Sentimentos que o Passado Traz
1 Capítulo único: Sentimentos que o passado traz
Notas iniciais
\"Sentimentos que o passado traz\"
Uma vertigem. Suas pernas já não suportavam seu peso. Caiu no chão, desfalecido. Seu rosto estava mais alvo que o normal. Talvez aquele fosse seu fim, se ela não chegasse a tempo.
Sentiu ser carregado para algum lugar antes de ficar completamente inconsciente.
(...)
Foi com a claridade e a brisa suave da manhã que ele acordou no dia seguinte. Pouco se lembrava do que havia ocorrido. Ainda sentia sua cabeça latejar como um sino levando marteladas. Estava um tanto tonto, mas sem sombra de dúvidas bem melhor do que na noite anterior.
Levantou-se de onde estava deitado e observou o local em que estava. Não lhe era estranho, uma casa aparentemente grande já que o quarto também era. Pela janela onde estava próximo via um vasto e belo jardim com as mais variadas espécies de flores e árvores, certamente um local daqueles não teria como ser esquecido, mas ainda assim, ele não se lembrava exatamente de onde estava. Talvez fosse a dor de cabeça que sentia, não sei ao certo.
– Bom dia, Ukitake taichou. – Falou uma voz suave. Uma mulher um tanto alta de longos cabelos negros trançados em volta de seu pescoço entrava no quarto.
– Unohana taichou... – O outro disse também com um tom de voz brando. Agora tudo estava claro em sua mente.
– Está melhor?
– Como vim parar aqui? – O outro perguntou, deitando-se. Já suspeitava que houvesse passado mal e que Unohana havia o levado para sua casa para tratá-lo. A capitã do quarto esquadrão fazia questão de deixar seus subordinados com a grande maioria dos pacientes, mas Ukitake ela tratava de modo peculiar, sempre que possível o levando para sua casa e o medicando ela mesma, afinal, ele era especial, e não só porque era o capitão do décimo terceiro esquadrão...
– O senhor desmaiou. Achei melhor trazê-lo para minha casa e tratá-lo aqui mesmo. – Unohana agora se sentava sobre os joelhos ao lado de Ukitake.
– Já é a terceira vez esse mês que te dou esse... Prejuízo... Desculpe-me Unohana. E dessa vez te fiz me trazer até sua casa. – Sua voz estava fraca. E Ukitake colocava sua mão na cabeça, parecia que a dor piorara.
– Não tem problema Ukitake taichou. – A morena tentava acalmar o shiro com suas doces palavras, afinal, aquilo não era sacrifício algum. Unohana sentia-se bem ao lado dele, e isso já bastava para que ela se dedicasse ao máximo para ajudá-lo.
– Se ainda houvesse alguma forma de lhe agradecer por tudo que já fez por mim...
– Ukitake, somente a sua presença já é o bastante para mim. – Unohana agora estava com um semblante sério. Eram raras às vezes em que ela ficava assim, Ukitake era um dos poucos que já havia visto a capitã daquele jeito. E somente nesse estado ela o chamaria simplesmente de “Ukitake”.
– Unohana... Desculpe.
– Não tem o que se desculpar. Bobinho. – Ela agora mostrava um sorriso tímido.
– Fazia tempo que não me chamava assim... – Ukitake sorria ingenuamente.
– Verdade, não? – Unohana tinha um pequeno sorriso nostálgico em seu rosto.
– Sim... – O shiro lembrava-se de quando Unohana havia tornado-se capitã do quarto esquadrão. Depois de tal acontecimento, ela passou a ficar tão ocupada com seus subordinados e pacientes, que somente falava com Ukitake nas horas em que ele mais precisava de sua presença e de seus cuidados médicos. Como agora, por exemplo.
– Sente falta daqueles tempos, Ukitake?
– Sim. Mas, especialmente, sinto falta de uma coisa.
– E o que seria? – Unohana sentia que sabia o que Ukitake queria dizer, mas não tinha completa certeza. Passou a sentir seu corpo tremer assim que o shiro levantou-se calmamente e começou a aproximar seu rosto ao dela.
– O sabor de seus lábios... – Disse o shiro quase quem em um sussurro, com seu rosto muito próximo ao de Unohana. – Será que, ainda são como antes?
– Porque não experimenta? – Sussurrava Unohana para Ukitake fechando seus olhos delicadamente. Um momento como aquele já não acontecia há anos. Ambos sentiram a mesma sensação de mais de cem anos atrás quando se beijaram pela primeira e única vez na academia de shinigamis.
Os lábios de Ukitake tocaram os de Unohana tal como ele, delicados e receosos, com medo de que algo saísse errado, como se isso fosse possível. Os lábios de Unohana... Macios, levemente úmidos, deliciosos e quase irresistíveis. Agora Ukitake não sentia sua cabeça doer, mas sim seu coração bater cada vez mais forte. Unohana, serena como sempre fora, agora, passou a sentir algo como uma corrente elétrica percorrer todo o seu corpo. Era mágico. Sentia Ukitake cada vez mais perto de si, cada vez mais seu. E aquilo a deixava cada vez mais feliz.
Pouco a pouco seus lábios foram se separando...
Ukitake respirava ofegante, e Unohana permanecia como antes, a não ser por um leve rubor pouco abaixo de seus belos olhos azuis. A morena ainda pôde ouvir um “Te amo” bem baixinho vindo da boca de seu amado pouco depois do beijo.
– Posso lhe pedir algo que há tempos eu queria Unohana? – Disse Ukitake pouco depois de sua respiração voltar ao normal com o rosto um tanto corado.
– Claro que sim, o que quiser. – A morena olhava o shiro com seu habitual sorriso.
– Casa comigo?
Fim.
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OMG! Que final não?!
Espero que tenham gostado, e que tenha ficado um climinha meio que misterioso no final... (( Há, há! 8D~ ))
Obrigada por terem lido! *-*
E não se esqueçam de mandar um review dando a sua opinião. ^^
E claro, participem da campanha UkiUno! o/
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Lindos! *-*
É isso aí povo.
Até mais! =o.~
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