Sequestro Cabeludo
6 Capítulo 6 - A nova ilha.
Notas iniciais
Nami não conhecia a ilha onde Penélope estava, mas o submarino tinha um mapa que mostrava as rotas feitas. A última rota feita indicava uma ilha ao sul, e era para lá que ela estava indo.
Não tinha tanta experiência em “navegar” embaixo da água, mas não era tão difícil. Precisava apenas aplicar os conhecimentos que tinha, como se estivesse em um navio, a diferença era ele estar submerso.
Continuou por mais ou menos meia hora, quando conseguiu ver uma estrutura de ferro ao longe. Desviou o caminho, seria perigoso entrar ali. Chegou em um dos lados da ilha, “estacionou” e saiu.
Dentro do submarino ela não conseguia sentir o tempo, então foi uma surpresa quando se deparou com uma ilha de inverno. Voltou para o submarino e achou uma jaqueta preta e vestiu, só então criou coragem para pisar na neve.
A ilha estava completamente branca, e não tinha nada além de neve, a única coisa que a ruiva via eram algumas dunas, também de neve. Colocou a touca da jaqueta na cabeça e tentou andar, enquanto seus pés afundavam.
Subiu, desceu e subiu mais uma vez, aquilo estava começando a se tornar cansativo. Olhou para os lados e não viu nada, então continuou andando até tropeçar e algo duro.
Levantou nervosa e olhou para o chão, tinha tropeçado na maçaneta de um alçapão, aquilo sim era um bom sinal. Abaixou-se, tirando toda a neve do local e puxando a maçaneta. Dentro tinha uma escada de ferro.
Nami não pensou duas vezes, desceu com cuidado, fechando o alçapão. Não via nada lá dentro, mesmo assim continuou, estava com um bom pressentimento.
Poucos minutos depois, a escada finalmente acabou e Nami pôde colocar seus pés no chão.
Olhou ao redor e não enxergou nada. Esticou seus braços e foi andando calmamente, tateando as paredes até encontrar um interruptor e ligar as luzes. A sala era circular e não tinha nada além de duas portas e a escada por onde desceu.
Abriu a primeira porta, e tinha uma mesa cheia de papéis. Ignorou e seguiu para a próxima que dava para um corredor cercado por um aquário cheio de peixes e tubarões, e mais para frente outra porta igual as anteriores.
Entrou com cuidado, mas recuou e fechou a porta rapidamente, agachando-se: tinha ouvido passos.
Os passos foram se aproximando aos poucos, o medo aumentando. Quando a pessoa parou na frente da porta, ela deu meia volta e voltou pelo mesmo lugar de onde veio.
Nami esperou um pouco, e só então abriu a porta e olhou para os lados. Seguiu pelo caminho contrário da pessoa de antes, ouvindo uma música ao fundo.
Continuou andando, chegando no fim do corredor onde tinha uma porta dupla, completamente branca e repleta de pisca-pisca. Abriu uma brecha e olhou para dentro, e ficou surpresa com o que viu.
Vários piratas estavam festejando loucamente, pessoas bêbadas jogadas pelos cantos, outros bebendo e comendo, e boa parte dançando. No canto da sala estavam algumas caixas, semelhantes a caixa onde a prenderam quando foi sequestrada. Talvez Penélope estivesse por ali.
Aquelas pessoas aparentavam estar bem despreocupadas, por isso Nami deduziu que elas não sabiam sobre sua invasão na outra ilha, então arriscou entrar na sala e se enturmar. No começo ficou meio travada, evitando entrar em contanto com alguém, mas logo se soltou.
Pegou uma bebida e dançou, ao mesmo tempo em que ia lentamente na direção das caixas. Ninguém pareceu reparar em sua presença, e se reparou, ignorou. Sentou em cima da primeira caixa que encontrou, batendo de leve com o pé esperando uma resposta e realmente teve. Sentiu algo batendo abaixo de si.
Vasculhou seus bolsos, pegou um bloquinho de notas e uma pequena caneta, escreveu um bilhete e passou a folhinha e a caneta por um dos buracos da caixa.
Estou aqui para ajudar, qual seu nome?
Algum tempo depois, a pessoa de dentro respondeu, passando o papel e a caneta de volta.
Penélope.
Quase pulou de alegria com o que leu. Escreveu outro bilhete, explicando quem era e que a tiraria dali, só precisava pensar em algum plano. Passou o novo bilhete pelo buraquinho e saiu andando, batendo de leve nas outras caixas, mas ninguém respondeu. Voltou para a sala da escada, e dessa vez analisou melhor a mesa cheia de papéis.
Alguns eram papéis de procurado, do próprio bando, e outros apenas jornais velhos. Voltou para área da escada e ouviu uma sirene, com certeza era culpa sua. Todo mundo que estava na festa saiu correndo para a escada, subindo tão rápido que nem repararam na ruiva parada olhando para tudo, ouvindo o chamado.
Temos uma intrusa na ilha, interceptem o submarino.
.Quando todo mundo saiu a ruiva aproveitou a chance. Saiu correndo até a sala da festa e tentou abrir a caixa.
— Penélope, consegue empurrar a tampa da caixa? — perguntou pensando em alguma alternativa.
— Consigo, na verdade a caixa está aberta — saiu facilmente da caixa. — Eu não sai antes porque seria presa facilmente. Obrigada por vim me ajudar, Nami — sorriu agradecida.
— De nada, eu nunca deixaria você sozinha. Agora vamos, eles já sabem que estou aqui, podemos escapar enquanto procuraram pelo submarino — pegou na mão da loira e saiu correndo.
— E como vamos sair dessa ilha?
— Sendo sincera, eu não sei... Você não sabe de um jeito fácil de sair daqui? — perguntou subindo as escadas.
— Não... Quando eu era Capitã, essa ilha não tinha nada nosso. Esse lugar para mim é novo.
— Então vamos ter que usar o Plano SS.
— Plano SS?
— Sim, sequestro de submarino — sorriu animada.
— Acho que já aconteceram muitos sequestros hoje, não estou muito a fim de outro.
— Esse é por uma boa causa, só precisamos de uma distração — olhou ao redor, seguindo no caminho contrário de onde estava o submarino.
— Que seria?
— Não sei, mas vou pensar em algo.
— Estou perdida — fingiu desespero.
—— // ——
Zoro e Chopper chegaram correndo na sala de submarinos, logo dando de cara com o mesmo cara de antes dando ordens para várias pessoas, enquanto os dois nocauteados recebiam atendimento médico.
— Finalmente vocês chegaram, achei que iriam se perder, vocês ainda não conhecem o local.
— Choppy sentiu seu cheiro e saiu correndo, apenas o segui — explicou Zoro.
— Entendo, bom garoto — acariciou o “cachorro”. — Bem, como devem saber, alguém nocauteou aqueles dois. Não sabemos quem, mas um dos submarinos sumiu então deduzimos que a pessoa fugiu.
— Precisamos ir atrás dessa pessoa, e recuperar o submarino.
— Exatamente, eu montei alguns grupos de busca. Vamos pela superfície para impedir que o foragido escape por cima, quero que vocês dois vão por baixo. Sabe pilotar um submarino?
— Sei — mentiu, não fazia a menor ideia de como ligava aquilo.
— Ótimo, vocês dois podem usar aquele ali — indicou um submarino pequeno na cor verde.
— Ok. Vamos, Choppy.
— Au, au — “respondeu” Chopper.
O espadachim segurou a risada e andou até o submarino, entrando no mesmo como se fosse a coisa mais normal do mundo. Assim que sentou na cadeira, olhou ao redor perdido. Como que se usava aquilo?
— Ei, cachorrinho, sabe pilotar esse treco? — perguntou zombateiro.
— Muito engraçado, senhor peruca — revidou. — Sei sim, Frank me ensinou algumas coisas.
— Bem, então o comando é todo seu!
Chopper retirou a fantasia e ficou maior. Ligou o submarino e olhou ao redor, procurando algo que indicasse para onde deveria ir. Viu um bilhete na janela dizendo que precisava apenas seguir em frente, e foi exatamente o que fez. Seguiu em linha reta, desviando de qualquer obstáculo com todo o cuidado do mundo.
Quando viu outros submarinos “estacionados”, parou ao lado deles, subindo para a superfície e dando de cara com outro sala, idêntica a que estavam antes. Voltou a ser pequeno e vestiu sua fantasia, saindo com Zoro.
Seguiram os outros tripulantes até uma escada na direita, subindo para a superfície. A neve atrapalhava a visão, mas todos pareciam saber exatamente para onde ir. Continuaram seguindo o pessoal, até chegarem em um submarino grande que estava sendo inspecionado.
— Vocês dois, venham comigo — sussurrou um senhor baixinho, seguindo no sentido contrário do restante, sem ser notado.
Estranharam, mas mesmo assim seguiram o senhor e, felizmente, ninguém percebeu que os dois tinham se afastado. O senhor os levou para uma montanha, onde tinha uma porta.
— Entrem rápido, antes que vejam vocês — abriu a porta.
Os dois entraram meio incertos, olharam ao redor, mas estava escuro. Ouviram um barulho atrás deles, olharam e viram a porta sendo fechada aos poucos, trancando ao dois lá dentro.
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