Sentimentos de Uma Ladra
1 Sentimentos de uma ladra.
Notas iniciais
Sentimentos de uma ladra.
Apresentando:
- Maldita morte.
- Minha sorte.
- Nuvens e Chocolate.
- Ao ver da morte.
Minha morte.
Afaguei seus cabelos loiros ou cor de limão como Max gostava de descrever. Seu rosto pálido e seus olhos fechados; era algo que nunca imaginei de ver.
Não adiantava dizer, mas eu queria:
- Eu te amo.
Sim, ele foi o primeiro amor de Liesel, o primeiro amor da garota que roubava livros, meu primeiro amor.
Ele pode ser meu vizinho, meu melhor amigo, Rudy Steiner e até mesmo Jesse Owens, mas eu sei que ele sempre será meu amor.
Nem a cuja tal morte conseguirá.
Nem a distância conseguirá.
Eu o amo.
- Meu Saukerl – eu dizia para seu cadáver. Porco sujo.
Aproximei-me de seus lábios e o selei com um beijo, tinha gosto de pólvora e açúcar, uma combinação para mim. Perfeita.
Olhei para o grosso livro de capa preta que me salvou.
- Eu queria ler para você, um dia. Rudy.
Desabei no cadáver que jazia no chão duro e estático e permiti-me chorar diante do mesmo.
Minha Sorte.
Não posso dizer que amaldiçoo a morte por levar a alma de Rudy, o que posso dizer? Ela só esta fazendo seu trabalho.
Lembro-me ao auge de meus 10 anos quando me trouxeram para a Rua Himmel onde eu tive tanta sorte, de ter os pais de criação mais incríveis que pudera ter; conhecer e fazer novos amigos; e amar.
Graças ao Führer que começou com toda esta palhaçada, perdi tudo que havia conquistado. A morte dele não foi tão ruim, acho eu. Ele ajudou a Alemanha a se transformar na Alemanha nazista que castigam judeus e pessoas inocentes a troco de respeito ou... Poder? Ele realmente queria uma Alemanha melhor?
Heil Hitler!
Nuvens e Chocolate.
Senti logo sua presença ao meu lado, observou-me e levantou-me ao seu colo.
- Você demorou morte.
Flutuamos seu a fora até conseguir tocar as nuvens, o crepúsculo se formava, transformando o céu de azul para laranja avermelhada.
Toquei em uma das nuvens e coloquei em minha boca. Bom, havia um gosto, posso descrever como chocolate, como sempre disse, então deixarei o gosto ao seu critério, quando a morte vier te buscar e você puder tocar o céu e experimenta-lo, você saberá qual gosto é.
Ao ver da morte.
O que a morte acha de tudo o que aconteceu com a pobre Liesel?
Bom, ela não queria isso.
E direi novamente o que sempre digo:
“Humanos me assustam”
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