Separados Pela Profecia

36 35- Treinamento Romano


Notas iniciais
Bom, cá estou eu, postando capítulo novo, sendo que no capítulo não teve comentário algum. Aliás, teve 2 visualizações. Isso foi o mais decepcionante. Eu perguntei se queriam que eu cancelasse a fic, e me disseram que não. Eu não cancelei e não vou cancelar. Não desisto de nada. Porém, me encarem agora como a pior madrasta de todas! Vou postar quando quiser e só posto mais cedo se tiver bastante comentários. Não sei quantos, mas muitos. Um "oi" já vai estar contando. Outra coisa, eu estava mexendo no roteiro e eu diminui muito a fic, afinal ia ficar uma coisa muito chata. Agora ela terá 52 capítulos mais epílogo. Cabeças irão rolar mais a frente. Eu quero sangue. O que é uma batalha sem mortes? Mas, uma questão: quem matar? ahaha' Pra quem não gosta do Martin, seu reinado de terror também estará no fim daqui a pouco... Nossa quanto spoiler numa nota só '-' Bom, vamos ao capítulo, leiam as notas finais.

P.O.V. Lucca

Eu estava com raiva. Muita raiva.

Na minha frente Tyson comia uma cópia do meu almoço, só que em grande escala. Meu purê de batata com bife feito pela minha mãe, característicos dos almoços de domingo chamou atenção dele. Depois que experimentou... Bom, o resultado foi àquela montanha de purê na minha frente. Eu estava alegre por ele gostar da comida da minha mãe. Bom, para acompanhar o meu almoço, o suco de laranja da Dona Luana estava em minha frente também.

E por mais apetitoso que esse almoço estivesse, eu só conseguia brincar com a comida e, uma vez ou outra, colocar uma quantidade ínfima na minha boca, mastigar até virar uma pasta e engolir.

Um pouco distante da minha mesa, Possati também enrolava com a comida. Mas isso era característico. Possati odiava a sua família no Chalé 7. Nem com o seu pai ele se dava bem, quem dera com os irmãos.

Quando o meu prato estava pela metade, ou pelo menos era isso que aparentava, olhei para a mesa onde Quíron estava sentado. Ele me encarou e acenou a cabeça quase imperceptivelmente. Olhei para o Tyson para dizer que eu não ia treinar com ele hoje, mas ele estava olhando para os próprios dedos com o seu prato já vazio.

–Tyson? – chamei. – Tudo bem?

Ele me olhou nervoso e começou a mexer os dedos involuntariamente, me deixando um pouco irritado e um pouco aflito.

–Papai pediu para eu voltar para o palácio. – ele disse de uma vez.

Olhei para ele incrédulo. Então era assim que ia ser? Sabia que Tyson não o contestaria e o usou para me atingir. “Que golpe baixo do rei dos oceanos” pensei.

–Tudo bem. – falei com raiva, socando a mesa e atraindo olhares. Andei firme para a mesa de Possati e parei a sua frente. – Vamos?

Ele assentiu e se levantou. Porém, Natanael, um dos meios-irmãos dele, se levantou e olhou para ele.

–Onde você pensa que vai? – falou alto, chamando atenção para nós.

–Larga do pé dele, Natanael! – falei irritado.

–Não se meta peixinho! – ele retrucou com o apelido que eu odiava.

Ouvi risinhos ao fundo e me irritei. Manipulei o liquido que tinha no copo dele, que depois descobrir ser suco de amora, sem pensar. Quando senti a mão do Possati no meu braço e foquei meus pensamentos irados de volta. O suco estava congelado em uma lâmina perigosamente próxima a sua garganta.

–Não vale a pena. – o Possati falou baixo ao meu lado.

–Que foi peixinho? Não consegue seguir em frente? – Natanael me provocou com a voz entrecortada.

Conscientemente, fiz a lâmina se dividir e cortar cada lado do pescoço rapidamente, fazendo sangrar.

–Quer mais, filhinho de papai? – perguntei áspero.

Senti o Possati rir do meu lado e o olhar de Quíron grudado em mim. Natanael levantou rápido murmurando algo sobre me fazer pagar, mas não dei bola. Simplesmente me virei, rumando para o canto da floresta onde encontraria com Marte, escutando os passos do Possati logo atrás de mim.

–Valeu. – ele falou.

–Você faria o mesmo se os meus irmãos fossem tão idiotas quantos os seus. – eu respondi.

–Mas o Percy é. – nós rimos disso.

–Ele é um caso a parte.

Seguimos nosso caminho falando de como a cara do Natanael estava cheia de ódio quando saiu com a garganta sangrando da mesa.

–Parabéns. – nos viramos e encontramos Marte parado atrás de nós. Ficamos estáticos, sem saber o que fazer. – Vamos, tenho que falar com vocês. – ele nos empurrou em direção ao local onde deveria estar nos esperando. – Bom, vamos começar. – ele pigarreou e continuou. – Primeiro, esqueçam que são gregos. Agora vocês serão romanos, não importa o quanto o sangue de vocês diga o contrário. E isso significa que a família de vocês deverá ser deixada para trás.

–Fácil. Vai ser uma benção. – o Possati falou e eu fui obrigada a sorrir. – E você, Lucca, consegue esquecer o deficiente ocular?

–-Não quero que esqueçam. – Marte falou antes de eu responder. – A família ainda é parte de vocês, mas não quero que ela atrapalhe o futuro de vocês. A partir daqui, elas não devem interferir em nada. Concordam?

–Sim. – respondemos juntos, porém nos entreolhamos e já corrigimos. – Sim, senhor. – Marte sorriu.

–Segundo, não treinaram mais com seus colegas, serão somente vocês dois, portanto se corrijam. – assentimos. – Terceiro, apresentarei diversas armas para vocês, pois deveram ter um conhecimento básico de todas elas. Aquela que vocês dominarem deverá ser utilizada com mais frequência que as outras, podem todas deveram ser usadas.

–Sim, senhor. – falamos juntos, novamente. Ele sorriu de lado.

–Gostei de vocês. – começou andar para trás de nós e nos viramos. Onde não tinha nada a momentos antes agora tinha uma mesa repleta de armas variadas. – Vamos começar com arcos. – ele falou e todas as outras armas sumirão. Ele pegou um arco vermelho com preto e uma única flecha que segundos depois passou voando próxima, não, muito próxima a minha orelha. – Este é um arco Yumi. É um arco japonês. A pressão com que o bambu é preso é que determina a potência do arco, e a potência perfeita do arco é definida pelo atirador.

Ele devolveu o arco para a mesa onde outro semelhante a ele surgiu. Ele pegou uma besta da mesa. Bom, eu reconheço uma besta quando vejo uma, pode ter certeza. E aquela era uma besta assustadora. Seu centro tinha forma de espingarda com o punho dourado e um cano preto. Seu arco era dourado assim como o punho.

–Essa é uma bela besta. – falei. Marte sorriu.

–Sim, uma bela besta. Este suporte aqui, – apontou para o arco – mantem a flecha tencionada até o momento do disparo. Seu disparo é mais potente que um disparo de um arco, uma vez que ele não depende da capacidade do arqueiro.

Deu de ombros e colocou sobre a mesa onde ela também se duplicou. Então Marte pegou o último arco. Um arco de prata. Com coisas que filhos de Hefesto amam brincar. Um arco um tanto intimidador na mão de um cara como Marte.

–Este é o arco composto. – Marte disse. – Essas roldanas, alavancas e cabos são para diminuir o esforço usado para atirar. É bem interessante. – disse e colocou o arco sobre a mesa, o multiplicando.

–Bom, apresentei os arcos. Quero que se apresentem para mim agora. – nos entreolhamos e Possati assentiu se voluntariando a ser o primeiro.

–Meu nome é Alessandro Possati. Sou filho de Apolo. Tenho 16 anos. Estou no acampamento desde os meus 12. – falou. Marte assentiu e olhou para mim.

–Eu sou Lucca Mikaelson Segundo. – falei. – Filho de Poseidon. 16 anos. E eu estou nesse acampamento desde 12.

–Segundo? – Marte perguntou.

–O pai da minha mãe se chamava assim. – respondi.

–Ótimo. – ele disse por fim. – Esqueçam isso agora. – ele olhou para o Possati e continuou. – Você é, a partir de agora, Alessandro Possati, romano de alma, protegido de Plutão e de Marte. Você receberá treinamento romano e esquecera-se de muita coisa que aprendeu aqui. – Possati assentiu e Marte continuou, porém agora a mim. – E você. Será Lucca Mikaelson Segundo, romano de alma, protegido de Marte. Você será treinado como um romano se tornará um e para isso, raízes gregas deverão se tornar menos importantes. – eu assenti. – Não se sinta desvalorizado. Você não será protegido de Plutão, porque é a filha dele. – nós rimos.

Alguns instantes depois, os arcos Yumi que estavam sobre a mesa apareceram em nossas mãos. A sensação de estar armado era boa, excitante. Era desafiadora ao mesmo tempo.

–Essas sensações que estão sentindo vêm da minha proteção. – Marte falou. – Vocês vão sentir o que um filho de Marte sente, porém mais fraco.

–E eles sentem mais que isso? – perguntou o Possati, com a voz um tanto rouca.

–Sim, muito mais. – Marte sorriu orgulhoso. – Agora, quero que cada um me jure separadamente proteger a minha neta. Mesmo que custe as suas vidas. – olhei fixamente para ele, ouvindo o Possati engolir em seco ao meu lado.

–Lorde Marte, – falei. – eu juro pela minha vida que nada acontecerá a sua neta sem que algo me mate antes. Samantha viverá muitos anos se depender de mim. Se necessário, a protegerei dos deuses. – terminei convicto, fazendo Marte assentir.

–Assim como meu companheiro disse, – Possati emendou sua fala na minha. – a protegerei com a minha vida. Porém, antes que algo se encoste em meu amigo, primeiro por mim terá que passar. Antes de ele morrer, minha vida será ceifada. – terminou.

–Eu nem os treinei ainda, mas já agem como romanos. Vocês não irão me decepcionar assim. – Marte falou sorrindo. – Agora, como guerreiros, – ele continuou fazendo as sensações ao segurar as armas aumentarem a cada palavra. – como protetores, como fortes e, principalmente, como romanos... – ele fez uma pausa e olhou em nossos olhos. – Vocês estão prontos para treinar? – ele falou alto e com voz forte, fazendo ecoar por meu corpo.

–Sim! – eu e Possati gritamos, jogando o braço com o arco pra cima, liberando muita determinação na voz.

Notas finais
O que acharam? Um cocô? Um arco-íris? Não me digam que ficou um arco-íris, era pra ser fo**... Já sabem, só apareço quando der vontade, a não ser que tiver bastante comentários. Um bom feriado! 01-05-2014