Será?

25 Dois para cada lado


Notas iniciais
Hey people! Cara, estou ouvindo uma música em espanhol nesse exato momento, muito boa!! Chegamos ao Saturday, uhuuuu! Boa leitura!

— Você lembra o nome do lugar? – Perguntou Diego.

Ele estava sentado na cadeira em frente ao notebook e eu sentada na cama.

— "Sex" alguma coisa... não lembro. – Falei confusa.

— Podemos começar procurando por boates daquela rua. Sabe mais ou menos a altura que estávamos? – Perguntou ele.

— Se não me engano no número 1560. – Respondi.

— Ótimo. – Falou Diego digitando.

Passaram-se alguns minutos em silêncio até Diego dizer:

— Nada!

— Já sei! Podemos usar nossa localização de antes e percorrer o caminho que fizemos, acho que iremos conseguir achar. – Falei.

— Boa! – Falou Diego otimista.

Vasculhamos o Google Maps, mas ele não deu a localidade que queríamos.

— Acho que o jeito é irmos para a rua. – Falei.

Diego concordou com a cabeça.

— Você vem comigo? – Perguntei.

— Vou sim! – Respondeu ele.

— Ótimo! – Falei.

Peguei a chave do carro e saímos porta a fora.

***

Após alguns minutos parados no trânsito frenético de São Paulo, mesmo sem ser horário de pico, paramos em frente ao bar da noite passada onde começamos a procurar, e que no momento estava fechado.

— Sabe desenhar? – Perguntei para Diego.

— Não muito. – Respondeu ele.

— Algumas linhas estão ótimas. Precisamos de tudo documentado desde aqui, então enquanto eu dirijo você faz um mapa do caminho. – Falei.

— Mas achar o lugar vai ser fácil agora. – Falou ele.

— Não é questão de só achar, precisamos de pistas caso aconteça algo conosco. É melhor ter um mapa bem especificado e de fácil entendimento, até porque nem daqui somos. – Falei.

— Entendi. – Falou Diego se inclinando para o banco de trás e pegando minha mochila que estava jogada lá.

— É fácil, só desenhar a linha da rua, coloca o nome desse bar e o número. – Apontei para a janela para mostrar o número na parede. – E quando chegarmos em frente a boate você coloca o nome dela e o número. – Falei.

— Ok. – Falou ele começando a desenhar.

— Vamos usar isso como ponto de referência. – Falei fazendo movimentos de círculo com o dedo em volta do nome do bar.

Meu celular tocou me dando um leve susto.

— Alô! – Falei sem ver quem era.

— Aonde você está? – Perguntou uma voz feminina.

— Quem é? – Perguntei.

— Sou eu, Roberta! – Respondeu Roberta sem paciência.

— Ah, oi! O que quer? – Perguntei.

— Saber aonde você está! – Falou ela.

— Estou na rua, fazendo umas coisas... – Falei deixando tudo em aberto.

— Que coisas? Temos reunião em 10 minutos. Sabe aonde está o Diego? – Perguntou ela.

— 10 minutos? – Perguntei confusa. – Ele está comigo. – Falei.

— Que bom, venham logo! – Falou ela.

— Mas não tínhamos marcado nada. – Falei.

— Eu acabei de marcar. Vem logo! – Falou Roberta.

Esse lado autoritária dela me deixava com raiva e vontade de esganá-la.

— Chegaremos em 30 minutos! – Falei.

— Nada a mais que isso. – Falou ela e desligou.

Virei para Diego que me encarava.

— Roberta está nos esperando para uma reunião. – Falei.

— Vamos terminar isso logo então. – Falou ele.

Liguei o carro e continuamos nosso caminho. Menos de 5 minutos depois paramos em frente a tal boate SexLights.

Saímos do carro.

As portas do lugar estavam fechadas e não tinha muita informação nas paredes, apenas um cartaz dizendo “A MELHOR FESTA DO MÊS EM BREVE!”, também tinha um site no cartaz e a faixa etária.

— Acho que isso é tudo! – Falou Diego.

— Não sei, mas é melhor não bater na porta. Vai que o segurança ainda lembra de nós. – Falei.

— É melhor não mesmo. Se ficarmos marcados não poderemos entrar quando conseguirmos um convite. – Falou Diego.

— Sim, vou ver como conseguiremos. – Falei.

— Tá, agora vamos? – Perguntou ele.

— Vamos! – Respondi.

Em 20 minutos já estávamos de volta ao hotel e na sala de reuniões número 3 aguardando Roberta.

— Muito bom ver todos aqui! – Disse ela me encarando.

Não sei por que, mas às vezes acho que ela tem alguma coisa contra mim.

— Por sinal a muito tempo... – Falou Gustavo.

— O que está insinuando? – Perguntou Roberta.

— Não estou insinuando nada, estou dizendo que você nos deixou esperando bem mais tempo do que o necessário. – Respondeu Gustavo.

— Eu estava ocupada. – Falou ela.

— Eu também! – Falou Gustavo.

— Chega! – Falei. – Vamos começar logo essa reunião. – Falei me levantando da cadeira.

— Acho digno! – Sussurrou Diego.

Roberta se sentou e abriu o notebook.

— Betina, pode explicar o que aconteceu ontem? – Perguntou ela.

— Olha, eu era a mais sóbria entre vocês e tenho certeza do que vi! – Falei.

— Mas na foto que tenho Jasmine é morena. – Protestou Roberta.

— Até parece que você não conhece tintura de cabelo. – Falei apontando para seu cabelo loiro tingido.

— Eu não pinto meu cabelo! – Retrucou ela.

— Ok Roberta, não estamos aqui para discutir a cor do seu cabelo e sim para entrar em um acordo. – Falou Gustavo.

— Exato! – Falou Diego.

Às vezes tinha a impressão de que Diego se perguntava enquanto encarava uma discussão olhando para um e para outro o que estaria fazendo no meio de três loucos.

— Tenho uma ideia! – Falei.

— Fala. – Falou Roberta.

— Acho que seria melhor dividir a equipe. Eu e Diego, você e Gustavo. – Falei. – Claro que quando um precisar do outro devemos ajudar, mas nos separando conseguiremos uma maior cobertura de investigação. – Completei.

— Não podemos fazer um sorteio para escolher os pares? – Perguntou Gustavo quase suplicando.

— Você se dá tão bem com Roberta! – Falei irônica.

— Pois é! E eu e Betina compartilhamos a mesma linha de pensamento. – Falou Diego quase vitorioso.

Por um momento vi os olhos de Roberta queimarem de raiva, mas o que eu poderia fazer se ela é o problema? Não tenho culpa dela ser tão mal humorada a ponto de ninguém querer ficar perto.

— Então tá né! – Falou Gustavo decepcionado.

— O que acha Roberta? – Perguntei.

— Por mim tudo bem! – Respondeu ela sem expressão.

— Mais alguma coisa? – Perguntei.

— Não, por hoje é só! – Falou Roberta com a mesma arrogância de sempre.

— Vamos, Di! – Falei me levantando.

Diego me seguiu e deixamos Gustavo e Roberta sozinhos na sala.

— Pensei que ia mostrar o mapa para eles. – Falou Diego quando já estávamos no saguão.

— Eu aí, mas seria perda de tempo. –Falei. – Vamos investigar isso sozinhos e quando tivermos tudo concreto avisamos. – Completei.

Diego concordou com a cabeça e fomos para meu quarto montar uma estratégia de investigação.

***

Notas finais
Você percebe que a pessoa não tem criatividade quando coloca nas notas iniciais o que está fazendo.... Obrigada por acompanhar, beijos. Até terça!