Serial Crime
11 Cp 9 - Série de Crimes
Notas iniciais
Crime 1
Matéria: Geografia (não revelado na história)
Vítima: Diego Vieira
Melinda e Edgar estavam conversando sobre algumas bandas que eles gostavam quando Diego apareceu e os interrompeu.
- Melinda. Posso falar com você um minuto?
- Ah, claro.
Melinda sai com o rapaz e se dirigem para os fundos da escola, que ficam de frente para o matagal.
- O que quer, Diego?
- Você.
- Ahn? Espera...
- Eu quero você, Melinda. Fui mais claro agora?
- Eu tenho namorado. Fui mais clara agora?
- Qual é! Nós dois sabemos que esse namoro de vocês é fachada!
- Como é... – sua voz agora estava trêmula.
- Nós sabemos que tanto você quanto o Edgar se envolveram um com o outro para “abafar” o fato de que vocês gostam de outras pessoas.
- Diego, se isso vazar...
- Será um problema, não é? – ele levantou uma sobrancelha – E então, o que me diz?
Edgar aparece, silenciosamente atrás de Diego. Ele os seguiu e ouviu a conversa toda. Edgar pegou uma barra de ferro e olhou para Melinda. Ela acenou com a cabeça.
- Ok, Diego. Você venceu. – a loira o abraça e o beija.
Ela toca seu rosto com uma das mãos e sorri. Edgar bate a barra contra o crânio dele. Diego cai desacordado no chão, o sangue escorrendo. Os dois sorriem sentindo algo que nunca pensaram sentir antes. Eles sentiam prazer com aquela cena. Não há como explicar... O sorriso macabro simplesmente iluminou seus rostos.
- Vamos ver se ele aprende que não pode me chantagear.
- Como ele descobriu tanta coisa? – perguntou Edgar.
- Não faço ideia. Mas vamos logo. Quando ele acordar...
- Quando ele acordar? – Melinda olhou incrédula para Edgar.
- Você... O matou?
- Você realmente acha que um golpe desses apenas machuca?
- Não era para matá-lo!! Era só...
- Causar um ferimento muito sério?!
- Seu idiota! E agora?
- Vamos desovar o corpo.
- No matagal.
Edgar o ergueu no colo, tomando cuidado para que o sangue não manchasse sua roupa. Os dois caminharam até o meio do matagal e despejaram o corpo. Edgar já estava se retirando quando Melinda o segurou pelo braço.
- Espere. Tive uma ideia.
- Que ideia.
- Vamos brincar de geografia primária.
- Ah, Melinda! Fala sério!
- Deixa eu fazer a minha vontade! Bom. O sol nasce pra lá, então... – ela foi até o corpo e o posicionou com cuidado da maneira que ela queria.
- O que é isso? Agora ele é Cristo?
- Não, seu imbecil! Lembra dos livros de geografia?
- Os do primário?
- Sim. Quando a gente aprendia coordenadas geográficas, sempre tinha um bonequinho mostrando que...
- Os pés apontavam para o sul – ele começava a entender – A cabeça para o norte...
- E os braços para leste e oeste. – ela sorria com sua ideia.
- Melinda, você é brilhantemente doente.
- Acho que prefiro tomar isso como um elogio.
Os dois saíram, foram para os quartos, tomaram um banho e trocaram de roupa. Eles iriam sair com os amigos esta noite e fingiriam que nada aconteceu. Iriam a uma vidente. Mas espere... Ela disse que uma desgraça iria acontecer. Ninguém merece. Rezemos para que essas palavras não se cumpram. No dia seguinte haveria aula. A professora entra cabisbaixa e anuncia a morte de Diego Vieira. Durante o intervalo, Kamilla foi investigar. Melinda e Edgar tentavam disfarçar, fingir que estavam abalados. “Eles descobriram o corpo. Foi rápido demais. Deveríamos ter dado um fim naquela coisa, de forma mais eficiente. Agora não tem volta. Vamos ter que eliminar todos os envolvidos. Todos”, pensava Melinda. Kamilla volta e pergunta se ela está bem.
- Só um pouco abalada. Nada demais. – ela disse erguendo o rosto e olhando para a ruiva.
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Crime 2
Matéria: Química
Vítima: Bianca Ginn
Durante a madrugada, Edgar entra no quarto das meninas e fica à espreita. Espera que Clara acorde, afinal ela é a presidente do Conselho, além de ser extremamente curiosa e enxerida. Isso seria um problema. Uma garota acorda. No escuro fica difícil de identificar, mas ela tem a mesma altura, pode-se perceber que seu cabelo é escuro... É a Clara. Na cama, ao fundo do quarto, Melinda está acordada. Eles haviam combinado assim. Edgar agarra a garota e tapa sua boca com um pano encharcado de éter, mas antes ela consegue gritar um pouco. Kamilla acaba acordando.
- Bianca... O que houve?
Melinda pega um pedaço de madeira, que havia se soltado de sua cama há um tempo, e bate na cabeça de Kamilla, com força o suficiente para desacordá-la. Ela cai.
- Edgar. Vamos logo.
Bianca desmaia. Edgar a deita no chão. Melinda pega uma seringa cheia de mercúrio, que ela havia roubado do laboratório de química, e injeta o conteúdo na veia da garota.
- Pronto. Agora, a Clara não será mais um problema. Deixe-a ai. Amanhã irão descobrir e achar que é obra do mesmo assassino. Vá dormir, antes que eles percebam.
Ambos voltam para seus lugares. Como executaram o crime próximo do amanhecer, com mais alguns minutos havia uma pequena quantidade de luz adentrando o quarto, Melinda acorda, deveria iniciar o espetáculo para que não duvidassem dela. Ela esquece a localização exata do corpo e tropeça nele. Não muito preocupada ela se vira e se prepara para interpretar, mas quando vê que aquele rosto é o de Bianca e não o de Clara, ela dá um grito. Todos acordam e começa o reboliço. Edgar aparece na porta, afobado, conforme eles haviam combinado, e vê Bianca morta e Clara viva ao lado de Kamilla.
- O que aconteceu aqui? – perguntou retoricamente Edgar – Mel! – ele correu para a loira e a abraçou. Ela escondeu seu rosto contra o peito dele, em falsas lágrimas – Mel, você está machucada? – ela balançou a cabeça em forma de negação.
- Deu tudo errado. – ela sussurrou com ódio na voz.
Edgar a arrastou para fora do quarto e foram discutir o que fazer.
- Pessoa errada! – ela tentava não deixar que os outros os ouvissem.
- Temos que dar um jeito na Clara!
- Vá atrás dela de novo.
- Mas quando?!
- Ainda hoje!
- Mas como espera que eu...
- Dê! Um! Jeito!
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Crime 3
Matéria: Educação Física
Vítima: Clara Manelli (permanece viva)
Edgar seguia Clara, silenciosamente, e percebeu quando a morena saiu da enfermaria. Devia ter ido conversar com Kamilla e Gabriel. Ela seguia tranquilamente pelo corredor então Edgar iria aproveitar este momento. Quando estava com Clara, praticamente, em suas mãos, escuta Gabriel gritando. Clara se vira e grita. Estava escuro o suficiente para que ela não o reconhecesse. Kamilla veio em direção à Clara e Gabriel em direção a ele. Edgar saiu correndo. Estava no time de futebol, tinha um excelente preparo físico e era muito veloz. Gabriel jamais iria alcançá-lo. Gabriel desistiu e Edgar conseguiu fugir.
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Crime 4
Matéria: História
Vítima: Cinco jovens. Jéssica Rabelo, Amanda Novais, Marcelo Screed, Rafael Mayer e Thiago Crauss.
No dia seguinte, durante a aula, Melinda chega para seus amigos.
- Oi, Clara. – ela vê um papel em sua mão – Hum... O que é isso?
- É uma lista com os nomes de todos os estudantes desta sala.
- Ué, para quê?
- Kamilla acha que o assassino está entre nós.
Melinda e Edgar trocam um olhar apreensivo.
- O que houve, Mel?
Imediatamente, Melinda percebe que tem um nerd e um outro garoto bombado olhando para eles, eles se encaixam no perfil então, sem pensar muito, Melinda joga as suspeitas para cima deles.
- Tem um garoto olhando para cá... O jeito que ele olha... Está me assustando...
Eles caíram. Conseguiram desviar a atenção. Durante a aula, percebem o grupo de cinco amigos ao fundo, fazendo bagunça. O professor chama a atenção, eles debocham e os alunos percebem o comentário do nerd.
- Bando de irresponsáveis e preguiçosos...
Melinda acha a situação perfeita. Ela irá usar isso. Durante o intervalo, ela diz que vai com Edgar até o professor de matemática, mas na verdade vão atrás dos garotos. Ela sabe onde é o “local de descanso” deles. Eles entram no ginásio de esportes, aproveitando que ele tem isolamento sonoro, e vão até o grupinho. Lá eles estão bebendo vodka. Eles fingem querer se juntar ao grupo, os dois aproveitam quando estão distraídos para colocar em seus copos um poderoso sonífero. Eles tomam e desabam. Edgar puxa os garotos para o meio do ginásio e Melinda puxa as meninas.
- Onde você consegue essas drogas? – perguntou Edgar.
- Segredo de família.
- Ah, sim. Claro. Sua família. – Melinda ri.
Edgar pegou um facão que ficava no armário de equipamentos, para reparo de cordas, e corta os pulsos de todos.
- Sempre quis matar alguém assim. – ele disse.
- Você é louco.
- Eu, né? – Melinda olha para o sangue e tem uma outra ideia.
Ela pega uma corda no armário e molha a ponta no sangue. Ela escreve na parede: “Os índios brasileiros eram considerados preguiçosos”.
- Pra que isso? – perguntou Edgar.
- História, meu caro. História.
Os dois saem, realmente procuram pelo professor de matemática e se atrasam um pouco para a aula de educação física. Agora, eles têm um álibi.
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Crime 5
Matéria: Português
Vítima: Duas garotas. Sabrina Zasque e Fabiana Doure.
De madrugada, Melinda sabia que as duas amigas estavam aprontando uma pegadinha para cima da professora de português. Elas foram para o banheiro e Edgar e Melinda as seguiram. Chegaram, de mansinho, por trás e as enforcaram com seus próprios colares de Best Friend. Melinda usou o batom que uma delas tinha levado para escrever no espelho: “Uma vírgula pode matar – Não quero morrer. Não, quero morrer”.
- Essa foi péssima, Melinda.
- Não interessa. Serviu ao propósito.
De manhã, os professores descobriram os corpos.
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Crime 6
Matéria: Matemática (não revelado na história)
Vítima: Mateus Nara.
No dia em que Edgar se machucou e Kamilla foi com ele até a enfermaria, ele percebeu que ela encarava um vidro de remédios. Assim que ele foi liberado, eles saíram e Edgar passou a mão no frasco que Kamilla encarava. No dia em que Kamilla e Gabriel ficaram conversando na cozinha. Melinda e Edgar foram atrás de Mateus. Ele era magrinho, um mané, e tinha vontade de ser forte. Os dois engambelaram o garoto e disseram que era um remédio milagroso que dava massa muscular enquanto a pessoa dormia. O idiota acreditou.
- Mas cuidado. Não tome muitos comprimidos. – disse Melinda.
Para um idiota, “não” quer dizer “sim”. Então, como Melinda suspeitava que iria acontecer, ele morreu por overdose.
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Durante a semana em que Kamilla e Gabriel estiveram presos, Melinda e Edgar pararam os ataques aos estudantes. E com isso, fez parecer que os dois eram mesmo os assassinos. Na noite do baile, eles preparam uma grande e brilhante surpresa para a turma 2-A do internato La Boétie, e o aparecimento do casalzinho só lhes facilitou as coisas.
Notas finais
Ja ne ^^/
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