Notas iniciais
Olá, tudo bem?
É a primeira que escrevo para fandom do Inazuma Eleven. É uma estreia para mim.

Esta fic é minha, ela se encontra noutra plataforma no spirit.
A historia foi escrita por mim mas foi publicada na conta no projeto que eu participo como ficwritter no ImaginesLand, só quero avisar que não é plágio.

Quero agradecer aos maravilhosos magos: @panxinha ajudou com titulo, @Aramika pela betagem e @Chamelyon pela capa maravilhosa.
Espero que gostem.

[Nome] encontrava-se na biblioteca a estudar estratégias para o próximo jogo de futebol. Como era assistente do treinador, muitas vezes ela planejava como os jogadores iam atacar os adversários.

— [Nome]-chan. — Uma voz feminina aproximou-se da mesa de [Nome], que se encontrava com tampões nos ouvidos para não escutar os barulhos dos outros alunos, era a única maneira que tinha para se concentrar.

Só notou que alguém a chamava, por causa do toque no ombro e reparou que era sua amiga, Aki.

— Aconteceu alguma coisa? — perguntou [Nome]. Normalmente a esta hora, Aki ficava no campo dando assistência aos jogadores.

— Fubuki-kun pediu para te dar um recado — respondeu com seu sorriso amigável de sempre. Como ainda estava na hora do treino, os jogadores não podiam sair do campo até a hora da saída.

— Não me diga que ele vai ficar na escola depois do treino. — previu [Nome] , tentando adivinhar o recado que seu melhor amigo queria dar.

— Ele falou que quer falar contigo depois do treino no parque. — avisou Aki, que deixou uma barra de chocolate para [Nome] e se despediu. Tinha que voltar para o campo para encher as garrafas de águas dos jogadores que estavam vazias.

Só voltou a olhar para as táticas depois de Aki sair da biblioteca, mas [Nome] não conseguiu se concentrar em mais nada. Ficou curiosa sobre o que seu amigo queria com ela. Fazia um bom tempo que não iam juntos para casa, pois Shiro ficava depois do treino a jogar futebol com o resto da equipe.

(...)

A jovem foi a primeira a chegar ao parque. Decidiu sentar no balanço e comer o chocolate que Aki tinha dado. Enquanto esperava pelo Fubuki, ficou a apreciar o parque que sempre vinham juntos quando iam para casa. Ficavam diversas horas a se divertir ali, contando o que tinham passado na rotina deles, porque frequentavam turmas diferentes. Eles cresceram juntos e desde que entrou na equipe do Japão, [Nome] decidiu acompanhá-lo para não ficar sozinho, porque ele no início é tímido até se habituar ao ambiente.

— Desculpa a demora, [Nome]. — falou Fubuki, que chegou ao parque correndo, ainda com o cabelo molhado. Não teve tempo de secar para não fazer sua melhor amiga ficar muito tempo à espera.

— Cheguei, a pouco tempo também. — contou [Nome], saindo do balanço e pegando na sua mochila. Tirou uma toalha que sempre tinha consigo para secar o cabelo do Fubuki. Todas as vezes que se encontravam depois do treino, o seu amigo aparecia maior partes das vezes com o cabelo molhado. Ficava preocupada que ele pegasse algum resfriado, então o secava para ele.

— Ainda continua com o mesmo hábito. — comentou Shirou, decidindo sentar-se ao lado da [Nome], que estava à espera dele para secar o cabelo. Aquele momento era sempre único para o jovem. Sentia-se protegido por saber que ainda havia alguém que se preocupava com ele depois da morte do seu irmão. [Nome] é sua amiga de confiança que nunca o abandonou nos momentos mais difíceis, sempre estava ali consolado-o.

— Esse hábito só vai sumir quando você deixar de ser cabeça de vento. — explicou [Nome] com um sorriso do rosto. Gostava de cuidar do seu amigo porque se sentia bem ao lado dele e queria vê-lo feliz.

Os amigos ficavam em silêncio absoluto sempre [Nome] secava o cabelo do jogador. Não falaram quase nada para aproveitar aquele momento com calma. Queriam aproveitar o tempo que tinham juntos como uma recordação única, só deles. Eles se entendiam mesmo sem falarem nada.

— Pronto, cabelo seco. Agora o resfriado não vem mais. — garantiu [Nome] ao terminar de arrumar o cabelo do Fubuki.

— Obrigado. Vou sentir saudades do teu carinho e da tua proteção. — falou o jogador ao virar para [Nome], vendo a cara de quem não estava entendo nada do que estava acontecendo.

— Como assim? — perguntou [Nome]. Queria entender o que estava passando. Parecia que era uma despedida, onde o seu amigo iria embora e não sabia quando ia voltar a vê-lo novamente.

— Daqui a dois dias vou embora do Japão. — revelou Fubuki com um olhar triste. Não queria se separar de [Nome], que sempre esteve ao seu lado. Sentia-se muito bem perto dela.

— Precisa mesmo ir? — questionou [Nome], que não estava acreditando que o seu amigo de infância ia para fora do país.

— Sim, fui chamado para uma equipe no estrageiro… Meus pais encontraram um bom médico para me tratar do meu transtorno dissociativo de identidade enquanto jogo por lá. — confirmou Shirou, o motivo de ir embora. Às vezes a sua personalidade mudava quando estava a jogar, como se fosse o seu irmão que não estava mais vivo. Isso prejudicava muito o jovem, por não conseguir controlar a situação que se encontrava.

— Não vá embora e fique comigo. Vamos achar outra solução juntos, como sempre fizemos. — comentou [Nome], que sabia bem das dificuldades do jogador quando ficava possuído pela sua outra personalidade. Prometeu ao Atsuya que sempre estaria ao lado do Shirou, mas parece que não ia conseguir cumprir o último desejo dele.

[Nome] e Shirou nunca tinham ficado sem de verem por muitos dias, o máximo que tiveram separados foi por dois dias. Uma vez que [Nome] teve que viajar com sua família para ver uma tia que estava doente e foram tomar conta dela, quando os outros familiares tinham ido resolver alguns problemas que tinham aparecido naquela época.

— Queria ficar, mas a viagem vai acontecer daqui uns dias. Nunca ficamos separados por bastante tempo, só que desta vez vou estar um ano ausente. — informou Fubuki. Viu que [Nome] ficou triste com a notícia e a abraçou.

Os amigos ficaram um bom tempo abraçados. Nenhum dos dois queriam se separar. Por isso, [Nome] decidiu deixar a sua tristeza de lado e aproveitar os restantes dos dias que tinha ao lado do seu amigo.

Depois da pequena conversa que tiveram, foram para o pequeno campo de futebol que havia ao lado do parque, para jogar um pouco até que fosse a hora de jantar. Ambos sentiam que aquele dia talvez seria o último momento que iriam estar sozinhos sem ter os amigos da Raimon perto deles.

— Promete que vai manter contato comigo? — perguntou [Nome]. A única maneira de continuar ao lado dele, mesmo a distância, era só pelo celular. Assim podia apoiá-lo em todas as etapas que passaria durante o tratamento.

— Sempre tivemos juntos desde criança. Não vai ser agora que vou perder contato, [Nome] — garantiu Fubuki, que abraçou-a e deu um beijo na bochecha. Daqui um ano, quando estivesse recuperado, iria confessar os seus sentimentos por [Nome]. Decidiu não revelar agora, para não sofrer com a distância. Também tinha medo de saber qual seria a resposta que iria receber da garota.

— Talvez daqui uns meses eu consiga te visitar. — avisou [Nome]. Tinha um pressentimento que não iria ficar um ano longe do seu melhor amigo. A equipe do Japão ia passar para as próximas fases do jogo para irem jogar no mundial.

— Mesmo se não conseguirmos nos ver no mundial, tenho a certeza que daqui um ano vamos nos encontrar no nosso parque. — afirmou o jogador com um sorriso no rosto, por saber que [Nome] não desistiria da relação que construíram desde pequenos.

Nos últimos dias, os jovens aproveitaram bastante para conviver com o resto da equipe da Raimon, que era uma família para eles. [Nome] e Fubuki sorriam um para o outro, não queriam se despedir com lágrimas. Um ano longe um do outro pode ser uma eternidade para eles, mas sabiam que o futuro traria boas coisas quando se reunissem novamente.

Notas finais
Até a próxima história.
Bjs
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!