Serenity Blood

27 Capítulo Vinte e sete - Laços de sangue e não só


"Sirius" disse ele ainda incrédulo, Harry tinha o rosto coberto de sangue, várias marcas de uma luta ainda mais feroz do que aquela que eles teria travado, o braço direito envolto em ligaduras e as camisola azul com um enorme rasgão. "Eu vi-te morrer! Eu vi! Ela!" Harry pegou na varinha e preparava-se para lançar um qualquer feitiço em Bellatrix, mas Diana foi mais rápida e um expelliarmus fez a varinha de Harry voar uns três metros.
"Harry, a Bellatrix está inocente, e eu estou bem vivo, se te acalmares e me deres algum tempo, explicar-te-ei tudo o que queres saber, mas peço-te calma, não acreditas que Bellatrix entrou aqui se o conhecimento de Dumbledor, ele sabe de tudo e se a deixou entrar de certo confia nela, não te parece?"
Harry não respondeu, qualquer justificação morreu na sua mente, e o silêncio perdurou bastante tempo, até que a entrada de rompante de Aliya, como a madame Promfey atrás de si, desviou todas as atenções para ela.
"Rigel!" Disse ela, as lágrimas ainda eram visíveis "meu amor"
O namorado sorriu, as dores era suportáveis mas o que mais o preocupava era o estado da namorada, sempre tão segura de si, também forte, Aliya não chorava, por mais angustiada ou magoada que estivesse, ela não chorava, por isso vê-la chorar por ele era para Rigel estranho no mínimo, todos olhavam a cena, os lábios dela tocaram os dele, docemente, havia um cuidado especial, ela queria ter a certeza que ele estava ali, vivo, quando temeu pela sua morte. "Eu pensei..." Com uma das mãos limpou as lágrimas que a namorada ainda tinha no rosto e disse numa voz baixa "nem dez mil exércitos de Voldemort me separariam de ti!" Disse ele.
O momento deles foi interrompido pela entrada dos restantes na enfermaria e madame Promfey mandou as mãos ao ar, os Black eram impossíveis de controlar. Até Andromeda e Narcissa entraram também. Draco e Inês aproximaram-se da cama de Rigel.
"Parece que toda a gente sabia que estavas vivo Sirius" disse Harry magoado "a tua família sabia, e na verdade parece que não devias explicação à mais ninguém!" Disse Harry e antes que Sirius pudesse retorquir mais alguma coisa Harry deixou a enfermaria.
Sirius tentou segui-lo, mas a mão de Bellatrix impediu-o. "Dá-lhe algum tempo, não é fácil, és a única família que lhe resta. Dumbledor irá falar com ele, tenho a certeza!" Ela sorriu-lhe docemente.
Rigel tentava sentar-se na cama, mas um gemido de dor escapou dos seus lábios, e a atenção dos pais voltou-se para ele novamente.
"Rigel deita-te, não podes estar já sentado!" A mãe repreende-o imediatamente. "Eu quero saber quem me atacou, quem foi? Eu não vi ninguém atrás, eu olhei, eu olhei e não estava lá ninguém..." Os pais trocaram um olhar entre eles, incertos sobre dizer lhe quem o teria atacado. A reação não seria boa. "Rigel mais tarde, quando tiveres melhor, conversamos sobre isto."
"Eu quero saber agora, eu não vi ninguém, feitiços não se fazem sozinhos!" Disse ele, Bellatrix preparava-se para falar novamente, possivelmente para que Rigel descansasse mais um pouco, mas Diana corta-o. "Rockwood. Foi ele que te atacou, mas o pai já tratou de tudo, agora descansa! E depois sim, falamos melhor." A gémea disse-lhe e Rigel apenas acenou, voltando a deitar-se e a fechar os olhos, o cansaço tomou conta dele novamente.

"Dumbledor, como é que possível este ataque? Os meus filhos podiam ter morrido! Todos nós podíamos ter morrido!!" Disse Bellatrix exaltada dentro do gabinete. "A Diana e o Rigel vão regressar connosco esta noite, para Londres!" Disse ela.
"Sê razoável Bellatrix, compreendo a tua preocupação. Mas garanto-te que a Diana e o Rigel estão mais seguros aqui do que estariam em mais algum lado, mesmo junto de vós!" Disse ele "claro que é uma decisão vossa. Mas garanto-te que a entrada deles neste castelo aconteceu por causa de Severus Snape, e não voltará a acontecer, ele desertou Hogwarts e voltar não é uma opção. Também tomei todas as providências para que Hogwarts esteja em segurança."
"Bella, vamos esperar por amanhã e depois tomaremos uma decisão sim?" Disse Sirius, ela aceitou relutante mas deixou que Sirius enlaçasse a cintura dela enquanto falava. "Queremos falar também com o nosso afilhado Dumbledor, por favor..." Disse Sirius, e Bellatrix confirmou com um acenar do rosto. Dumbledor apenas chamou a professor McGonnald que se dirigiu a sala comum de Gryffindor afim de chamar Harry. "A vossa conversa vai adivinhar-se longa, sugiro que ocupem esta sala" a um toque de varinha uma porta abriu-se atrás do seu gabinete. "Harry entrará logo em seguida."
Para o casal que ocupava a sala, desprovida de móveis, os dez minutos seguintes pareceram mais de cinco horas. O ruído da porta a ranger despertou-os do tornado de pensamentos que iam dentro deles. O rapaz de dezasseis anos, fazia lembrar tanto a Sirius a figura de James Potter que era quase impossível distinguir os dois, excepto os olhos, as sim, os olhos verdes, aqueles que lembravam à Sirius e a Bella tantas e tantas memórias... Mas Harry trazia um semblante preocupado, carregado de dúvidas e incertezas que num instante foram substituídas por uma semana bar de medo e desconfiança, o jovem feiticeiro foi mais rápido, e apontou a varinha a Sirius, Bellatrix imediatamente tirou a sua das vestes e ergue-a. Mas Harry namore sentiu intimidado "o que é que me disseste na sala da árvore genealógica em Grimmauld Place?" Sirius sorrir "quando isto tudo acabar seremos uma família." Ele disse e Harry baixou a varinha. "Mas como? Tu, o véu, ela, eu vi!" Harry parecia totalmente confuso. "Tudo tem uma explicação razoável Harry, juro." Disse Sirius "senta-te, esta vai ser uma longa conversa. Mas antes, deixa-me apresentar-te alguém, esta é Bella, a tua madrinha..."

E foi, uma longa conversa, Harry parecia ainda incrédulo, dividido entre um sentimento de felicidade, pela,presença do padrinho que julgará morto, ou pela dor,mude terem escondido mais uma vez, tantas coisas do seu passado. Bellatrix Black, era sua madrinha, mãe dos filhos de Sirius, ele tinha dois filhos gémeos. Diana e Rigel... Ela tinha uma família, eles estavam ali, os dois, a oferecer-lhe uma família. E agora sim, Harry podia ver Bella, não a temível devoradora da morte, Bellatrix Lestrange, ele estava a ver a Bella, a Bellatrix Black ,a mulher pela qual o seu padrinho se apaixonará de tal forma que nunca conseguiria ser feliz sem ser com ela.
"É fundamental que tudo se mantenha em segredo, ninguém pode saber que eu ou o Sirius estamos aqui, nem que Dumbledor sabe onde estamos ou que estamos juntos."
"Ninguém saberá" disse Harry que pela primeira vez abriu um sorriso naquela noite.