Notas iniciais
YEY! Espero que gostem, afinal fiz devido à minha frustração de não haver tantas fanfics de Inu x boku rolando por aí. Enjoy ;P

Desde aquele dia , quando pela primeira vez em muito tempo, resolvi revelar meus sentimentos a alguém (a ele) , sinto-me mais leve e ao mesmo tempo, cada vez que o olho diretamente, um calor avassalador queima o meu corpo. Apesar dele continuar sendo o agente incrivelmente dedicado, sua atenção e delicadeza continua aumentando a níveis colossais. Tenho inveja dele . Invejo-o por saber demonstrar tamanha admiração e amor por mim. Invejo-o por ser espontâneo e cativante. E eu? Sinto-me como um iceberg em meio ao verão de seus braços. Mas acho que se não fosse assim, eu não seria tão... eu.

–Ririchiyo-sama?Está se sentindo bem?- ouço sua voz. Perto de mais.

Salto e coloco uma mão no coração, tentando acalmar minha atividade cardíaca acelerada.

– M-Miketsukami-kun! Quer me matar do coração?- respiro pesadamente em busca de ar.

–Não diga uma coisa dessas, eu nunca lhe faria mal algum. Perdoe o seu estúpido cão, Ririchiyo-sama.- ajoelhou-se segurando minha mão direita e me olhando com aqueles olhos cintilantes- É que estava tão pensativa, com uma expressão tão angustiada, que meu peito apertou-se instantaneamente. Eu daria tudo para saber o que está pensando.

Coro. Muito.

–Hn... – aprumo meu corpo, me sentando corretamente no estofado da cadeira. Chá de lavanda... meu referido. Dou um gole olhando para Soushi que me olhava angustiado- Não se preocupe. Hn... Estava pensando em o que irei fazer esta tarde.

Isso não era mentira... Apenas meia verdade, uma vez que estava preocupada com isto também. Minhas pernas tremem só de pensar que ficaria o dia todo sozinha, com ele.

–Ririchiyo-sama! – olho para Soushi, que me olhava atônito e desesperado enquanto apertava minha mão.

–O que foi? -pergunto em um tom irritado.

–Por favor, pare de morder esse lábio, ou não poderei controlar meu instinto travesso.

Como? Pisquei várias vezes soltando o lábio inferior que instintivamente havia mordido. Ele suspira aliviado e se levanta recolhendo minha xícara e a levando a cozinha. Mal consigo respirar.

Levanto-me e me encaminho para meu quarto. Sei que é errado deixa-lo sozinho enquanto ele está animado por ficar comigo, sem ninguém, o dia todo. Mas eu não sei como agir, o que falar ou como trata-lo. Tenho medo de magoá-lo e feri-lo como já fiz inúmeras vezes com as pessoas.

Abro a porta e antes de fechá-la, algo me impede de tal. Soushi.

–Ririchiyo-sama, precisamos conversar. – disse sério

– O- O que foi?_ gaguejo. Droga.

– Por que tem me evitado? Somos um casal agora, não é mesmo? Não há necessidade de ficar se escondendo. Eu sou seu agente do Serviço Secreto mas, mais do que isso, eu sou o homem que te ama. Não faça isso comigo, por favor!

Ele avança sobre mim, me abraçando e fechando a porta atrás de nós.

– Por favor, Ririchiyo-sama... Diga que me ama. – suplicou

– Miketsukami-kun eu... – o abracei mais forte- Você sabe que eu... eu ... eu te amo. Mas eu só... não sei como agir quando estou perto de você. – suspiro, escondendo meu rosto em seu pescoço. Ele ri.

– Ora, não se preocupe com isso. Eu te amo. Tudo que fizer será agradável aos meus olhos.

Então novamente senti aqueles lábios tão frios e adocicados sobre os meus. Nossas línguas se acariciavam em uma dança apaixonada descobrindo cada milímetro um do outro. Suas mãos que estavam em meus quadris me apertaram ainda mais contra ele. Separamo-nos por falta de ar. Vi em seus olhos a paixão, o desejo que sente por mim, como fogo ardente.

A chuva caia lá fora. O vento batia nas paredes da enorme Ayakashi Kan. Mas eu não sinto frio. Não em seus braços.

– Ririchiyo-sama, deixe-me ser seu e permita-me a fazer minha ?!–suplicou ofegante

Eu sabia o que ele queria. Surpreendi-me ao constatar que eu o queria tanto quanto ele me desejava. Balancei a cabeça afirmativamente e ele sorriu. Um sorriso genuíno.

Beijou-me no rosto e acariciou minha nuca, enquanto me levava até minha cama. Sentou-me na mesma, sorrindo bobamente, para logo em seguida tirar seu terno junto com a blusa. Céus! O perfeito Adônis bem a minha frente! Se ajoelhou e começou a desabotoar botão por botão da minha blusa, olhando-me e sorrindo. Corei violentamente quando seus olhos baixaram para meu dorso, agora apenas com meus seios cobertos pelo sutiã preto. Abriu minhas pernas se encaixando entre elas. Beijou minha testa, meus olhos, minhas bochechas e por fim, meus lábios, lugar onde se demorou demasiadamente.

Desceu sua sequencia de beijos para a minha orelha, mordiscando esta e sibilando elogios. Estremeci. Afundei meus dedos em seus cabelos quando chegou até minha clavícula e logo após ao meu pescoço. Comecei a afagar seus sedosos cabelos fazendo círculos em sua nuca com meu dedo anular. Senti-o ofegar. Descobri seu ponto fraco. Touché.

Tateou minhas costas em busca do fecho do sutiã e o abriu quando o encontrou. Foi tirando as alças com os dentes enquanto apertava minhas coxas com as duas mãos. Foi a minha vez de ofegar e vê-lo sorrir ainda com os dentes em minha pele.

Agarrei seus braços ao sentir sua mão em contato com meu seio direito, já enrijecido com o contato de nossos corpos.

– São perfeitos Ririchiyo-sama! Permita-me prova-los. — Soushi disse já ofegante

– Sim — respondi me rendendo.

Sorriu me beijando e se debruçando sobre mim na imensa cama. Seus lábios e sua língua contornavam meus mamilos com sofreguidão e a essa altura, deixei que meus gemidos fossem proferidos em seus ouvidos, o que o deixou mais entusiasmado.

Ajudei a se livrar do restante de nossas roupas e , finalmente, consegui sentir o total calor de nossos corpos. Mas a temperatura ainda estava pra subir. Senti seus dedos me acariciarem intimamente, em prazerosos círculos contínuos. Agora seus gemidos se misturavam aos meus. Céus. Sentia que poderia explodir a qualquer momento. E foi o que aconteceu. Explodi em mil pedaços, desfazendo-me em sua mão e gemendo alto seu nome. Ele sorriu e me beijou apaixonadamente.

Ajeitou-se entre minhas pernas e entrelaçou seus dedos nos meus enquanto me penetrava. Gemo de dor enquanto ele suspira e revira os olhos tentando se conter e espera para que minha dor suma. Após alguns segundos movo meus quadris, incentivando-o a continuar. Seus movimentos eram lentos, intensos e fundos, torturando tanto a mim quanto a ele. Mas foi então que eu percebi. Soushi não queria apenas realizar um desejo carnal. Ele queria ter a certeza de que era meu, de corpo , coração e alma... e que eu era dele. Nossos olhos não se desviavam um momento sequer um do outro. Via tanta adoração naqueles orbes coloridos que meu peito se aquecia instantaneamente. Ah! Como eu o amava. Sorri quando ele levantou minhas mãos no alto da minha cabeça com nossos dedos ainda entrelaçados se afundando , ainda mais, em mim. Ergui meu corpo, beijando-o, transmitindo tudo aquilo que eu sentia.

Um tempo depois, fui preenchida com todo o seu amor. Chegamos ao nosso ápice e Soushi desabou sobre mim. Abracei-o deitando sua cabeça em meu peito e afagando seus cabelos, agora desalinhados.

_Ririchiyo-sama- disse com a respiração ainda irregular.

_Sim?- a minha não estava diferente

– Agora sou todo seu. Sou seu cão, sou seu amante e companheiro.

Beijei o topo de sua cabeça.

– Sim , Soushi-kun. Você é todo meu. De mais ninguém. Você me pertence.

Sorri. Pela primeira vez em tanto tempo (ou desde nunca) me senti preenchida. Senti-me como se agora eu já não fosse um incômodo. Senti-me , além de tudo... amada.



Notas finais
Curtiram? Obrigada por ter lido. Já me sinto muito feliz. Gosto de cometários viu? .XoXo
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!