Notas iniciais
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No capítulo Anterior

– Que só mata garotas com menos de 20 anos, todas sufocadas pelo pescoço, ele sempre mata uma garota por semana mais ou menos mas sem um dia exato- diz Scott olhando alguns papéis em suas mãos- Só isso- diz ele.

(...)

– Estamos realmente lidando com um Serial Killer- diz Stiles.

(...)

Foi então que uma garota entrou gritando na delegacia e Stiles logo se levantando correu para ir ajuda-la, a mesma tinha marcas rosadas no pescoço e parecia com dificuldade de falar.

(...)

– Aonde ele cortou?- pergunto e ela mostra a orelha aonde tinha as letras IL.

Stiles precisava o mais rápido possível descobrir o que essas letras significavam, e sem essas letras iriam o levar até o assassino.

Mal ele sabia que aquelas letras não só iriam o levar para o assassino como iriam lhe falar quem é, mal ele sabia que aquelas letras significavam simplesmente um nome: Isaac Lahey.

SK: O Assassino

A noite já estava visível no seu e a única coisa que iluminava aquele lugar era os brilhantes e pequenos raios da lua. A rua estava tranquila e sem movimentos, ou quase sem movimentos já que um jovem raivoso cainhava pela rua com vontade de quebrar alguma coisa.

Isaac Lahey não acreditava que pela primeira vez alguém havia escapado de suas mãos, não acreditava que ele havia deixado alguém fugir.

A raiva que ele estava sentindo era enorme, e se aquela maldita garota tivesse visto seu rosto? Com certeza no outro dia mesmo seu apartamento estaria sendo arrombado por aquele garoto que acha que é um xerife. Isaac não tinha medo da policia nem de ser preso, tudo para ele era uma nova experiencia.
Mas hoje ele estava com muita raiva, seus planos estavam arruinados por causa da maldita ruiva. Ele precisava encontrar alguém, precisava matar alguém para dar um aviso ao xerife. Que não importa se a garota fugiu, alguém sempre vai morrer.

Foi perdido em seus pensamentos que Isaac ouviu uma voz que viu da outra rua e então se escondeu para ver quando a morena chegou a esquina falando no telefone.

– Peter eu já estou chegando- diz a garota enquanto atravessava a rua e Isaac ia cuidadosamente atrás dela- Sabe como é a Kira, nossos estudos acabam virando bagunça e nos esquecemos da hora- diz ela com a voz já cansada de discutir- Olha não precisa vir me buscar ok? Tchau- diz colocando seu celular de volta na bolsa.

Ela caminhava com pressa e não era para menos já que a noite fazia quase dez graus e já se passavam das três da manhã.

– Sabe deveria ter pedido para ele te buscar- diz Isaac atrás da garota que assim que se virá mostra seu rosto espantado a ao mesmo tempo lindo ao olhos de Isaac, Malia Hale de apenas 17 anos e cursando faculdade de medicina nunca levou um susto tão grande como este.

– Aé e porque?- pergunta Malia revirando os olhos e continuando a caminhar, em sua mente ele deveria ser apenas um garoto bêbado e em busca de confusão.

– Não vê o noticiário?- pergunta Isaac ainda a seguindo, o que já estava a assustando- Tem um Serial Killer na cidade- diz ele.

Malia havia visto algo sobre isso na TV, alguém que estava matando toda semana garotas em torno de 20 anos para baixo...exatamente como ela. Do nada Malia sentiu o coração parar e o pânico lhe atingir. Ele não parecia um garoto bêbado...e se ele...e se ele fosse o Serial Killer.

Se pensar duas vezes Malia disparou a correr sem olhar para trás, ela nunca foi muito rápida e com os saltos que havia pegado com a amiga Kira séria ainda mais difícil correr mas ela tinha que tentar.

Mas antes mesmo de chegar na outra esquina sentiu seu casaco ser puxado para trás e tombou caindo com as costas no chão, Isaac sorriu, ele adorava ver as vitimas tentando fugir e sem ter para onde correr. Ele puxou Malia para um beco pois não poderia cometer um assassinato no meio da rua.

Assim que ele jogou Malia novamente no chão ela começou a se arrastar para trás e pelo jeito como puxava a perna a mesma com certeza estaria machucada pela queda.

– Você é um estuprador?- pergunta ela em pânico enquanto ele apenas ria da cena- Porque se for...eu sou virgem ok? é melhor procurar alguém mais experiente- diz ela em total pânico e medo que já não fala mais coisa com coisa.

– Não sou um estuprador- diz Isaac e Malia não consegue deixar de soltar um suspiro de alivio- Sou um assassino- fala e Malia começa a tentar recuar de quatro mas Isaac a derruba com o pé e a mesma volta a encara-lo com os olhos já cheios de água.

– Por favor me deixa ir embora- pedi ela suplicando enquanto Isaac ri e mexe a cabeça e sinal negativo.

– É sempre assim- fala ele tirando um canivete do bolso- "Por favor me deixa ir", "Porque está fazendo isso?", "O que eu fiz de errado?"- fala ele se aproximando enquanto Malia recua até bater em uma parede- Mas a melhor parte é quando gritam por socorro enquanto as sufoco- diz pegando Malia pelo pescoço e a fazendo ficar de pé.

Isaac com o canivete começa a cortar as letras I e L atrás da orelha de Malia enquanto a mesma tenta gritar com a mão dele em sua boca, a dor era demais, ele estava rascando sem se importar com nada. Depois das marcas já feitas ele guardou o canivete e olho para Malia.

– Chegou minha parte favorita- diz ele e então com as duas mãos começa a apertar o pescoço de Malia que já foi ficando sem ar, ela tentou puxar as mãos dele de seu pescoço mas ele era forte demais.

Foi ai então que Isaac olhou pela primeira vez nos olhos de Malia, aqueles lindos olhos castanhos que imploravam pela vida...ele simplesmente soltou suas mãos do pescoço dela e a mesma caiu de joelhos tossindo no chão.

Ele sabia que não poderia a deixar viva, ela havia visto o rosto dele e com certeza iria o denunciar mas mesmo assim ele não conseguiu, sem pensar duas vezes caminhou para longe deixando ela ali sozinha.

Malia ficou ali ajoelhada até que seu ar voltasse ao normal, ela estava confusa demais...porque ele não a matou? O que aconteceu? Ela se levantou decidida a correr para delegacia mas algo fez a parar.

Porque ele não a matou? Ele havia matado mais de 20 garotas só nos últimos meses e porque parou? Ela não sabia explicar e por esse motivo ela simplesmente juntou sua bolsa do chão ainda confusa e mancando e saiu em direção a sua casa, olhou para os lados a procura dele mas não achou nada.

Novamente ela teve vontade ir para delegacia, ela tinha breve impressão de que já o virá na escola então não séria difícil de o achar mas mesmo assim...ela não foi. Ela andou, andou e andou até chegar em casa.

Por sorte seu pai saiu para trabalhar de madrugada então não estava em casa para ver a perna machucada, manchas no pescoço e o sangue que ainda escorria de sua orelha. Ela tomou um banho e ainda tremia de pânico, logo depois se jogou na cama e lá ficou sem conseguir dormir.

No outro dia ela iria decidir se ia a delegacia ou não.

Notas finais
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