Será?

2 Dores e Amores


Notas iniciais
Hello people! Tudo bem com vocês? Capítulo fresquinho pra vocês; acabou de sair do forno. Vejo vocês lá em baixo.

Karina não conseguia acreditar no que estava acontecendo. Bianca estava jogada no asfalto, completamente imóvel, em cima de uma poça de sangue. Naquele momento, toda a mágoa e raiva que sentia da irmã, despareceram e foram substituídas por medo, um medo que Karina nunca havia sentido. Ela correu até onde a mais velha estava. Logo, os alunos da Academia e da Ribalta começaram a se aproximar.

–Alguém chama uma ambulância! –gritou uma voz! BB pegou o celular e ligou.

–Bi, não faz isso, fala comigo, por favor! –chorava Karina. Duca estava indo pra a Aquazen, quando viu a aglomeração.

–O quê tá acontecendo aqui? –não foi preciso resposta, logo, o lutador se deparou com Bianca desacordada. Ele correu para junto da amada.

–Linda, acorda, por favor! –ele começou a fazer os primeiros socorros. Gael chegou correndo.

–Meu Deus, minha filha! O quê aconteceu? –perguntou desesperado.

–Foi minha culpa, pai. Eu saí correndo, a Bi se jogou na frente do carro...

–Calma, filha, sua irmã vai ficar bem. –Gael tentou confortar a caçula, mesmo não conseguindo confortar a si mesmo. A ambulância chegou e Gael foi com a filha. Cobra se aproximou da aglomeração.

–Eu levo você, Duca, tu não tá em condição de dirigir. –apesar da rivalidade com o outro lutador, Duca não podia discordar. Mesmo em pé de guerra, o coração de Cobra se amoleceu vendo a situação.

–Eu vou junto! –falou Dandara, que também estava muito nervosa.

Eles entraram no carro de Cobra e seguiram pro hospital.

–O quê aconteceu aqui? –perguntou Jade, que chegara com Lucrécia.

–A Bianca brigou com a Karina, que saiu correndo e não viu o carro. Ela se atirou na frente pra proteger a irmã. –a dançarina ficou chocada. Sempre achou que Bianca era uma menina egoísta e mimada; nunca imaginou que ela seria capaz de um ato como esse.

–--*---

Gael segurava a mão da filha enquanto os paramédicos cuidavam dela.

–Pai...

–Eu tô aqui, filha...

–A K... Ela tá bem? –perguntou fracamente. Nem com toda dor do mundo ela deixaria de se preocupar com a irmã.

–Tá. Você é que tá toda machucada...

–Aonde eu tô?

–Na ambulância, a gente tá chegando no hospital. Só aguenta mais um pouco, fica acordada... –o pedido do lutador foi em vão, Bianca, novamente, desmaiou.

–--*---

Quando chegaram ao hospital, a morena foi levada para dentro, deixando Gael mais nervoso. Logo, Karina e Duca chegaram, e a menina correu para os braços do pai. Dandara abraçou os dois. Depois de algum tempo, um médico veio até eles.

­–A Bianca está fora de perigo. Ela teve que levar pontos na testa, teve uma concussão grave e fraturou duas costelas e o braço esquerdo. Ela vai ficar 24 horas em observação, depois pode ir para casa.

–Graças a Deus! A gente pode vê-la? –perguntou Gael, aliviado.

–Claro.

–Pai, me deixa falar sozinha com a Bi primeiro?

–É claro, filha. –ela agradeceu e se encaminhou para o quarto.

–Mestre, eu sei que me pediu pra me afastar da Bia, mas eu preciso vê-la. –disse Duca, angustiado.

–É claro você pode ir. –Duca sorriu. –Depois da gente. –seu sorriso murchou.

–--*---

Karina entrou nervosa e correu para junto da irmã.

–Graças a Deus, Bi, eu nunca senti tanto medo... –ela descansou a cabeça na cama da irmã, que fez cafuné em seus cabelos.

–Tá tudo bem, eu tô bem. A gente precisa conversar. –disse rouca.

–Eu te perdoo, Bi. –Karina cortou a frase da irmã. –Era pra eu estar nessa cama...

–Eu não podia deixar isso acontecer. Eu quero te explicar por que eu fiz aquilo. –Karina assentiu, a contra gosto. Ela respirou fundo e continuou. –Quando você bateu no Pedro, eu fui falar com a Tomtom, e ela me explicou que você só tinha ouvido parte da conversa... Ele estava falando pro Nando que gostava de você, mesmo com os defeitos que você escutou ele falar. Aí, eu fui conversar com ele, pedir pra ele não desistir de você, mas ele estava cansado de correr atrás de você e apanhar. Eu insisti e ele falou que, se eu desse dois mil reais pra ele, ele até casava com você. Eu fiquei furiosa com ele, mas aí eu ouvi você falando pra Fabi que estava apaixonada por ele, e que toda vez que isso acontecia dava errado. Eu não queria que você sofresse de novo. Sabe, toda vez que eu te vejo triste por qualquer coisa, eu sinto uma necessidade de consertar; e eu achei que, dessa vez, eu podia. Vocês dois se gostavam, só eram muito cabeças duras pra admitir. Só que eu acabei estragando tudo. Eu sinto muito mesmo por ter feito você sofrer.

–Eu já falei que te perdoo. Só me promete que nunca mais vai me machucar assim, nem mentir pra mim.

–Eu juro.

–Tem mais uma coisa que eu quero que você prometa. Nunca mais faz uma coisa dessas... –ela apontou pro corpo da irmã, todo estropiado.

–Vem cá, deita aqui. –ela abraçou a irmã. –Isso eu não posso prometer. –Karina fez cara de indignada e abriu a boca para falar, mas foi interrompida por um movimento de mão de Bianca. –Aquelas coisas que você me disse não são verdade; eu sei que eu faço um monte de besteiras, mas você é a pessoa que eu mais amo nessa vida. E eu preciso proteger você; não me importa quanto custe, eu sempre vou fazer tudo que estiver no meu alcance pra te manter segura, mesmo que eu tenha que me machucar.

–Mas, Bi, eu também te amo, eu não quero te perder...

–Fica calma, eu tô aqui, não tô? Você não vai se livrar de mim fácil assim, maninha... –brincou, fazendo Karina sorrir. Foi quando Gael e Dandara entraram.

–Minha filha, nunca mais me assusta assim.

–Ih, mais um que me fala isso... –suspirou, fazendo Karina rir. –Vou tentar, paizinho. Obrigada por estar aqui, Dandara.

–Ô minha linda, eu fiquei tão preocupada com você. Precisava te ver com os meus próprios olhos pra ter certeza que estava bem.

–Eu vou ficar aqui com você. –Gael declarou.

–Pai, eu não quero que a K fique sozinha.

–Só você mesmo... –suspirou. –Numa cama de hospital e preocupada com a K... Eu fico com ela. –sugeriu Dandara.

–Então leva a K pra casa, que eu vou falar com o médico. Muito obrigado mesmo.

–Não precisa agradecer, Gael, eu sempre vou ajudar as meninas.

–--*---

–O quê você tá fazendo aqui? –perguntou rispidamente, se arrependendo do tom quando viu que ele estava chorando.

–Eu fiquei desesperado. Eu sei que eu tenho sido um babaca, mas eu nunca deixei de te amar. –declarou, acariciando o rosto dela. –Quando você estiver melhor, eu juro que te explico tudo. Agora, eu só quero que você saiba que você ainda é e sempre vai ser a mulher que eu amo. –ele lhe deu um beijo na testa e saiu.

–--*---

Depois de falar com o médico, Gael deu um abraço na filha mais nova e virou para Dandara.

–Gael, depois que a Bia estiver em casa, vamos conversar.

–Vamos. –ele beijou sua a mão e a abraçou. Ela saiu com Karina.

–--*---

–O quê você quer moleque? –disse Karina, quando avistou Pedro, quase na porta de casa.

–Eu fiquei sabendo da Bianca. Ela tá bem?

–Tá, sim. Agora vai embora.

–Você a perdoou?

–É claro, ela quase se matou pra me proteger! Aliás, ao contrário de você, ela só queria me ver feliz e você se aproveitou disso pra tirar dinheiro dela!

–Karina, não foi assim... Eu me apaixonei de verdade por você!

–Se não foi pelo dinheiro, você o devolveu pra ela?

–Não, eu até esqueci disso. Eu estava tão feliz com você!

–Eu já falei que eu não acredito em uma palavra do que você diz. –disse com a voz carregada de mágoa.

–Você pode não acreditar, mas eu vou dizer: Eu posso ser um moleque idiota, imbecil e inconsequente, mas eu te amo e eu não vou desistir até te provar isso. –anunciou.

–Vai levar a sua vida inteira! –respondeu azeda.

–Não me importa quanto tempo leve, mas eu provo!

–--*---

Nat estava sentada, pensando no seu amado, quando seu celular tocou. Era ele.

–Alan! Eu achei que você tinha me esquecido.

–Nunca, meu amor. Eu só estava esperando o momento certo pra falar com você. Eu sinto tanto a sua falta.

–Eu também. Doeu tanto quando eu achei que tinha te perdido. Eu quero te ver.

–Nat, espera eu entregar as provas que tenho pro Duca, que a gente vai ter todo o tempo do mundo.

–Eu já esperei tanto tempo, posso esperar mais um pouco. –disse a contragosto.

–Eu vou me preparar pra encontrar meu irmão. Eu te amo muito.

–Eu também te amo demais, Alan.

Ela desligou e começou a chorar de felicidade. Depois de tudo, ia, finalmente, ser feliz ao lado do seu amor.

–--*---

Pedro descontava toda a sua dor na guitarra. Enquanto tocava a música que fez para sua esquentadinha, as lágrimas escorriam por seu rosto. Ele sentia um vazio no peito sem a garota do olhinho bem fechado. Enquanto isso, num canto afastado, Alan esperava pelo irmão. Logo que Duca o avistou, correu para abraçá-lo.

–Eu não acredito que é você, meu irmão.

–Sou eu mesmo, garoto. Tá forte, treinando muito, daqui pouco vai ser um mestre. Eu senti muito a sua falta. –disse, com lágrimas nos olhos.

–Eu também.

–Eu preferi não trazer as provas aqui, pode ter alguém observando pra tentar pegar o dossiê, mas eu vou te contar o que eu sei. O Lobão tem vários esquemas, luta ilegal, tráfico de drogas, mas o principal é tráfico de pessoas. Ele pega caras que querem ser lutadores e leva pra Tailândia pras apostas. Os lutadores não ganham quase nada e ele fica com a grana toda. Ele também leva garotas e caras que não são tão bons em luta pra um esquema de escravidão sexual.

–Meus Deus, o cara é bem por do que eu pensei.

–Mas ele não é cabeça, tem outra pessoa eu não sei quem é... E tem mais uma coisa.

–O quê, além dessa sujeira toda?

–Você sabe que o Lobão odeia o Mestre. –Duca assentiu. –Uma vez ele me contou que ele dormiu com a Ana, mas eu tenho certeza que é mentira; acho que ele a violentou. Logo depois, ela engravidou da Karina...

–Você tá querendo me dizer que a K pode ser filha desse monstro? –Duca perguntou, transtornado.

–Sim, e ele disse que um dia vai revelar isso e a levar pra Khan, transformá-la numa campeã; numa máquina de fazer dinheiro.

–Eu tenho que contar isso pro Mestre...

–Cara, se tu fizer isso, ele vai quere matar o Lobão. Só mantém a Karina longe dele que, logo, logo, esse cara tá preso e não vai poder fazer nada com ela. Agora é melhor eu ir, depois eu aviso pra marcarmos num lugar mais isolado, agora que você já sabe que pode confiar em mim. –eles se abraçaram. Alan saiu, se esgueirando pelos lados.

Duca ficou desnorteado com a notícia; ele tinha quase que um amor de irmão por Karina. Gael iria um pirar. Saber que a amiga poderia ser fruto de um estupro doía, mas o pior era pensar em Bianca. Ele sabia que a irmã é a vida da amada; nunca o iria perdoar se descobrisse que escondeu algo assim dela; e, pior, se souber do perigo que Karina corre, é capaz de Bianca fazer alguma loucura.

–--*---

–Agora, nós vamos ter uma conversa muito séria. O quê você pensa que tá fazendo saindo com aquele marginal?!

–Ele não é assim, mãe! Ele me ama! –exclamou Jade.

–Isso é uma desculpa que ele usa pra transar com você!

–Você não conhece o Cobra; ele cuida de mim, me dá carinho...

–Eu não quero mais ouvir, você é a minha maior decepção, Jade! –aquilo foi demais para a dançarina. Nunca pensou que ouviria sua mãe dizer isso.

–O Cobra estava certo, a única pessoa que sempre me machuca é você! Ele faz eu me sentir muito melhor do que você! –com isso, Lucrécia deu um tapa no rosto da filha.

–Eu vou sair com o Ed; não aguento nem olhar pra você.

Depois que a mãe saiu, Jade puxava os cabelos freneticamente.

–--*---

Depois de sair do hospital, Cobra saiu pela cidade dirigindo que nem louco. Ele havia decidido enfrentar Lucrécia e ir ver a sua dama. Jade ouviu a campainha tocar e foi abrir a porta.

–Cobra, o quê...

–O quê é isso no seu rosto? Foi a sua mãe? –ele perguntou enquanto acariciava seu rosto, no lugar marcado. Ela apenas assentiu com a cabeça. Cobra a abraçou.

–Eu vou espera ela chegar e vou conversar com ela. Não adianta dizer não.

–Você tá certo, eu vou enfrentá-la pra ficar com você. Eu te amo, Ricardo.

–Eu também te amo, muito.

Notas finais
E aí, gostaram? Só eu que amo Cobrade? *o* Os espermatozóides da família Simas são top! Hahaha Criatividade zero pra notas :( Ahhh, me lembrei. Gente que acompanha minha outra fic com a Alexis "Pra te entregar", comentem lá pra ela escrever o epílogo! Bom, é isso. Beijos, até a próxima!