Separados Pela Profecia

29 28- Dias difíceis


Notas iniciais
Bom dia, leitores! Estou voltando para a Sam nos próximos três capítulos, minhas ideias estão borbulhando. Porém não tenho nenhum roteiro e tenho que começar a fazer um :P Alguns capítulos poderão ser meio curtos, então me desculpem... Tiveram 4 comentários! Para um história que ultimamente mal tinha um, estamos no lucro! Se aumentar os comentários eu posto mais cedo. Se diminuir, META! Boa leitura!

Ainda estava tentando lidar com a autoridade que agora eu era. Fazia exatas três semanas em que eu levantava da cama, me olhava no espelho e pensava: Como isso pode ter um cargo tão alto? Como essa criatura pôde receber tanta confiança de uma vez só? Eu sabia que eu estava ali só por causa dos últimos desejos de Reyna e Jason, e eu faria eles terem orgulho por me colocarem em um lugar tão alto.

Claro, ser pretora não é nenhuma maravilha, mas é algo que faz você se tornar confiante na marra.

Eu estava indo verificar o treino no Coliseu e dar a notícia que os jogos de guerra seriam esta noite, ao lado do Martin. Ultimamente mal nos falávamos e quando nos falávamos era completamente formal e sobre assuntos do nosso cargo. Estava um clima tenso entre nós.

Seguindo em frente, fui parada por um lobo amarelado que veio em alta velocidade e parou aos meus pés. Era a Sasha. Ela depositou um pergaminho aos meus pés enquanto eu me abaixava para pegá-lo.

–Gratias­­. – (Obrigado em latim).

Afoguei sua cabeça e ela desapareceu em meio à floresta tão rápido quanto surgiu. Guardei o pergaminho no meu cinto.

–Não vai ler? – perguntou Martin.

–Não, – olhei para ele. – tenho certeza que é para eu abrir depois. Sozinha. – falei sem disfarçar a entonação.

–Olha Sam, – ele olhou pra mim. – desculpa se eu te tratei mal quando você chegou, mas eu não esperava sua volta. – ele deu um longo suspiro. – Quando você foi embora, eu fiquei extremamente magoado e coloquei a culpa em você todos os dias da minha existência em você, por você ter me dado os sentimentos que eu nunca tive. Eu torcia pra...

–Para! – interrompi com raiva. – Você acha que um pedido de desculpa vai aliviar todas as suas palavras? Acha que vai aliviar toda a humilhação?

Ele pegou meu pulso e me balançou.

–Eu sei que não vai mudar em nada. – ele olhou pros pés. – Eu... Eu... Eu queria te pedir uma segunda chance.

Fiquei algum tempo encarando seus cabelos, boquiaberta.

–Uma segunda chance? – perguntei incrédula. – Você quer uma segunda chance? Pra que, Martin? Pra me humilhar? Pra errar e colocar a culpa em mim? Pra me rebaixar?

–Não! Eu quero uma segunda chance pra me redimir! Pra poder mostrar que estou arrependido!

–Me poupe! Eu cresci com você! Sei que você não se arrepende!

Ele me largou e socou uma árvore que tinha por perto. Estava frustrado, era perceptível. Ele queria o que? Que eu o perdoasse por me magoar, por me humilhar? Ele veio andando de volta na minha direção, com uma expressão tão determinada que me fez recuar até bater em uma árvore.

–Não quero que você me de uma segunda chance por te humilhar e nem por te menosprezar. – ele soltou um longo e audível suspiro. – Quero uma segunda chance pra poder te amar de novo.

Ele ficou me encarando enquanto eu estava boquiaberta. Não vendo nenhuma reação, ele me beijou. Um beijo que fazia tempo que eu não sentia mais. Ele começava suave e ia se incendiando aos poucos. Por ter sido pega desprevenida, eu não o impedi, eu acho, e ele começou a se aventurar. Puxou-me da árvore e me beijou com mais paixão.

Então eu voltei à realidade e empurrei-o com força.

– Ficou louco? – suspirei um pouco descontrolada. – Eu... – fiz uma pausa. – Mudei Martin... Eu... Não posso.

Comecei a pisar forte indo ao Coliseu com um Martin confuso atrás de mim.

Notas finais
O que acharam? Comentem, quero saber se gostaram :# Lembrem-se que se diminuir os cometários, tem meta no próximo capítulo!