uma delícia.
KyuHyun não pôde impedir a tempo a ousadia de Zhou Mi ao roubar um pedaço de sua fatia.
— Ah, é? — perguntou, desafiador. — Então vejamos se a de morango é tão boa quanto diz. — imitou-o, encarando-o ao levar o garfo à boca.
Zhou Mi atentou ao lábio inferior do menor, que estava manchado de chantilly. Antes que pudesse dizer algo, assistiu-o passar a língua por ali, limpando-o. Engoliu em seco.
— Então, você viu o artigo? — perguntou, tentando se distrair.
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Incrivelmente, conseguiram ficar conversando banalidades sem trocar farpas ou ironias até terminarem de comer o lanche. Zhou Mi pegou seu sobretudo e foi até a porta, acompanhado por KyuHyun, que levava SunKyu no colo pra se despedir dele.
— Chef Mimi já vai, coisinha linda. Aparece qualquer dia desses lá no restaurante e eu faço outra yakissoba pra você, tá? Ppoppo. — encostou seus lábios aos dela num beijinho inocente, como era costume no país. Saiu pela porta aberta, em direção ao elevador.
— Ah, você só se despede dela, é? Vou envenenar seu café, da próxima vez. — KyuHyun ameaçou. Zhou Mi revirou os olhos e deu meia volta.
Foi rápido demais. Num segundo o chinês vinha em sua direção, no outro estava perigosamente perto. E então foi devagar demais. Os lábios dele pousaram sobre os seus, quentes. Sentiram como se os raios que caíam do céu algum tempo antes estivessem percorrendo seus corpos, e como um raio, não durou nem dois segundos, mas parecia ter durado uma eternidade. Afastou-se apenas o suficiente para ver KyuHyun lhe fitar com os olhos arregalados. Sorriu de lado, e ergueu um dedo, para passar pela bochecha dele.
— Ppoppo. — disse, simplesmente, e andou em direção ao elevador. — Até amanhã. — disse, e entrou no cubículo metálico que já se encontrava no andar.
Notas finais
Vocabulário:
noisettes: pedaços de lombo de cordeiro
boucher: chef de carnes
sous-chef: sub-chef
boulanger: chef confeiteiro
Moááh!: isso foi uma tentativa de dizer "Molla!", "Não sei!"
Receitas do capítulo: Noisettes de tomilho à provençal, cigarros de chocolate, pasteizinhos chineses, tteoppokki, yakissoba.
Eu devo ter esquecido de alguma coisa. Provavelmente.
SIM, FINALMENTE UM POUCO DE QMI. º-º
Até o próximo, num futuro distante Ç_Ç
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