Sequestro: Morte ou Dinheiro

1 Sequestro: Morte ou Dinheiro


Notas iniciais
Leiam com atenção, mas não se incomode com um ou dois absurdos...

E não deixe de comentar. Se não quiser fazer um comentário, dando sua sincera opinião, apenas um "F" já basta e não vai doer nada. Um "F" e um clique, experimente e veja que o dedo não vai cair!

P.S.: Espero que se divirtam, esta é uma fic bem nada a ver. E não me xinguem (demais).

Certa noite, havia ido à casa de um amigo meu, Mário, que tinha me convidado pra ver um filme com ele: “A Terra dos Monstros Perdidos”. Era um filme legal, mas nada a ver. Falava como monstros de todos os filmes, lendas e fábulas (por exemplo, Conde Drácula, Bicho Papão, a criação de Victor Frankenstein, entre outros) se encontraram um por um e se juntaram numa ilha, onde bolaram um plano para a dominação mundial. O plano daria certo, não fosse pelos heróis (Liga da Justiça, X-Men e outros da Marvel, DC e Capcom), que descobriram tudo e os impediram: um “típico” final “feliz” de filme! Assistimos comendo pipoca doce e salgada, com provolone, o que não me satisfez muito, pois estou acostumado a comer uma grande refeição na hora da janta. Abacado o filme, agradeci pelo convite, saindo para a rua.

Andei um tempo, quando fui olhar as horas, para saber se o horário que eu havia me delimitado tinha estourado ou eu ainda teria tempo de ir com calma. Enquanto fazia umas contas Velocidade*Tempo, distraí-me, numa noite calada, com pouca luz do luar e numa rua escura e vazia, onde se localizava a casa do meu amigo. Infeliz ideia e mania prodigiosa, pois, mal sabia eu, estava sendo espreitado e dei a chance certa, que foi aproveitada: fui rapidamente colocado em uma grande sacola preta de lã, onde havia sapos, rãs, lesmas e aranhas (estas últimas, mortas).

Surpreendido e, só depois de me ver no escuro, gritei:

– Tirem-me daqui! Tenho que ir pra casa, se não meu pai me bate. Além disso, ainda não jantei! Soltem-me!!!

– Você, Pedro Cruz Júnior, realmente acha que te soltarei? – disse meu sequestrador, que parecia ser baixo, pois, por mais que tentasse, não conseguia me erguer do chão. Ele proferiu essas palavras, disfarçando a voz (e as próximas falas, também), para que eu não o reconhecesse, pois, provavelmente, eu o conhecia (presumi).

Fui arrastado por um caminho ladrilhado, que me foi amortecido por... Algumas lesmas! Em seguida, o sequestrador me falou:

– Prepare seu nariz, entraremos pela rede de esgoto.

– Certo, mas... Sei que estou sendo sequestrado e tudo... Que teremos para comer? Estou com fome!

– Fica de bico calado, se não, meus trinta labradores vão jantar você.

Fiquei quieto, me controlando com aqueles “bichos” o resto do caminho. Passamos por lugares olhados, lisos, escorregadios, escadas (a pior parte), uma rua estreita, em que viramos à direita, numa rua um pouco mais larga. A este ponto, já estava criando “visão noturna” e fazendo “amizade” com alguns sapos, rãs e lesmas. Fui arrastado por mais um nada agradável lance de escadas e, em seguida, até um quarto, onde me soltaram. Dei uma olhada rápida em mim e vi um monte de gosma! Vi o meu sequestrador, um tanto familiar, que me perguntou:

– Você gosta de festas?

– Sim! – respondi, animado.

– Teremos uma hoje. – falou, com tom de superioridade. – Você poderá participar, mas, com uma condição: me dê seu endereço completo.

Como estava com uma incontrolável fome, dei tudo, mais completo impossível.

Infelizmente, não me deixaram tomar um banho, apesar de meu estado deplorável. Aquela gosma já estava começando a endurecer. A festa demorou para começar, umas três horas. Até aí, eu já me sentia engomado, mas, pelo menos, não aparecia a cor repugnante daquela gosma.

Na festa, não conversei com ninguém e, não sei porque, onde eu ia, as pessoas se afastavam. Apesar disso, a festa foi boa, com boa comida e música escutável. O lugar era uma mansão, o que tornou, aos outros convidados, mais fácil de me excluírem.

A festa acabou tarde e fui obrigado para voltar ao mesmo quarto, onde fiquei trancado mais meia hora, quando ouvi uma voz muito familiar ler algo que me pareceu ser uma carta:

“Seu filho está em nosso poder. Se o quer de volta, siga as instruções: ponha US$500.000,00 numa mala preta e deixe-a atrás da banca de jornal, perto da estação de trem, às 10:50. Pegue o trem das 11:00. Se ficar alguém vigiando, o menino morre!

P.S.: Pegarei a mala às 11:05.”

Presumi que a carta fosse para meu pai.

Pensando um pouco mais, percebi que quem lia era meu tio! Raciocinando assim, não ficaria tão difícil presumir que meu sequestrador devia ser meu primo, que não via há 5 anos!

O tio Dorisgleison era invejoso, prepotente, traíra e de raciocínio curto. Contudo, disfarçava tudo isso com seu lado cômico.

Muito cansado, porém, com muita relutância, fui dormir às 5:30 da manhã.

No dia seguinte, a carta foi enviada ao meu pai, que fez tudo como mandava o figurino. Ou quase... como havia reconhecido a letra do irmão, deixou dinheiro falso dentro da mala!

Mais um dia, passei sem tomar banho e nova carta foi mandada ao meu pai:

“Pegue o seu filho às doze horas, atrás da banca.”

No outro dia, implorei para que me deixassem tomar um banho, mas não deixaram, de modo algum. Meio-dia, fui com a gangue toda até à banca perto da estação de trem. Todos olhavam torto, com olhares amedrontados (ou assustados) para a gente.

Após alguns minutos, avistei meu pai e saí correndo para ele, quando “BANG!”. Um tiro surgiu no ar; fiquei gelidamente amortecido e caí no chão!

Ouvi um berro vindo da minha mãe, um clamor do meu pai, um coro do pessoal da gangue e meu tio falando:

– Sei que o dinheiro é falso e vocês sofrerão graves consequências por isso! Quanto ao menino… — disse com desprezo. – Só está meio sujo, — agora, falava em tom metido. – podem ver que matei um rato, que correu atrás dele. – e guardou a arma na cartucheira.

Senti-me vivo de novo, uma chama interna foi me esquentando e meu corpo começou a formigar. Quando todos acalmaram os ânimos, me levantaram e pude ver o rato, com os miolos à mostra e uma bala 5mm cravada em seu crânio. Com isso, voltei ao normal, à medida que meu tio continuava?

– Se não pagarem, mato o menino! Viram que minha pontaria é otimamente afiada!

Com isso, houve uma grande discussão, porém, eu estava zonzo demais para assimilar tantas vozes gritando ao meu redor. Quando voltei totalmente à mim, vi meu pai entregando o dinheiro a meu tio.

Voltamos para casa e contei pros meus pais todo o ocorrido.

Por mais que eu tomasse banho, a gosma não saía. As roupas foram jogadas fora e fui direto ao hospital mais próximo, onde fiquei numa solução líquida, por mais de meia hora. Saiu quase tudo, mas não queria desgrudava do cabelo: fiquei careca!

Dois meses depois, meu tio já tinha melhorado muito de vida, porém a polícia desconfiou, pois ele continuava desempregado. A mansão, o dinheiro e os outros bens foram confiscados e, após algumas desavenças, conseguimos os US$500.000,00 de volta!

Uma grande reviravolta na minha vida aconteceu, então. Ficamos ricos da noite pro dia, por causa das inúmeras entrevistas à jornalista e programas que fizemos. Hoje, sou muito popular como “o menino das lesmas”, vivo feliz numa mansão, onde damos uma festa por dia e mandamos convites sacanas ao meu tio e sua gangue, na cadeia, sabendo que eles não poderiam comparecer!

FIM

Notas finais
Deixe seu "F", é bem simples, não cai o dedo.
Ou pode deixar um comentário -- prometo responder!

Até.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!