Será que Deus vai me dar uma chance de ser feliz?
6 Por que continuar tentando?
Notas iniciais
JÁ CHEGA! AQUELA FILHA DA PUTA VAI PAGAR PELO QUE FEZ, NEM QUE SEJA Á ÚLTIMA COISA QUE EU FAÇA. Levanto-me da cama com um pulo assustando Jensen e corro até o banheiro. Depois de escovar os dentes entro correndo no quarto do Jared e pulo em cima da sua cama.
– Jared, acorda. Acorda! — ele me olhou sonolento, esfregou os olhos e disse.
– Cara, você fumou?
– Preciso da sua ajuda.
– Pare de pular, aí nós conversamos.
– Será que os pombinhos, poderiam falar mais baixo? Estou tentando dormir. — disse Clarisse, parei de pular e sentei ao seu lado, ele bocejou e disse.
– Você precisa da minha ajuda pra que?
– Planejar uma bela vingança contra a Ashley. — ele abriu um enorme sorriso.
– Agora você falou minha língua. — ele se levantou e disse. — Mas só depois do café. — sorri, agradecida. E foi acordar a Clarisse, porque já eram 10h00, sacudi-a feito uma boneca de pano.
– QUER PARAR COM ESSA MERDA? — gritou, sorri e disse.
– Não até você levantar.
– Sinceramente Carrie, você realmente fumou? O que foi? Maconha?
– Eu não fumei, só estou feliz.
– Por quê? Só anda acontecendo merda na sua vida. — ela tinha razão, mas mesmo assim disse.
– Eu não sei, mas levanta. — ela se arrasta para fora do quarto, vou até a cozinha e vejo que todos já estão acordados. — O que tem pro café?
– Você. — falou Malik me fuzilando com os olhos, fiz uma careta mostrando a língua. Depois de tomar café todos foram embora e Jensen, Jared e eu começamos á planejar uma vingança.
– Tenho uma coisa para falar. — disse Jared, passando á mão em seu cabelo ruivo, fazendo bastante drama, seus olhos azuis chegaram á lagrimejar, Jensen e eu estávamos começam á ficar preocupados, mas aí ele fala. — Eu já planejei uma vingança perfeita para a Ashley. — Jensen e eu demos um tapa na testa e caímos para trás. Já que estávamos no chão a queda não foi tão grande. Jared riu, e quando se acalmou explicou o plano para nós. Um ótimo plano.
***
Primeiro precisávamos saber onde é o outro esconderijo da Ashley, e pra isso precisávamos fazer uma visitinha á ela. Jensen foi o convocado para ter uma conversinha com ela. Enquanto isso eu e Jared íamos visitar meu tio que era policial.
– Carrie? — perguntou assim que me viu, fazia tanto tempo que a gente não se via que ele não sabia mais me diferenciar de minhas irmãs, assenti sorrindo e abracei-o. — Nossa como você cresceu. Com está sua mãe?
– Ela está bem.
– Amigo novo? — assenti e disse.
– Meu amigo Jared. — me virei para Jared e disse. — Meu tio Thomas. — eles se cumprimentaram com um aceno de cabeça.
– Onde fica o banheiro?
– No final do corredor virando á direita, pede para algum policial de levar. — ele assentiu e disse.
– Tudo bem, eu me viro. — e cruzou as portas pro corredor.
– Então, como está a Cindy e a Clare? — perguntou falando para eu me sentar em uma das cadeiras, ele pegou outra e se sentou de frente pra mim, com o encosto da cadeira encostado na barriga, isso me fez rir um pouco, ele tem quase trinta anos e ainda se senta como um garoto de quinze, e ainda fala gírias, a não ser no trabalho, porque demitiriam-no.
– A Cindy está bem, ainda está com o Daniel o que é bom, e eles estão felizes. — ele sorriu. — A Clare, bem, teve uma noite que ela bebeu demais e acabou causando um acidente de carro, e está em coma desde então. — ele ficou realmente surpreso, e muito triste. Não queria contar isso á ele, porque obviamente ele estava tendo um dia ótimo, mas ele iria saber de qualquer jeito.
– Bom, eu vou visita-la quando der. Mas, vamos afastar ás negatividades por hoje. Como está sua vida?
– Está indo legal, não tem acontecido muita coisa desde o acidente. — ele assentiu pensativo.
– E a faculdade?
– Hoje é domingo né? — ele assentiu. — Mês que vem eu vou me formar. — ele sorriu e disse.
– Pode me esperar nessa festa. — sorri.
– Está namorando? — nossa que pergunta direta, assenti. — É ele? — balancei a cabeça negativamente.
– O nome dele é Jensen.
– Nome legal. — sorri.
– E você tio? Como está sua vida recentemente?
– Bom, me divorciei, e depois descobri que ela estava grávida e...
– Podemos ir? — perguntou Jared, assenti e disse.
– Mais tarde a gente conversa. — falei escrevendo meu número em um bloquinho na mesa atrás dele, ele sorriu e se levantou para me abraça e logo em seguida apertou a mão do Jared. — E aí, conseguiu?
– Fácil como tirar doce de criança. — falou levantando a camisa e mostrando um pedacinho da arma. Eis o plano que expliquei para ele: falei para ele a combinação do armário de um policial vagabundo que odiava seu emprego, ele tinha várias armas e se algumas delas sumissem ele nem iria ligar, a combinação do armário dele eu consegui com o meu tio que acabou falando e bebendo demais na última vez que nos encontramos. Enfim, eu fiquei para distrair meu tio enquanto ele ia buscar as armas, acabou que o plano foi perfeito. Ligamos para Jensen assim que entramos no carro.
"E aí. Conseguiu?"
"Sim, e não foi muito difícil."
"Como?"
"Sistema de parceiragem, como ela já tem vários inimigos lá foi bem fácil tirar a verdade dela."
"Sério?"
"Não, com a ajuda de alguns policiais corruptos consegui colocar uma escuta na sela dela, sabe, tem vez a doida fala sozinha." — rimos, então ele continuo. "Podem vir me buscar? Sabe, eu ainda estou um pouco traumatizado pelo jeito que eles me revistaram."
Chegamos lá em 5 minutos, e felizmente eu tinha total apoio dos meus amigos. Estávamos indo pro esconderijo dela, até que vimos uma pizzaria.
– Nossa essa pizza está uma delicia! — falou Malik em meio ás mordidas.
– Portuguesa é a minha preferida. — disse Cindy, e todos concordamos, depois de comermos voltamos para o carro e para o percurso até o esconderijo. A princípio parecia um prédio normal, mas assim que entramos fomos surpreendido com boba de fumaça, mas não era só uma bomba de fumaça, porque todos nós desmaiamos, inclusive eu.
***
Acordei amarrada numa cadeira, meus amigos estavam amarrados ao meu lado. Uma porta ao alto de uma escada se abriu e um cara muito parecido com a Ashley saiu de trás dela aplaudindo.
– Sinceramente, achei que vocês fossem mais espertos. — ele riu com desdém e disse. — Vocês acharam mesmo que ia ser assim tão fácil? Pois saibam que sempre vamos estar um passo á frente de vocês. Estão vendo aquilo ali? — ele apontou para uma máquina muito estranha e com vários botões. — Então, aquilo solta um gás com o ácido sufirio, e quanto mais vocês respirarem mais seus órgãos vão queimar. Não aguentei e comecei a rir, ele fechou a cara e me encarou. — Do que está rindo.
– Foi mal... É que eu não aguentei... — parei de rir e encarei-o. — Você acha mesmo que somos tão burros assim? Nós conhecemos a Ashley muito bem, e sabíamos que ela sabia da escuta, por isso colocamos uma microcâmara no colar da amiga dela. — ele me olhou surpreso e com os grandes olhos arregalados, mas depois se acalmou e disse.
– Muito bom mesmo, mas vocês ainda estão amarrados, e ainda vão morrer.
– Só tenho uma coisa pra te dizer.
– O que?
– Cuidado com os olhos. — meus amigos e eu protegemos os olhos quando uma bomba de luz veio rolando pelo chão, ele e seus capangas gritaram, Clarisse nos desamarrou e começou o tiroteio, havia uma mesa de ferro no fundo da sala onde havia várias ferramentas de tortura inclusive uma arma, derrubei a mesa e usai-a como escudo. Clarisse se abaixou ao meu lado, um pouco aterrorizada.
– Você não tem uma arma? — falei mais alto que o barulho das armas, ela balançou a cabeça negativamente, olhei o pente da minha arma e dei-a a ela. Cada vez ia chegando mais homens, íamos atirando e nos aproximando da saída.
– ESTOU SEM MUNIÇÃO! — gritou Jensen.
– PEGA A MINHA. — joguei minha arma para ele, e peguei a da Clarisse que obviamente não sabia atirar. — Fica atrás de mim. — ela assentiu. Fui correndo e me escondendo entre as muretas, graças á Deus nem a Clarisse e eu nos ferimos, e tomara que os outros também não. Até que escuto um gemido seguido por grito de dor, a princípio não reconheço a voz, mas depois percebo que é a de Jensen, procuro por ele e vejo que está á pouco metros á minha frente, Cindy está com ele. Corro até sua direção e acabo levando um tiro no braço, sou arremessada na parede, mas quando o cara ia me dar outro tiro Clarisse consegue me puxar para trás da mureta. A dor lateja pelo meu ombro, Clarisse arranca um pedaço de sua blusa e amarra em meu braço. Meu Deus, a dor é insuportável, mas eu preciso chegar até Jensen, preciso ver se ele está bem. Olho em volta para saber se mais alguém se feriu e percebo que só sobramos nós, tem alguém atirando da porta, até que os tiros cessam, e Jared saí de trás da porta e grita.
– ANDA LOGO GENTE, MAIS DELES PODEM VIR. — corro até Jensen e me ajoelho á sua frente.
– Ah, meu Deus amor, você está bem? — ele riu e disse.
– Você nunca me chamou assim. — não deixo de sorri.
– Só foi um tiro na perna, mas precisamos leva-lo urgente pro hospital, pode ser que tenha pegado uma artéria. — rapidamente elas me ajudam a leva-lo para o carro, Daniel dirige feito louco e ignorando os sinais vermelhos. Chegamos lá e Jensen rapidamente foi para a ala de cirurgia.
***
Esperamos impacientemente por notícias de Jensen, Jared se sentou ao meu lado e disse.
– Será que valeu a pena? – olhei para ele, confusa. – Valeu a pena, ter ido lá e matado esses caras? E se tiverem mais? – é ele tinha razão.
– Acho que não, nos ferimos, e se tiver mais caras, foi a toa. – ele assentiu.
– Acho que não devemos mais nos vingar da Ashley. – falou Clarisse se sentando ao meu lado.
– É, por que tentar? Meus pais sempre falaram que vingança não leva á nada... – disse Jared.
– Mas, e se eles vierem atrás da gente? – perguntei.
– Então esperaremos por eles. – um médico apareceu e deu a notícia.
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