Notas iniciais
Uhuuuul consegui! Vamos cantar aleluia, aleluia, aleluia... Fiquei feliz em conseguir postar na data e mais feliz ainda por perceber que fez um mês desde o primeiro capítulo ^_^. É um marco na minha vida!! Boa leitura!

— Recepção. No que posso ajudar? – Falou a recepcionista assim que atendeu o telefone.

Eu estava deitada na cama com o telefone no ouvido.

— Sabe me informar como eu faço para pedir comida? – Perguntei.

— Na primeira gaveta da mesa de cabeceira que estava o telefone tem uma agenda, lá tem todos números de telefones do hotel. Só ligar na cozinha e eles irão levar o pedido da senhora. – Falou ela.

— Ah sim, obrigada! – Falei.

— De nada, qualquer coisa é só ligar. – Falou a recepcionista.

Desliguei e peguei a agenda na gaveta.

— Cozinha, cozinha, cozinha... – Falei procurando pela lista o número. – ACHEI! – Dei um grito de comemoração.

Parando para prestar atenção no meu estômago protestando de fome, percebi que a última vez em que comi foi às 06:40 da manhã no café.

— Cozinha! – Falou um homem com voz rouca ao atender o telefone no terceiro toque.

— Boa tarde, eu gostaria de fazer um pedido. – Falei.

— Pode falar. – Disse o homem.

— Um sanduíche natural de peito de peru e queijo Minas, pão integral e suco de laranja sem açúcar. – Falei.

— Só? – Perguntou o homem.

— Sim. – Respondi.

— Qual o andar, o número do quarto e o nome da senhora? – Perguntou ele.

— 15° andar, quarto 104 e meu nome é Betina. – Respondi.

— Ok. O tempo máximo de espera é de 15 minutos. – Falou ele.

— Tá bom, obrigada. – Falei e desliguei.

Coloquei uma música para quebrar o silêncio e abrir os arquivos da investigação para tentar encontrar um jeito de começar a investigar.

Ao som de “Me Too” de Meghan Trainor, li novamente sobre como acontece o sequestro e para aonde eram levada as meninas.

O momento não era alegre, mas a música me deixou feliz e com vontade de cantar.

“...If I was you, I'd wanna be me too

I'd wanna be me too

I'd wanna be me too

If I was you, I'd wanna be me too

I'd wanna be me too...”

Levantei da cadeira e comecei a dançar e cantar.

Meu telefone tocou assim que começou a tocar “Mom” também da Meghan.

Por ironia do destino era justamente minha mãe, abaixei o volume e atendi.

— Bênção mãe! – Falei.

— Deus te abençoe! Já chegou na Capital? – Perguntou ela.

— Já sim mãe. Minha madrinha ligou, pensei que ela falaria que já tinha chegado. – Respondi.

— Ela não disse nada. Tá bem minha filha? – Perguntou ela.

— Estou sim mãe e a senhora? – Falei.

— Estou bem também. – Falou ela.

— E o papai e as crianças? – Perguntei.

— Estão bem. O Júnior fica perguntando quando você volta. – Falou ela.

— Diz que não sei mãe, vou ter muito trabalho aqui, mas quando der eu irei vê-los novamente. – Falei.

— Muito bom, minha filha já estamos com saudades! – Falou mamãe.

— Eu também mãe! – Falei.

Ouvi alguém bater na porta.

— Mãe, minha comida chegou. Preciso ir abrir a porta, depois nos falamos. – Falei.

— Tá bom minha filha, beijos. – Falou ela.

— Beijos mãe. – Despedi-me e desliguei.

Abri a porta e do outro lado estava um cara de quase 1,90 cm, cabelos escuros, olhos azuis e corpo malhando, aparentava ter no máximo 25 anos, usava uniforme e estava encostado em um carrinho com uma bandeja onde estava meu pedido.

Ele sorriu e eu retribui o sorriso.

— Senhora Betina? – Perguntou ele e identifiquei sendo o portador da voz que falou comigo no telefone a uns 8 minutos atrás.

— Senhora não, Betina sim. Pode entrar. – Respondi.

Ele entrou empurrando o carrinho.

— Posso ajudar a senhorita em mais alguma coisa? – Perguntou ele.

Ri mentalmente por imaginar Raissa e Clarice comigo e respondendo essa pergunta. Podemos até ser taxadas como imaturas, mas quando estamos juntas tudo vira palhaçada e um homem gato assim perguntando se pode ajudar não escaparia de nossas brincadeiras.

— Hmmm, só isso. Qual seu nome? – Falei sorrindo.

— Pedro. – Falou ele um pouco tímido.

— Prazer Pedro. – Falei esticando a mão.

Ele me cumprimentou.

— Bom, vou deixar a senhorita comer em paz, logo mais alguém virá buscar as coisas. – Falou ele apontando para o carrinho.

— Ok. Por favor me chama de Betina ou usa o você, senhora ou senhorita me deixa velha e isso eu não sou. – Falei.

— Tá bom, Betina. Não foi essa a intenção. – Falou ele indo em direção a porta.

— Tudo bem, eu entendo. – Falei enquanto ele saía. – Ah, Pedro sabe onde eu posso fazer impressão aqui? – Perguntei quando ele já estava do lado de fora do quarto.

— Perto da recepção tem uma placa escrito executivo, lá tem máquinas de impressão e computadores. – Respondeu ele.

— Obrigada! – Falei sorrindo.

Ele acenou e foi na direção dos elevadores, fechei a porta e fui comer. Não sei se era a fome ou quem fez o sanduíche é expert, mas o sanduíche e o suco estavam divinos.

Terminei de comer e voltei para mesa do notebook, ouvi o barulho do meu celular avisando que tinha chegado mensagem.

Um amigo meu, de Rai e Clari havia mandado mensagem.

“Betinaaa, Clarice me contou que está na cidade! Nem me falou nada né?! Me liga!”

Liguei para Lucas que atendeu no segundo toque.

— Lucaaaaax! – Falei usando o sotaque carioca de Clari.

— Lembrou que eu existo? Nossa, tá falando igual sua amiga! – Falou ele.

— Estou bem, obrigada por perguntar e você? – Falei.

— Aff, que idiota. – Falou ele rindo do outro lado da linha. – Vamos jantar hoje? – Perguntou ele.

— Opa, vamos sim. Para onde vai me levar? – Falei.

— Surpresa! Quer que eu te pegue de carro aí no hotel? Aliás, por que não veio para minha casa? – Perguntou Lucas.

— Isso, vem me buscar que estou sem carro hoje. Como é trabalho a editora pediu para que eu fique no hotel, mas pode deixar que irei na tua casa. – Respondi.

— Acho bom! Então te pego as 20:00 horas, ok? – Perguntou ele.

— Ok, esse horário está ótimo! – Respondi.

— Olha, são 15:30 ainda, nada de atrasos. Se você começar a se arrumar agora não irá se atrasar. – Falou Lucas rindo.

— Engraçadinho, eu estarei pronta! – Falei.

— Tá bom, vou voltar para o meu trabalho que ainda falta muito para a minha hora de ir embora. – Falou Lucas.

— Ok, gato. Até depois, beijos. – Despedimo-nos e desliguei.

Aproveitando que já estava com o telefone na mão liguei para Kelvin.

— Oi chefinho! – Falei quando ele atendeu.

— Pela alegria está tudo bem né?! – Perguntou ele em tom de afirmação.

— Por enquanto está tudo uma maravilha. Só liguei para avisar que já cheguei, estou estudando melhor o caso e pretendo começar a investigação logo. – Falei.

— Se for investigar na rua deixa para amanhã, nada de ficar seguindo bandidos sozinha. – Advertiu ele.

— Pode deixar, vou esperar a equipe chegar para fazer o trabalho de rua. – Falei.

— Ótimo, gostou do hotel? – Perguntou ele.

— Não tem aquele mar lindo de vista igual o de Recife, mas é bom. – Respondi.

— Não se pode ter tudo. – Falou Kelvin rindo.

— Infelizmente. Bom, vou desligar e ir imprimir algumas informações sobre o caso. Beijos. – Falei.

— Vai lá, beijos e qualquer coisa liga! – Falou ele e desligou.

Peguei um Pen Drive na mochila e coloquei algumas imagens de fotos das meninas sequestradas que estavam nos arquivos e fui onde Pedro indicou para fazer as impressões.

Notas finais
Obrigada por ler e deixe um comentário para que eu possa sabe se gostou. Até sábado e beijos!