Serei Mais Feliz Do Que Imagino
10 shuffing all
Neste dia eu não dormi bem, deitei, rolei, nada, quando consegui cochilar era umas 5:00, mas fui acordada por alguém me chamando no face. Abri o not e olhei a mensagem, na mesma hora desliguei-o e deitei novamente na cama, pensado na mensagem, ela dizia assim.
"Por favor me atenda, eu preciso falar o que aconteceu, se você não me atender e nem vier conversar comigo eu vou ai, eu to falando sério. Eu te amo"
Eu deveria ter falado com ele, porque a poucas horas ele simplesmente esqueceu o que aconteceu lá na faculdade e continuou, bolou para frente, mas não sei, primeiro fala que não tem amigos depois aparece com uma ex namorada, uhull, verdade hem?! Pelo menos eu havia falado sobre Clark, e na mesma hora eu fui atrás dele, eu não fiquei por ai mandando mensagem, ele sabia onde eu morava, então que venha. Enquanto isso vou dormir.
Mas me peguei pensando mais tarde sobre as últimas palavras, "Eu te amo", eram tão simples, mas diziam tudo, não pude deixar de pensar nelas, ele estava mesmo me amando? Enquanto eu só estava me sentindo bem perto dele? I don't know. Depois de um tempo peguei no sono e descidi não ir a faculdade neste dia.
Ouço a campainha, outra vez, olho no relógio, 20:56, urgh. Pensei por um momento, como este conseguiu subir até aqui em cima sem ao menos passar pelo portão e pelo interfone? Outro toque. Grito.
-Já vou, que desespero. -Uma batida na porta, que isso, está pegando fogo no prédio? Abri a porta, antes mesmo de ver quem é. -Vai tirar o pai da forca?
-Não só vim ver minha melhor amiga. Oi para você também. -Ela me deu um abraço forte, oque ela sempre deva, quanto tempo.
-Quanto tempo, como descobriu que eu estava morando aqui? -Ela foi entrando e porcurando algo nos armários da cozinha, achou, chocolate, nem lembrava que tinha.
-Falei com seu pai, falou que você tinha sofrido um acidente, vim te ver.
-Haa, valeu por vir depois de, o que, cinco dias? Eu poderia ter morrido lá no hospital.
-Me desculpa, é só que.. -Ela deu uma pausa que ela sempre dá para dar notícas ruins. Continuou depois de mastigar um pedaço de chocolate sentando-se no sofá. -Eu tô morando longe Káh, e também porque eu tive os meus problemas. -Ela fungou, quase chorando. -Mas parece que você tá bem néh flor?
-É estou melhorando, o ombro eu já vou desenfaixar sexta que vem, mas a costela vai ficar por mais algum tempo. Mas falando em ficar bem, parece quem não tá é você Carol. -Me sentei ao lado dela, com um pouco de dificuldade, mas sentei, peguei um pedaço de chocolate.
-É que.. -Lágrimas já se formavam e escorriam. -Eu e o Diogo, nós terminamos. -Agora ela chorava pra valer, coloquei sua cabeça em meu ombro, o não deslocado, e dei leve batidinhas em suas costas, vazia tempo que eu não ajudava alguém deste modo, estava meio perdida, mas respirei fundo tentando me lembrar como fazia, sendo que eu era muito boa nisso.
-Ohh Carol, que pena, mas se foi é porque é o melhor, mas me diga como foi, para eu saber dizer as palavras certas. -Ela levantou o rosto, todo molhado já, e foi me contando, era porque ele cansou-se dela porque apareceu uma menina na jogada, uma mais, hamm, do mundo, por assim dizer. -Ahh flor. -Passei os dedos enxugando suas lágrimas. -Vai melhorar prometo, fique alguns dias aqui em casa, vamos sair por ai, igual fazíamos. Ok? -O melhor a se fazer era falar em diversão, ela sempre se animava em sairmos, vamos ver se agora funciona.
-Minhas malas estão no carro, hahah, eu também pensei em ficar aqui uns dias, se não for encomodar, você deve estar com mais animo, e quando você se anima, você pega todos. -Ela deu mais algumas risadas vazias, tirei o chocolate da mão dela. Ela choramingou pedindo para deixar comer tudo.
-Nope, nada disso Caroline, você vai engordar, e você não gosta disso, vai lá pegar suas malas, eu não posso carregar peso, enquanto isso vou preparar algo para comermos. -Ela assentiu e foi saindo pela porta, fui pelo menos tentar fazer alguma coisa, não ia dar certo, liguei e pedi umas comidas japonêsas.
-Pronto Kah, o que você vai fazer?
-Nada você sabe que eu não sei cozinhar, pedi um mega hamburguer gorduroso, com várias coca-colas. -Menti rindo da cara dela.
-O que? Você quer me engordar mais ainda? Nada disso Kah, pode pedir e cancelar o pedido. -Ri mais ainda, ela estava realmente brava.
-Eu não pedi isso, pedi comida japonêsa, e tem suco aqui, você acha que EU sua melhor amiga vai fazer isso com você? Nunca.
-Obrigada. -Ela pareceu refletir um pouco. -Me desculpe por não ter ficado ao seu lado quando você precisou, fiquei só importando com Diogo, e deu nisso, você que eu não ajudei quando precisou, e você ai me ajudando. -Ela começou a chorar de novo. Deu um aperto no coração, eu sei disso, ela me deixou quando precisei, mas nem por isso vou deixar de ajudá-la, ela era minha melhor amiga, por mais que brigas acontecessem, eu a amava. Fui até ela, e dei-lhe um forte abraço.
-Não tem importância Carol, você sempre vai poder vir aqui quando precisar, nem por todos os males que me causar vou deixar de te amar, você é minha melhor amiga. -Dei um sorriso bem grande para ela, um que sempre a faia sorrir, e foi o que aconteceu.
-Eu também te amo amiga.
-Agora depois deste momento meloso, vamos arrumar uma cama para dormir. Na verdade não tem cama só colchão serve?
-Lógico, melhor que isso impossível, ahahaha. Mas, Kah, algo que eu não paro de pensar, você estava tão na deprê, agora você está toda "iluminada", parece que voltou a ser a mesma de antes.
-É Carol, em algum momento eu deveria ter que voltar néh?! Eu só comecei o ano bem. -Me lembrei de Mike, ele era o responsável por aquilo, me lembrei da mensagem "Eu te amo", não Karen, esquece, preste atenção em sua amiga agora.
-Hm.. -Ela fez aquela voizinha, aquela que os amigos fazem quando pensam que você está afim de alguém. -Quem é o sortudo?
-Prefiro não falar disso agora Carol.
-Por que? -Ela parecia uma criancinha contrariada, nem perecia alguém que estava chorando rios pouco antes. Colocamos o lençou no colchão.
-Porque não, aconteceu algumas coisas, ontem e hoje e eu não quero remoe-las.
-Nossa tá bom, mas eu vou ficar cerca de uma semana, nesta uma semana você vai ter que me contar certo?
-Certo. -Terminamos de arrumar a cama, Caroline foi tomar banho e eu entrei no face, mensagem nova. Mikale, pensei em não abrir, mas abri mesmo assim.
"Ok, se for para ser do modo mais difícil, tá bom, eu vou ai, nem adianta impedir, eu entro ai, nem que eu tenha que arrombar a porta. `.´"
Urgh, mexi mais um pouco e desliguei, campainha, PUTAQUEPARIU, o porteiro morreu? Agora todo mundo entra sem interfone? Abri a porta ao mesmo tempo que Caroline apontou na porta do banheiro já vestida, e eu ainda com uma blusa, que depois de um tempo percebi que era do Clark.
-Oi. -Falei sem intonação, mas depois que vi quem era mudei totalmente, a raiva me tomou por todos os cantos. -Clark?! Que horrível te vê-lo, tchau. -Juro que mato o porteiro, fui fechando a porta mas a mão máscula de Clark impediu, urgh, revirei os olhos. -Que que você quer?
-Por que está com raiva de mim enquanto está usando uma blusa minha?
-Porque.. -Não sabia que resposta dar, ha é porque eu quero te matar, mas gosto da blusa porque me faz lembrar de momentos, ham.., aconchegantos por assim dizer. -Porque não importa, vai embora.
-Não não vou. -E ele entrou, simplesmente assim, eu não tinha força comparado com ele, que horror ser mulher numa hora dessas. Ele viu Caroline, fechei a porta. -Carol?! Quanto tempo! Que que você anda fazendo? -Eles se abraçaram, melhor nela do que em mim. Interfone, finalmente o porteiro reviveu. Atendi enquanto atrás ouia a conversa dos dois.
-Oi.
-Karen, entrega japonêsa, pode entrar?
-Manda subir.
Olhei para os dois convesando, até foi bom Clark estar ali, iria ajudar Caroline, eles também eram bem próximos. Fui abrir a porta. Quando já estava girando a maçaneta ouvi batidinhas na porta. Abri. Não era qualquer entregador, era o Mike, que cara chato, não sabe o que é ser ignorado não?
-Oi, entrega? -Ele tentou rir, mas me observou, eu com uma camisa de provavelmente um ex, ele não sabia que era de Clark, devia estar pensando em ontem, eu praticamente igual, só que com a camisa dele.
-Sim, pode ir agora, aqui o dinheiro. -Entreguei, nem sei porque, mas provavel que ele pagou para pegar e tentar entregar a mim, só estava devolvendo. Já estava fechando a porta quando igualmente a Clark ele pousou a mão dele na porta me impedindo.
-Precisamos conversar. -Ele já iria entrar se não fosse por Clark, que bom agora vai piorar. Clark passou a mão pela minha cintura dando um leve beijo em meu pescoço como se fossemos namorados, percebi pela cara de Mike, que Clark estava sem camisa, como se eu tivesse pego a camisa dele "emprestada".
-Amor, já pagou? -Me deu mais outro beijo na bochecha, eu estava querendo matá-lo dez vezes, aaaaaaaaaaaaa. Ele olhou para Mike. -Ele está te encomodando amor?
Não respondi nada, só fiquei com a boca aberta lá na porta parada, Mike soltou a mão da porta deu as costas e foi embora. Lá se foi mais uma chance da minha vida verdadeiramente voltar ao normal. Olhei furiosa para Clark enquanto fechava a porta.
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