Em minhas pesquisas, consegui recuperar dois recortes de jornal mencionando o ocorrido:

.:Recorte retirado do jornal Clarim Diário:.

Edição de 13 de janeiro:

ENCONTRADO O SOBREVIVENTE DO NAUFRÁGIO DA EMBARCAÇÃO GRALHA!

Supostamente o navio afundou após um incêndio de causas não especificadas na noite do dia 15 de novembro, os dois botes encontrados ficaram 45 dias à deriva, e foram encontrados na noite de ano novo, um dos dois foi encontrado em uma praia e o outro em um porto, a uma distância de 37 quilômetros um do outro; o bote encontrado na praia foi avistado por um casal passeando pela orla, o bote foi encontrado com três corpos, todos com as gargantas cortadas, as mandíbulas arrancadas violentamente, e o resto do corpo mutilado.

O outro bote foi encontrado por um oficial de polícia realizando uma patrulha rotineira; no bote havia somente um sobrevivente, identificado como Jonathan W. Ickly, além de Ickly, haviam três corpos, todos nas mesmas circunstâncias que os mortos achados no outro bote, Ickly foi levado em custódia pela polícia por ser o principal e único suspeito das mortes e do naufrágio do Gralha; a polícia se recusou a fornecer mais informações, "estamos investigando sem descanso" afirma o chefe de polícia Walrus.

(O nome do outro jornal em questão não estava presente nos recortes achados)

Edição de 7 de janeiro:

SEREIAS! DEUSAS DO MAR OU DEMÔNIOS DAS PROFUNDEZAS?

o navio Gralha, que trazia consigo diversas especiarias, deveria ter chegado em seu destino no começo de dezembro, porém os sobreviventes do suposto naufrágio só encontraram abrigo em terra na noite de ano novo, os dois botes encontrados em locais bem distantes um do outro, cerca de 40 km os separando.

Apesar de haverem sete pessoas ao total, somente uma delas estava viva, Jonathan W. Ickly, foi o único que sobreviveu ao massacre ocorrido nos botes, ele afirmou enquanto era levado pela polícia: "pareciam o diabo, em questão de segundos seus rostos mudaram".

Todos julgaram essa confissão como loucura, mas as circunstâncias dos corpos são semelhantes demais a antigos naufrágios para serem ignorados.

Dois anos atrás, um navio negreiro naufragou, somente parte de seus restos foram encontrados, o navio havia sido queimado e afundou; metade dos corpos foram encontrados, todos mutilados de forma violenta; a perícia alegou que foi um ataque de tubarões.

6 meses após esse incidente, um navio pirata foi encontrado encalhado em recifes distantes de terra, apenas 1/3 dos tripulantes que estavam na embarcação foram encontrados, todos mutilados, assim como os corpos no botes do Gralha.

Porém, existe uma teoria que resolve o mistério desses incidentes.

Antigas lendas de tribos africanas contam sobre demônios marinhos, serpentes traiçoeiras que mutilam os marujos que ousam se aventurar por suas águas, as lendas dizem que estes demônios hipnotizam homens de mente fraca e movidos pela luxúria para que eles afundem seus próprios navios, para facilitar que os demônios consigam capturar suas presas.

Essas coincidências nos levam a acreditar que foram os demônios do mar que vem causando esses banhos de sangue pelo pacífico, as "sereias" como são conhecidas no folclore, são lindas mulheres, que afogam marujos e os levam para as profundezas do oceano.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.