Notas iniciais
Está história é original, porque plágio é crime. espero que gostem, é a minha primeira fanfic por isso estou disposta a ouvir suas opiniões. Tentei escrever outro, mas não deu muito certo, bom espero que gostem :)

SERÁ QUE DEUS VAI ME DAR UMA CHANCE DE SER FELIZ?

Por que isso está acontecendo de novo?

Acordei ás 06h00 da manhã para ir ao inferno que é minha escola. O ônibus escolar chegou, eu não gostava de ninguém lá, mas eu era legal com eles por ser de minha natureza. Meu lugar era o último perto da janela porque fica bem longe dos outros. Enquanto eu andava até o meu lugar, mas Ashley a garota que eu mais odeio em todo o mundo colocou o pé na frente e eu quase quebrei meus dentes, mas um garoto amorteceu minha queda. Eu não sou de brigar, mas ela estava merecendo, levantei-me e agarrei o pescoço dela, coloquei tanta força que ela começou a ficar roxa.

– É melhor você tomar cuidado comigo, ou vai desejar nunca ter nascido. – falei perto de seu ouvido, alguém me agarrou pela cintura e me tirou de perto dela, era um garoto, muito lindo, ainda mais porque foi ele que amorteceu minha queda.

– Está louca? Não pode mata-la. – olhei para a Ashley que ainda estava um pouco vermelha, olhei para ele pisquei e disse.

– Ainda não. – e fui para o meu lugar. Se ela voltar a mexer comigo é corajosa. Minhas duas irmãs entraram no ônibus, o que mais me irrita de ter irmãs gêmeas é que as pessoas ficam nos confundindo toda hora, e elas são populares, então sempre vêm pessoas que odeio falar comigo. Elas sentaram do meu lado e me cumprimentaram.

– Brigou com a Ashley de novo? – perguntou Clare.

– Sim, por que?

– Ela olhou aterrorizada para nós. – disse Cindy.

– Ela colocou o pé na minha frente, pediu pra morrer. – falei e elas riram. O ônibus na frente da escola e todos se levantaram para descer, aquele menino estava andando na minha frente então disse.

– Desculpa por ter caído em cima de você. – ele me olhou e sorriu.

– Tudo bem, sei que não foi culpa sua. – sorri. – Você é capaz mesmo de matar a Ashley?

– Pode crer que sim, só não fiz isso ainda porque posso ser presa.

– Como posso diferenciar você de suas irmãs?

– A Clare tem um piercing no septo, a Cindy tem uma tatuagem que cobre o braço direito todo e eu tenho esse piercing na boca e uma tatuagem na perna.

– Sobre o que é a sua tatuagem?

– Sobre o melhor dia da minha vida. Quando você ver vai entender melhor.

– Quando eu ver? – falou com um tom malicioso.

– Ah você entendeu. – ele riu e entrou na sala. A aula foi chata, como sempre, mas graças á Deus que eu e a Ashley não tivemos a mesma aula o dia todo. Infelizmente além de ela me atormentar tem um garoto que eu acho um gato, mas ele também é um completo filho da puta. Ele me empurrou tão forte que eu voei pelo corredor e bati nos armários. Ele olhou para mim surpreso, acho que não pretendia usar tanta força. Fui pra cima dele com um ódio que nem eu sabia que tinha, derrubei-o no chão, mas antes de conseguir se quer dar um soco nele, ele conseguiu ficar por cima de mim segurando meus dois braços.

– Eu sinceramente não esperava que você fosse me derrubar. Me pegou desprevenido

– Mesmo se você soubesse disso, eu te derrubaria do mesmo jeito. – ele riu e disse.

– Creio que não. – empurrei e fiquei em cima segurando seus braços.

– Tem certeza? – ele sorriu e disse.

– O.K. Você venceu. – mas quando ia me levantar, ele consegue ficar por cima de mim novamente. – Mas eu sou o Jared. – falou tão perto do meu rosto que podíamos respirar o mesmo ar, semicerrei os olhos ele riu e se levantou e foi embora.

– Você sempre costuma deitar no chão do pátio? – perguntou aquele menino do ônibus.

– Não, o Jared me empurrou. – falei me levantando e limpando minha roupa, ele ergueu uma sobrancelha. – Longa história. O que faz aqui? Você não já deveria ter ido embora?

– Tive que ficar para ajudar um professor a arrumar a sala.

– O Sr. William? – ele assentiu. – Ele sempre faz isso, você tem que rezar para a sua última aula não ser dele ou sair correndo assim que bate o sinal. – ele riu e disse.

– Você é engraçada, como se chama?

– Carrie White e você?

– Jensen Green.

– Nome bonito.

– Obrigado. Você tem muita coisa pra fazer agora?

– Na verdade não, por que?

– Quer tomar um café comigo?

– Por que não? – ele sorriu e fomos á uma cafeteria á poucas quadras da faculdade. Ele pediu um café preto e eu um cappuccino.

– Me fala sobre você. – disse Jensen, tomando um gole de seu café.

– Tipo o que?

– A sei lá, se você tem mais irmãos, quantos anos tem, por aí. – ri e disse.

– É eu tenho uma irmão mais novo, ele nasceu 1 ano. Eu moro com minha mãe e minhas irmãs moram com meu pai...

– Isso explica porque você sempre entra no ônibus primeiro.

– É, enfim, então sobrou para mim cuidar dele.

– Por que suas irmãs se mudaram?

– Prefiro não falar disso agora. – ele abriu a boca para falar, mas fomos surpreendidos quando Jared tampou os meus olhos e perguntou quem era.

– Conheço sua voz cara.

– Ah, sem graça. – fiz uma careta. – Então, estão em algum tipo de encontro? – nos entreolhamos e dissemos juntos.

– Não. – Jared riu.

– Posso falar um minuto com você? – ele assentiu e fomos para fora da cafeteria. – Vou falar rápido porque não quero deixar o Jensen esperando. – ele assentiu. – O que está acontecendo com você?

– O que?

– Você está sendo legal comigo. Por que não é mais aquele filho da puta que me zoava com a Ashley? – ele riu e disse.

– Digamos que eu não sou mais um completo filho da puta depois que terminei com ela.

– Você terminou com ela?! – falei um pouco alto demais.

– Sim, e falo que foi a melhor coisa que fiz.

– Está saindo com alguém agora?

– Sim, com ela. – olho para a menina que ele apontou e percebo que é a Clare, claro a Cindy tem namorado.

– Por que não estou surpresa? – ele riu e disse.

– Vou voltar antes que ela desconfie de alguma coisa.

– Melhor eu ir também, só me esclareça algo, você ainda me odeia?

– Não, quando terminei com a Ashley percebi que não há motivo para continuar te zoando, você não mexe com ninguém só fica na sua, e ela tinha inveja de você.

– Sério? – ele assentiu. – Então você me ama? – ele franziu as sobrancelhas. – Se você não me odeia me ama certo? – ele sorriu e me abraçou levantando-me do chão.

– Eu te amo, sua coisinha pequena. – fiz uma careta para ele assim que me colocou no chão e disse.

– Não zoe a minha altura. – ele sorriu e entrou.

– Está tudo bem? – me perguntou Jensen.

– Sim, só falamos sobre ele não ser mais um filho da puta.

– Isso é bom, não é? – assenti. Depois de tomarmos o café, liguei para minha mãe vir nos buscar, já que nós dois morávamos longe da escola. Ela chegou em 20 minutos.

– Agora eu sei porque você demorou. – falou, não disse nada apenas me sentei ao lado da cadeirinha do meu irmão, Jensen cumprimentou minha mãe e se sentou ao lado do meu irmão.

– Qual o nome dele? – perguntou, brincando com ele.

– Caleb.

– Nome legal.

– Obrigada. – respondeu minha mãe. Voltamos para minha casa porque minha mãe havia esquecido a mamadeira de Caleb.

– Quer entrar ou vai esperar aqui? Isso costuma demorar um pouco.

– Vou entrar, não gosto de ficar muito tempo dentro de um carro. – sorri, peguei Caleb e entrei. Mamãe preparou o leite dele bem rápido e depois fomos para a casa do Jensen.

– Posso falar com você em particular? – perguntou assim que minha mãe parou na frente de sua casa, saímos do carro e ficamos atrás dele.

– O que é?

– Só queria me despedir, é que sua mãe fica me olhando estranho. – ri e disse.

– É que ao contrário das minhas irmãs eu nunca aparecia com um garoto em casa. – ele pareceu um pouco aliviado.

– Então, quando vai me contar mais sobre você?

– O que quer saber?

– O que significa sua tatuagem?

– Já falei, você não vai entender se não ver, e ela fica bem na minha coxa e uma parte na minha barriga. E eu não vou me despir aqui no meio da rua.

– Então quer dizer que um dia terei chance de vê-la?

– Isso depende de você – ele me deu um beijo na testa foi até a janela do carro e disse. – Tchau, vou um prazer conhece-la.

– O prazer foi meu, tenha uma boa noite. – respondeu minha mãe animada.

– Obrigado, tchau Carrie.

– Tchau.

– Então... Vocês estão namorando? – perguntou mamãe assim que ele entrou.

– Mãe! Eu não posso mais sair com um amigo sem que a senhora pense que estamos juntos?

– Com esse gato não. – semicerrei os olhos, ela sorriu e ligou o carro.

Não demorou nem meia hora depois que chegamos para Jared aparecer diante da porta de meu quarto, eu estava mexendo no celular e joguei ele pra cima com o susto.

– Nossa tá assustada?

– De repente aparece uma assombração no meu quarto.

– Sou tão feio assim?

– O que faz aqui?

– Só vim fazer uma visita. – semicerrei os olhos.

– Como me achou?

– Clare.

– Tinha que ser, mas se você está saindo com ela, por que está aqui agora?

– Por que sou seu amigo, e a Clare disse que não estava querendo receber visitas hoje.

– Ela está bem?

– Está, só está cansada.

– Entendi, sente-se. – ele foi e se sentou na cadeira do meu computador. – Então você só pretendia vir aqui me assustar e depois ir embora? – ele riu e disse.

– Não, só queria que fomos amigos. – ergui uma sobrancelha. – Tá, estava com saudades.

– Acabamos de nos ver.

– Eu sei.

– E então?

– Eu me senti mal, por ter feito tudo o que te fiz todos esses anos. – fiquei quieta porque simplesmente não tinha o que dizer. – E agora quero ser seu amigo, para que essa culpa saia de mim.

– Está pedindo desculpas?

– Estou.

– Meio estranho, mas aceito. — levantei-me e abracei-o. – Somos oficialmente amigos agora. – ele sorriu.

– Então, o que você ficar fazendo nesse quarto deprimente?

– Deprimente? Saiba que demorei muito tempo para decora-lo.

– E isso foi á quantos anos? – falou rindo dei um soco em seu braço, mas eu estava rindo também.

– Está com fome?

– Você vai cozinhar?

– Algum problema? – ele ergueu as mãos na defensiva.

– Só não me cause uma intoxicação alimentar. – falou rindo, fiz uma careta e mostrei a língua. Assim que terminei de fazer o jantar minha mãe desce apresada as escadas com Caleb no colo.

– O foi mãe?

– Não posso falar agora, pode ficar com ele até eu voltar? – falou me dando ele.

– Claro... – abri a boca pra falar, mas minha mãe rapidamente saiu.

– Nossa, o que foi isso?

– Não sei, deve ser alguma coisa do trabalho. – no meio do jantar meu celular toca. Era Jensen.

“Alô?”

“Carrie, venham aqui rápido!” – ele parecia muito desesperado.

“O que aconteceu?”

“Sua irmã sofreu um acidente de carro.” – nessa hora eu não lembrava mais como se respirava, assim que ele me passou o endereço, peguei Caleb, as chaves e corri para lá. (Eu não dirigia, mas tinha uma moto que eu quase nunca uso, acho que se segurar o Caleb bem firme e torce para que nenhum policia encha nosso saco podemos chegar lá).

– Pode me dizer o que está acontecendo?

– Minha irmã... Ela... Ela, sofreu um acidente. – ele parecia tão chocado quanto eu.

– Ele te disse como aconteceu? – balancei a cabeça negativamente. Chegamos lá em 10 minutos, a policia já estava lá, haviam muitas pessoas ao redor e quando cheguei mais perto pude ver que haviam dois carros batidos de frente, dei o Caleb para o Jared segurar e fui em direção aos meus pais e Cindy.

– O que aconteceu?

– Clare bebeu demais e invadiu a contra mão. – procurei por ela e vi que os médicos estavam colocando ela na ambulância, havia uma outra ambulância ao lado, e vi Jensen sentado nela com vários curativos.

– O que faz aqui? – perguntei sentando-me ao seu lado.

– Eu estava dentro do carro que sua irmã bateu. – nesse momento eu fiquei mais chocada ainda.

– E você está bem? – ele olhou para mim com os olhos cheios de lágrimas.

– Já é a segunda vez que isso acontece. Por que isso está acontecendo de novo? Por favor me explique, porque além de perder meu pai em um acidente também perdi minha irmã? Por que isso sempre acontece comigo? – ele cobriu o rosto com as mãos e chorou ainda mais, o abracei e disse.

– Daqui a pouco eu volto o.k.? – voltei para minha família que já estavam dentro do carro. – Vocês sabem por que ela bebeu?

– Ela não superou o terminou com o Christian.

– O que? Eu achei que ela já tinha superado isso faz tempo.

– E superou, mas ela se encontrou com a Ashley hoje depois da escola, e já que o Jared havia terminado com ela e estava ficando com nossa irmã, Ashley não aceitou muito bem isso... – falou Cindy.

– Então embebedou ela para poder se vingar. – conclui.

– Exatamente. – fui na direção de Jared, assim que cheguei perto deles Caleb esticou suas mãozinhas e quando peguei ele no colo minha raiva toda se foi.

– Qual de suas irmãs se acidentou?

– Clare. – falei tristemente, ele ficou muito chocado e lágrimas começaram a brotar de seus olhos. – E foi a Ashley que a embebedou.

– Por que? – expliquei para ele que ficou com tanta quanto eu.

– É melhor alguém me segurar amanhã na escola se não vou acabar matando-a. – falei.

– Digo o mesmo.

– Digo o mesmo. – disse Jensen, ele estava com o braço dobrado na frente do peito. – Sua família me disse o que houve.

– Você quebrou o braço?

– Eu vou ficar bem.

– Mas você precisa ir ao médico.

– EU VOU FICAR BEM O.K.? OLHA TUDO O QUE ACONTECEU, VOCÊ PODE DEIXAR ISSO DE LADO POR UM SEGUNDO? – gritou, fiquei surpresa, porque não sabia que ele iria gritar, só estava preocupada com ele. – Me desculpe, toda essa situação...

– Tudo bem. Acho que já vão levar Clare pro hospital, tudo bem se você for na minha moto? – falei para Jared, ele assentiu e eu dei ás chaves para ele, que rapidamente se afastou. – Só vou deixar Caleb com minha família e vou na ambulância com você o.k.? – ele assentiu, vi uma sombra de sorriso em seu rosto.