Serenidade

1 Capítulo único.


Notas iniciais
Primeira fic de Shingeki no Kyojin que escrevo por inteiro e que tenho a audácia de postar aqui. Estive agonizando durante muito tempo desejando escrever algo sobre esse universo maravilhoso de SnK e então... saiu isto aqui. Não sei se é algo que preste, mas dei o melhor de mim.
Sim, a inspiração me veio quando fui reparar bem criticamente esta imagem de capa e... Feels~
Preciso confessar que chorei horrores enquanto observava a imagem e enquanto eu escrevia eu chorei mais uns longos minutos... Mas agora passou, eu acho :')
Desculpe o texto, mas precisava escrever isso xD
Nada mais havendo... Boa leitura e espero que gostem (;

O mundo era cruel. Ele sabia disso. E também sabia que assim como o mundo, os humanos eram cruéis. Assim como ele, quem também era cruel consigo mesmo.

Olhando para trás em sua vida, ele havia possuído um sonho. Ele desejava ter sido feliz. Vivido. Mas ele existiu, e sua vida fora usada apenas como uma ferramenta. A única coisa que tinha que podia chamar de sua era a esperança, o fio de esperança que ainda tinha. A esperança de viver. E de realizar o sonho dele e de muitos. O sonho de ser feliz. O sonho de sentir na pele a liberdade.

Porque eles eram chamados de “asas da liberdade”, mas a única coisa que tinham era o desespero. O desespero e a prece. Que pudessem viver apenas mais um dia. E que pudessem contribuir para a liberdade da humanidade, mesmo sabendo que o preço era muito alto. A vida. Deles próprios e de muitos outros.

Para Auruo, a centelha do que podia ser a felicidade ele encontrava no sorriso dela, no sorriso e nos olhos, olhos grandes e sonhadores. E então todo o medo, toda a ferocidade e toda tristeza que ele carregava consigo eram transformados em ternura. Os olhos escurecidos pelas duras batalhas ganhavam suavidade e leveza. Porque ele continuaria ali se fosse por ela, o tempo que fosse necessário. Petra era para ele uma pequena luz, mesmo que para ela ele não passasse de um imbecil, mesmo que para ela ele fosse apenas um ninguém sem personalidade. Ele também lutava pela atenção dela, lutava pelo amor dela, por admiração e respeito, mesmo que ele soubesse que aquela era uma guerra perdida. E ele possuía tantas batalhas pela frente... E um de seus maiores desafios era conter o medo e se manter forte, em pé, inteiro.

Ele sabia que nunca seria como Rivaille. E sim, ele sabia que fazia papel de um completo idiota, e talvez ele fosse. Mas ele se sentia tão sozinho... Mas é que somente sendo idiota é que ele conseguia atrair a atenção dela para ele, mesmo que por breves instantes, mesmo que fosse por desprezo. É que a escuridão dele o cegava e a voz dela o trazia de volta. Ele a queria viva, inteira. E ele daria a vida por ela, mesmo que fosse a coisa mais insensata que ele fosse capaz de fazer na vida. Mas o amor é insensato... E nós somos loucos.

Se apenas... Se apenas ela soubesse. Talvez ela tivesse visto que a solidão o arrastava. Talvez tivesse entendido. Talvez tivesse compreendido que ele somente era quem era por ela. Que ele somente fazia o que fazia por ela e para ela. Talvez ela tivesse visto o modo como ele olhava para ela. E talvez ela teria sorrido mais. Talvez ela o teria chamado mais vezes. Talvez ela o teria iluminado mais.

E ele abraçaria a morte com os braços leves enquanto os portões do Paraíso se abririam para ela. E ela adentraria os Céus como uma noiva adentra a igreja. E então a face dele se suavizou e o coração se acalmou. E depois restou o vazio... E a serenidade.

Acabou agora.

Notas finais
Então foi isso. Curtinha, mas eu realmente gostei dela *~*
E então... Gostaram? Amaram? Odiaram? Detestaram? Deixem reviews, pro favor, eu preciso deles :')

Obrigada e até mais! ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!